viernes, 30 de marzo de 2018

FORO 24: NÓS PROPOMOS!! A possibilidade da participação cidadã desde a escola

En los documentos (versión en portugués y castellano) podéis encontrar la evolución histórica del Programa Nós Propomos!
Os animamos a participar indicando cómo se aplica este programa en vuestra localidad, o bien haciendo aportaciones sobre otras maneras de ejercer la participación ciudadana desde el ámbito escolar.
Chamamos, pois, a odos os colegas preocupados pela cidadania e pela melhora da aprendizagem escolar a participar neste foro 24.


NÓS PROPOMOS!! A possibilidade da participação cidadã desde a escola
A abertura deste novo foro 24 pretende responder, desde a educação, à dinâmica da globalização e à sociedade do conhecimento, que vem transformar tanto os processos de aprendizagem como o interior das instituições educativas à luz de novas formas de aprender. O Projeto Nós Propomos! é um projeto de cidadania para os jovens e nem tão jovens, que começou em Portugal, em 2011/12, e não para de crescer: Espanha, Moçambique, Brasil e agora inicia sua implementação no Peru e Colômbia. Conta atualmente com mais de 10.000 participantes  e cerca de 40 universidades.
No ano em que o Geoforo comemora dez anos de início de suas atividades é emblemático e necessário continuar refletindo sobre a formação cidadã e o ensino de Geografia em diferentes países do mundo,  sendo o fundador do Projeto Nós Propomos! uma das pessoas que em 2008 também iniciou o Geoforo. O Projeto está diretamente inspirado no compromisso social e cidadão que marca o Geoforo.
Os problemas locais como transporte, resíduos sólidos, poluição das águas, barulho nas ruas, instalação de equipamentos de lazer, têm um reflexo global. Por isso, desde o Geoforo, queremos estimular a outras pessoas que colaboram no Projeto Nós Propomos! ou que o venham a fazer no futuro, a participar deste Foro 24 para que possamos pensar localmente em nossos problemas e propor ações globais que nos permitam alcançar os direitos cidadãos universais. Este foro supõe a primeira reflexão participativa do projeto, trazendo as experiências particulares de desenvolvimento do Projeto nos países em que se localiza.






¡NOSOTROS PROPONEMOS! La posibilidad de la participación ciudadana desde la escuela 

La apertura de este nuevo foro 24 pretende responder desde la educación a la dinámica de la globalización y la sociedad del conocimiento, que entraña transformar tanto los procesos de aprendizaje, como el interior de las instituciones educativas a la luz de las nuevas formas de aprender. El Programa Nos Propomos. es un proyecto de ciudadanía para los más jóvenes y no tan jóvenes, que comenzó en Portugal en 2011 y no ha dejado de crecer: España, Mozambique, Brasil y, ahora, inicia su implementación en Perú y Colombia. Cuenta actualmente con más de 10.000 participantes y cerca de 40 universidades.
En el año en que el Geoforo celebra diez años de sus actividades es necesario continuar reflexionando acerca de la formación ciudadana y la enseñanza de la Geografía en diferentes países del mundo. Además el patrocinador de este Programa también es una de las personas que inició el geoforo en 2008. De esta manera el proyecto está inspirado en los mismos compromisos sociales y ciudadanos del Geoforo
Los problemas locales, como transporte, residuos sólidos, polución de aguas, ruido en las calles, instalación de equipamientos de ocio, tienen un reflejo global. Por eso desde el Geoforo queremos estimular a otras personas que colaboran en el proyecto Nós Propomos!, o que lo pueden hacer en el futuro, a participar en este foro 24 para que podamos pensar localmente en nuestros problemas y proponer actuaciones globales que nos permitan alcanzar los derechos ciudadanos universales. Este foro supone la primera reflexión participativa del proyecto, aportando las experiencias particulares de desarrollo del mismo en los países en que se localiza.

- Para leer texto completo en ambas lenguas pinchar el siguiente link:

78 comentarios:

  1. Estou acompanhando o projeto Nós Propomos por meio das postagens nas redes sociais e nos artigos públicos, sendo o um o artigo “Projeto Nós Propomos: uma proposta alternativa de educação Geográfica na Iberoamérica” apresentado no XIII encontro Nacional de Prática de Ensino de Geografia ocorrido em Belo Horizonte/MG em 2017 e na obra “A extensão universitária como indutora à Cidadania: a experiência do Nós propomos” em 2017. Desta forma estou refletindo a todo instante a teoria e a prática do trabalho com projetos, estudos do meio e ações que tem como objetivo uma cultura da cidadania e uma Geografia crítica, seguindo o grande geografo Milton Santos. A leitura dos textos acima citados e a participação no Grupo de Estudos da Localidade (ELO), vinculado à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP), inserido no Laboratório Interdisciplinar de Formação (LAIFE), fez e me faz (re)pensar as práticas pedagógicas com meus oitocentos e noventa alunos semanalmente nas três unidades escolares em que trabalho como professor de Geografia e História. A apropriação da cultura escrita, letrada, culta e popular dos alunos é função da Escola e assim do seu estabelecimento enquanto sujeito humano leitor de mundo. O desenvolvimento do projeto “Nós Propomos” vem no intuito de estimular muitos de nós docentes a rever e reavaliar nossas posturas, práticas e ideias no ensino de Geografia. Incorporar no cotidiano do espaço escolar pensamentos e ações da localidade e da globalização (Glocalidade) e de forma interdisciplinar são fundamentais no trabalho pedagógico para atingirmos uma aprendizagem significativa para e da cidadania. Começaremos em breve a desenvolver o projeto em algumas escolas da região metropolitana de Ribeirão Preto/SP e assim propormos um protagonismo juvenil condizente com uma sociedade complexa e líquida do mundo contemporâneo. Parabéns ao Professor Sergio Claudino, à Professora Silvia e à professora Andrea pelo brilhante pensamento da funcionalidade da Geografia crítica de forma compartilhada e pelas investigações nos vários territórios que estão sendo inseridos o projeto. Estamos paulatinamente montando uma rede de conhecimento e uma comunidade de aprendizagem democrática em que despertaremos nos docentes e estudantes um compromisso com o espaço vivido e sentido. Desta forma com uma ação coletivas e organizadas para causar uma transformação social no espaço produzido pela ação antrópica.
    Odair Ribeiro de Carvalho Filho – Professor de História e Geografia. Docente das redes municipal de Ribeirão Preto/SP e do Centro Paula Souza. Membro do grupo ELO/FFCLRP-USP

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  2. Entendo o projeto "Nós Propomos!" como uma grande ação coletiva promovida por diferentes professores de Geografia e seus alunos em escala ibero-americana e em expansão para a África. Para além da relevância didática, formativa e investigativa que o projeto promove, quero salientar aqui, o significado que possui no âmbito político pedagógico. Explico: estamos vivendo em tempos de retrocessos constantes nas políticas públicas de Educação e ensino. As ciências humanas estão sendo relegadas a um segundo ou terceiro plano. No Brasil, há um desmonte explícito das conquistas sociais relativas a manutenção das escolas públicas e da própria profissão docente. A Geografia tem sido desqualificada ou desmerecida por políticos e gestores que assumiram o poder brasileiro recentemente. A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR que acaba de ser implementada pelo Ministério da Educação no Brasil apresenta a Geografia Escolar num lugar pouco significativo ou mesmo duvidoso. Deste modo, quero ressaltar que o Projeto Nós Propomos! está indo na contramão desse contexto todo. Professores e alunos participantes "nadam" com muita força e vontade no "mar" agitado e golpeado por políticas autoritárias e excludentes. Para mim, participar desse coletivo é uma honra! Parabéns ao Prof. Dr. Sergio Claudino pela iniciativa e energia para dar andamento ininterrupto a esse projeto. Parabéns a TODOS os colegas professores e alunos participantes. Esse é um caminho promissor. Saudações desde o grupo ELO - USP, em Ribeirão Preto-SP, BRASIL. Profa. Andrea Coelho Lastória

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  3. É com muito contentamento que vemos o projeto Nós Propomos como uma potente ideia ao desenvolvimento e ampliação do debate acerca do papel da escola, sobretudo da Educação Geográfica, na preparação dos(as) alunos(as) ao exercício da Cidadania. Vivemos em tempos sombrios quanto a garantia desse que é um direito garantido pelo Artigo 205 da Constituição Federal do Brasil de 1988 e reforçada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei 9394/96).
    Os recentes ataques a democracia e ao Estado de Direito por meio de políticas governamentais seletivas, estão ameaçando o exercício da construção cidadã. As instituições escolares, que tem como uma das missões justamente ser um espaço de debate e reflexão sobre Cidadania, estão enfrentando dilemas de cerceamento quanto ao desenvolvimento de seus escopos.
    O inesgotável sucateamento de escolas da educação básica e das universidades públicas, o movimento “Escola Sem Partido”, a controvérsia Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que retira das Ciências Humanas, incluindo a Geografia, a capacidade de contribuir com a perspectiva de ampliar a “visão de mundo” dos educandos, são exemplos claros e evidentes da contramão proposital que se (en)caminha uma sociedade cada vez mais excluída de seu direito à cidadania.
    É oportuno também destacar que o projeto Nós Propomos, ao extrapolar continentes, torna-se um elo importante no debate de outros aspectos relativos a cidadania. A recente ampliação das migrações populacionais dos chamados países subdesenvolvidos, seja à Europa ou à América, tem exibido tensões a partir de uma xenofobia enraizada no etnocentrismo.
    Tanto o Estado quanto os organismos multilaterais vem proporcionando medidas protecionistas absurdas no intuito de defender o progresso a qualquer custo, minando possibilidades de que as mais variadas sociedades possam organizar-se a fim de colocar em prática uma vida mais ética, justa, sustentável, sobretudo por meio de atitudes cidadãs.
    Por isso, reiteramos a grande oportunidade que temos nesse canal utilitário do GeoForo 24 (com extrema contribuição do projeto Nós Propomos) em debatermos ideias que possam valorizar o a escola, a profissão docente e, principalmente, o Ensino de Geografia.
    Que possamos ampliar nossas discussões nos grupos de pesquisa (destaco neste momento o grande papel do Grupo ELO – Grupo de Estudos da Localidade – vinculado à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto - FFCLRP/USP), nos ambientes de trabalho, nas escolas, nas universidades, nas entidades governamentais e não-governamentais, procurando dar sentido e visibilidade a esse tema essencial ao convívio em sociedade: CIDADANIA.

    Luis Guilherme Maturano. Graduado em Geografia. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). Membro do Grupo ELO/FFCLRP-USP.

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    1. Inicialmente, gostaria de parabenizar pela iniciativa do Projeto Nós Propomos, do Prof. Dr Sergio Claudino e do empenho e participação da Prof. Dr Andrea Coelho Lastoria, que por meio do Grupo de Estudos sobre a Localidade – ELO, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto – FFCLRP, da Universidade de São Paulo – USP, promove e incentiva práticas escolares significativas , que vão na contramão de um contexto de desmonte e sucateamento do ensino público brasileiro. Nesse sentido, tive a honra de participar de um projeto de troca de cartas de alunos de 3º ano da rede pública, de dois municípios brasileiros, ou seja, trabalhar o conceito de município de Ribeirão Preto-SP por meio de sua história, localização no Estado de São Paulo, atividades econômicas e composição territorial (área urbana e rural). Depois pedir para os alunos, como uma atividade de ensino, escreverem uma carta para uma criança de Santo Ângelo - RS.
      O objetivo principal de projeto era saber: Por que é importante vir conhecer seu município? Do meu ponto de vista isso é fundamental, pois mostra a importância do ensino de Geografia nos Anos Iniciais, no Ciclo de Alfabetização, diferente do que estabelecem os currículos oficiais, como o do governo do Estado de São Paulo, que retira o ensino de Geografia e História do Ciclo I do Ensino Fundamental.
      Diferente dessa perspectiva dos currículos, inclusive da nova Base Nacional Curricular Comum, o conceito de localidade, faz um levantamento do que os alunos sabem sobre o seu bairro, a sua cidade; pontos de referência; história, localização no Estado de São Paulo, atividades econômicas e composição territorial (área urbana e rural), curiosidades etc. E essa aprendizagem é essencial para a noção de pertencimento dos sujeitos inseridos em sua comunidade.
      Cito esse exemplo, dessa experiência particular como professor da rede pública de Ribeirão Preto, pois possibilitou aos meus alunos uma aprendizagem significativa, a partir dos seus olhares e suas vivências. Essa prática me remete ao grande pensador brasileiro Paulo Freire, que escreveu que “ a leitura do mundo precede a leitura da palavra” ou seja, ler o mundo significa ler os signos, as palavras, os sinais, o seu entorno, etc. Quer dizer que mesmo que não seja alfabetizada, a criança entende o que se passa ao seu redor, e não só entende, mas também aprende. Aliada a aprendizagem da escrita e da leitura, ela amplia essa aprendizagem, de mundo.
      Dessa maneira, acredito cada vez mais nessas iniciativas, como a do Nos Propomos, pois uma aprendizagem dentro de uma perspectiva de cidadania e transformação social.
      Fábio Augusto da Silva Lima. Graduado em Pedagogia e História. Especialização em Ética, Valores e Cidadania pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). Membro do Grupo ELO/FFCLRP-USP. Professor da Rede Municipal de Ensino de Ribeirão Preto - SP

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  4. O estudo da localidade é, de fato, muito difícil de ser encontrado em manuais didáticos, principalmente se a busca for através da perspectiva histórico-dialética. Estudar a localidade e propor projetos de ação sobre o espaço mais próximo de cada cidadão em idade escolar é um objetivo audacioso, principalmente em tempos de retrocesso, num país como o Brasil, em que se observa uma ameaça de militares tentando tomar o poder em nossa pseudodemocracia, com o intuito de estabelecer uma ditadura, inclusive pedida por muitos, principalmente por aqueles que não vivenciaram tal período histórico cruel.
    O projeto Nós Propomos! empodera os alunos na sua condição de agente local. Forma de maneira crítica o cidadão que pode transformar o seu lugar de modo a atender os interesses de um coletivo, levando à melhoria do seu espaço, conduzindo-os a perceberem-se como interventores da sociedade que compartilham e a entenderem o que é posicionamento e ação política.
    A proposta do Nós Propomos! conduz práticas de ensino significativas. Poder participar deste projeto nos dá mais forças para combater todos os discursos e acontecimentos que colocam as pessoas não na condição de cidadãos, mas como consumidores. Ações do atual cenário político brasileiro, que contrariam a ideia de amenizar as desigualdades sociais, vão de encontro ao que apregoa o neoliberalismo. Tomaz Tadeu da Silva (1997) escreveu há 20 anos algo que nos soa como atual, considerando que a estratégia neoliberal de conquista hegemônica se ocupa do campo educacional como um dos elementos passíveis de serem utilizados como técnica de governo, regulação e controle social. Entretanto, o autor não nos deixa desamparados na condição de professores, afirmando a mesma ideia que vejo exposta pelo Nós Propomos! Assim, com uma citação Silva, cuja dissertação vem de encontro com os objetivos do projeto, aconselho que nos encorajemos a considerar o desafio:
    “O papel dos/as educadores/as num tempo e numa configuração como essa [do neoliberalismo] torna-se ainda mais crucial. É importante não se render a uma ofensiva que pretende transformar radicalmente não apenas a política da pedagogia, mas também a pedagogia da política. É também extremamente importante que criemos e recriemos nossas próprias categorias, que definamos e redefinamos as metáforas e as palavras que nos permitam formular um projeto social e educacional que contraponha àquelas definidas e redefinidas pelo léxico da retórica neoliberal. Educadoras e educadores precisam, mais do que nunca, assumir sua identidade como trabalhadoras/es culturais envolvidas/os na produção de uma memória histórica e de sujeitos sociais que criam e recriam o espaço e a vida sociais. O campo educacional é centralmente cruzado por relações que conectam poder e cultura, pedagogia e política, memória e história. Precisamente por isso é um espaço permanentemente atravessado por lutas e disputas por hegemonia. Não assumir nosso lugar e responsabilidade nesse espaço significa entregá-lo a forças que certamente irão moldá-lo de acordo com seus próprios objetivos e esses objetivos podem não ser exatamente os objetivos de justiça, igualdade e de um futuro melhor para todos.” (1997, p. 28).

