viernes, 30 de marzo de 2018

FORO 24: NÓS PROPOMOS!! A possibilidade da participação cidadã desde a escola

En los documentos (versión en portugués y castellano) podéis encontrar la evolución histórica del Programa Nós Propomos!
Os animamos a participar indicando cómo se aplica este programa en vuestra localidad, o bien haciendo aportaciones sobre otras maneras de ejercer la participación ciudadana desde el ámbito escolar.
Chamamos, pois, a odos os colegas preocupados pela cidadania e pela melhora da aprendizagem escolar a participar neste foro 24.


NÓS PROPOMOS!! A possibilidade da participação cidadã desde a escola
A abertura deste novo foro 24 pretende responder, desde a educação, à dinâmica da globalização e à sociedade do conhecimento, que vem transformar tanto os processos de aprendizagem como o interior das instituições educativas à luz de novas formas de aprender. O Projeto Nós Propomos! é um projeto de cidadania para os jovens e nem tão jovens, que começou em Portugal, em 2011/12, e não para de crescer: Espanha, Moçambique, Brasil e agora inicia sua implementação no Peru e Colômbia. Conta atualmente com mais de 10.000 participantes  e cerca de 40 universidades.
No ano em que o Geoforo comemora dez anos de início de suas atividades é emblemático e necessário continuar refletindo sobre a formação cidadã e o ensino de Geografia em diferentes países do mundo,  sendo o fundador do Projeto Nós Propomos! uma das pessoas que em 2008 também iniciou o Geoforo. O Projeto está diretamente inspirado no compromisso social e cidadão que marca o Geoforo.
Os problemas locais como transporte, resíduos sólidos, poluição das águas, barulho nas ruas, instalação de equipamentos de lazer, têm um reflexo global. Por isso, desde o Geoforo, queremos estimular a outras pessoas que colaboram no Projeto Nós Propomos! ou que o venham a fazer no futuro, a participar deste Foro 24 para que possamos pensar localmente em nossos problemas e propor ações globais que nos permitam alcançar os direitos cidadãos universais. Este foro supõe a primeira reflexão participativa do projeto, trazendo as experiências particulares de desenvolvimento do Projeto nos países em que se localiza.






¡NOSOTROS PROPONEMOS! La posibilidad de la participación ciudadana desde la escuela 

La apertura de este nuevo foro 24 pretende responder desde la educación a la dinámica de la globalización y la sociedad del conocimiento, que entraña transformar tanto los procesos de aprendizaje, como el interior de las instituciones educativas a la luz de las nuevas formas de aprender. El Programa Nos Propomos. es un proyecto de ciudadanía para los más jóvenes y no tan jóvenes, que comenzó en Portugal en 2011 y no ha dejado de crecer: España, Mozambique, Brasil y, ahora, inicia su implementación en Perú y Colombia. Cuenta actualmente con más de 10.000 participantes y cerca de 40 universidades.
En el año en que el Geoforo celebra diez años de sus actividades es necesario continuar reflexionando acerca de la formación ciudadana y la enseñanza de la Geografía en diferentes países del mundo. Además el patrocinador de este Programa también es una de las personas que inició el geoforo en 2008. De esta manera el proyecto está inspirado en los mismos compromisos sociales y ciudadanos del Geoforo
Los problemas locales, como transporte, residuos sólidos, polución de aguas, ruido en las calles, instalación de equipamientos de ocio, tienen un reflejo global. Por eso desde el Geoforo queremos estimular a otras personas que colaboran en el proyecto Nós Propomos!, o que lo pueden hacer en el futuro, a participar en este foro 24 para que podamos pensar localmente en nuestros problemas y proponer actuaciones globales que nos permitan alcanzar los derechos ciudadanos universales. Este foro supone la primera reflexión participativa del proyecto, aportando las experiencias particulares de desarrollo del mismo en los países en que se localiza.

- Para leer texto completo en ambas lenguas pinchar el siguiente link:

348 comentarios:

  1. Estou acompanhando o projeto Nós Propomos por meio das postagens nas redes sociais e nos artigos públicos, sendo o um o artigo “Projeto Nós Propomos: uma proposta alternativa de educação Geográfica na Iberoamérica” apresentado no XIII encontro Nacional de Prática de Ensino de Geografia ocorrido em Belo Horizonte/MG em 2017 e na obra “A extensão universitária como indutora à Cidadania: a experiência do Nós propomos” em 2017. Desta forma estou refletindo a todo instante a teoria e a prática do trabalho com projetos, estudos do meio e ações que tem como objetivo uma cultura da cidadania e uma Geografia crítica, seguindo o grande geografo Milton Santos. A leitura dos textos acima citados e a participação no Grupo de Estudos da Localidade (ELO), vinculado à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP), inserido no Laboratório Interdisciplinar de Formação (LAIFE), fez e me faz (re)pensar as práticas pedagógicas com meus oitocentos e noventa alunos semanalmente nas três unidades escolares em que trabalho como professor de Geografia e História. A apropriação da cultura escrita, letrada, culta e popular dos alunos é função da Escola e assim do seu estabelecimento enquanto sujeito humano leitor de mundo. O desenvolvimento do projeto “Nós Propomos” vem no intuito de estimular muitos de nós docentes a rever e reavaliar nossas posturas, práticas e ideias no ensino de Geografia. Incorporar no cotidiano do espaço escolar pensamentos e ações da localidade e da globalização (Glocalidade) e de forma interdisciplinar são fundamentais no trabalho pedagógico para atingirmos uma aprendizagem significativa para e da cidadania. Começaremos em breve a desenvolver o projeto em algumas escolas da região metropolitana de Ribeirão Preto/SP e assim propormos um protagonismo juvenil condizente com uma sociedade complexa e líquida do mundo contemporâneo. Parabéns ao Professor Sergio Claudino, à Professora Silvia e à professora Andrea pelo brilhante pensamento da funcionalidade da Geografia crítica de forma compartilhada e pelas investigações nos vários territórios que estão sendo inseridos o projeto. Estamos paulatinamente montando uma rede de conhecimento e uma comunidade de aprendizagem democrática em que despertaremos nos docentes e estudantes um compromisso com o espaço vivido e sentido. Desta forma com uma ação coletivas e organizadas para causar uma transformação social no espaço produzido pela ação antrópica.
    Odair Ribeiro de Carvalho Filho – Professor de História e Geografia. Docente das redes municipal de Ribeirão Preto/SP e do Centro Paula Souza. Membro do grupo ELO/FFCLRP-USP

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  2. Entendo o projeto "Nós Propomos!" como uma grande ação coletiva promovida por diferentes professores de Geografia e seus alunos em escala ibero-americana e em expansão para a África. Para além da relevância didática, formativa e investigativa que o projeto promove, quero salientar aqui, o significado que possui no âmbito político pedagógico. Explico: estamos vivendo em tempos de retrocessos constantes nas políticas públicas de Educação e ensino. As ciências humanas estão sendo relegadas a um segundo ou terceiro plano. No Brasil, há um desmonte explícito das conquistas sociais relativas a manutenção das escolas públicas e da própria profissão docente. A Geografia tem sido desqualificada ou desmerecida por políticos e gestores que assumiram o poder brasileiro recentemente. A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR que acaba de ser implementada pelo Ministério da Educação no Brasil apresenta a Geografia Escolar num lugar pouco significativo ou mesmo duvidoso. Deste modo, quero ressaltar que o Projeto Nós Propomos! está indo na contramão desse contexto todo. Professores e alunos participantes "nadam" com muita força e vontade no "mar" agitado e golpeado por políticas autoritárias e excludentes. Para mim, participar desse coletivo é uma honra! Parabéns ao Prof. Dr. Sergio Claudino pela iniciativa e energia para dar andamento ininterrupto a esse projeto. Parabéns a TODOS os colegas professores e alunos participantes. Esse é um caminho promissor. Saudações desde o grupo ELO - USP, em Ribeirão Preto-SP, BRASIL. Profa. Andrea Coelho Lastória