    Por isso, também, quero agradecer a todos os companheiros do Grupo de Estudos da Localidade – ELO, que vem há tempos compartilhando das mesmas angústias das experiências vividas dentro de sala de aula e ao Professor Doutor Sergio Claudino, pela sua audácia que nos inspira. Parabéns por tamanha coragem!
    Sonara da Silva de Souza. Licenciada em História, Geografia e Pedagogia. Aluna do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). Membro do Grupo ELO. Professora de Geografia da rede estadual paulista.
    Referência: SILVA, T. T. A “nova” direita e as transformações na pedagogia da política e na política da pedagogia. In: GENTILI, P. A. A. e SILVA, T. T. (Orgs.). Neoliberalismo, Qualidade Total e Educação – visões críticas. Petrópolis: Vozes, 1997.


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  5. O Projeto Nós Propomos propõe séria reflexão sobre a escassez de políticas públicas aplicadas para resolução de problemas nos municípios brasileiros, para além disso, o processo de politização e avanço da democracia direta requer a descolonização do Poder público e a inclusão da sociedade nas discussões, planejamento e fiscalização da gestão do município.
    Como destaque tentamos apontar que a luta por espaços dignos à vida em comunidade não pode ser concretizada sem a escuta e colaboração da população, conforme demonstrado nas discussões e nos resultados relatados e apresentados ao final da realização de duas edições do Projeto.
    Neste sentido, à guisa de fortalecimento desta tese a partir do exame do percurso metodológico das atividades desenvolvidas pelo projeto “Nós propomos” desenvolvido pela Universidade Federal do Tocantins, constatou-se que este mecanismo, não formal, de participação social apresenta-se como modelo alternativo adequado de inserção dos jovens nos debates sobre a gestão democrática da cidade.
    Sugere-se então, conjugar o debate do “Nós propomos” ao tema da Educação Integral com a finalidade de tentar compreender se a educação poderia ser vista como um elemento norteador de políticas públicas, na busca de garantir condições de igualdade, de valorização da diversidade intrínseca à vida na cidade e sua intencionalidade educativa nos diferentes aspectos da sua organização.
    Desta maneira, propomos a provocação de que as transformações, mesmo assim, não se efetivam na velocidade desejada, em razão dos efeitos das mudanças se revelarem por exposições exacerbadas e proporcionarem resistências conservadoras, num molde curricular segregador.
    E, nessa perspectiva, de reconhecimento e apropriação, a cidade poderia ser pensada como parte integrante do currículo escolar e não algo à parte, como acontece na maioria das escolas brasileiras.
    Embora a escola ainda seja vista somente a partir da perspectiva do ensino, dos professores, dos estudantes, sem conectá-la às discussões de ocupação da cidade, o projeto “Nós propomos” sugere quase uma institucionalização da vida urbana no espaço escolar. O projeto é considerado atualmente um difusor de urbanidade e traz a cidade para dentro da escola, uma relação que é fundamental.
    Neste viés, buscou-se no Tocantins, ir para além das propostas de resoluções, entendeu-se que concretizar as propostas parecia um caminho simbólico importante para a comunidade compreender o sentido de lugar, do exercício da participação e da visualização do resultado efetivo desta participação.
    Com este intuito e orientados neste sentido os jovens do CEM Santa Rita de Cássia (escola de segundo grau integrante do Projeto) elaboraram uma proposta para a transformação da comunidade local, tendo como objetivo a criação do Centro Comunitário Viver com Alegria para promover a qualidade de vida aos idosos em situação de vulnerabilidade social e garantir a inserção social. Neste local ocorre semanalmente (aos sábados) um forró comunitário integrativo promovido pelos idosos e neste espaço de lazer são trocadas as experiências e vivências.
    Durante a execução do trabalho os alunos identificaram especialmente que a reforma do prédio produziria um impacto significativo e simbólico no sentimento de pertencimento local. Neste sentido buscaram parcerias com a iniciativa privada e conseguiram recursos para que a reforma deste equipamento público existente no bairro seja realizada e computada como a primeira proposta efetivamente concretizada no Tocantins.
    Destarte, a execução da obra foi decidida em audiência pública com os usuários do local e será realizada em regime de mutirão, observando um processo de integração comunitária, e ao final promovida uma festa típica brasileira (junina) para a entrega do equipamento.
    Para não concluir, esta ação reflete antecipadamente na mudança de sentimento comunitário e os jovens propositores e protagonistas reforçam na expressão e no sentimento a força da participação popular.
    João Bazzoli - Universidade Federal do Tocantins - UFT

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  6. Excelente reflexão proposta pelos professores João Bazzoli e Guilherme.
    De fato, na experiência realizada na Escola Estadual Oracina G. de Moraes Rodine, em Marília, partimos do currículo para identificar em quais momentos/etapas de escolarização é possível identificar possibilidades de trabalho com a localidade e a temática ambiental. Nas escolas públicas da rede estadual de ensino há um currículo oficial, associado a atividades didáticas propostas no caderno do aluno. Em equipe constituída pelo prof. Gabriel Grazzini, estudantes do curso de licenciatura em Ciências Sociais e professores da universidade, analisamos o currículo da educação básica e as reportagens sobre as temáticas ambientais veiculadas em jornais locais. Gabriel identificou confluências entre o currículo oficial do 8o ano, 4o bimestre, e a possibilidade de investigação sobre o espaço urbano de Marília, com ênfase para a questão ambiental e o bairro em que a escola está inserida.
    Em outras palavras, investigar o local e produzir significados para a aprendizagem dos estudantes (como menciona o prof. João Bazzoli) é fundamental para que se construa o sentimento de pertencimento, interesse e reflexão sobre os problemas locais. Analisar o currículo é tarefa dos docentes e um grande aprendizado aos estudantes da graduação, pois possibilita o contato com o que lhes será apresentado no exercício da profissão docente.
    Saudações,
    Silvia Fernandes
    UNESP/Marília

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  7. Hoy día 26 de junio Miquel Martínez y yo mismo hemos expuesto una comunicación en relación con el Geoforo en un Congreso de innovación educativa.
    PODEIS VER EL CONTENIDO CLICKANDO EN EL ENLACE QUE OS PRESENTO:
    Fes click al teu enllaç en el PROGRAMA i verifica que es visualitza bé la teva presentació.
    Muy buen ambiente
    Xosé M

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  8. Faltaba este enlace previo:
    http://dimglobal.ning.com/profiles/blogs/encuentro-de-centros-innovadores-en-ontinyent-valencia-26-6
    Espero que así podáis consultar el power point. Habéis de buscar la comunicación (Es la quinta)

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    1. Estimado Souto
      Excelente apresentação.
      De nossa parte, o projeto que desenvolve "como abordar os problemas ambientais e sociais desde as aulas" parecer ter preocupações semelhantes ao que desenvolvemos em Marília com o "Projeto Nòs Propomos: observatório do Meio Ambiente e a questão ambiental em Marília-SP".
      Muito interessante a ideia de divulgar a pasta do projeto no google drive, com os trabalhos dos estudantes e escolas que integraram o projeto em 2017. Ideia a ser seguida por nós.

      Saudações,
      Silvia A. S. Fernandes
      UNESP/Marília

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  9. O Projeto Nós Propomos! me surpreendeu com seus objetivos que vai muito além do ensino pautado no livro didático, tão comum nas escolas. Um projeto que busca o protagonismo dos alunos através da participação política e cidadã de forma crítica.
    Fiquei muito feliz em conhecer o projeto e como professora em formação fiquei também muito animada, já refletindo sobre minha prática docente. Nessa perspectiva, me chama muito a atenção a metodologia do projeto e a implementação nas instituições escolares, visto através dos exemplos em diferentes lugares do mundo. O projeto põe em evidencia a localidade do aluno, dando significância à ação do mesmo, o que o motiva ainda mais na busca por soluções. Realmente é uma prática inovadora de ensino e que nos gera inúmeras possiblidades na mediação da construção do conhecimento dos alunos.
    E como o próprio foro nos provoca, eu proponho que pensemos nessa prática, salva as proporções, na Educação Infantil, onde as crianças nos surpreendem constantemente com suas capacidades e podem construir muitas ideias interessantes, além do reflexo que poderia gerar nos pais e responsáveis.
    Abraço a todos os idealizadores e participantes do projeto que nos entusiasmam com essa experiência e nos anima para um projeto de escola, de integrantes e de ensino diferentes.

    Arielen Virgínea A. S. Manoeli, professora em formação no 3º ano de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP).

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  10. Parabéns aos professores envolvidos pelo projeto. Sem dúvidas é imprescindível que a escola trabalhe em parceria com a sua comunidade para interferir e transformar de forma positiva o seu entorno. Ouvir, discutir e negociar ações conjuntas é o primeiro passo para isso. E é o caminho para construir não só uma escola mais democrática, mas uma sociedade democrática.
    Pretendo acompanhar as discussões e as propostas aqui apresentadas, refletir e levá-las para minha futura prática como docente.
    Muito obrigada pelo espaço, que considero formativo.
    Patrícia Fuquini Dias
    Aluna do 3º ano do curso de Pedagogia da FFCLRP-USP

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  11. Creo que lo más importante del proyecto es la sinceridad que transmite respecto a la participación ciudadana. Se impugna la hipocresía de las palabras bonitas y se va a la acción por medio de estudios muy bien elaborados sobre problemas locales.
    En las sesiones de Ontinyent pudimos apreciar que hay muchas personas que quieren innovar, pero se centran en el uso de nuevas técnicas y métodos. El proyecto Nós Popomos se centra en los problemas sociales y cómo ofrecer ayuda desde el estudio escolar
    Por ejemplo en nuestro caso impugnado los falsos juicios sobre el cambio climático y el impacto que tiene sobre el paisaje y la conservación de un ambiente saludable para el ser humano
    Adelante!!
    Xosé M. Souto

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  12. O projeto “Nós Propomos” me surpreendeu muito, pois busca o protagonismo dos alunos através da participação política e cidadã de forma crítica. Com o intuito de estimular os docentes e professores em processo de formação a reavaliar posturas, práticas e ideias no ensino. Pude perceber o quão é importante incorporar no cotidiano do espaço escolar pensamentos e ações da localidade e da globalização de forma interdisciplinar, e este ato é fundamentais no trabalho pedagógico para atingirmos uma aprendizagem significativa para os alunos e sua cidadania.
    Essa aprendizagem, ao meu ver, é essencial para a noção de pertencimento dos sujeitos em sua comunidade.
    Fiquei muito feliz em conhecer o projeto Nós Propomos! Ver possibilidades de empoderar os alunos na sua condição de agente local, podendo formar de maneira crítica o cidadão que pode transformar o seu lugar de modo a atender um coletivo, tendo melhoria do seu espaço, e entendendo o seu posicionamento e ação política me deu motivação, pois este ato para mim como professora em formação é enriquecedor.
    Realmente se trata de uma prática inovadora de ensino, abrindo os meus olhos para as inúmeras possibilidades de mediação da construção do conhecimento que podemos ter.
    Quero parabenizar os professores envolvidos pelo projeto, pretendo levar as discussões aqui apresentadas para a minha prática docente.
    Tábata Dorta Farias
    Aluna do 3° ano do curso de Pedagogia da FFCLRP-USP

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  13. Me parece muy interesante la propuesta de debatir sobre participación ciudadana de los de los jóvenes en las instituciones educativas, en un ambiente donde muchas veces se sienten censurados y donde ellos mismos resignifican el término “participación”. En Brasil, en 2016 hubo un movimiento muy interesante con iniciativa de alumnos de secundaria que ocuparon las escuelas como forma de protesta para reivindicar sus derechos y criticar políticas públicas que serían implementadas sin un previo debate con los protagonistas, esa ocupación del espacio físico escolar dio un nuevo significado a las luchas estudiantiles y a su participación ciudadana. Cuestiones como ir al parque a conversar, practicar deportes, usar un espacio público es una forma de participar, y no existen espacios privilegiados para que esto ocurra, incentivar esa participación desde las escuelas me parece fundamental.
    Ruth E. Vera M.
    Alumna del 3º año del curso de Pedagogía FFCLRP -USP

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  14. No Município de Mococa,localizado há 270 km da capital paulista,iniciamos a implantação do Projeto “Nós Propomos”, que se desenvolverá no segundo semestre de 2018. Estão envolvidas no Projeto a Escola Estadual Maestro Gomes Justino (pública) e a Escola FUNVIC- Fundação Universitária Vida Cristã (privada) com 60 alunos do 8ºano do Ensino Fundamental.
    Discutir os problemas locais através da lente destes jovens é uma ferramenta que proporciona a reflexão e proposição de possíveis caminhos para enfrentar os desafios locais. Estudar a localidade é uma oportunidade de compartilhar o que estes alunos sabem sobre o lugar onde vivem .De uma forma muito objetiva o Projeto Nós Propomos proporciona o exercício da cidadania, colocando em prática o protagonismo juvenil habilidade tão discutida e necessária para a formação destes cidadãos.
    Rosani Rigamonte. Graduada em Ciências Sociais, Mestre em Antropologia Social, Professora de Ensino Superior e Membro do Grupo ELO FFCLRP-USP

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  15. Me parece muy acertada la opinión de Rosani: De uma forma muito objetiva o Projeto Nós Propomos proporciona o exercício da cidadania, colocando em prática o protagonismo juvenil. El proyecto Nós Propomos y las redes del geoforo permiten difundir noticias como la de la alumna Ruth: "En Brasil, en 2016 hubo un movimiento muy interesante con iniciativa de alumnos de secundaria que ocuparon las escuelas como forma de protesta para reivindicar sus derechos y criticar políticas públicas que serían implementadas sin un previo debate con los protagonistas, esa ocupación del espacio físico escolar dio un nuevo significado a las luchas estudiantiles y a su participación ciudadana".
    Si los profesores no queremos quedarnos prostrados en una cultura autocomplaciente y estéril hemos de buscar alianzas con los sujetos de la comunidad escolar, empezando por los alumnos y alumnas que analizan los problemas locales. Nuestra finalidad debería ser facilitar el intercambio de estas experiencias, como se buscará en septiembre de este mismo año en el Coloquio Internacional de Lisboa
    Un saludo,
    Xosé m

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  16. Acabo de ler o livro "Ensinar e aprender Geografia por meio do Projeto Nós Propomos, Distrito Federal", organizado pelas Professoras Vania Lúcia Costa Alves Souza e Cristina Maria Costa Leite. Trata-se de coletânea que registra as experiências desenvolvidas por cinco professores da educação básica no Distrito Federal, no Brasil. Ricas experiências de ensino e pesquisa sobre o ensino de Geografia, abordando temas como o espaço urbano, crise hídrica, violência contra a mulher, dentre outros. Grande contribuição aos estudos que realizamos em Educação Geográfica.
    Saudações,
    Silvia A. S. Fernandes
    Unesp/Marília-SP

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  17. Del 7 al 12 de septiembre/18 se está desarrollando en Lisboa el I Congreso Iberoaméricano Nós Propomos. Geografía, Educación y Ciudadanía, en el que la pregunta formulada sobre sí es posible fomentar desde las aulas escolares la participación política y cívica de la ciudadanía, considero ha sido abordada en diferentes frentes:

    1. Las mesas temáticas que recogen los resultados de reflexión y/o investigación de profesores, sobre la educación geográfica y la ciudadanía.

    2. Las publicaciones realizadas en Portugal, España y Brasil presentando los resultados de la implementación del proyecto Nós Propomos en contextos escolares diversos.

    3. La articulación administración pública y escuela, para viabilizar las propuestas que se realizan frente a problemáticas concretas identificadas.

    4. La presentación de experiencias de los alumnos de instituciones escolares de Brasil y España, sobre problemas locales identificados y acciones concretas para resolverlos.

    Todos los frentes mencionados son muy valiosos, pero en particular el último recoge el carácter innovador del proyecto, no solo en el acercamiento alternativo a realidades socio espaciales y temporales por parte de los escolares, sino en la introducción de la voz de niños y jóvenes en eventos académicos tradicionalmente de especialistas.

    Es importante resaltar, que detrás de las propuestas que realizan los alumnos, está el trabajo sistemático, continuado y constante de profesores, que constituyen su ejercicio habitual en aula en praxis pedagógica, generando no solo cambios en los entornos problematizados, sino también en sus prácticas de enseñanza y en los procesos de aprendizaje de sus estudiantes.

    Es un ejemplo de un docente investigador e innovador que aporta su saber profesional, en una transformación directa y concreta de situaciones problema, que probablemente muchos conocen, pero sobre las que no se actúa.