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  3. É com muito contentamento que vemos o projeto Nós Propomos como uma potente ideia ao desenvolvimento e ampliação do debate acerca do papel da escola, sobretudo da Educação Geográfica, na preparação dos(as) alunos(as) ao exercício da Cidadania. Vivemos em tempos sombrios quanto a garantia desse que é um direito garantido pelo Artigo 205 da Constituição Federal do Brasil de 1988 e reforçada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei 9394/96).
    Os recentes ataques a democracia e ao Estado de Direito por meio de políticas governamentais seletivas, estão ameaçando o exercício da construção cidadã. As instituições escolares, que tem como uma das missões justamente ser um espaço de debate e reflexão sobre Cidadania, estão enfrentando dilemas de cerceamento quanto ao desenvolvimento de seus escopos.
    O inesgotável sucateamento de escolas da educação básica e das universidades públicas, o movimento “Escola Sem Partido”, a controvérsia Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que retira das Ciências Humanas, incluindo a Geografia, a capacidade de contribuir com a perspectiva de ampliar a “visão de mundo” dos educandos, são exemplos claros e evidentes da contramão proposital que se (en)caminha uma sociedade cada vez mais excluída de seu direito à cidadania.
    É oportuno também destacar que o projeto Nós Propomos, ao extrapolar continentes, torna-se um elo importante no debate de outros aspectos relativos a cidadania. A recente ampliação das migrações populacionais dos chamados países subdesenvolvidos, seja à Europa ou à América, tem exibido tensões a partir de uma xenofobia enraizada no etnocentrismo.
    Tanto o Estado quanto os organismos multilaterais vem proporcionando medidas protecionistas absurdas no intuito de defender o progresso a qualquer custo, minando possibilidades de que as mais variadas sociedades possam organizar-se a fim de colocar em prática uma vida mais ética, justa, sustentável, sobretudo por meio de atitudes cidadãs.
    Por isso, reiteramos a grande oportunidade que temos nesse canal utilitário do GeoForo 24 (com extrema contribuição do projeto Nós Propomos) em debatermos ideias que possam valorizar o a escola, a profissão docente e, principalmente, o Ensino de Geografia.
    Que possamos ampliar nossas discussões nos grupos de pesquisa (destaco neste momento o grande papel do Grupo ELO – Grupo de Estudos da Localidade – vinculado à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto - FFCLRP/USP), nos ambientes de trabalho, nas escolas, nas universidades, nas entidades governamentais e não-governamentais, procurando dar sentido e visibilidade a esse tema essencial ao convívio em sociedade: CIDADANIA.

    Luis Guilherme Maturano. Graduado em Geografia. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). Membro do Grupo ELO/FFCLRP-USP.

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    1. Inicialmente, gostaria de parabenizar pela iniciativa do Projeto Nós Propomos, do Prof. Dr Sergio Claudino e do empenho e participação da Prof. Dr Andrea Coelho Lastoria, que por meio do Grupo de Estudos sobre a Localidade – ELO, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto – FFCLRP, da Universidade de São Paulo – USP, promove e incentiva práticas escolares significativas , que vão na contramão de um contexto de desmonte e sucateamento do ensino público brasileiro. Nesse sentido, tive a honra de participar de um projeto de troca de cartas de alunos de 3º ano da rede pública, de dois municípios brasileiros, ou seja, trabalhar o conceito de município de Ribeirão Preto-SP por meio de sua história, localização no Estado de São Paulo, atividades econômicas e composição territorial (área urbana e rural). Depois pedir para os alunos, como uma atividade de ensino, escreverem uma carta para uma criança de Santo Ângelo - RS.
      O objetivo principal de projeto era saber: Por que é importante vir conhecer seu município? Do meu ponto de vista isso é fundamental, pois mostra a importância do ensino de Geografia nos Anos Iniciais, no Ciclo de Alfabetização, diferente do que estabelecem os currículos oficiais, como o do governo do Estado de São Paulo, que retira o ensino de Geografia e História do Ciclo I do Ensino Fundamental.
      Diferente dessa perspectiva dos currículos, inclusive da nova Base Nacional Curricular Comum, o conceito de localidade, faz um levantamento do que os alunos sabem sobre o seu bairro, a sua cidade; pontos de referência; história, localização no Estado de São Paulo, atividades econômicas e composição territorial (área urbana e rural), curiosidades etc. E essa aprendizagem é essencial para a noção de pertencimento dos sujeitos inseridos em sua comunidade.
      Cito esse exemplo, dessa experiência particular como professor da rede pública de Ribeirão Preto, pois possibilitou aos meus alunos uma aprendizagem significativa, a partir dos seus olhares e suas vivências. Essa prática me remete ao grande pensador brasileiro Paulo Freire, que escreveu que “ a leitura do mundo precede a leitura da palavra” ou seja, ler o mundo significa ler os signos, as palavras, os sinais, o seu entorno, etc. Quer dizer que mesmo que não seja alfabetizada, a criança entende o que se passa ao seu redor, e não só entende, mas também aprende. Aliada a aprendizagem da escrita e da leitura, ela amplia essa aprendizagem, de mundo.
      Dessa maneira, acredito cada vez mais nessas iniciativas, como a do Nos Propomos, pois uma aprendizagem dentro de uma perspectiva de cidadania e transformação social.
      Fábio Augusto da Silva Lima. Graduado em Pedagogia e História. Especialização em Ética, Valores e Cidadania pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). Membro do Grupo ELO/FFCLRP-USP. Professor da Rede Municipal de Ensino de Ribeirão Preto - SP

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  4. O estudo da localidade é, de fato, muito difícil de ser encontrado em manuais didáticos, principalmente se a busca for através da perspectiva histórico-dialética. Estudar a localidade e propor projetos de ação sobre o espaço mais próximo de cada cidadão em idade escolar é um objetivo audacioso, principalmente em tempos de retrocesso, num país como o Brasil, em que se observa uma ameaça de militares tentando tomar o poder em nossa pseudodemocracia, com o intuito de estabelecer uma ditadura, inclusive pedida por muitos, principalmente por aqueles que não vivenciaram tal período histórico cruel.
    O projeto Nós Propomos! empodera os alunos na sua condição de agente local. Forma de maneira crítica o cidadão que pode transformar o seu lugar de modo a atender os interesses de um coletivo, levando à melhoria do seu espaço, conduzindo-os a perceberem-se como interventores da sociedade que compartilham e a entenderem o que é posicionamento e ação política.
    A proposta do Nós Propomos! conduz práticas de ensino significativas. Poder participar deste projeto nos dá mais forças para combater todos os discursos e acontecimentos que colocam as pessoas não na condição de cidadãos, mas como consumidores. Ações do atual cenário político brasileiro, que contrariam a ideia de amenizar as desigualdades sociais, vão de encontro ao que apregoa o neoliberalismo. Tomaz Tadeu da Silva (1997) escreveu há 20 anos algo que nos soa como atual, considerando que a estratégia neoliberal de conquista hegemônica se ocupa do campo educacional como um dos elementos passíveis de serem utilizados como técnica de governo, regulação e controle social. Entretanto, o autor não nos deixa desamparados na condição de professores, afirmando a mesma ideia que vejo exposta pelo Nós Propomos! Assim, com uma citação Silva, cuja dissertação vem de encontro com os objetivos do projeto, aconselho que nos encorajemos a considerar o desafio:
    “O papel dos/as educadores/as num tempo e numa configuração como essa [do neoliberalismo] torna-se ainda mais crucial. É importante não se render a uma ofensiva que pretende transformar radicalmente não apenas a política da pedagogia, mas também a pedagogia da política. É também extremamente importante que criemos e recriemos nossas próprias categorias, que definamos e redefinamos as metáforas e as palavras que nos permitam formular um projeto social e educacional que contraponha àquelas definidas e redefinidas pelo léxico da retórica neoliberal. Educadoras e educadores precisam, mais do que nunca, assumir sua identidade como trabalhadoras/es culturais envolvidas/os na produção de uma memória histórica e de sujeitos sociais que criam e recriam o espaço e a vida sociais. O campo educacional é centralmente cruzado por relações que conectam poder e cultura, pedagogia e política, memória e história. Precisamente por isso é um espaço permanentemente atravessado por lutas e disputas por hegemonia. Não assumir nosso lugar e responsabilidade nesse espaço significa entregá-lo a forças que certamente irão moldá-lo de acordo com seus próprios objetivos e esses objetivos podem não ser exatamente os objetivos de justiça, igualdade e de um futuro melhor para todos.” (1997, p. 28).