    El proyecto Nós Propomos, es una oportunidad para repensar la educación geográfica y educación ciudadana, más allá de un ejercicio electoral o de exigencia de deberes, para empoderar al alumno a edad temprana como ciudadano activo, crítico y propositivo de y con la realidad en la que se encuentra.

    Liliana Angélica Rodríguez Pizzinato
    Docente titular
    Licenciatura en ciencias sociales
    Miembro grupo de investigación Geopaideia
    Directora semillero de investigación Itinerantes
    Universidad Distrital Francisco José de Caldas
    Bogotá - Colombia

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    2. Parabéns Professora Liliana Angelica pelos apontamentos referentes ao projeto “Nós Propomos”. Compartilho de seus pensamentos sobre o projeto e o congresso realizado com brilhantismo e organização por todos envolvidos. O congresso que ocorreu em Portugal foi fundamental por apresentar muitas práticas em Educação Geográfica e cidadã pensadas em muitas escolas da Ibero-América. Estive acompanhando as apresentações e eventos do Congresso e estou realmente muito contente com todo esse aprendizado coletivo entre professores, pesquisadores, gestores e alunos rumo a uma democracia participativa, a um protagonismo juvenil e ao desenvolvimento de um cidadão crítico. Começaremos o projeto em uma escola que trabalho agora em outubro com uma equipe conjunta. Estou iniciando minha investigação sobre o Projeto “Nós Propomos” no programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FLCLRP) da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto no estado de São Paulo aqui no Brasil sob a orientação da Professora Dra. Andrea Coelho Lastória. Em minha investigação irei estudar as práticas de ensino de Geografia do projeto “Nós Propomos” feitas por professores do Ensino Médio em escolas no estado de São Paulo, no âmbito do Estudo do meio. As publicações existentes e o contato com colegas professores que desenvolvem o projeto será de grande valia para reforçarmos a ideia de uma grande rede de colaboração Ibero-americana em uma comunidade de aprendizagem. Fico desde já a disposição para possíveis e futuros diálogos e aprendizagens colaborativas acadêmicas.


      Votos de estima e saudações,


      Professor Odair Ribeiro de Carvalho Filho
      Professor de Geografia da Rede municipal de Ribeirão Preto
      Professor da Rede de Escolas Técnicas Paulistas – ETEC Paula Souza
      Aluno do Programa de Pós-Graduação em Educação
      Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto FLCLRP-USP
      Ribeirão Preto – Brasil

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  18. Hola: 11-9-18

    A continuación os presentamos unos comentarios de alumnos del IES Jaume I de Ontinyent (España) que han participado en el Congreso Nós Propomos en la sesión del dia 8 a las 11:00 horas . Son aportaciones de alumnos de 14 años que han trabajado un caso de manera voluntaria y han apostado por la ilusión y la participación en este hermoso proyecto. A la pregunta: ¿qué es lo que más os ha gustado al trabajar en Nós propomos?, aquí tenéis sus comentarios literales:

    - Lo que más me ha gustado de este trabajo ha sido que es muy diferente de otros porque trabajamos en grupo y lo hemos hecho en verano, cosa que no hacemos de normal en las demás asignaturas, no lo hubiéramos hecho.

    - Lo que nos ha gustado ha sido venir a Lisboa, exponer nuestros trabajos que hemos preparado con mucho esfuerzo, y que han respetado nuestras opiniones en todo momento. Ana, Andrea, Nerea, Nuria y Estefanía.

    - Lo que más me ha gustado ha sido mantener la ilusión que teníamos todos al principio de año, cuando este proyecto empezó. Dani Ede.

    - Lo que más me ha gustado es trabajar en equipo, todos juntos, y exponer el trabajo en el congreso. Marc Gandía.

    - A mi lo que más me ha gustado es que todo lo que hemos hecho lo hemos hecho en equipo Àlex Gramage

    - Hemos tenido la libertad de hacer el trabajo sobre el tema que nos parecía más importante, que es una manera distinta de trabajar, y por último, las salidas de campo. Ana, Andrea y Nuria.

    - Lo que me ha gustado es que hemos trabajado con un proyecto que va a ser una experiencia inolvidable , y que a veces lo he pasado bien aunque otras no , porque a veces no he estado implicada o consciente de lo que hacía. Alba.

    - Me ha gustado mucho la implicación de muchos maestros, alumnos y madres, también conocer a mucha gente de otros países. Sandra.

    - Hemos aprendido otro método de trabajo mucho más eficaz que el tradicional, y ha tenido unos efectos favorables en todos mis compañeros.

    - Haber conocido a gente de otros países y haber podido participar en un proyecto universal. Ha sido una experiencia inolvidable. Bea.

    - Me ha gustado saber que mucha gente venía desde Sudamérica para oír nuestras propuestas y las de otros. Las presentaciones han sido muy interesantes; además hemos tenido la oportunidad de exponer los trabajos que hemos hecho a lo largo de todo el verano. Lo recordaré toda la vida. Sandra.

    Abel: a mí me ha gustado puesto que hemos conocido a gente de muchos lugares y los hemos conocido mejor, también hemos podido presentar nuestras idees
    Alumnes Ontinyent

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  19. Coincido con los/las colegas que han hecho constar la felicitación a Sérgio Claudino y los/as demás organizadores del encuentro Nós Propomos por esta magnífica oportunidad de conocer y compartir experiencias y reflexiones dentro del marco de este interesante proyecto. Como expresé en el debate de la ponencia de clusura pronunciada por Xosé Manuel Souto, creo que es el momento de sacar partido al Proyecto Nós Propomos trabajando la dimensión de investigación educativa que nos ofrece, complementando así su potencial de innovación y aportando conclusiones para el desarrollo profesional de los profesores y profesoras implicados. En ese sentido, considero que se deberían investigar no sólo las posibilidades educativas del proyecto -aspecto del que ya conocemos bastante- sino también las dificultades para desarrollarlo en la práctica escolar habitual, dado que el sistema escolar tradicional presenta algunos rasgos que entorpecen la educación para la participación de los alumnos y alumnas como ciudadnos en el marco de dicho sistema. Así ocurre con el carácter cerrado y academicista del conocimiento escolar, con la rígida y antinatural estructura de los espacios y los tiempos escolares, con el sentido de medición y control que suele tener la evaluación o con la escasa preparación que tenemos los profesores para educar a los jóvenes ciudadanos, acompañándolos en su proceso de construcción de la ciudadanía. Conocer mejor estas dificultades nos ayudaría a sortearlas y a buscar vías alternativas a las mismas, como las siguientes: reformular el tradicional conocimiento escolar desde los temas académicos hacia los problemas sociales y ambientales,romper la estructura cronoespacial de la escuela haciéndola mucho más flexible y adecuada para el aprendizaje y abriéndola al entono social, reorientar el sentido de la evaluación hacia un enfoque de investigación de la práctica escolar que retroalimente el proyecto educativo y, desde luego, reformar profundamente la formación de los y las docentes para que sean educadores/as antes que meros especialistas en un campo temático. Las dificultades antes citadas constituyen barreras importantes y las alternativas que acabo de esbozar suponen un largo camino a recorrer. En ese sentido, la investigación educativa puede ayudarnos a establecer estrategias adecuadas de cambio y metas a corto, medio y largo plazo. Es una tarea ardua, pero vale la pena, pues otorga sentido a nuestra profesión de educadores/as de ciudadanos/as.

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  20. Yo también considero que la reunión de Portugal con su estructura (viajes de campo, visitas a centros escolares, ponencias, comunicaciones) y participación (profesorado, alumnos y alumnas, autoridades locales y familias) ha sido un hito para la comunicad acadécmica. en la revista Geocritiq, de la plataforma Geocríticca (http://www.geocritiq.com/2018/09/una-propuesta-de-geografia-ciudadana/) podéis encontrar un comentario más extenso sobre la relevancai de este evento.
    Los alumnos de Ontinyent y el profesor Francisco García, universidad de Sevilla, ya han manifestado sus opiniones. Espero que otras personas lo puedan hacer también, pues así recopilaremos informaciones y argumentos sobre este evento

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    1. Benito Campo País14 de octubre de 2018, 5:45

      Benito Campo País. Universidad de Valencia. Facultad de Magisterio

      Parte I
      El foro 24 dedicado al proyecto Nos Propomos es una buena idea para celebrar este X aniversario del Geoforo. El Geoforo y el proyecto Nos Propomos persiguen y consiguen un espacio de diálogo, bien por la dinámica de los foros del Geoforo que mantienen propuestas y debates en el tiempo (como no por la insistencia y constancia de Souto, en cuantos ” whatapps y correo nos propone el foro), bien por las jornadas, intercambios o congresos que supone la extensión y consolidación del proyecto Nos Propomos, cuyo ejemplo son las visitas del profesor Claudino, un verdadero trotamundos, al que no solo hay que reseñar su capacidad de trabajo y saber (hacer un proyecto complejo desde una propuesta sencilla), sino su calidad personal y humana. Pero lo más importante es que todas estas acciones visibles se generan mediante la participación y bajo la consigna de construir un conocimiento real y actual sobre la enseñanza de la Geografía y las Ciencias Sociales. En definitiva, trabajar la educación desde quienes están día a día en los problemas de la educación y de los que defienden poner en práctica la educación participativa y las propuestas de innovación.

      En el pasado congreso de Lisboa el profesor Souto cambio el orden de un viejo eslogan del pasado siglo. Del “piensa globalmente y actúa localmente”, reorientó la acción por un “piensa localmente y trabaja globalmente”. Para mi es una oportunidad a la importancia que tiene hoy día la conexión global y en este marco a transmitir lo que hacemos localmente como ejemplos que sirvan para otros, para que sea útil, pero también para que compartamos las reflexiones e ideas que vamos trabajando sobre la educación geográfica del siglo XXI.

      Que las propuestas escolares de Nos Propomos circulen como una correa de transmisión para que terminen en cambios reales en las vidas de las personas tiene resultados diversos. Esto lo hemos podido comprobar en una encuesta realizada este año entre las alumnas y alumnos del Instituto de Serta (Portugal) con la profesora Ilda Bicacro y del IES Jaume I de Ontinyent con el profesor Miquel Martínez. Sus respuestas respecto a la repercusión por sus propuestas de mejora ciudadana van desde los estudiantes que se sienten defraudados porque sus propuestas han quedado sin atender por parte de las administraciones locales, hasta los que se sienten satisfechos de haber aprendido de una manera diferente que les ha hecho conectar con los problemas de su municipio.
      (Continua parte II)

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    2. Benito Campo País14 de octubre de 2018, 5:47

      Benito Campo País. Universidad de Valencia. Facultad de Magisterio

      Parte II

      Las palabras de Paco García en este foro sobre cómo construir una escuela y una espacio público diferente, “Es una tarea ardua, pero vale la pena, pues otorga sentido a nuestra profesión de educadores/as de ciudadanos/as”, y con las que nos anima a investigar para proporcionar estrategias que salven las dificultades, me da la oportunidad de que nos adentremos en la idea de Comunidad Social desde un proyecto escolar como Nos Propomos.

      Como expusimos en Lisboa, pensar localmente nos ha ayudado a reflexionar sobre la puesta en marcha de comunidad social que se realizó en el IES Jaume I de Ontinyent a partir del proyecto Nos Propomos. Nuestra reflexión nos hizo replantearnos una serie de cuestiones previas:
      ¿Están los docentes preparados para organizar y gestionar la participación de los estudiantes y sus padres?
      ¿Están dispuestos los padres a qué sus hijos participen y ellos con sus hijos?
      ¿En qué medida está dispuesta las dirección del centro escolar para asumir y extender las propuestas que proponen los estudiantes y los docentes?
      ¿Hay una apuesta real de la universidad por un proyecto como Nos Propomos?
      ¿Están las administraciones locales dispuestas a poner en marcha las propuestas escolares?

      Estas son algunas de las cuestiones que fueron saliendo de la experiencia en ese instituto, pero seguro que en cada centro escolar que haya intentado algo parecido habrán aparecido otras cuestiones. En definitiva lo que nos preguntamos y queremos debatir y exponer en este foro es:
      Qué ventajas y obstáculos nos encontramos si queremos favorecer una Comunidad Social desde un proyecto escolar como es el proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos

      Como vino a decir el profesor Paco García en las conclusiones de una de las mesas, lo que se evidencia del congreso pasado son, entre otras, las nuevas relaciones de la escuela y de cómo se puede construir el espacio público. Me parece importante incluir la idea de la construcción de una Comunidad Social a partir de un proyecto escolar como Nos Propomos. Así que reflexionar y analizar qué sucede nos puede dar pistas de cómo construir una verdadera comunidad social desde el espacio escolar, un espacio que no sólo sirva para educar en las aulas sino en la sociedad en que vivimos.

      Benito Campo País.
      Facultad de Magisterio. Universidad de Valencia. Proyecto Gea-Clio

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    3. David Salvador Salvador
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

      Parte I

      La escuela del siglo XXI apuesta cada vez más por introducir cambios en la práctica educativa, situando al alumnado como centro de su propio aprendizaje “paidocentrismo”, atendiendo a sus necesidades, ritmos, intereses... En definitiva, lo que se pretende es formar ciudadanos activos ante un mundo complejo y caminando contracorriente ante las metodologías de la escuela tradicional (Melida, 2011).

      En la actualidad, muchos centros educativos en diferentes niveles trabajan por proyectos basados en aprendizaje-servicio (AyP). Es el caso del Instituto de Geografía y Ordenación de la Universidad de Lisboa que promueve el proyecto “Nos Propomos”, donde se combina el currículo académico con el servicio comunitario, donde se une el éxito con el compromiso social, dicho de otra manera, aprender haciendo un servicio a la sociedad, tu sociedad.

      Rosser Battle (2012), promotora del AyP en España, en su artículo “Proyectos en y para la comunidad”, reflexiona sobre las aportaciones que gracias al entorno y a este tipo de proyectos, el aprendizaje del alumnado se ve influenciado positivamente en otros niveles educativos: infantil, primaria y secundaria.

      En primer lugar, no se trata de formar ciudadanos del futuro, sino niños y niñas activos capaces de participar en la construcción de la sociedad. En segundo lugar, cooperar con el resto de las personas y prestarles un servicio, es una manera muy eficaz de aprender, ya que encuentran sentido a lo que estudian cuando emplean sus conocimientos. Por último, la finalidad de la educación consiste en formar ciudadanos capaces de transformar el mundo, no sólo crear un alumnado competente en su currículo personal.

      Por otro lado, el primer y más importante agente socializador es la familia y en estos proyectos es crucial su colaboración y participación. En este sentido, los centros docentes se ven cada vez más unidos a las familias, motivo por el cual, hoy en día la educación no solamente reside en la escuela, sino también en el contexto familiar. Gracias a esta relación familia-escuela se ve beneficiado el rendimiento escolar y por tanto, los resultados académicos del alumnado. También, su colaboración aporta seguridad, integridad y capacidad cognitiva en el “andamiaje” de cada uno de ellos (Ortiz, 2011 – Bruner y Vigotsky, 1931).

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    4. Parte II

      Por mi experiencia en Prácticum I en “Escuela 2”, observé cómo los padres y madres participan en todas las actividades del centro, asambleas, salidas al campo, festividades y pueden acceder incluso a las clases lectivas. Por lo que se refiere a la enseñanza de las Ciencias Sociales, utilizan un proyecto llamado “Un día en la vida de”, basado en contar la vida de algún personaje conocido o no. Aquí los niños y niñas con tan solo seis años de edad, exponen con sus padres y con pizarra digital toda la información del personaje. De esta manera se trabajan contenidos de geografía e historia, formando a un alumnado autónomo y crítico.

      Para poder llevar a cabo estos proyectos, se necesita además de cooperación mucha más coordinación. Si ya es difícil estar en contacto con las instituciones “superiores” para que nos escuchen como docentes o futuros docentes, imaginen el caso que les harán al resto de familias. Mejorar con estas iniciativas el contexto social que existe alrededor de las escuelas es vital. Por ello, es importante la colaboración de toda la sociedad educativa. Debemos estar conectados como de una red se tratase (Batlle, 2012), debemos luchar codo con codo por una enseñanza de calidad, gratuita y que integre a toda persona, bien sea de “aquí o de allá”. Somos personas, somos una sociedad.

      Finalmente y para reflexionar de cara al futuro, puesto que ha evolucionado sin cesar, C. Freinet ya lo decía: “vivimos en una mutación de sociedad que nos obliga a una visión planetaria y a la necesidad de desarrollar proyectos comunes con otros países para alcanzar la democracia y luchar contra las ideas totalitarias que emergen subterráneamente, porque los pueblos tienen miedo del futuro incierto cuyos contornos somos incapaces de descifrar”.

      David Salvador Salvador
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

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    5. Bibliografía:
      • Batlle, R. (2012). Proyectos en y para la comunidad. Escuela, foro de debate. Núm. 3.942 (693), p. 37.
      • Freinet, C. (1975). La educación moral y cívica. Barcelona: Editorial Laia.
      • Mélida, A. (2011). Comenio: Aportes Pedagógicos (Tesis doctoral). Universidad Pedagógica Nacional, Colombia.
      • Ortiz, E. (2011). Comunidad Educativa: ámbito de colaboración entre la familia y la escuela. En Maquilón, J.J, Mirete, A.B., Escabajar, A y Gímenez, A.M. (Coords.), Cambios educativos y formativos para el desarrollo humano y sostenible (pp.71-79). Universidad de Murcia.

      Webgrafía / documentos en línea:
      • http://primaveraenmarzo.blogspot.com/2012/05/andamiaje.html
      • https://vigotsky.idoneos.com/293538/

      David Salvador Salvador
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

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  21. A proposta apresentada pelo projeto Nós Propomos! de inovar a educação geográfica de modo a ressignificar o espaço vivido pelos jovens, é algo de extrema urgência no que cabe à educação, pois nas escolas tradicionais, aprendemos por meio de mapas, tabelas e gráficos dados geográficos, e o projeto nos apresenta uma Geografia para além dos moldes tradicionais. Uma Geografia a qual pode e deve ser apresentado a partir da realidade do aluno, o que para nós, cientistas sociais é de suma importância, pois somente a partir deste momento, no qual o aluno aprende qual é a sua realidade, a analisa, ele de fato se apropria do conhecimento sobre tal assunto. Ao receber um problema de sua cidade, de seu bairro, o aluno consegue se apropriar de algo que muito provavelmente até então lhe era naturalizado, ou seja, não era problematizado, agora, ele consegue analisar a questão e propor soluções viáveis, já que ele faz parte daquele meio, resultando na apropriação não apenas do ensino de Geografia como o de Sociologia, mas na formação de um cidadão mais consciente e crítico, o qual ainda traz retorno à comunidade a qual está inserido, além é claro de melhor preparar este aluno para além das teorias encontradas nos materiais didáticos. O projeto é mais uma prova de que aprender não é sinônimo de sala de aula com alunos enfileirados dentro de sala, lendo seus livros e resolvendo questionários, mas vai além dos muros da escola, aprender é conseguir associar os conteúdos tidos dentro de sala com o mundo ao nosso redor, é trazer para a realidade deste aluno, o que ele leu no livro escolar, de modo que este se aproprie por reconhecer as teorias em seu cotidiano.
    Flávia Araújo, aluna de Ciências Sociais, Unesp Marília.

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  22. 1
    Caros colegas, este texto tem por objetivo apresentar um pouco o I Congresso Iberoamericano Nós Propomos: Geografia, Educação e Cidadania, designadamente aos colegas que não puderam estar presentes.
    O Congresso decorreu de 7 a 12 de setembro no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, onde surgiu o Projeto Nós Propomos! Contou com próximo de 160 participantes, 105 brasileiros, 40 espanhóis e 15 portugueses, para além de um participante do Peru e outro da Colômbia. Este congresso teve a novidade da participação de alunos, sendo 28 de Espanha, 11 do Brasil e 6 de Portugal (nestes incluídos 4 alunos do IGOT). O Brasil foi, assim, o grande país representado, seguido de Espanha e, só secundariamente, por Portugal, o país anfitrião.
    A estrutura do Congresso foi marcada por alguma originalidade: no dia 7, os trabalhos foram iniciados ao fim do dia, com a sessão de abertura e a conferência plenária. No segundo dia, realizaram-se duas conferências plenárias e as comunicações. Os terceiros, quarto, quinto e sexto dias foram de visita por Portugal, país que a maioria dos visitantes brasileiros visitava pela primeira vez. Contudo, esta visita foi marcada pelo encontro com professores e alunos participantes no Projeto Nós Propomos! e, mesmo, pela visita a uma das escolas participantes por cerca de 85 participantes. Assim, no dia 9, visitámos Évora, com apoio de professores da Universidade Évora e de alunos do Projeto Nós Propomos!, que nos falaram também da sua proposta para a cidade, e Cascais. No dia 10, visitámos Braga, onde formos recebidos numa escola do Projeto Nós Propomos! por docentes e alguns alunos, para além de um Vereador da Câmara Municipal de Braga diretamente envolvido no Projeto. A escola foi objeto, em si mesma, de visita e, ainda, o Bom Jesus de Braga. No dia seguinte visitámos de manhã o Porto, com apoio de colegas da Universidade do Porto, e da parte da tarde visitámos a Universidade de Coimbra, com apoio de colegas da mesma Universidade. No dia 12, deslocámo-nos a Fátima e ao começo da tarde estávamos de novo no IGOT, onde se realizou a conferência de encerramento e, de seguida, fomos visitar a área monumental de Belém, em Lisboa.

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  23. 2
    O Congresso teve 6 eixos de comunicações pré-definidos, tendo as comunicações sido repartidas de forma assimétrica (Quadro 1).
    Domínios e Eixos Nº
    A. Domínio Projeto Nós Propomos! 36
    Eixo 1 – Experiências escolares 25
    Eixo 2 –Perspetivas e reflexões teóricas e metodológicas 20
    Eixo 3 – As parcerias universidade, escola, poder local e outros atores: experiências e potencialidades 1
    B. Geografia, Educação e Cidadania 44
    Eixo 4 – Geografia e Cidadania 29
    Eixo 5 – Educação e Cidadania 15
    Eixo 6 - Juventude, movimentos sociais e justiça territorial 0
    TOTAL 80

    Foram apresentadas 80 comunicações - mas o total submetido ultrapassou as 100, tendo existido desistências ou, em menor número, participantes que não conseguiram comparecer. A maioria das comunicações diz respeito a comunicações sobre experiências de cidadania e 45 foram diretamente relacionadas com o Projeto Nós Propomos!, maioritariamente sobre experiências escolares. Ao contrário, não se verificaram comunicações sobre “Juventude, movimentos sociais e justiça territorial”, tendo o eixo sobre parceiras entre atores escolares merecido apensas uma comunicação. Para além destes números, fica a um Congresso em que se partilharam experiências e reflexões sobre educação e cidadania, como uma atenção particular à educação geográfica e ao Projeto Nós Propomos!, o que reforça a dimensão cidadã daquele saber disciplinar. A participação dos alunos nas comunicações ilustra bem a centralidade dos mesmos no Projeto Nós Propomos!

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  24. 3
    3
    Do debate realizado, destacaríamos os seguintes aspetos:
    . o caráter localista e cidadão do Projeto, ainda que sem perder uma leitura global dos fenómenos;
    . a inspiração construtivista do Projeto Nós Propomos!, cabendo aos alunos o protagonismo na definição dos problemas locais;
    . a centralidade do trabalho de campo, em particular na auscultação da população e dos atores locais;
    . a importância da discussão de propostas de ação como exercício de cidadania.
    Entre as sugestões/reflexões, destacam-se:
    . a importância de aumentar os intercâmbios entre escolas e professores;
    . a necessidade de preservar a identidade do Projeto Nós Propomos!, perante um aumento de adesões que o pode descaraterizar;
    . a relevância de integração e de criar sinergias entre as várias redes ibero-americanas de educação geográfica, designadamente a rede Nós Propomos!, GEOFORO e REDLADGEO;
    . a necessidade de criar uma base de dados de projetos de desenvolvidos pelos alunos e de instituições participantes.
    Foram ainda tomadas as seguintes decisões:
    1. Os congressos iberoamericanos Nós Propomos! têm uma periodicidade bianual;
    2. O Congresso de 2020 será realizado no Brasil e o de 2022 em Espanha, por serem dois países onde o Projeto Nós Propomos! adquiriu um assinalável desenvolvimento. O colega peruano manifestou o seu desejo de que o congresso de 2024 decorra no seu país;
    3. Foi constituída uma comissão de seleção de candidaturas de universidades candidatas à organização do congresso em 2020. A decisão será tomada até dezembro de 2018. Esta comissão é constituída por: o presidente da comissão organizadora e da comissão científica do I Congresso; um representante de Portugal, outro de Espanha e outro do Brasil;
    4. Foi constituída a Comissão Internacional do Projeto Nós Propomos!, integrada por um representante de cada instituição universitária envolvida;
    5. Esta Comissão Internacional elegerá uma Comissão de Coordenação, a ser integrada por 5/6 elementos.

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    1. Estimado Sérgio e demais colegas,

      Rico número de contribuições ao Congresso Nós Propomos! Cada comunicação correspondeu a um projeto ou reuniu experiências sobre o projeto. Isso nos apresenta o alcance do mesmo. Parabéns a todos os envolvidos na organização e apresentação das comunicações.
      Em Marília, como apontado no texto base para este fórum, iniciamos as atividades do Projeto em 2017, com a participação de dois professores da educação básica, uma professora da Unesp, uma professora da USP, cinco discentes do curso de Ciências Sociais e as atividades foram realizadas em duas turmas do Ensino Fundamental (8o ano).
      Em 2018, o projeto está em pleno desenvolvimento, novamente na Escola Estadual Oracina Correa de Moraes Rodine, os professores das universidades e da escola se mantém, mas conseguimos ampliar a participação dos estudantes da universidade e da escola de educação básica.
      Em 2018, participam do projeto duas turmas do segundo ano do Ensino Médio, o que corresponde ao 11° ano em Portugal, com cerca de 60 alunos.
      Aumentou, também, a participação dos estudantes da UNESP. Em 2018, participam como monitores e coautores das atividades de ensino seis estudantes da licenciatura e bacharelado em Ciências Sociais.
      O tema central das ações do Nós Propomos em Marília em 2018 é: Relação cidade-campo, produção e consumo de alimentos: agroecologia e agrofloresta como modelos de produção sustentável. Para realiza-lo definiu-se como local de estudo a Feira de Produtos Orgânicos, realizada num bairro próximo à Unesp (Jardim Cavallari) e o Assentamento Luiz Beltrame, no município de Gália-SP, onde há a produção de hortaliças, frutas e tubérculos por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAF), modelo de produção considerado sustentável, pois não utiliza agrotóxicos na produção, é desenvolvido por agricultores familiares e fortalece a organização dos produtores em cooperativas.
      O trabalho de campo e o estudo da localidade como princípios educativos e metodológicos do projeto está fortalecido com as ações deste ano.


      Saudações a todos.

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  25. Em primeiro lugar, acho importante dizer que espaços como o blog Geoforo, no mundo da rede, são grandes oportunidades de diálogo e construção coletiva, principalmente no que diz respeito ao futuro da educação e da educação de geografia. Espaços como este ajudam professorxs e educadorxs de diversas localidades a trocar ideias, experiências, expectativas e propostas. Por isso, parabenizo e agradeço a todxs que criaram o portal virtual. Dito isso, gostaria de dizer também algumas palavras sobre o “Projeto Nós Propomos!”, cuja discussão foi aberta no Foro 24, que acabei conhecendo em minhas aulas de educação geográfica durante o curso de licenciatura em Ciências Sociais da Unesp de Marília, com a estimada Profª Silvia.
    No sentido de que nós, educadorxs, enquanto mediadores no processo de aprendiazgem, possamos criar necessidades de aprender nos estudantes, estimulando a curiosidade e o interesse em pensar acerca do que lhes façam sentido, sem deixar de ofertar o conhecimento cientifico. Pensar nisso me remete aos escritos de Marco Antonio Couto, em “Ensinar geografia ou ensinar com a geografia?”(2010), onde diz que o ponto de partida de nossa prática pedagógica para a prendizagem de novos conceitos deve se iniciar com a reflexão de problemas oriundos das práticas sociais e espaciais dxs estudantes, ainda mais tendo em vista nosso contexto atual de pós modernidade e exacerbado capitalismo. Esta tarefa é importantíssima para que haja um dialogo entre estudante e educadxr, e vai de encontro com a proposta do Projeto Nós Propomos! onde xs alunxs são desafiadxs a participar ativamente do processo educativo, indicando problemas de seus cotidianos e estudando-os ao invés de, como meros receptores, reproduzirem o conhecimento atulhado que provém da educação tradicional.
    Por isso que, pensando na educação de geografia nas realidades brasileira e enquanto futura educadora, considero o esquema de atividade pedagógica proposta pelo projeto para às aulas de geografia (identificação de problemas socioambientais da região dxs alunxs; selecionando problemas concretos por grupos de trabalho; a realização do trabalho de campo; e por fim, apresentando suas propostas para os problemas em formato de seminário) muito útil e coerente com o que acredito para uma educação humanizadora. Sendo assim, acredito que, com as mudanças no âmbito da educação em nossa era globalizada, precisamos mais do que depressa topar o desafio de, enquanto educadorxs, ensinar buscando sempre novas formas de aprendizagem.
    Stephanie Gaspar, licencianda em Ciências Sociais pela UNESP Marília.

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  26. Hola a tod@s
    Soy Miquel y estoy en el instituto Jaume I de Ontinyent (Comunidad Valenciana.España).Estamos participando con cuatro grupos de trabajo en Nós Propomos
    Nuestras temáticas son: Lugares de ocio para adolescentes, Pipicans (Limpieza ciudad), Crear una ruta verde (desarrollo sostenible) y Queremos otras formas de aprender (aprendizaje alumnos).

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  27. Hola, compañer@s:
    Soy Isabel Henarejos, del CEIP VICENTE TENA de Xàbia, en Alicante (España). Nosotros participamos en el I Congreso Nós Propomos en Lisboa, fué toda una experiencia. Ayer estuvimos en el Salón de Plenos del Ayuntamiento, donde los alumnos participantes en el congreso y otros del nivel de sexto de primaria, explicaron al Sr. Alcalde las experiencias de Portugal y los temas que vamos a trabajar durante esta primera parte del curso en las aulas: Turismo Sostenible y Ahorro de Agua.Toda una coincidencia porque, Xàbia ha sigo galardonada con un premio al turismo sostenible, es decir, que estamos en buenas manos. Para el trabajo de los temas tendremos la ayuda del Ayuntamiento y los técnicos municipales así como los del Parc Natural El Montgó.
    Estamos muy ilusionados con todo lo que se está preparando en Ciudad Real. Estaremos allí con un buen trabajo (espero) y un gran número de alumn@s de sexto curso, que están muy motivados.
    Tenemos interés en colaborar con otros grupos que trabajen temas semejantes, para poder actuar globalmente.

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  28. Hola comp@nys:
    Soy Vicent Peris de l'IES Font de Sant Lluís de València (España)
    Nosotros participamos el pasado tres de marzo en la presentación del programa en la Universidad de València 4 professores con 14 proyectos de 76 alumnos de 2 ESO y fué todo un éxito. La temática se centro en problemas de mobilidad, polución y violencia. En el centro 43 alumnos de 1 ESO también realizaron 8 proyectos que mostraron en la semana de proyectos a sus compañeros. Su temática se centró en residuos, desperfectos y arboles singulares. Continuamos este septiembre participando en el I Congreso Internacional Nós Propomos celebrado en el IGOT de la Universidad de Lisboa. Fué una experiencia muy intensa y gratificante. Primero deseo felicitar a la organización por mover 2 autobuses por diferentes ciudades portuguesas. Después quiero agradecer la significativa muestra de evolución urbana y los relevantes ejemplos de modelos de ciudad y finalmente espero que podamos participar el próximo año en las sesiones académicas que se celebraran en Ciudad Real con nuestros amigos. Reitero mi felicitación a todos los organizadores y deseo que el programa ayude a articular una manera alternativa de presentar los contenidos geográficos e históricos.

    Vicent Peris de Sales.
    Jefe departamento Sociales IES Font de Sant Lluís.

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  29. Olá, sou Anselmo Bezerra o IFPE, Recife - Brasil, participei do Congresso Nós Propomos para conhecer de perto essa magnífica experiência! O Congresso foi muito interessante e inspirador para pensar a expansão do Nós Propomos mundo afora. Parabens aos organizadores.
    Anselmo Bezerra

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  30. Como contribuição para estruturação e sistematização de dados da rede Ibero encaminho as informações solicitadas sobre o desenvolvimento do Projeto Nós Propomos no Estado do Tocantins.