    Por isso, também, quero agradecer a todos os companheiros do Grupo de Estudos da Localidade – ELO, que vem há tempos compartilhando das mesmas angústias das experiências vividas dentro de sala de aula e ao Professor Doutor Sergio Claudino, pela sua audácia que nos inspira. Parabéns por tamanha coragem!
    Sonara da Silva de Souza. Licenciada em História, Geografia e Pedagogia. Aluna do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). Membro do Grupo ELO. Professora de Geografia da rede estadual paulista.
    Referência: SILVA, T. T. A “nova” direita e as transformações na pedagogia da política e na política da pedagogia. In: GENTILI, P. A. A. e SILVA, T. T. (Orgs.). Neoliberalismo, Qualidade Total e Educação – visões críticas. Petrópolis: Vozes, 1997.


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  5. O Projeto Nós Propomos propõe séria reflexão sobre a escassez de políticas públicas aplicadas para resolução de problemas nos municípios brasileiros, para além disso, o processo de politização e avanço da democracia direta requer a descolonização do Poder público e a inclusão da sociedade nas discussões, planejamento e fiscalização da gestão do município.
    Como destaque tentamos apontar que a luta por espaços dignos à vida em comunidade não pode ser concretizada sem a escuta e colaboração da população, conforme demonstrado nas discussões e nos resultados relatados e apresentados ao final da realização de duas edições do Projeto.
    Neste sentido, à guisa de fortalecimento desta tese a partir do exame do percurso metodológico das atividades desenvolvidas pelo projeto “Nós propomos” desenvolvido pela Universidade Federal do Tocantins, constatou-se que este mecanismo, não formal, de participação social apresenta-se como modelo alternativo adequado de inserção dos jovens nos debates sobre a gestão democrática da cidade.
    Sugere-se então, conjugar o debate do “Nós propomos” ao tema da Educação Integral com a finalidade de tentar compreender se a educação poderia ser vista como um elemento norteador de políticas públicas, na busca de garantir condições de igualdade, de valorização da diversidade intrínseca à vida na cidade e sua intencionalidade educativa nos diferentes aspectos da sua organização.
    Desta maneira, propomos a provocação de que as transformações, mesmo assim, não se efetivam na velocidade desejada, em razão dos efeitos das mudanças se revelarem por exposições exacerbadas e proporcionarem resistências conservadoras, num molde curricular segregador.
    E, nessa perspectiva, de reconhecimento e apropriação, a cidade poderia ser pensada como parte integrante do currículo escolar e não algo à parte, como acontece na maioria das escolas brasileiras.
    Embora a escola ainda seja vista somente a partir da perspectiva do ensino, dos professores, dos estudantes, sem conectá-la às discussões de ocupação da cidade, o projeto “Nós propomos” sugere quase uma institucionalização da vida urbana no espaço escolar. O projeto é considerado atualmente um difusor de urbanidade e traz a cidade para dentro da escola, uma relação que é fundamental.
    Neste viés, buscou-se no Tocantins, ir para além das propostas de resoluções, entendeu-se que concretizar as propostas parecia um caminho simbólico importante para a comunidade compreender o sentido de lugar, do exercício da participação e da visualização do resultado efetivo desta participação.
    Com este intuito e orientados neste sentido os jovens do CEM Santa Rita de Cássia (escola de segundo grau integrante do Projeto) elaboraram uma proposta para a transformação da comunidade local, tendo como objetivo a criação do Centro Comunitário Viver com Alegria para promover a qualidade de vida aos idosos em situação de vulnerabilidade social e garantir a inserção social. Neste local ocorre semanalmente (aos sábados) um forró comunitário integrativo promovido pelos idosos e neste espaço de lazer são trocadas as experiências e vivências.
    Durante a execução do trabalho os alunos identificaram especialmente que a reforma do prédio produziria um impacto significativo e simbólico no sentimento de pertencimento local. Neste sentido buscaram parcerias com a iniciativa privada e conseguiram recursos para que a reforma deste equipamento público existente no bairro seja realizada e computada como a primeira proposta efetivamente concretizada no Tocantins.
    Destarte, a execução da obra foi decidida em audiência pública com os usuários do local e será realizada em regime de mutirão, observando um processo de integração comunitária, e ao final promovida uma festa típica brasileira (junina) para a entrega do equipamento.
    Para não concluir, esta ação reflete antecipadamente na mudança de sentimento comunitário e os jovens propositores e protagonistas reforçam na expressão e no sentimento a força da participação popular.
    João Bazzoli - Universidade Federal do Tocantins - UFT

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  6. Excelente reflexão proposta pelos professores João Bazzoli e Guilherme.
    De fato, na experiência realizada na Escola Estadual Oracina G. de Moraes Rodine, em Marília, partimos do currículo para identificar em quais momentos/etapas de escolarização é possível identificar possibilidades de trabalho com a localidade e a temática ambiental. Nas escolas públicas da rede estadual de ensino há um currículo oficial, associado a atividades didáticas propostas no caderno do aluno. Em equipe constituída pelo prof. Gabriel Grazzini, estudantes do curso de licenciatura em Ciências Sociais e professores da universidade, analisamos o currículo da educação básica e as reportagens sobre as temáticas ambientais veiculadas em jornais locais. Gabriel identificou confluências entre o currículo oficial do 8o ano, 4o bimestre, e a possibilidade de investigação sobre o espaço urbano de Marília, com ênfase para a questão ambiental e o bairro em que a escola está inserida.
    Em outras palavras, investigar o local e produzir significados para a aprendizagem dos estudantes (como menciona o prof. João Bazzoli) é fundamental para que se construa o sentimento de pertencimento, interesse e reflexão sobre os problemas locais. Analisar o currículo é tarefa dos docentes e um grande aprendizado aos estudantes da graduação, pois possibilita o contato com o que lhes será apresentado no exercício da profissão docente.
    Saudações,
    Silvia Fernandes
    UNESP/Marília

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  7. Hoy día 26 de junio Miquel Martínez y yo mismo hemos expuesto una comunicación en relación con el Geoforo en un Congreso de innovación educativa.
    PODEIS VER EL CONTENIDO CLICKANDO EN EL ENLACE QUE OS PRESENTO:
    Fes click al teu enllaç en el PROGRAMA i verifica que es visualitza bé la teva presentació.
    Muy buen ambiente
    Xosé M

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  8. Faltaba este enlace previo:
    http://dimglobal.ning.com/profiles/blogs/encuentro-de-centros-innovadores-en-ontinyent-valencia-26-6
    Espero que así podáis consultar el power point. Habéis de buscar la comunicación (Es la quinta)

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    1. Estimado Souto
      Excelente apresentação.
      De nossa parte, o projeto que desenvolve "como abordar os problemas ambientais e sociais desde as aulas" parecer ter preocupações semelhantes ao que desenvolvemos em Marília com o "Projeto Nòs Propomos: observatório do Meio Ambiente e a questão ambiental em Marília-SP".
      Muito interessante a ideia de divulgar a pasta do projeto no google drive, com os trabalhos dos estudantes e escolas que integraram o projeto em 2017. Ideia a ser seguida por nós.

      Saudações,
      Silvia A. S. Fernandes
      UNESP/Marília

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  9. O Projeto Nós Propomos! me surpreendeu com seus objetivos que vai muito além do ensino pautado no livro didático, tão comum nas escolas. Um projeto que busca o protagonismo dos alunos através da participação política e cidadã de forma crítica.
    Fiquei muito feliz em conhecer o projeto e como professora em formação fiquei também muito animada, já refletindo sobre minha prática docente. Nessa perspectiva, me chama muito a atenção a metodologia do projeto e a implementação nas instituições escolares, visto através dos exemplos em diferentes lugares do mundo. O projeto põe em evidencia a localidade do aluno, dando significância à ação do mesmo, o que o motiva ainda mais na busca por soluções. Realmente é uma prática inovadora de ensino e que nos gera inúmeras possiblidades na mediação da construção do conhecimento dos alunos.
    E como o próprio foro nos provoca, eu proponho que pensemos nessa prática, salva as proporções, na Educação Infantil, onde as crianças nos surpreendem constantemente com suas capacidades e podem construir muitas ideias interessantes, além do reflexo que poderia gerar nos pais e responsáveis.
    Abraço a todos os idealizadores e participantes do projeto que nos entusiasmam com essa experiência e nos anima para um projeto de escola, de integrantes e de ensino diferentes.

    Arielen Virgínea A. S. Manoeli, professora em formação no 3º ano de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP).

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  10. Parabéns aos professores envolvidos pelo projeto. Sem dúvidas é imprescindível que a escola trabalhe em parceria com a sua comunidade para interferir e transformar de forma positiva o seu entorno. Ouvir, discutir e negociar ações conjuntas é o primeiro passo para isso. E é o caminho para construir não só uma escola mais democrática, mas uma sociedade democrática.
    Pretendo acompanhar as discussões e as propostas aqui apresentadas, refletir e levá-las para minha futura prática como docente.
    Muito obrigada pelo espaço, que considero formativo.
    Patrícia Fuquini Dias
    Aluna do 3º ano do curso de Pedagogia da FFCLRP-USP

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  11. Creo que lo más importante del proyecto es la sinceridad que transmite respecto a la participación ciudadana. Se impugna la hipocresía de las palabras bonitas y se va a la acción por medio de estudios muy bien elaborados sobre problemas locales.
    En las sesiones de Ontinyent pudimos apreciar que hay muchas personas que quieren innovar, pero se centran en el uso de nuevas técnicas y métodos. El proyecto Nós Popomos se centra en los problemas sociales y cómo ofrecer ayuda desde el estudio escolar
    Por ejemplo en nuestro caso impugnado los falsos juicios sobre el cambio climático y el impacto que tiene sobre el paisaje y la conservación de un ambiente saludable para el ser humano
    Adelante!!
    Xosé M. Souto

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  12. O projeto “Nós Propomos” me surpreendeu muito, pois busca o protagonismo dos alunos através da participação política e cidadã de forma crítica. Com o intuito de estimular os docentes e professores em processo de formação a reavaliar posturas, práticas e ideias no ensino. Pude perceber o quão é importante incorporar no cotidiano do espaço escolar pensamentos e ações da localidade e da globalização de forma interdisciplinar, e este ato é fundamentais no trabalho pedagógico para atingirmos uma aprendizagem significativa para os alunos e sua cidadania.
    Essa aprendizagem, ao meu ver, é essencial para a noção de pertencimento dos sujeitos em sua comunidade.
    Fiquei muito feliz em conhecer o projeto Nós Propomos! Ver possibilidades de empoderar os alunos na sua condição de agente local, podendo formar de maneira crítica o cidadão que pode transformar o seu lugar de modo a atender um coletivo, tendo melhoria do seu espaço, e entendendo o seu posicionamento e ação política me deu motivação, pois este ato para mim como professora em formação é enriquecedor.
    Realmente se trata de uma prática inovadora de ensino, abrindo os meus olhos para as inúmeras possibilidades de mediação da construção do conhecimento que podemos ter.
    Quero parabenizar os professores envolvidos pelo projeto, pretendo levar as discussões aqui apresentadas para a minha prática docente.
    Tábata Dorta Farias
    Aluna do 3° ano do curso de Pedagogia da FFCLRP-USP

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  13. Me parece muy interesante la propuesta de debatir sobre participación ciudadana de los de los jóvenes en las instituciones educativas, en un ambiente donde muchas veces se sienten censurados y donde ellos mismos resignifican el término “participación”. En Brasil, en 2016 hubo un movimiento muy interesante con iniciativa de alumnos de secundaria que ocuparon las escuelas como forma de protesta para reivindicar sus derechos y criticar políticas públicas que serían implementadas sin un previo debate con los protagonistas, esa ocupación del espacio físico escolar dio un nuevo significado a las luchas estudiantiles y a su participación ciudadana. Cuestiones como ir al parque a conversar, practicar deportes, usar un espacio público es una forma de participar, y no existen espacios privilegiados para que esto ocurra, incentivar esa participación desde las escuelas me parece fundamental.
    Ruth E. Vera M.
    Alumna del 3º año del curso de Pedagogía FFCLRP -USP

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  14. No Município de Mococa,localizado há 270 km da capital paulista,iniciamos a implantação do Projeto “Nós Propomos”, que se desenvolverá no segundo semestre de 2018. Estão envolvidas no Projeto a Escola Estadual Maestro Gomes Justino (pública) e a Escola FUNVIC- Fundação Universitária Vida Cristã (privada) com 60 alunos do 8ºano do Ensino Fundamental.
    Discutir os problemas locais através da lente destes jovens é uma ferramenta que proporciona a reflexão e proposição de possíveis caminhos para enfrentar os desafios locais. Estudar a localidade é uma oportunidade de compartilhar o que estes alunos sabem sobre o lugar onde vivem .De uma forma muito objetiva o Projeto Nós Propomos proporciona o exercício da cidadania, colocando em prática o protagonismo juvenil habilidade tão discutida e necessária para a formação destes cidadãos.
    Rosani Rigamonte. Graduada em Ciências Sociais, Mestre em Antropologia Social, Professora de Ensino Superior e Membro do Grupo ELO FFCLRP-USP

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  15. Me parece muy acertada la opinión de Rosani: De uma forma muito objetiva o Projeto Nós Propomos proporciona o exercício da cidadania, colocando em prática o protagonismo juvenil. El proyecto Nós Propomos y las redes del geoforo permiten difundir noticias como la de la alumna Ruth: "En Brasil, en 2016 hubo un movimiento muy interesante con iniciativa de alumnos de secundaria que ocuparon las escuelas como forma de protesta para reivindicar sus derechos y criticar políticas públicas que serían implementadas sin un previo debate con los protagonistas, esa ocupación del espacio físico escolar dio un nuevo significado a las luchas estudiantiles y a su participación ciudadana".
    Si los profesores no queremos quedarnos prostrados en una cultura autocomplaciente y estéril hemos de buscar alianzas con los sujetos de la comunidad escolar, empezando por los alumnos y alumnas que analizan los problemas locales. Nuestra finalidad debería ser facilitar el intercambio de estas experiencias, como se buscará en septiembre de este mismo año en el Coloquio Internacional de Lisboa
    Un saludo,
    Xosé m