    1.No Estado do Tocantins o Projeto Nós Propomos está sendo desenvolvido pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) em parceria com a Secretaria Estadual da Educação (SEDUC). Contamos atualmente com o apoio de 10 escolas da rede pública estadual, sendo 6 da cidade de Palmas e 4 de Araguaína.

    2.Estão envolvidos diretamente com o projeto 50 alunos (10 grupos com 5 alunos cada) e dez professores orientadores do ensino médio, além do envolvimento de coordenadores pedagógicos e de diretores das escolas participantes. Indiretamente o Projeto envolve mais de 500 alunos que participam de seminários internos e do seminário estadual anual.

    3.O trabalho reflete na UFT onde estão envolvidos os cursos de graduação em direito, arquitetura e urbanismo e geografia, na pós-graduação o programa em desenvolvimento regional. Diretamente estão envolvidos no Projeto em torno de 40 alunos (proposta curricular)e 4 professores.

    4.O Projeto conta hoje com duas pessoas cedidas pela SEDUC, 1 estagiário remunerado com recursos da Fundação Alphaville – São Paulo, 1 bolsista PIBEX – Programa de Incentivo a Extensão Universitária e 5 alunos voluntários.

    5.Dentro os trabalhos acadêmicos envolvidos diretamente com Projeto tivemos um TCC do curso de direito e atualmente temos um mestrando desenvolvendo trabalho de pesquisa sobre a avaliação do Projeto em Palmas – TO.

    6.Com as adaptações regionais o Projeto no Tocantins tem como foco o Plano Diretor Municipal (PDM) e a participação social. Neste viés os temas mais frequentes são: demandas sociais existentes nas comunidades, mobilidade urbana, questões ambientais, o uso e a falta de espaços públicos de lazer e a infraestrutura urbana.

    7.Preocupados com as informações e produção do conhecimento gerados durante as três edições do Projeto estamos construindo um banco de dados com os resultados dos trabalhos apresentados anualmente (sistematização e padronização).

    8.Para a comunicação com os participantes do Projeto e a comunidade em geral criamos um Blog atualmente com mais de 60 mil acessos: http://nospropomos.blogspot.com/

    9.Disponibilizamos para as pessoas interessadas em conhecer o trabalho desenvolvido no Tocantins o Ebook: http://online.fliphtml5.com/wskm/ltan/

    10.Com o intuito de facilitar a interação e a comunicação entre os participantes do Projeto criamos um manual de orientação, disponível em:
    http://online.fliphtml5.com/wskm/cbhi/

    11.O I Congresso Ibero-Americano Nós Propomos certamente possibilitou um alargamento de troca de experiências entre a rede (em construção) e foi preponderante especialmente para que conseguíssemos entender um pouco mais a dinâmica do Projeto, isto propiciado pelos espaços de diálogo maduro e profícuo inseridos na sua programação. Outro aspecto de extrema importância foi o fomento do uso da GEOFORO como importante instrumento de disseminação de informação, espaço de debate e de troca de experiências.

    12.No Congresso foram apresentados alguns dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos no Tocantins. Porém destacamos o documentário: comunidade Viver com Alegria: disponível em:
    https://www.youtube.com/watch?v=dPhmwciRBAc&feature=youtu.be

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  31. Tenho acompanhado o projeto nós propomos e percebo o potencial participativo do mesmo, como um instrumento de grande ajuda para fortalecer a cientificidade das ciências sociais no Brasil, possibilitando a absorção e maior compreensão do método cientifico por parte das camadas populares.O referido projeto propõe uma educação geográfica constituída por elementos participativos no que enseja aprender geografia pensando nos problemas locais e partindo destes criasse soluções globais, aproximando os educadores, a equipe pedagógica e os educandos a conquista de direitos cidadãos universais. Outra particularidade essencial do projeto o qual o distingue de inovações cerceadas por professores em sua mera individualidade de ação, esta com pouco estímulo e muito desgaste, o Nós propomos possui uma ação em rede, ou seja, o educando têm um auxílios de outros professores de sua escola e de outras escolas nacionais e internacionais, além de ter o apoio das universidades. Logo, a participação é mais ampla dos professores os quais querem a inovação de nosso ensino. O projeto é considerado participativo quando damos enfoque a negação da passividade do educando, negação esta expressada pelo estímulo da habilidade do aluno de identificar os problemas locais os quais o atingem, visto isto o aluno identifica de maneira autônoma o problema, não é o professor que dá o problema acabado para esse.Esse projeto de educação vem sendo aplicado em diversos países, o que vem demonstrando a capacidade deste de estimular a autonomia dos educandos e a participação política, para a resolução dos problemas locais nacionais, municipais e estaduais.Contudo, para expressar o contributo que os projetos participativos como este podem influenciar nas ciências sociais, há uma demanda de utilizarmos um autor chamado Guerreiro Ramos, que foi do ISEB(Instituto Superior de Estudos Brasileiros). Tal autor expressava a falta de dinâmica existente nas ciências sociais brasileiras, esta manifestada pela apreensão acrítica de teorias sociológicas estrangeiras, sem um estímulo de a partir dos problemas particulares nacionais, criar-se avanços teóricos na sociologia universal. Visto isto, a sociologia brasileira não tinha uma tendência de tentar resolver os problemas cotidianos dos brasileiros, mas sim a aquisição de fórmulas prontas de problemas nacionais os quais não eram nossos, essa forma de se fazer sociologia no Brasil, causa o desestímulo dos educandos em relação ao conteúdo distante de sua realidade e não os incentiva e prepara, para os mesmos a partir da experiência prática(Ação política), possam inovar e transformar o mundo, como Marx, Durkheim e Weber, autores os quais criaram teorias pensando em problemas particulares de sua formação social. Enfim, o projeto além de aproximar as camadas populares do método cientifico, da participação política e da resolução dos problemas cotidianos a qual ciência serve, esse projeto pode vir a ser a viabilização de futuro cientistas, prontos para quebrar paradigmas universais nas teorias das ciências sociais a partir dos problemas singulares dos países Latinos Iberos americanos. Sou Leandro Nobre Magacho, aluno de graduação de ciências sociais do quarto ano de licenciatura, na UNESP, no campus de Marília, a FFC.

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  32. O projeto Nós Propomos! Foi apresentado para mim pela docente do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual Paulista (UNESP), a Prof.ª Sílvia Fernandes, uma das pesquisadoras que participa do projeto e o desenvolveu na cidade de Marília com estudantes da educação básica e do Curso de Ciências Sociais.
    As contribuições do projeto Nós Propomos! são muito importantes e agregadoras, construindo e compartilhando ideias e ações coletivas, bem como, estimulando o desenvolvimento autônomo e crítico dos estudantes para a compreensão do seu papel de sujeito atuante na sociedade. Outro elemento fundamental sobre o projeto Nós Propomos! é a sua aplicação no ensino de geografia na educação básica, o projeto se apresenta como uma metodologia inovadora e que desafia o estudante a identificar e levantar problemas, e também de buscar soluções e ações coletivas, através dos pressupostos de uma pedagogia construtivista faz do estudante o sujeito central do processo de construção do aprendizado, aguçando a curiosidade e a capacidade de problematização, tal proposta se diferencia do ensino geografia tradicional que por sua vez trabalha com recursos que não permitem a descoberta autônoma do estudante sobre o conteúdo, ao passo que o projeto Nós Propomos! conecta o ensino a realidade local e cotidiana do estudante, estabelecendo diálogos entre local e global demonstrado que a questão ambiental perpassa fronteira e deve ser pensada globalmente assim como as ações para tanto.
    Que esse projeto continue se expandindo amplamente por diversos países de maneira a forma-se uma rede compartilhamento cada vez mais agregadora e efetiva.
    Natalia Oliveira Santos, graduanda do curso de Ciências Sociais na UNESP- FFC,campus de Marília.

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  33. A proposta do projeto nós propomos! se faz importante pois, se trata de um estimulo à mudança de perspectiva e de estrutura do ensino de geografia. Tentar trazer para a sala de aula os problemas vivenciados pelos estudantes faz toda a diferença no que confere ao processo de ensino aprendizagem, isto porque, os estudantes carregam vivências e histórias que quando relacionadas a conceitos trabalhados em sala de aula os auxiliam no processo de assimilação das ações humanas, e dos processos e sistemas sociais, podendo identificar causas e consequências. Visto que o objetivo das ciências sociais nas escolas é desvendar e desmistificar os fenômenos sociais, a fim de proporcionar aos estudantes uma reflexão crítica acerca do seu meio, de suas ações, dos processos históricos e etc., se faz muito necessário esse tipo de atividade, permitindo que os estudantes entendam na prática o seu cotidiano. De tal forma que a educação passa a ter um outro significado, através da valorização dos conhecimentos dos estudantes, conectando suas realidades com novas técnicas de aprendizagem para que lhes sejam possível a assimilação de suas experiências com os processos históricos, podendo gerar de certa forma, um incentivo neles. Sendo assim, novas perspectivas como essas são muito bem-vindas e mais do que urgentes na área da educação.
    Larissa Santana. Estudante do curso de Ciências Sociais.

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  34. O Brasil passa atualmente por um desmonte das esferas e das políticas públicas. Esse desmonte funciona resumidamente da seguinte forma: os representantes políticos arquitetam a burocracia que corta os recursos públicos de determinada área aos poucos. Exemplos: A educação de nível superior pública; O transporte público; A saúde pública; A reforma do ensino médio… No passar do tempo, o serviço começa a se desfazer e a decair na qualidade de atendimento e de recursos. Surgem empresas de iniciativa privada oferecendo o mesmo serviço com “qualidade” e pagos. Os mesmos políticos que contribuíram para o desmonte inicial, passam a defender junto com o marketing dessas empresas e com a mídia neoliberal do país a privatização total do serviço, alegando a má qualidade desses. Esse esquema já possui décadas de funcionamento no Estado de São Paulo, que a anos consecutivos teve os cargos políticos concentrados na mão do partido campeão de executar esse esquema, mas desde o golpe de 2016 esse projeto de desmonte se decaiu sobre o Brasil como um todo. Em pouquíssimo tempo muito das políticas públicas e dos direitos dos cidadãos, que levaram anos para se conquistar, caíram. Exemplos: direitos trabalhistas, previdência pública, congelamento dos investimentos para saúde e educação por 20 anos… Isso demarca no Brasil um momento histórico de retrocessos enormes dos direitos sociais e das políticas públicas, que somados ao golpe, mantém o país em estado de exceção (Agamben, G., 2013) desde o ano de 2016.

    Todo esse contexto da política nacional que é embasado pelas políticas neoliberais do FMI, ironicamente não é implementada nos países desenvolvidos. Pelo contrário, desde a posse do presidente dos Estados Unidos Donald Trump em 2016, por exemplo, tem posto em prática medidas de caracter nacionais acima do "livre comércio” e da “mão invisível” do mercado. Isso demonstra o quanto a mundialização da economia (Santos, M., 2000) ocorre em processos diferentes em países desenvolvidos e em países subdesenvolvidos. A condição histórica anterior desses mantém os mesmos em suas posições econômicas e de desenvolvimento e impede as mudanças sociais no momento em que os políticos do Brasil trabalham para que as multinacionais ganhem espaço no país para transformar serviços públicos em privados.

    As ocupações pelos estudantes de nível fundamental e médio que ocorreram no país com grande concentração nos anos de 2015 e 2016 (lembrando que o processo de impeachment, o golpe, já estava em processo no ano de 2015) na contra-corrente, demonstrou que os estudantes e jovens do país estão insatisfeitos com a atuação e a política exercida no país. Nesses anos, diversas escolas da rede pública foram ocupadas pelos estudantes que protestavam contra a reforma do ensino médio que vinha como um projeto fortemente divulgado no mesmo ano.

    Iniciar um projeto de força internacional com esses jovens, os levarem a pensar o que funciona e o que não funciona em suas cidades e regiões, conduzir para que suas ideias e vozes ganhem força local, podendo chegar até mesmo a projetos sociais, é fundamental para movimentar esses jovens e a ensiná-los pensar contra todo esse cenário anti-democrático do país. É dar a chance a estes de participar da sociedade de forma direta e dá-los a chance de ver que as mudanças podem vir não só para retrocessos de conquistas sociais, pode também vir para melhorar a vida social, os serviços e as políticas públicas.

    O momento histórico de retrocessos sociais está ensinando na prática para esses jovens a perderem direitos e a perderem as poucas oportunidades que tinham, e alguém vai precisar ensinar a eles que o oposto também é possível, do contrário perdemos a luta.

    Marcus Vinícius Ferraresi - R.A: 151062031 - 8º semestre - Ciências Sociais - Noturno - Unesp de Marília

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  35. Ao ler a proposta do Projeto Nós Propomos!, que tive conhecimento através da disciplina Educação Geográfica e Meio Ambiente ministrada pela professora Silvia Fernandes,no curso de ciências sociais da UNESP- campus de Marília, percebe-se o compromisso e preocupação com a formação cidadã dos alunos, além de tentar novos meios para o ensino da geografia, partindo de atividades não convencionais da escola tradicional, para o aluno ser capaz de pensar sobre a realidade que lhe rodeia.
    Esse ponto é demonstrado quando se pensa em formas de o aluno pensar em situações que lhe são próprias, e não somente aquelas apresentadas pelos docentes, esse aspecto me chama a atenção já que muitas discussões em torno da educação ressaltam a importância de levar ao aluno coisas que dialoguem com a própria realidade do mesmo, criando assim uma necessidade que faça com que o estudante se interesse pelos conteúdos ,que no caso da geografia nessa perspectiva e do projeto é fomentar a participação política e cidadã além de uma nova interpretação e visão sobre a própria cidade. Um educação que vise além do ensino técnico, um ensino que faça o aluno pensar e criticar a realidade a sua volta é o que o projeto Nós Propomos! traz, sendo isso o que acredito como futura professora afim de um ensino transformador e humanizado, sendo assim de grande importância para a educação e tendo potencial para ser levado para outras disciplinas tanto no campo das humanas, como nas exatas.
    O projeto tenta fazer diálogo da escola com universidade, isso é de grande importância visto que daí pode haver uma troca de conhecimentos e pesquisas que são de extrema importância para a educação. Além disso, essa exposição do projeto junto ao GeoForo, traz as redes esses diálogos educacionais de novas metodologias, projetos e objetivos o que é muito benéfico visto a importância da internet, redes sociais, blogs etc nos dias de hoje.
    Daniela Almeida Lira. Estudante de Ciências sociais na unesp-campus marília

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  36. A partir das propostas do projeto Nós Propomos, e do conhecimento adquirido através da disciplina “Educação Geográfica e Meio Ambiente” ministrada pela professora Silvia Fernandes, podemos considerar sua relevância, pois é possível perceber a necessidade dessas reivindicações, sobretudo na educação básica Brasileira. O enfoque do projeto está na possibilidade da participação cidadã desde a escola, além de inovar a educação geográfica e também para o participação efetiva dos jovens na ressignificação do espaço. E como sabemos, a educação atual possui um molde engessado que não permite que os alunos tenham diferentes experiências, concepções e uma participação ativa na sociedade. Com esse modelo, também há a possibilidade de fomentar a criação de redes de cooperação as universidades, centros educativos, autoridades locais etc. Que contribui para o avanço das trocas de conhecimento e de desenvolvimento local.
    Com essa nova metodologia cooperativa, os alunos, passam a ter outra relação com o mundo, o local em que vivem, podendo com que observem sua realidade, as contradições e problemas, para que assim, sejam estimulados a reflexão de outras alternativas que busquem a transformação de seu próprio meio. Que percebam que as aulas na escola não são importantes apenas para “passarem de ano”, mas sim podem contribuir na sua atuação como protagonista do seu contexto. É visível que em todos esses anos, a educação tradicional se mostrou falha, pois não promove uma real conexão com a vida do aluno. Com formas cooperativas e inovadoras como essa, o sentido da geografia se torna presente na realidade dos jovens, para que compreendam o mundo criticamente, e contribuam para o desenvolvimento do mesmo.
    Em suma, projetos como esse são de extrema importância para o avanço da educação, e deveriam se estender para além da geografia, para que a escola no geral consiga se relacionar com os interesses dos indivíduos.
    Miriãn Sanches. Aluna de Ciências sociais na UNESP- campus marília

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  37. Em contexto de violento desmonte da educação brasileira, é essencial pensarmos a educação através de perspectivas que busquem de alguma forma a superação dos obstáculos postos de maneira a conseguirmos transformar lentamente a escola em um instrumento real de participação cidadã para a transformação social. A escola deve ser vista enquanto um local acolhedor das diversidades, oferecendo um ensino de qualidade que tenha em seu horizonte as desigualdades sócio-econômicas postas na sociedade e sua problematização, de forma a buscar soluções práticas para a mudança. Assim, compreendo o Nós Propomos! - ao qual tive acesso durante uma disciplina enquanto graduanda em Licenciatura em Ciências Sociais - como uma forma de buscar colocar em prática questões que fogem apenas da acumulação informacional que se relegam as grades curriculares do nosso país. Durante a Licenciatura buscamos questionar sempre a questão do conhecimento e de como transmiti-lo de uma forma crítica e totalizante, buscando a articulação entre a teoria e a prática para que os conceitos sejam apreendidos enquanto instrumentos de análise da vida social. A partir disso coloco minha concordância com o projeto em relação à necessidade de haver ênfase na perspectiva de participação popular.
    Pelo viés da qualidade no processo de formação de professores, acredito estar muito em falta o debate em relação à noção de abrangência que a educação pode tomar, por esse motivo venho buscar colaborar com o projeto. Digo isto no sentido em que vejo como necessário, para além da teoria, pensarmos praticamente na aplicação do conhecimento não só enquanto saberes a serem apreendidos mas como forma de agregarmos coletivamente todos os membros que se inserem nesse contexto, para que seja possível a construção futura de participação efetiva na própria construção desse conhecimento. Não somente a posição ativa dos alunos enquanto sujeitos que propõe e do professor como mediador e estimulador da aprendizagem, mas de funcionários de todos os âmbitos de composição da escola, assim como da comunidade em que ela se insere.
    Acredito que o Ensino da Geografia, para além das conceituações teóricas, se encontra ao redor de todos nós cotidianamente e é justamente essa a possibilidade maior de trazer a prática ao encontro da teoria.