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  16. Acabo de ler o livro "Ensinar e aprender Geografia por meio do Projeto Nós Propomos, Distrito Federal", organizado pelas Professoras Vania Lúcia Costa Alves Souza e Cristina Maria Costa Leite. Trata-se de coletânea que registra as experiências desenvolvidas por cinco professores da educação básica no Distrito Federal, no Brasil. Ricas experiências de ensino e pesquisa sobre o ensino de Geografia, abordando temas como o espaço urbano, crise hídrica, violência contra a mulher, dentre outros. Grande contribuição aos estudos que realizamos em Educação Geográfica.
    Saudações,
    Silvia A. S. Fernandes
    Unesp/Marília-SP

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  17. Del 7 al 12 de septiembre/18 se está desarrollando en Lisboa el I Congreso Iberoaméricano Nós Propomos. Geografía, Educación y Ciudadanía, en el que la pregunta formulada sobre sí es posible fomentar desde las aulas escolares la participación política y cívica de la ciudadanía, considero ha sido abordada en diferentes frentes:

    1. Las mesas temáticas que recogen los resultados de reflexión y/o investigación de profesores, sobre la educación geográfica y la ciudadanía.

    2. Las publicaciones realizadas en Portugal, España y Brasil presentando los resultados de la implementación del proyecto Nós Propomos en contextos escolares diversos.

    3. La articulación administración pública y escuela, para viabilizar las propuestas que se realizan frente a problemáticas concretas identificadas.

    4. La presentación de experiencias de los alumnos de instituciones escolares de Brasil y España, sobre problemas locales identificados y acciones concretas para resolverlos.

    Todos los frentes mencionados son muy valiosos, pero en particular el último recoge el carácter innovador del proyecto, no solo en el acercamiento alternativo a realidades socio espaciales y temporales por parte de los escolares, sino en la introducción de la voz de niños y jóvenes en eventos académicos tradicionalmente de especialistas.

    Es importante resaltar, que detrás de las propuestas que realizan los alumnos, está el trabajo sistemático, continuado y constante de profesores, que constituyen su ejercicio habitual en aula en praxis pedagógica, generando no solo cambios en los entornos problematizados, sino también en sus prácticas de enseñanza y en los procesos de aprendizaje de sus estudiantes.

    Es un ejemplo de un docente investigador e innovador que aporta su saber profesional, en una transformación directa y concreta de situaciones problema, que probablemente muchos conocen, pero sobre las que no se actúa.

    El proyecto Nós Propomos, es una oportunidad para repensar la educación geográfica y educación ciudadana, más allá de un ejercicio electoral o de exigencia de deberes, para empoderar al alumno a edad temprana como ciudadano activo, crítico y propositivo de y con la realidad en la que se encuentra.

    Liliana Angélica Rodríguez Pizzinato
    Docente titular
    Licenciatura en ciencias sociales
    Miembro grupo de investigación Geopaideia
    Directora semillero de investigación Itinerantes
    Universidad Distrital Francisco José de Caldas
    Bogotá - Colombia

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    2. Parabéns Professora Liliana Angelica pelos apontamentos referentes ao projeto “Nós Propomos”. Compartilho de seus pensamentos sobre o projeto e o congresso realizado com brilhantismo e organização por todos envolvidos. O congresso que ocorreu em Portugal foi fundamental por apresentar muitas práticas em Educação Geográfica e cidadã pensadas em muitas escolas da Ibero-América. Estive acompanhando as apresentações e eventos do Congresso e estou realmente muito contente com todo esse aprendizado coletivo entre professores, pesquisadores, gestores e alunos rumo a uma democracia participativa, a um protagonismo juvenil e ao desenvolvimento de um cidadão crítico. Começaremos o projeto em uma escola que trabalho agora em outubro com uma equipe conjunta. Estou iniciando minha investigação sobre o Projeto “Nós Propomos” no programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FLCLRP) da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto no estado de São Paulo aqui no Brasil sob a orientação da Professora Dra. Andrea Coelho Lastória. Em minha investigação irei estudar as práticas de ensino de Geografia do projeto “Nós Propomos” feitas por professores do Ensino Médio em escolas no estado de São Paulo, no âmbito do Estudo do meio. As publicações existentes e o contato com colegas professores que desenvolvem o projeto será de grande valia para reforçarmos a ideia de uma grande rede de colaboração Ibero-americana em uma comunidade de aprendizagem. Fico desde já a disposição para possíveis e futuros diálogos e aprendizagens colaborativas acadêmicas.


      Votos de estima e saudações,


      Professor Odair Ribeiro de Carvalho Filho
      Professor de Geografia da Rede municipal de Ribeirão Preto
      Professor da Rede de Escolas Técnicas Paulistas – ETEC Paula Souza
      Aluno do Programa de Pós-Graduação em Educação
      Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto FLCLRP-USP
      Ribeirão Preto – Brasil

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  18. Hola: 11-9-18

    A continuación os presentamos unos comentarios de alumnos del IES Jaume I de Ontinyent (España) que han participado en el Congreso Nós Propomos en la sesión del dia 8 a las 11:00 horas . Son aportaciones de alumnos de 14 años que han trabajado un caso de manera voluntaria y han apostado por la ilusión y la participación en este hermoso proyecto. A la pregunta: ¿qué es lo que más os ha gustado al trabajar en Nós propomos?, aquí tenéis sus comentarios literales:

    - Lo que más me ha gustado de este trabajo ha sido que es muy diferente de otros porque trabajamos en grupo y lo hemos hecho en verano, cosa que no hacemos de normal en las demás asignaturas, no lo hubiéramos hecho.

    - Lo que nos ha gustado ha sido venir a Lisboa, exponer nuestros trabajos que hemos preparado con mucho esfuerzo, y que han respetado nuestras opiniones en todo momento. Ana, Andrea, Nerea, Nuria y Estefanía.

    - Lo que más me ha gustado ha sido mantener la ilusión que teníamos todos al principio de año, cuando este proyecto empezó. Dani Ede.

    - Lo que más me ha gustado es trabajar en equipo, todos juntos, y exponer el trabajo en el congreso. Marc Gandía.

    - A mi lo que más me ha gustado es que todo lo que hemos hecho lo hemos hecho en equipo Àlex Gramage

    - Hemos tenido la libertad de hacer el trabajo sobre el tema que nos parecía más importante, que es una manera distinta de trabajar, y por último, las salidas de campo. Ana, Andrea y Nuria.

    - Lo que me ha gustado es que hemos trabajado con un proyecto que va a ser una experiencia inolvidable , y que a veces lo he pasado bien aunque otras no , porque a veces no he estado implicada o consciente de lo que hacía. Alba.

    - Me ha gustado mucho la implicación de muchos maestros, alumnos y madres, también conocer a mucha gente de otros países. Sandra.

    - Hemos aprendido otro método de trabajo mucho más eficaz que el tradicional, y ha tenido unos efectos favorables en todos mis compañeros.

    - Haber conocido a gente de otros países y haber podido participar en un proyecto universal. Ha sido una experiencia inolvidable. Bea.

    - Me ha gustado saber que mucha gente venía desde Sudamérica para oír nuestras propuestas y las de otros. Las presentaciones han sido muy interesantes; además hemos tenido la oportunidad de exponer los trabajos que hemos hecho a lo largo de todo el verano. Lo recordaré toda la vida. Sandra.

    Abel: a mí me ha gustado puesto que hemos conocido a gente de muchos lugares y los hemos conocido mejor, también hemos podido presentar nuestras idees
    Alumnes Ontinyent

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  19. Coincido con los/las colegas que han hecho constar la felicitación a Sérgio Claudino y los/as demás organizadores del encuentro Nós Propomos por esta magnífica oportunidad de conocer y compartir experiencias y reflexiones dentro del marco de este interesante proyecto. Como expresé en el debate de la ponencia de clusura pronunciada por Xosé Manuel Souto, creo que es el momento de sacar partido al Proyecto Nós Propomos trabajando la dimensión de investigación educativa que nos ofrece, complementando así su potencial de innovación y aportando conclusiones para el desarrollo profesional de los profesores y profesoras implicados. En ese sentido, considero que se deberían investigar no sólo las posibilidades educativas del proyecto -aspecto del que ya conocemos bastante- sino también las dificultades para desarrollarlo en la práctica escolar habitual, dado que el sistema escolar tradicional presenta algunos rasgos que entorpecen la educación para la participación de los alumnos y alumnas como ciudadnos en el marco de dicho sistema. Así ocurre con el carácter cerrado y academicista del conocimiento escolar, con la rígida y antinatural estructura de los espacios y los tiempos escolares, con el sentido de medición y control que suele tener la evaluación o con la escasa preparación que tenemos los profesores para educar a los jóvenes ciudadanos, acompañándolos en su proceso de construcción de la ciudadanía. Conocer mejor estas dificultades nos ayudaría a sortearlas y a buscar vías alternativas a las mismas, como las siguientes: reformular el tradicional conocimiento escolar desde los temas académicos hacia los problemas sociales y ambientales,romper la estructura cronoespacial de la escuela haciéndola mucho más flexible y adecuada para el aprendizaje y abriéndola al entono social, reorientar el sentido de la evaluación hacia un enfoque de investigación de la práctica escolar que retroalimente el proyecto educativo y, desde luego, reformar profundamente la formación de los y las docentes para que sean educadores/as antes que meros especialistas en un campo temático. Las dificultades antes citadas constituyen barreras importantes y las alternativas que acabo de esbozar suponen un largo camino a recorrer. En ese sentido, la investigación educativa puede ayudarnos a establecer estrategias adecuadas de cambio y metas a corto, medio y largo plazo. Es una tarea ardua, pero vale la pena, pues otorga sentido a nuestra profesión de educadores/as de ciudadanos/as.

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  20. Yo también considero que la reunión de Portugal con su estructura (viajes de campo, visitas a centros escolares, ponencias, comunicaciones) y participación (profesorado, alumnos y alumnas, autoridades locales y familias) ha sido un hito para la comunicad acadécmica. en la revista Geocritiq, de la plataforma Geocríticca (http://www.geocritiq.com/2018/09/una-propuesta-de-geografia-ciudadana/) podéis encontrar un comentario más extenso sobre la relevancai de este evento.
    Los alumnos de Ontinyent y el profesor Francisco García, universidad de Sevilla, ya han manifestado sus opiniones. Espero que otras personas lo puedan hacer también, pues así recopilaremos informaciones y argumentos sobre este evento

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    1. Benito Campo País14 de octubre de 2018, 5:45

      Benito Campo País. Universidad de Valencia. Facultad de Magisterio

      Parte I
      El foro 24 dedicado al proyecto Nos Propomos es una buena idea para celebrar este X aniversario del Geoforo. El Geoforo y el proyecto Nos Propomos persiguen y consiguen un espacio de diálogo, bien por la dinámica de los foros del Geoforo que mantienen propuestas y debates en el tiempo (como no por la insistencia y constancia de Souto, en cuantos ” whatapps y correo nos propone el foro), bien por las jornadas, intercambios o congresos que supone la extensión y consolidación del proyecto Nos Propomos, cuyo ejemplo son las visitas del profesor Claudino, un verdadero trotamundos, al que no solo hay que reseñar su capacidad de trabajo y saber (hacer un proyecto complejo desde una propuesta sencilla), sino su calidad personal y humana. Pero lo más importante es que todas estas acciones visibles se generan mediante la participación y bajo la consigna de construir un conocimiento real y actual sobre la enseñanza de la Geografía y las Ciencias Sociales. En definitiva, trabajar la educación desde quienes están día a día en los problemas de la educación y de los que defienden poner en práctica la educación participativa y las propuestas de innovación.

      En el pasado congreso de Lisboa el profesor Souto cambio el orden de un viejo eslogan del pasado siglo. Del “piensa globalmente y actúa localmente”, reorientó la acción por un “piensa localmente y trabaja globalmente”. Para mi es una oportunidad a la importancia que tiene hoy día la conexión global y en este marco a transmitir lo que hacemos localmente como ejemplos que sirvan para otros, para que sea útil, pero también para que compartamos las reflexiones e ideas que vamos trabajando sobre la educación geográfica del siglo XXI.

      Que las propuestas escolares de Nos Propomos circulen como una correa de transmisión para que terminen en cambios reales en las vidas de las personas tiene resultados diversos. Esto lo hemos podido comprobar en una encuesta realizada este año entre las alumnas y alumnos del Instituto de Serta (Portugal) con la profesora Ilda Bicacro y del IES Jaume I de Ontinyent con el profesor Miquel Martínez. Sus respuestas respecto a la repercusión por sus propuestas de mejora ciudadana van desde los estudiantes que se sienten defraudados porque sus propuestas han quedado sin atender por parte de las administraciones locales, hasta los que se sienten satisfechos de haber aprendido de una manera diferente que les ha hecho conectar con los problemas de su municipio.
      (Continua parte II)

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    2. Benito Campo País14 de octubre de 2018, 5:47

      Benito Campo País. Universidad de Valencia. Facultad de Magisterio

      Parte II

      Las palabras de Paco García en este foro sobre cómo construir una escuela y una espacio público diferente, “Es una tarea ardua, pero vale la pena, pues otorga sentido a nuestra profesión de educadores/as de ciudadanos/as”, y con las que nos anima a investigar para proporcionar estrategias que salven las dificultades, me da la oportunidad de que nos adentremos en la idea de Comunidad Social desde un proyecto escolar como Nos Propomos.

      Como expusimos en Lisboa, pensar localmente nos ha ayudado a reflexionar sobre la puesta en marcha de comunidad social que se realizó en el IES Jaume I de Ontinyent a partir del proyecto Nos Propomos. Nuestra reflexión nos hizo replantearnos una serie de cuestiones previas:
      ¿Están los docentes preparados para organizar y gestionar la participación de los estudiantes y sus padres?
      ¿Están dispuestos los padres a qué sus hijos participen y ellos con sus hijos?
      ¿En qué medida está dispuesta las dirección del centro escolar para asumir y extender las propuestas que proponen los estudiantes y los docentes?
      ¿Hay una apuesta real de la universidad por un proyecto como Nos Propomos?
      ¿Están las administraciones locales dispuestas a poner en marcha las propuestas escolares?

      Estas son algunas de las cuestiones que fueron saliendo de la experiencia en ese instituto, pero seguro que en cada centro escolar que haya intentado algo parecido habrán aparecido otras cuestiones. En definitiva lo que nos preguntamos y queremos debatir y exponer en este foro es:
      Qué ventajas y obstáculos nos encontramos si queremos favorecer una Comunidad Social desde un proyecto escolar como es el proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos

      Como vino a decir el profesor Paco García en las conclusiones de una de las mesas, lo que se evidencia del congreso pasado son, entre otras, las nuevas relaciones de la escuela y de cómo se puede construir el espacio público. Me parece importante incluir la idea de la construcción de una Comunidad Social a partir de un proyecto escolar como Nos Propomos. Así que reflexionar y analizar qué sucede nos puede dar pistas de cómo construir una verdadera comunidad social desde el espacio escolar, un espacio que no sólo sirva para educar en las aulas sino en la sociedad en que vivimos.