    (continua)

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  38. (continuação)

    Menciono uma experiência durante a realização da disciplina de Estágio, na qual acompanhei uma escola de Educação de Jovens e Adultos, uma das que mais sofre violentamente o ataque das contrareformas da educação que vivenciamos, tanto em questão de financiamento quanto ensino, na medida em que a proposta governamental pretende a formatação desse tipo de ensino ao ensino à distância, sucateando e desqualificando o ensino a uma parcela significativa e já marginalizada da população. Na escola acompanhada, percebi intensa articulação entre todos os setores que a compõe, que elaboram propostas, realizam eventos e atividades de formação como maneira de oferecer maiores possibilidades aos alunos. Uma dessas atividades se referiu ao conhecimento da comunidade onde a escola se inseria, sendo que os alunos foram acompanhados pelo coordenador pedagógico a um passeio pelo bairro, com uma câmera fotográfica, onde puderam observar de uma outra forma, mais crítica e com vazão artística de sua percepção, o ambiente que os cerca, levantando as problematizações observadas e debatendo soluções.
    Portanto, acredito que a proposta do projeto seja de extrema relevância a todos os que se inserem na atuação educativa, em particular aos professores em formação, aos quais é dada a possibilidade de debate e o conhecimento e apropriação de metodologias que tornem plausível a interação dos saberes científicos e as realidades vividas dos alunos e da comunidade, transformando efetivamente a informação em conhecimento a partir de problemáticas palpáveis e reais que visam não somente a transmissão do conhecimento, mas o seu compartilhamento e utilização para solução de questões que fogem do âmbito escolar, criando relações de cooperação com a comunidade e voltando-se ao fortalecimento coletivo como forma de atuação cidadã e perpetuação do conhecimento, que não deve se relegar ao espaço da sala de aula.

    Fernanda Trentin. Aluna de Ciências Sociais da UNESP/Marília-SP

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  39. Primeiramente gostaria de salientar que achei extremamente interessante o GeoForo online, possibilitando assim a participação direta da sociedade como um todo: cidadãos, estudantes e professores. Acho que o debate fica muito restrito ao âmbito acadêmico e dessa forma, tendo em vista o alcance das redes de internet, ele pode alcançar uma parcela da população que não o conhecia, como eu, criando um diálogo participativo com todos os simpatizantes do projeto e os que estão tendo seu primeiro contato. Segundo, a proposta do Nós Propomos! vai de encontro com as discussões pertinentes ao papel da educação enquanto instrumento de formação de cidadãos ativos e autônomos e quais as metodologias mais adequadas para que se alcance seu objetivo. A partir da discussão da Teoria Histórico crítica, para que se forme um cidadão consciente e ativo em seu papel social, é necessário que o mesmo consiga apreender conteúdos de forma a utilizar dos mesmos para generalizá-los para outras determinadas situações: de estudo, de experiência social, trabalho, etc. Portanto, é necessário que o mesmo não só ''receba'' conteúdos de forma a reproduzi-los nas avaliações finais, mas que receba, analise, e mais que isso, consiga trazer esses conteúdos para sua vida cotidiana, imprimindo significado real a esses conteúdos de acordo com suas experiências sociais, econômicas, etc. Somente a partir de uma educação onde o estudante saiba conciliar conteúdo com a vida social é que se criará um cidadão ativo socialmente, com participação política ativa, gerando assim uma nova sociedade cooperativa entre si política e socialmente. É necessário que ultrapassemos as bases tradicionais de ensino, onde os alunos reproduzem os conteúdos de apostilas sem consciência crítica sobre os mesmos. É necessário superar a reprodução de mapas e leitura de imagens já colocadas nesses materiais, e isso só é possível quando os próprios alunos têm clareza da finalidade das determinadas matérias, o que só é possível quando damos ao mesmo certa autonomia para que possa pesquisar, analisar e criticar os temas e conteúdos colocados, transformando assim a educação em ferramenta que produz uma escola e alunos que participam efetivamente da transformação da sociedade.

    Mayara Yasmin A. da Silva. Aluna de Ciências Sociais da UNESP de Marília

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  40. Essa é uma daquelas poucas vezes com que depara-se com um projeto de cunho educacional que seja tão bem pensado, o projeto Nós Propomos, surpreende pela complexidade e simplicidade, sendo voltado a promover uma interação entre os cidadãos de todas as idades e suas cidades, tendo uma metodologia cooperativa que propõe o estudo do meio em que se vive. Uma coisa que salta aos olhos sobre essa iniciativa é que este conhecimento sobre o local em que se habita, mune o cidadão de uma visão transformadora, afinal, é no espaço que o ser humano se realiza, ou como aponta Ana Fani Carlos, o próprio corpo é uma extensão do espaço, sendo assim ele é algo inerente ao ser humano, logo nada mais justo que as pessoas que façam parte desse espaço participem política e ativamente das transformações. No mais, metodologicamente falando estimo que esta forma de ensinar que articula o empírico e teórico, facilite a compreensão do aluno acerca do espaço, pois, empiricamente ele está partindo de sua realidade local e quando ele se dispõe a isso e articula- se a teoria ele se tornar capaz de sair do micro e alcançar o macro, além do mais essa é uma forma de munir este conhecimento de sentido o quem tem sido um problema frequente quando se vai às salas de aula, afinal, identificar problemas, estudar o local (trabalho de campo) e procurar soluções, faz com que haja um processo extremamente coeso, fazendo com que alunos e até mesmo professores se integrem a comunidade, criando por fim inúmeras redes e construindo também uma noção mais democrática.
    E ver esse projeto, que em seu primeiro momento surge em Portugal e que vem ganhado folego em inúmeros países, é muito satisfatório, pois, isso causa impacto na formação não só dos alunos e professores, mas da comunidade como um todo, afinal, é preciso trabalhar em conjunto por um lugar melhor, alcançando pouco a pouco outros lugares também.
    Gabriela de Cássia Savério Rocha. Aluna do 4 ano de Ciências Sociais da UNESP/ Marília- SP

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  41. Tive acesso ao projeto Nós Propomos! através da Profª Silvia Fernandes na disciplina de Educação Geográfica e Meio Ambiente, e pude ver o quão rica é essa experiência de contribuir com o blog sobre essa temática, como uma das formas de avaliação da disciplina. Essa experiência provoca uma reflexão acerca do tema, e a possibilidade de partilhar publicamente nossas percepções com pessoas de vários lugares, o que torna o debate muito interessante.
    Pensar uma geografia que parta em primeiro momento do particular para o geral, é uma forma muito acertada de atribuir significado para o que de fato faz parte do cotidiano dos alunos. Pensar um projeto que retira o aluno do anonimato e o coloca como agente central que é ser político, cidadão e crítico, e também que coloca o professor como facilitador, provocando-o a sair de uma forma engessada de ensinar geografia é o que precisamos nos dias atuais. Em tempos sombrios onde a educação como um todo passa por "mutilações" e "desfalques" de todos os tipos, ter a oportunidade de trabalhar com um projeto como esses é no mínimo gratificante e encorajador.
    Com as inúmeras (contra)reformas que a educação vem enfrentando nos últimos tempos, podemos ver no novo currículo que as ciências humanas como um todo estão assumindo um papel de subjetividade, deixando de compor a parcela responsável por induzir/ provocar o pensamento crítico nos alunos, e o posicionamento político também.
    Sabemos que pessoas que pensam criticamente incomodam, e que para o poder vigente é interessante que o espaço escolar não seja utilizado como espaço de transformação social, mas é (agora mais do que nunca) necessário romper com esses paradigmas que se apresentam.
    Davidov diz que a aprendizagem é produto da soma de mudanças de grande relevância nas estruturas físicas e psíquicas de cada um, e através da experiência histórico- social mediada/ proporcionada pelo professor o aluno consegue atingir esse nível máximo experimentado.
    Em linhas gerais, penso que é através de iniciativas como essas que o nosso trabalho enquanto educadores e futuros educadores encontra sua expressão máxima, podendo fazer a diferência em um espaço com tantas contradições e possibilidades como o espaço escolar, em conjunto com o espaço social carregado de significantes e significados que tanto dizem respeito a realidade humana.
    Daniela Carini de Souza, aluna do 4º ano de Ciências Sociais da UNESP- Marília- SP.

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  42. Gostaria de cumprimentar os colegas que até que colaboraram com o projeto Nós Propomos!, pela inciativa e contribuição a educação popular e ao ensino da ciência geográfica. Em um contexto de entraves e dificuldades tão sérios que interpelam a possibilidade de emancipação e de construção da cultura, atividades como estas são louváveis e inspiradoras. Especialmente em países subdesenvolvidos e sobretudo de histórica subvalorização da educação popular, o compartilhamento das ações educativas que partam da centralidade do sujeito como horizonte para socialização e desenvolvimento da cultura humana são imprescindíveis.
    Desse modo, gostaria de destacar a especificidade da educação geográfica para o desenvolvimento do sujeito, principalmente em contexto escolar, no que tange ao desenvolvimento das funções psíquicas superiores e desenvolvimento dos conceitos e complexos de conceitos. Seguindo Henri Lefebvre, percebemos que o espaço não é uma categoria abstrata, mas o produto da atividade humana na repetição dos atos, a própria produção. Nesse sentido, o espaço não é apenas forma, é também o conteúdo expresso das relações sociais em um processo de constante mediação. Assim a apreensão do conceito de espaço não é apenas teórica e abstrata, mas concreta e prática, quer dizer, o sujeito apreende as relações sociais em sua historicidade. Dito de outro modo, através do conceito de espaço (e dos complexos que dele derivam) o sujeito se relaciona com a humanidade e com a natureza transformada: humaniza-se. Este processo, longe de ser espontâneo, é constantemente mediado e em situações específicas, dirigido, como é responsabilidade da escola promovê-lo --- considerando que, conforme nos mostra Vigotski, a educação é um processo que se inicia desde a mais tenra idade e portanto, ultrapassa os limites da instituição escolar. Contudo, como atribuição e compromisso ético dos educadores, urge a promoção da aprendizagem que promova desenvolvimento. Assim é fundamental considerar a realidade sócio-histórica do aluno, sua experiência geográfica concreta para que o ensino aponte um avanço entre a aprendizagem individualmente possível e aquela promovida pela mediação, especialmente com os conceitos geográficos.
    Nesse sentido considero o Nós Propomos! fonte de experiências qualitativamente ricas de compartilhamento científico e de formação profissional, inclusive continuada, enquanto contribuição à educação geográfica em particular e à docência em ciências sociais no geral. Que continuemos no esforço de saldar à humanidade a parcela que nos cabe na construção de uma comunidade socialmente justa e responsável com a natureza.
    Cristian Chaves Rodrigues, discente do Curso de Ciências Sociais da UNESP , campus Marília.

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  43. Junto a cumprimentar todos os colegas envolvidos no projeto, gostaria de parabenizar tal iniciativa que propõe uma nova perspectiva do ensino da geografia. Tal projeto considera ações práticas para assimilação do conteúdo como uma ferramenta essencial para apropriação dos conceitos chaves da geografia. Pensar a geografia como uma disciplina é pensar no conhecimento dos espaços, seus usos e consequências, sendo assim, seu ensino deve ser apresentado de forma crítica e participativa, no qual os alunos possam se apropriar dos espaços de ensino e cultura. Através da Prof. Silvia Fernandes, tive acesso ao projeto na UNESP de Marília, que nós dá a possibilidade de conexão e troca de conhecimento com professores e estudantes de diversos lugares. A simplicidade do projeto NÓS PROPOMOS, possibilita a participação efetiva de educadores e educandos para a contribuição do ensino de geografia, usando espaços não típicos, como este, mas que devem ser apropriados como objeto de produção e compartilhamento de conhecimento. Assim, no atual contexto global se faz necessário se utilizar novas ferramentas que aproximem o objeto de conhecimento dos estudantes, planejando novas práticas de ensino e metodologias cooperativas, com atividades sintonizadas com a concepção paradigmática da construção social do conhecimento escolar ( AZAMBUJA,1990), para que possamos ocupar espaços e ter acesso a conhecimentos que nos foram historicamente negados. Tal processo, não se dá de forma espontânea e deve ser carregada de intencionalidade, como proposto por Vigotski, desse modo o projeto NOS PROPOMOS possui potencial de expandir a aprendizagem para além do ambiente institucional escolar, contribuindo para o ensino da geografia e ampliando o acesso de discussão e assimilação de conteúdo.

    Kaliane Santos Oliveira- Ciências Socias UNESP- Marília

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  44. Nas escolas brasileiras o que predomina é a educação tecnicista, a qual enxuga ao máximo os conhecimentos que devem ser transmitidos aos alunos, assim como retira professor e aluno do centro da educação, que passa a ser a organização racional do processo. A educação tecnicista é um projeto político que precariza e flexibiliza a educação, especialmente a educação das camadas populares. Assim, dentro desse projeto, a educação visa formar mão de obra barata e acrítica e não cidadãos críticos e participativos. Esse projeto se torna evidente na atual discussão sobre a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a qual pretende retirar o ensino de conceitos substituindo-os por competências e habilidades, além de voltar o ensino para as provas de avaliação externa, como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Tendo isso em vista, o projeto Nós Propomos! mostra-se de grande importância para a formação cidadã crítica e participativa. Destaco três aspectos deste projeto que me chamaram atenção e que vejo como forma de alcançar tais objetivos. Primeiro o de retomar o espaço do aluno e do professor como sujeitos e centro do processo educativo. Segundo o de considerar a realidade do aluno e o meio em que vive, pois este deve ser o ponto de partida da educação. Terceiro, a proposta de levar os alunos para fora da sala de aula, através do trabalho de campo, pois funciona tanto como forma alternativa a sala de aula para a apreensão dos conceitos geográficos, assim como estimula a capacidade de enxergar os conhecimentos aprendidos na escola em sua própria realidade.