      Benito Campo País.
      Facultad de Magisterio. Universidad de Valencia. Proyecto Gea-Clio

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    3. David Salvador Salvador
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

      Parte I

      La escuela del siglo XXI apuesta cada vez más por introducir cambios en la práctica educativa, situando al alumnado como centro de su propio aprendizaje “paidocentrismo”, atendiendo a sus necesidades, ritmos, intereses... En definitiva, lo que se pretende es formar ciudadanos activos ante un mundo complejo y caminando contracorriente ante las metodologías de la escuela tradicional (Melida, 2011).

      En la actualidad, muchos centros educativos en diferentes niveles trabajan por proyectos basados en aprendizaje-servicio (AyP). Es el caso del Instituto de Geografía y Ordenación de la Universidad de Lisboa que promueve el proyecto “Nos Propomos”, donde se combina el currículo académico con el servicio comunitario, donde se une el éxito con el compromiso social, dicho de otra manera, aprender haciendo un servicio a la sociedad, tu sociedad.

      Rosser Battle (2012), promotora del AyP en España, en su artículo “Proyectos en y para la comunidad”, reflexiona sobre las aportaciones que gracias al entorno y a este tipo de proyectos, el aprendizaje del alumnado se ve influenciado positivamente en otros niveles educativos: infantil, primaria y secundaria.

      En primer lugar, no se trata de formar ciudadanos del futuro, sino niños y niñas activos capaces de participar en la construcción de la sociedad. En segundo lugar, cooperar con el resto de las personas y prestarles un servicio, es una manera muy eficaz de aprender, ya que encuentran sentido a lo que estudian cuando emplean sus conocimientos. Por último, la finalidad de la educación consiste en formar ciudadanos capaces de transformar el mundo, no sólo crear un alumnado competente en su currículo personal.

      Por otro lado, el primer y más importante agente socializador es la familia y en estos proyectos es crucial su colaboración y participación. En este sentido, los centros docentes se ven cada vez más unidos a las familias, motivo por el cual, hoy en día la educación no solamente reside en la escuela, sino también en el contexto familiar. Gracias a esta relación familia-escuela se ve beneficiado el rendimiento escolar y por tanto, los resultados académicos del alumnado. También, su colaboración aporta seguridad, integridad y capacidad cognitiva en el “andamiaje” de cada uno de ellos (Ortiz, 2011 – Bruner y Vigotsky, 1931).

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    4. Parte II

      Por mi experiencia en Prácticum I en “Escuela 2”, observé cómo los padres y madres participan en todas las actividades del centro, asambleas, salidas al campo, festividades y pueden acceder incluso a las clases lectivas. Por lo que se refiere a la enseñanza de las Ciencias Sociales, utilizan un proyecto llamado “Un día en la vida de”, basado en contar la vida de algún personaje conocido o no. Aquí los niños y niñas con tan solo seis años de edad, exponen con sus padres y con pizarra digital toda la información del personaje. De esta manera se trabajan contenidos de geografía e historia, formando a un alumnado autónomo y crítico.

      Para poder llevar a cabo estos proyectos, se necesita además de cooperación mucha más coordinación. Si ya es difícil estar en contacto con las instituciones “superiores” para que nos escuchen como docentes o futuros docentes, imaginen el caso que les harán al resto de familias. Mejorar con estas iniciativas el contexto social que existe alrededor de las escuelas es vital. Por ello, es importante la colaboración de toda la sociedad educativa. Debemos estar conectados como de una red se tratase (Batlle, 2012), debemos luchar codo con codo por una enseñanza de calidad, gratuita y que integre a toda persona, bien sea de “aquí o de allá”. Somos personas, somos una sociedad.

      Finalmente y para reflexionar de cara al futuro, puesto que ha evolucionado sin cesar, C. Freinet ya lo decía: “vivimos en una mutación de sociedad que nos obliga a una visión planetaria y a la necesidad de desarrollar proyectos comunes con otros países para alcanzar la democracia y luchar contra las ideas totalitarias que emergen subterráneamente, porque los pueblos tienen miedo del futuro incierto cuyos contornos somos incapaces de descifrar”.

      David Salvador Salvador
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

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    5. Bibliografía:
      • Batlle, R. (2012). Proyectos en y para la comunidad. Escuela, foro de debate. Núm. 3.942 (693), p. 37.
      • Freinet, C. (1975). La educación moral y cívica. Barcelona: Editorial Laia.
      • Mélida, A. (2011). Comenio: Aportes Pedagógicos (Tesis doctoral). Universidad Pedagógica Nacional, Colombia.
      • Ortiz, E. (2011). Comunidad Educativa: ámbito de colaboración entre la familia y la escuela. En Maquilón, J.J, Mirete, A.B., Escabajar, A y Gímenez, A.M. (Coords.), Cambios educativos y formativos para el desarrollo humano y sostenible (pp.71-79). Universidad de Murcia.

      Webgrafía / documentos en línea:
      • http://primaveraenmarzo.blogspot.com/2012/05/andamiaje.html
      • https://vigotsky.idoneos.com/293538/

      David Salvador Salvador
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

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    6. Alba Cabañas Monreal
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de PT
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      Parte I

      Es sabido que durante el transcurso de la educación se han implementado diversas metodologías en las aulas de Primaria, como en el resto de los niveles educativos y formativos, siguiendo las investigaciones realizadas en las distintas épocas. Actualmente, las metodologías activas van ganando protagonismo en los centros educativos, contextualizando el aprendizaje del alumnado en problemas del mundo real y colocando a los estudiantes en el centro del proceso de enseñanza-aprendizaje.

      Como indica Andrade Rodríguez (2011), las metodologías activas pretenden dar lugar a ciudadanos también activos, yendo a contracorriente de las metodologías tradicionales. Dentro de este primer tipo de metodologías, se encuentran algunas realmente populares, como podrían ser: el aprendizaje basado en proyectos, el aprendizaje basado en problemas, el aprendizaje cooperativo, o el flipped clasroom, entre otras.

      Este informe va a centrarse en los primeros, los proyectos educativos, tratando de explicar qué son y qué implican; asimismo, se tendrán en consideración, en específico, los proyectos de Aprendizaje-Servicio – poniendo el punto de mira en el ejemplo de Nós Propomos – tratando cómo estos proyectos influyen o colaboran en la creación de comunidades sociales para, finalmente, analizar las ventajas y los obstáculos que pueden presentarse a la hora de intentar favorecer dicho ejemplo de comunidad.

      Siguiendo lo determinado en el aula, los proyectos educativos se definen como un proceso de toma de decisiones, a partir del cual los docentes establecen una serie de acuerdos y estrategias que van a seguir en sus programaciones; estos proyectos, además, incluyen unas determinadas actividades que se realizan en torno a un tema tratado de manera transversal e interdisciplinar, elegido en función de los intereses, necesidades y características del grupo o clase.

      Como un modelo de aprendizaje por proyectos, se encuentra el Aprendizaje-Servicio o ApS. Así pues, siguiendo las indicaciones de la Red Española de ApS en su página web, se entiende que los cimentos del ApS se sustentan a partir del aprendizaje haciendo un servicio a la comunidad; con este servicio, el alumnado debe identificar en su entorno próximo una situación con cuya mejora se comprometa, desarrollando un proyecto solidario que ponga en juego sus habilidades, conocimientos, valores y actitudes.