    Karoline Oliveira Degan Ciências Sociais Unesp-Marília

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  45. O projeto Nós Propomos! é uma inovação que pretende reformular a forma como a geografia é ensinada nas escolas, partindo da realidade do aluno para pensar novas metodologias de ensino. A inovação fica por parte do projeto ser mundial, o que possibilita que o ensino seja de forma global, pensando na particularidade de cada país, mas que se une no ponto de que a geografia pensa o meio ambiente, as relações sociais, ou seja, a nível mundial isto é de extrema importância porque dá para estudar o equilíbrio da natureza.
    Enfim, o projeto contribui para uma formação dos alunos mais completa na geografia, mas também há uma carga de responsabilidade cidadã, já que explora o meio urbano, afim de pensar as transformações e as consequências da urbanização para o equilíbrio ambiental.
    Unir a teoria e a pratica para refletir e interpretar a cidade e outros espaços e os objetivos do projeto: “estimular uma efetiva participação cidadã; inovar na educação; conhecer, valorizar e interpretar a cidade e outros espaços; estabelecer sinergias de trabalho entre a administração local e a comunidade educativa; contribuir com desenvolvimento sustentável da cidade; promover enfoques metodológicos inovadores no ensino dos problemas locais; estimular a atividade de investigação nos centros educativos; e fomentar a criação de redes de cooperação entre os diferentes atores locais, tais como universidades, centros educativos, autoridades locais, associações e empresas locais” (NÓS PROPOMOS!! A possibilidade da participação cidadã desde a escola. Pág. 3)

    Jéssica Machado dos Santos - aluna de Ciências Sociais na Unesp Marília.

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  46. A iniciativa do projeto Nós Propomos! ultrapassa a barreira da educação tradicional acerca da estaticidade da sala de aula e do esvaziamento da subjetividade dos alunos. O objetivo é transformar o aluno ouvinte em um cidadão ativo, participante da transformação da sua realidade, tomando conhecimento dos problemas locais e pensando sobre resoluções de tais, desde as educações primárias provar como o pequeno aluno pode ser ativo tanto no processo de educação quanto no processo de construção da política local. O projeto mobiliza o ensino geográfico no âmbito nacional (também internacional, tendo em vista que o projeto inicia-se em Portugal e estende-se até Moçambique, Espanha, Brasil, Peru e Colômbia) e no cenário local. A causa trabalha com a integração dialética entre universal, particular e singular, relacionando a participação da política local com o conceito universal de cidadania. O projeto promove a autonomia dos alunos na identificação de problemas locais e dá aos mesmos a oportunidade de pensar em resoluções para os problemas, em associação com outras instituições políticas da sociedade civil (universidades, autarquias, empresas e associações), os problemas/resoluções são apresentadas para tais na busca de ter sua voz ouvida pelos poderes públicos e pelo restante da sociedade.
    O simples, mas ousado projeto, promove uma forma de ensino geográfico global que consegue atender as necessidades locais de alunos, professores e também atinge outros integrantes da sociedade civil, aproximando a escola da sociedade, tarefa que praticamente se mostrou ausente durante a história da educação. É preciso mostrar que a educação não pode ser dividida de forma que as crianças somente tenham acesso à conhecimentos mais técnicos e simples, desde sempre é possível inserir estas na participação social local. Em tempos sombrios onde projetos como o Escola Sem Partido é defendido por vários militantes e tenta entrar em vigor na sociedade brasileira, uma causa como essa vai na viés inversa: promove a participação dos alunos na vida política da sua realidade local, provando que alunos politicamente instruídos, longe de doutrinados, e humanamente capacitados, conseguem, na transformação da sala de aula, ir além dos muros da escola e transformar sua sociedade.
    João Paulo Screpanti Ferreira Canto, aluno do curso de Ciências Sociais, matutino, da UNESP/Marília.

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  47. Conheci o Projeto Nós Propomos! pela professora Silvia nas aulas de Educação Geográfica e Meio Ambiente há poucas semanas. Em tempos de reestruturação curricular, haja vista a Reforma do Ensino Médio e a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a organização de conteúdos que contraponham a Pedagogia das Competências torna-se uma ferramenta necessária pela problematização como mote das novas metodologias de ensino. Portanto, a proposta metodológica baseada no ensino participativo de Geografia descrita no texto introdutório, evidencia os contrapelos de trabalharmos na Educação Básica as transformações ocorridas nos espaços geográficos e em nossa sociedade sem ficar à mercê do ensino esvaziado de sentido que paira as propostas curriculares das habilidades e competências.
    O ensino de Geografia presente nas escolas públicas brasileiras concentra-se enquanto disciplina do ensino fundamental e médio a possibilidade de construção crítica, pois, assim como a História, possui maior tradição de ensino que as outras áreas das Ciências Humanas, como a Sociologia e a Filosofia. Assim, a caracterização de um projeto de trabalho pedagógico que se perpetue pelo ensino crítico - num dos países de maiores desigualdades do mundo- é o ponto de partida para a conscientização da realidade social brasileira, buscando além do papel cidadão, a formação do sujeito consciente que vise refletir sobre as injustiças sociais que estão naturalizadas e submersas em nosso cotidiano.
    Portanto, a objetividade na resolução dos problemas frutos dos desdobramentos sociais de cada país congrega no Projeto Nós Propomos uma metodologia de ensino cooperativa orientada pelo viés de trabalho coletivo, não centrando-se o ensino de geografia nos moldes tradicionais. A construção do trabalho coletivo, atrelado ao planejamento de professores e alunos, demonstram alternativas de ensino socioconstrutitivas que atrelam o saber ao fazer, não dissociando o conceito trabalhado em sala de aula com a realidade.
    Gildione de Moura Alves - Estudante de Ciências Sociais da Unesp de Marília-SP.

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  48. Participo do Projeto Nós Propomos! Observatório do Meio Ambiente de Marília pelo segundo ano consecutivo. O projeto tem uma proposta inovadora de educação geográfica. O mesmo é de extrema importância, pois ultrapassa as concepções de geografia clássica e educação tradicional, trazendo a geografia de uma forma crítica, relacionando-a à realidade em que os estudantes estão inseridos. Dessa forma, além de identificarem os problemas ambientais e sociais que se encontram em seu bairro, os estudantes se vêem como pertencentes a uma cultura e identidade presentes na sociedade. A metodologia do projeto é essencial para o aprendizado da Geografia e para a vida cotidiana dos próprios alunos.
    Agnes Rocha- Estudante de Ciências Sociais- Unesp de Marília- SP.

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  49. Observando os comentários e as propostas de ensino para a educação geográfica nas escolas colocados nesta publicação percebo a importância do dialogo entre todos que fazem trabalhos nas áreas de humanidades.O projeto Nós Propomos! consegue ajudar a encontrar formas de se aplicar uma educação geográfica de forma consciente no ensino dos dias atuais, com o sucateamento das escolas públicos e as reformas que vem se colocando dentro de uma dinâmica cada vez mais mecanicista na formação dos alunos, o projeto busca trazer perspectivas da realidade para a construção do saber dos alunos e professores, no qual se configura em um importante movimento de resistência dentro das escolas para o ensino das futuras gerações.
    Zacarias Mariano - Estudante de Ciências Sociais - Unesp de Marília - SP

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  50. O presente projeto pode ser considerado muito ambicioso na atual conjuntura, onde no Brasil passamos por um momento delicado, onde mais uma vez o ensino público está sendo ameaçado com a possível aprovação da nova BNCC que tende a contribuir com a destruição da educação pública. O projeto “Nós Propomos!” nos possibilita acreditar que através da educação podemos sim mudar os rumos da história. Nos mostra que é possível acreditar em uma formação educacional em sua totalidade, através da participação ativa dos sujeitos.
    É importante ressaltar que o projeto é elaborado em larga escala e em parcerias, o que é de extrema importância no atual contexto, já que assim como o próprio documento coloca, um professor isolado acaba desistindo de atuar de forma a mudar sua realidade e propor a participação ativa dos alunos, pois tal postura é sempre muito rechaçada por parte dos dirigentes. Com o apoio das universidades, professores e participando de um projeto como este o docente que pretende fazer algo novo dentro da escola encontra apoio e isso é de extrema importância.
    Pensando no sentido pedagógico, o que o projeto propõe é algo voltado para uma formação para além do tecnicismo, onde o meio em que o aluno vive é observado e auxilia para que o mesmo veja sentido no que está aprendendo. Ao propor que os alunos identifiquem problemas do seu cotidiano isso faz com que o aluno crie uma necessidade de apreender sobre os temas que tangem seu convívio, além de poder intervir no seu meio, e este é o ponto principal, fazer com que o aluno seja um sujeito ativo e contribua para melhorar seu entorno.
    Raquel Araujo Fagundes
    Graduanda em Ciências Sociais
    UNESP - Marília

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  51. O projeto Nós propomos! foi me apresentado pela docente Sílvia no curso de Ciências Sociais ma disciplina de geografia e meio ambiente. Vendo toda rede de construção em torno de um projeto politico pedagógico é de enorme entusiasmo, o foro conta com diversos recursos para auxiliar no desenvolvimento da disciplina de Geografia na escola de uma maneira muito urgente e necessária que é Nós propomos, pois o cenário politico educacional internacional não é nenhum pouco favorável, cada vez mais politicas impopulares são implementadas no cotidiano de países em desenvolvimento afim de atender requisitos do banco mundial por exemplo. É de interesse notável de todos que se opõe a este tipo de projeto neoliberal de educação se organizar e resistir bravamente independente de fronteiras, nacionalidades etc... Fica aqui minha grande admiração pelo projeto e estou aberto a novos contatos !
    Henrique Eduardo de Andrade Teixeira, Estudante do curso de Ciências Sociais da UNESP Marília.

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  52. Aline Cristina Domingues1 de octubre de 2018, 12:01

    Realizando a leitura da proposta apresentada pelo projeto Nós Propomos – A possibilidade da participação cidadã desde a escola, notamos a pertinência e a ampla contribuição de tal proposta para o ensino de geografia. Pensar numa proposta que para além de indicar os caminhos, vai construindo-os, só poderia ter a vasta participação que tem, envolvendo os mais diferenciados tipos de lugares, problemas, alunos e professores. Acreditamos ser a partir daí o grande avanço do Nós Propomos, já que a multiplicidade de participação está na base de experiência tão extraordinária.
    Conhecendo o espaço de discussão do Geoforo (em especial o 24) no qual, pessoas de todas as idades, de diferentes países, estados e regiões e instruções, “encontram-se” virtualmente para contribuir com a reflexão sobre a educação, em especial a geográfica, numa organização amplamente democrática e participativa, evidencia o caráter transformador das intencionalidades do projeto.
    Pensar o ensino em si já é uma proposta grandiosa, mas pensá-lo em termos de formação cidadã, prática e participativa é absolutamente extraordinária. É por isso que o projeto tem em sua metodologia a participação como principio. Isso o coloca em consonância com as metodologias participativas/cooperativas. As metodologias participativas são bastante complexas, pois compreende a constante reflexão sobre as ações de ensino e de aprendizagem; as ações planejadas e seu desenvolvimento e também o contínuo processo de avaliação de todas as partes. Implementá-la demanda o comprometimentos de todos os sujeitos – desde professores e alunos à administração escolar e os pais. Alçamos como exemplo de metodologia participativa a prática de ensino realizada pela professora Silvia Fernandes que ao lecionar a disciplina Educação Geográfica e Meio Ambiente para nós que estamos na licenciatura do curso de Ciência Sociais, na UNESP/Marília, nos propõe a reflexão sobre o ensino de geografia, passando pela discussão dos aspectos pedagógicos, dos conteúdos, da legislação (que atualmente no Brasil está passando por profundas e radicais mudanças decorrentes do golpe à democracia que estamos vivenciando) e a ponderação de práticas que nos levem a transformação efetiva do ensinar e nos servem como possibilidades de emancipação, como está sendo a participação e contribuição com o projeto Nós Propomos. Somos então, participantes de nossa própria formação e de uma forma mais dialogada e próxima da prática, refletimos e contribuímos, saindo dos tipos avaliativos meramente formais.
    São por esses motivos que saudamos o empenho e as ações praticadas por todos que aderiram ao projeto e deixamos o nosso agradecimento por serem o exemplo a nós, futuros professores, que com toda certeza buscaremos em nossas práticas desenvolver projetos inspirados no trabalho que se iniciou em Portugal, mas, sem surpresa nenhuma, se espalhou para outros lugares, incluindo o Brasil que atualmente carece de bons exemplos, em especial na educação. Pois como diria o patrono da educação brasileira:
    “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Paulo Freire.

    Aline Cristina Domingues - graduada em Pedagogia pela UNESP/Bauru e graduanda em Ciências Sociais pela UNESP/Marília.

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  53. O projeto Nós Propomos, desde sua idealização passando pelo processo de acúmulo de discussões em diferentes meios e países, até sua implementação, demonstra o fortalecimento de uma rede interpessoal que almeja uma educação para além dos moldes tradicionalistas com funções oriundas das Revoluções Burguesas, na modernidade; sendo assim, sua articulação com diferentes agentes da sociedade esboça um movimento concreto alcançado de forma lenta e gradual, respeitando as particularidades dos agentes e regionalidades, integrado com os eixos articuladores do projeto.
    A intenção de motivar o alunado a aprender a partir de problemas cotidianos é uma das peças chaves no papel docente, colocando dessa forma, a possibilidade de construção do conhecimento e dos sujeitos dadas suas a realidades prática abordadas de forma pratica. Podendo alcançar o desenvolvimento crítico desses sujeitos em diversos campos do conhecimento de forma não alheia ao mesmo.
    Essa expectativa realizada é um grande avanço, principalmente dentro das ciências sociais de forma ampla, por ocasionar o ensino e aprendizagem de maneira distinta daquela restrita as salas de aulas, lousa e giz. Dando o salto para uma realidade não mensurável, mas sim reflexiva- analítica distinta das ciências exatas, convergindo assim aos pontos principais do projeto.

    Gabriel Henrique Silva Rudiam - Aluno do curso de Ciências Sociais - Unesp/Marília.

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  54. O Projeto Nós propomos! busca Inovar a educação geográfica fora dos modelos tradicionais da sala de aula, superando uma aprendizagem apenas teórica baseada em, mapas tabelas, gráficos e dados geográficos. Mobilizando a participação dos alunos, nos espaços e analisando problemas socioambientais da convivência desses, onde passam a conhecer a história, sua importância, estimulando a participação como cidadãos e a partir de uma visão crítica propondo soluções para problemas. Essa inovação é de suma importância para a formação de cidadãos ativos e autônomos, no qual a partir do projeto é possível relacionar as experiências fora da sala de aula com livros didáticos, sendo essencial para a noção de pertencimento dos alunos na sociedade.
    Vitória Silva Martinelli- Aluna do curso Ciências Sociais Unesp Marília.

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  55. Em tempos de retrocessos da educação brasileira, sobretudo pública, a existência de iniciativas como o Projeto Nós Propomos! e a colheita dos frutos de suas ações é um alento! Por meio de objetivos como o de inovar a educação geográfica e contribuir para a construção e reconstrução do território local, os próprios jovens se tornam capazes de observar empiricamente sua cidade, seu bairro, sua escola, enfim, seu entorno, com o intuito de identificar os problemas mais expressivos e/ou evidentes de sua realidade. Tal ação é possível, principalmente por meio da discussão sobre o currículo e didática da Geografia, proposta para a educação básica. Nesse sentido, as aulas escolares passam a ser um importante instrumento, tanto para a participação política dos alunos e alunas, como para a transformação desses e dessas jovens em cidadãos e cidadãs autônomos/as e críticos/as. Através do estudo escolar, surge a oportunidade de ampliar as informações e o domínio de conceitos essenciais (Azambuja, 2011) para a interpretação da realidade. As parcerias estabelecidas entre diferentes países, universidades, municípios e escolas, por exemplo, também evidenciam a importância do Projeto na luta por uma educação libertadora. Um indivíduo, seja professor ou aluno, se isolado em seu ambiente, em sua escola, está mais propenso a desistir, mas se estiver atuando com demais colegas, escolas, universidades, etc., ganha força. Dessa forma, a proposta de uma iniciativa em rede, como a que vem sendo realizada pelo Projeto Nós Propomos! é fundamental para que o trabalho em cooperação possa fortalecer ações educativas que promovam uma formação humanizadora.
    Janaina Pereira de Abreu – Estudante de Ciências Sociais – UNESP/Marília.

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  59. Ao ler o documento de apresentação do projeto "Nós Propomos!", simpatizei-me com a proposta metodológica dos fundadores do projeto no que diz respeito à sua aplicação prática: embora não esteja mencionado explicitamente nessas breves páginas, pressuponho que a inspiração tenha partido da perspectiva histórico-cultural de Vygotsky na área da educação, ao estabelecer o contexto regional como ponto de partida para a realização de atividades, tendo em vista as particularidades que envolvem os estudantes e suas necessidades numa relação com a comunidade e seus problemas, de modo que o educador age, portanto, de maneira específica com seu alunato. O professor, dessa maneira, não é mero reprodutor de conteúdo, mas um agente sensível e atento às demandas imanentes de seus interlocutores. O estudo de caso, a visita a campo, o estudo in loco, são os meios que levam a essa interação desejada, capaz de promover não apenas novas capacidades de ação no imaginário dos estudantes, mas de oferecer ferramentas essenciais para a superação de suas condições iniciais, reformando-os enquanto indivíduos políticos e cidadãos que ensejem as transformações necessárias para garantir a dignidade humana no âmbito privado de seu cotidiano, bem como da vida pública.
    Assumo a mesma visão que justifica a ideia de organizar o projeto numa rede de comunicações, uma vez que o isolamento é um potencial desmotivador de grandes realizações. Estar alheio a outros processos, é o mesmo que admitir o ostracismo em relação ao mundo exterior, fora do nosso campo de atuação. A inovação deve, pois, partir das complexidades locais, mas estar a serviço de um bem maior, visando a possibilidade mais ampla possível.
    Considerando que o projeto já tenha se instalado aqui em Marília, torna-se conveniente pensá-lo através de mais de um tema: os problemas da engenharia urbana da cidade, passível de muitas críticas a respeito de sua projeção. Não sou engenheiro nem urbanista, mas refiro-me ao desconforto que por muitas vezes se sente na condição de pedestre e até mesmo de motorista em seus deslocamentos diários. Também é possível abordar a gestão do tratamento de água de Marília, pensando nesse tema como uma questão de responsabilidade social e ambiental, uma vez que as técnicas empregadas nos oferecem uma água de qualidade parcialmente potável. Diante desses tópicos, o protagonismo juvenil é decisivo para a construção de uma população ativa, consciente e democrática, no presente e no futuro.

    Rodolfo Hauk Ramos - Graduando do 4º ano de Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília - R.A.: 151063443

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    1. Peço previamente desculpas pelos comentários excluídos. Tratam-se de revisões gramaticais e ortográficas que me escaparam antes da publicação.

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  60. O “Projeto Nós Propomos!” É fundamental para toda perspectiva de ensino de Geografia que se pretenda crítica e que considere o processo de ensino-aprendizagem diferente dos moldes da escola tradicional, em que os estudantes são apenas sujeitos passivos do conhecimento. O projeto em questão é interessantíssimo do ponto de vista da formação humana que não se contenta com a formalidade do conhecimento, mas pelo contrário, busca o compromisso social de formar cidadãos no sentido mais crítico do termo, através da inovação na educação geográfica e na possibilidade de reconstrução do território local pelos estudantes através das ferramentas do conhecimento. Os alunos são, através deste projeto, estimulados a identificar os problemas locais que compõe a sua realidade social específica, de forma a corroborar um ensino que tenha mais sentido e significado para estes sujeitos da aprendizagem, e também, através deste projeto, há a defesa de um conhecimento mobilizado para a ação, o que é diferente de um conhecimento por acúmulo, enfadonho, em que, muitas das vezes, a disciplina escolar de geografia está impregnada por conta das metodologias de ensino convencionais. Portanto, o projeto tem como premissa a necessidade de pensar metodologias de ensino que façam com que os estudantes reflitam localmente, nacionalmente e globalmente, a partir de uma perspectiva crítica que esteja atenta aos problemas socioambientais e geopolíticos: pensando historicamente o espaço urbano e suas transformações pela intervenção humana, suas consequências e contradições. Para isso fica evidente na proposta que é fundamental que o professor enquanto mobilizador e mediador do ensino precisa antes de tudo pesquisar os ambientes e condições locais na qual se insere a escola em que trabalha, levando para estes alunos os aspectos que lhe estão mais próximos, já que estas especificidades não estarão contidas nos livros didáticos e no caso no Estado de São Paulo, nem nas apostilas do São Paulo Faz Escola. Como ação metodológica estimulante das problematizações também é possível realizar visitas e trabalhos de campo com o intuito de refletir o espaço urbano e rural, suas transformações, saindo de uma concepção formal de ensino, que se realiza passivamente através do enclausuramento nas salas de aula, assim como foi na experiência do “Projeto Nós Propomos! Observatório do meio ambiente em Marília”, que visitou uma área da floresta tropical de Mata Atlântica em recuperação. A partir deste contato mais efetivo em relação ao conhecimento escolar e científico, os estudantes podem ter mais condições em elaborar sínteses que estejam ligadas à aplicação do conhecimento e a resolução de problemas de suas realidades em específico, como requer a pedagogia histórico-crítica, de forma a construir uma educação significante e não-alienante. Vale ressaltar que não significa um conhecimento preso à empiria, como propaga os divulgadores da Escola Nova e do tecnicismo, mas sim de um conhecimento mobilizado para a ação, para a participação efetiva dos alunos enquanto cidadãos, produtores do conhecimento, que através deste, transformam a sociedade. Se trata, portanto, de uma proposta interessantíssima a meu ver, e que deveria estar de alguma forma presente em todas as escolas, inclusive, dialogando com todas as disciplinas do currículo.

    Gizele Medeiros – Graduanda em Ciências Sociais pela Unesp de Marília/ Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC)

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  61. Tive contato com o projeto a partir das aulas de Geografia com a Professora Silvia e achei uma iniciativa incrível, que deve ser difundida não só para pensarmos o ensino de Geografia, mas também o de sociologia e das ciências humanas no geral.
    O projeto tem em vista a participação cidadã do aluno, e para além disso, coloca essa participação enquanto parte do processo formativo do discente. Algo que não é de interesse das classes dirigentes do nosso país, que defendem um projeto tecnicista e esvaziado de conteúdo, por assim dizer.
    Partir da realidade do aluno é partir de uma necessidade posta para ele, o que faz com que ele se interesse pelas aulas, e apreenda o conteúdo não só da disciplina em questão, mas que ao desenvolver a capacidade de resolver um problema colocado em seu entorno, o aluno desenvolve também suas capacidades cognitivas. O projeto com certeza propõe algo inovador e desafiador, mas que vale a pena ser implementando.

    Ana Flávia de Oliveira Messias
    UNESP Marília

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  62. Interessante observar como o texto apresenta as propostas do projeto "Nós Podemos!" de forma sucinta e objetiva. Sua estrutura demonstra a intenção de se aproximar dos alunos e de suas comunidades, pois utiliza linguagem de facil acesso e tem muito contato com a realidade. Dessa forma, penso que sua análise geraria diversos frutos para alunos de ensino médio que poderiam começar a participação desde a sugestão do projeto para a escola com um professor.
    Observar a produção do espaço geográfico como uma ação coletiva é fundamental para a inclusão do ser humano, muito além do ponto de vista educativo, é também uma questão ontológica, visto que pode amenizar as questões da alienação provocadas pelo neoliberalismo. Obviamente muito mais e necessário para superar o momento que vivemos, porem, é ótimo ver, na prática, o impacto que politicas educacionais podem ter em uma comunidade.
    A aplicação do projeto "Nós Podemos", como o próprio texto sugere, tem alguns entraves, mas a conclusão que chego com a leitura e que um projeto que vise a participação dos alunos em suas comunidades, com a intenção de solucionar problemas práticos a partir de teorias identificadas na escola.
    Parabéns pela iniciativa
    Gustavo Britto Pimenta, Ciências Sociais, UNESP MARILMA

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  63. Igor José Quintans de Moura - Ciências Sociais UNESP FFC - Matutino

    Repensar o processo de ensino e aprendizagem é urgente, ainda mais quando pensamos a realidade da educação brasileira com seus processos cada vez mais tecnificados e afastados da aplicação prática do conhecimento escolarizado.
    Esta concepção altamente enraizada no imaginário da população, também muito criticada, mas massivamente reproduzida nas escolas brasileiras de que o espaço escolar deve se dar no permanente ciclo da difusão do conhecimento pelo professor e apreensão pelo aluno de forma tradicional e utilizando os instrumentos historicamente construídos em nosso imaginário como lousa e giz, ou ainda, novas tecnologias que, mesmo com grande potencial, são limitadas pelo uso restrito.

    No FORO 23 iniciou-se um debate sobre o uso da internet e outras tecnologias na difusão do conhecimento escolar, para que de certa forma houvesse uma aproximação dos estudantes. Em minha perspectiva o Nós Propomos! é um projeto que se coloca como uma ferramenta ainda mais especial, pois convida o estudante a estudar, entender, criticar e se colocar politicamente ativo na transformação do espaço em que está colocado, diferentemente do processo de vinculação pela simpatia com uma determinada ferramenta, este projeto requer o envolvimento entre alunos, professores, escola e comunidade em diversos níveis.

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  64. Em primeiro lugar, vale pontuar a perspectiva inovadora educacional a qual o Foro24 trabalha, que bate de frente com a pedagogia tradicional e tecnicista que temos na educação básica brasileira, e com isso, parabenizar os colegas envolvidos em um trabalho muito importante que é o projeto “Nós Propomos”, ainda mais em um contexto tão conturbado em que nos encontramos, onde a educação tem sofrido fortes ameaças e reformas que visam exatamente a maior concreticidade do oposto que este projeto propõe e por isso este se torna ainda mais admirável.
    Como futuros educadores, precisamos abrir nossas perspectivas para quando nos depararmos com uma sala de aula, não reproduzamos o modelo tradicional, o qual lutamos tanto contra. Vemos na educação básica o aluno ser completamente retirado de agente do aprendizado, passando a ser mero receptor do mesmo, enquanto os professores possuem a luz do conhecimento a qual deve ser passada de uma forma dura a fim de se decorar e não apreender.
    A proposta da educação geográfica visando o desenvolvimento do sujeito é essencial para que possamos aproximar o sujeito do conhecimento, para que este veja um sentido no estudo da geografia, podendo assim internalizar este conhecimento o qual foi construído e não simplesmente jogado à ele, para que então este conhecimento adquirido seja externalizado e tenha um diálogo com o próprio ambiente e população à qual ele estudou e se aprofundou, fazendo com que o estudo mude tanto o ambiente, quando o sujeito (estudante).
    Essa proposta de aproximação do sujeito com o meio ambiente local, é essencial para que ele possa conhecer e valorizar a cidade, o meio o qual vive. O projeto “Nós Propomos”, se torna peça chave para estimular a maior aderência à educação geográfica como desenvolvimento do sujeito, pois ela viabiliza a troca de experiência e uma comunicação não só com educadores brasileiros, mas de outros países, reunindo forças e metodologias para um maior ensinamento e aprendizado geográfico.

    Camilla Gouveia – Ciências Sociais – Unesp (Marília) - Noturno

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  65. É interessante o projeto NÓS PROPOMOS!! do ponto de vista da promoção do diálogo entre as universidades junto as instituições da educação básica, que procuram através dos alunos pensar a sociedade no qual pertencem. Segundo, pela vinculação do conhecimento geográfico à ação social, através do objetivo proposto pelo projeto, que é estimular os estudantes a propor soluções para os problemas vividos em sua realidade, ampliando sua participação na sociedade. Portanto, evidenciando num contexto de marginalização das Ciências Humanas, o papel da geografia para a solução de questões históricas que se apresentam no cotidiano, como também melhorar a relação da universidade com o restante da sociedade através dos espaços escolares.
    Particularmente, segundo minha experiência de leituras, o projeto vem de encontro com outras tendências similares em outras áreas das Ciências Humanas, como o uso da cartografia social como recurso didático no ensino da sociologia na educação básica. Tanto no sentido de propor formas de ensino-aprendizagem alternativas, como também de dar centralidade aos estudantes como objeto e sujeito do conhecimento, ou seja, o estudante passa tanto a assimilar como também produzir conhecimento, no caso do NÓS PROPOMOS!!, na forma de propostas de resoluções para problemas vividos por esses. Cabe resaltar também o alcance e a forma de organização desse projeto, que envolve diversos contextos da América Latina, da África e também Portugal, diferente de outras ações semelhantes no qual tive contato através de textos, que não extrapolavam suas cidades ou instituições pioneiras, sendo experiências menores.
    A experiência do uso da cartografia social como meio de ensino de sociologia foi tema de um dos artigos apresentados na 18º Congresso Brasileiro de Sociologia em Brasília-DF, realizado pela Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) em julho de 2017. O texto discutia o uso desse recurso entre outros, por sinal advindo da geografia, como meio didático de ensino dos conteúdos da disciplina através da atividade de pesquisa dos alunos sobre sua própria realidade, ou seja, seu bairro ou cidade. O texto narrou essa experiência realizada com alunos do 3º ano do ensino médio, na Escola Estadual Antônio da Silva Guimarães, na comunidade de Pontezinha no Cabo, em Pernambuco no Brasil. Acreditando ser importante a troca de informações também entre as diversas áreas do conhecimento, na experiência descrita acima observei, e, de certo modo é expresso também no texto dos autores que a descreveu (Tatiana de Carvalho Moura, André de Queiroz Pereira e Patrícia Bandeira de Melo), a dificuldade de dialogar em sala de aula as questões locais trazidas pelos alunos com seu contexto mais geral, seja num sentido global ou nacional. Levando-me a questão, que é como criar de modo dinâmico esse diálogo entre o micro e o macro de forma didática e sem um empobrecimento do conhecimento geográfico sem privilegiar um em detrimento do outro? Não ficou muito claro pra mim esse aspecto, sendo interessante que um envolvido na implementação do projeto numa escola, possa falar um pouco sobre. Se a questão realmente existe, e se existe, como estão lidando?
    Problemática que surgiu-me durante a realização das disciplina da licenciatura no qual curso, sendo significativa citar para este espaço, a disciplina de Educação geográfica e questão ambiental, curso ministrado pela professora Silvia Aparecida de Souza Fernandes na Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista, campus de Marília, SP no Brasil. Não sendo uma questão nova para a discussão, perseguindo as diversas áreas do conhecimento na educação básica que tomam como postura tendências semelhantes. No caso apresentado pelo Foro 24, parece-me ser um pouco mais complicado, pois implica na própria participação social dos sujeitos em sua realidade vivida, mas, que está dentro de uma estrutura social a princípio com certas determinações.
    Rafael Caldas, graduando em Ciências Sociais pela Fac. de Fil. e Ciências da Universidade Estadual Paulista, campus de Marília, SP, Brasil.

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  66. Vejo o "Nós Propomos!" como uma esperança a todos que acreditam em uma educação integral, no sentido de aliar conceitos teóricos da geografia com um trabalho de campo específico em cada região onde o projeto vem sendo aplicado, contrariando a forma mecanizada de ensinar e aprender recentemente proposta pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Em uma conjuntura onde se discute absurdos como a implementação do ensino a distância nos níveis fundamental e médio, construir uma zona de desenvolvimento proximal junto aos estudantes visando a solução de problemas ambientais locais, os inserem no debate e os colocam como atores na sociedade, capazes de intervirem em sua própria realidade social, deixando de lado o ensino teórico de caráter tecnicista que muitas vezes visa apenas o ingresso em concursos e/ou universidades.
    Acredito que para muitos colegas de curso que aqui comentaram, o "Nós Propomos!" tenha sido um projeto que se aproxima muito da metodologia vigotskiana da teoria histórico-cultural, muito difundida em toda área da licenciatura no campus da UNESP/Marília.

    Vinícius Pereira da Silva - Ciências Sociais - UNESP Marília - Noturno

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  67. O projeto Nós Propomos é uma estratégia bastante eficiente no que diz respeito à possibilidade de estudo do lugar, do espaço geográfico próximo e primeiro. Sua simplicidade combinada com a criatividade de cada professor que o executa, criam atmosferas de interação, reflexão e ação com elevado valor didático e pedagógico. A ideia de trabalhar a cidadania territorial tão cara ao projeto, (re)vincula os alunos com os espaços de vivência, convidando-lhes a assumirem um protagonismo na busca pelo entendimento de suas realidades e na proposição de medidas para enfrentar os problemas identificados no exercício de investigação. No Distrito Federal, no Brasil em 2017, realizamos o projeto em 4 regioes administrativas, A experiência foi fantástica, inclusive a compartilhamos em um livro que registra em detalhes da execução do Nós Propomos DF. Em 2018 estivemos no Congresso Iberoamericano Nós Propomos onde tambem pudemos compartilhar essas experiências ricas de Geografia e Cidadnia com professores dos vários países participantes.

    Que o projeto cresça e continue a contribuir com o ensino da Geografia e a promoção da cidadania.

    Leonardo Ferreira Farias da Cunha SEEDF/POSGEA-UNB

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