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    7. Parte II

      El Instituto de Geografía y Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa, en colaboración con ESRI Portugal, promueve un proyecto ApS conocido como Nós Propomos, siendo este un gran proyecto nacional en el ámbito de la disciplina de Geografía, el cual moviliza escuelas de todo el país. Este proyecto muestra constantemente su carácter integrador, dado que, como como indica el profesor Campo País (2018), los estudiantes comparten y se forman en grupos bajo las normas de igualdad y del trabajo cooperativo de forma voluntaria, se mejora la desafección hacia el instituto – reforzando el vínculo con el mismo –, genera en el alumnado y su círculo social una preocupación por los problemas del municipio y por cómo tratarlos, y su exposición de forma pública sirve a la igualdad de posibilidades y al refuerzo de la estima social del alumnado que participa y se siente reconocido.

      Otro ejemplo de ApS podría ser el llevado a cabo en el Jaume I, en Ontinyent, donde los alumnos, basándose en la metodología seguida en el proyecto Nós Propomos de Lisboa, hicieron propuestas de mejora en su propia ciudad – como la gestión de basuras y reciclaje, frente a un problema de exceso de excrementos de mascotas en las calles.

      Muñoz-Cadavid, Parrilla y Sierra (2013) determinan que, en este enfoque, la vinculación entre escuela y comunidad es necesaria e ineludible, puesto que la escuela puede considerarse como parte integrante e integral del desarrollo comunitario. Asimismo, se puede exponer que gracias a la particularidad de cada centro y de cada localización, como dictan Ochoa, Pérez y Salinas (2018), cada escuela irá “enseñando” una forma particular de convivir a partir de la puesta en marcha de acciones cotidianas educativamente intencionadas – o no – que se dan en ese lugar. De esta idea, se extrae que la convivencia escolar es, indudablemente, un ámbito privilegiado para construir relaciones respetuosas y, al mismo tiempo, contribuir a la formación de la ciudadanía.

      Para concluir este escrito, y teniendo en cuenta los objetivos que se presentaban para el presente informe, ya solamente faltaría analizar cuáles son realmente las ventajas y los obstáculos que se encuentran al tratar de favorecer una comunidad social, a partir de dicho tipo de proyectos. Generalmente, los obstáculos vienen dados desde el propio centro – o sea, desde cualquiera de los centros – el cual establece una serie de materiales escolares ligados a editoriales, sin ningún apoyo a las herramientas alternativas ni a su aplicación; además, también es necesario tener en cuenta la presencia de un currículum muy marcado y con temas cerrados, que rara vez se adapta a los problemas de los estudiantes o a sus necesidades tanto individuales como colectivas.

      Por otro lado, aplicar un proyecto ApS presenta diversas ventajas que se ven reflejadas principalmente en el alumnado, ya que favorece el aprendizaje significativo e impulsa su desarrollo tanto a nivel personal como social, incrementando su motivación en el aula y los resultados académicos obtenidos. Igualmente, este beneficio se observa en el profesorado y en el ambiente de aula – ya que mejora la convivencia en la clase, favoreciendo la relación escuela-comunidad y promoviendo una educación para la ciudadanía –, así como en la propia comunidad – ya que ayuda a mejorar las condiciones de vida de las personas, reforzando el sentimiento de pertenencia de las mismas y estimulando, con esto, la participación ciudadana.

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    8. Parte III

      Finalmente, una vez expuestas todas las ideas que rondaban por mi cabeza al inicio de la redacción de este informe, me veo en la necesidad de realizar una reflexión como futura maestra de Educación Primaria. Como hemos visto, en este caso con el Aprendizaje-Servicio, son muchas las ventajas que encontramos a la hora de aplicar metodologías alternativas, frente a los pocos – aunque contundentes – obstáculos que se presentan. Considero que, ya que contamos con información de todo el mundo al alcance de nuestras manos y, además, tenemos pruebas empíricas de los beneficios de plantear una manera de aprender antagónica a la tradicional, como futuras y futuros docentes, deberíamos formarnos más en estos aspectos – y seguir haciéndolo a lo largo de nuestra carrera profesional – para poder ofrecer siempre lo mejor que tenemos a nuestras y nuestros estudiantes, fomentando una educación significativa, integral e inclusiva.

      Por último, como desenlace, me gustaría dejar una reflexión de Benjamin Franklin (1706-1790) que ha estado conmigo a lo largo de toda la investigación sobre el Aprendizaje por Proyectos y durante la realización de este informe, debido a la relación que esta presenta con la importancia de establecer al alumno como centro de su propio aprendizaje, la cual expone lo siguiente: “Dime y lo olvido, enséñame y lo recuerdo, involúcrame y lo aprendo”.

      Bibliografía:

      - Andrade Rodríguez, Ana Mélida. (2011). Comenio: Aportes Pedagógicos (Tesis doctoral). Universidad Pedagógica Nacional de México, D.F.
      - Campo País, Benito (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de clase. Universitat de València.
      - Muñoz-Cadavid, Mª Amalia; Parrilla Latas, Ángeles & Sierra Martínez, Silvia. (2013). Proyectos educativos con vocación comunitaria. Revista de Investigación en Educación, 11 (3), 15-31. Recuperado a partir de: http://webs.uvigo.es/reined/ ISSN: 1697-5200, e-ISSN: 2172-3427.
      - Ochoa Cervantes, Azucena; Pérez Galván, Luis Manuel & Salinas, José Juan. (2018). El aprendizaje-servicio (APS) como práctica expansiva y transformadora. Revista Iberoamericana De Educación, 76, 15-34. Recuperado a partir de https://rieoei.org/RIE/article/view/2846
      - Palazón, Javier; Velasco, Susana; et. al. (2017). Metodologías activas para el aula: ¿cuál escoger? Educación 3.0 Sitio web: https://www.educaciontrespuntocero.com/recursos/metodologias-activas-en-el-aula-cual-escoger/45543.html
      - Red Española Aprendizaje-Servicio. (2016). Qué es el ApS. REDAPS Sitio web: http://aprendizajeservicio.net

      Documentos en línea:
      - http://nospropomos2016.weebly.com/

      Alba Cabañas Monreal
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

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    10. Noel Sáez Tur
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE I

      No nos hace falta mucho más que una simple visita a la página web del proyecto “Nos propomos” para darnos cuenta de algo: nos encontramos ante una nueva forma de percibir la escuela y el conocimiento. Un lugar en el que navegamos a través de un mundo de posibles y convincentes proyectos creados originariamente por los alumnos y destinados a la mejora de la comunidad social. Un espacio de aprendizaje compartido entre aquellos de los que depende el desarrollo de una educación en condiciones y de una convivencia adecuada en sociedad: alumnos, profesores, padres y madres, escuelas, universidades, organizaciones e instituciones gubernamentales. En definitiva, un proyecto que incita a romper con la situación y el escenario que actualmente encontramos en el panorama educativo: apoyo institucional escaso ante propuestas educativas innovadoras, desconexión entre lo transmitido en las escuelas y el entorno cotidiano del alumno, conocimiento acotado, conocimientos erróneos causados por estereotipos, bulos o leyendas urbanas, etc.

      Como vemos, en un proyecto de Aprendizaje Servicio como es “Nos propomos”, es indispensable, la colaboración e implicación de todos los elementos que constituyen y hacen posible la escuela. Esto se debe a que dentro de la sociedad de la información en la que vivimos, la escuela sola no puede satisfacer todas las necesidades de formación de los ciudadanos. Aunque es preciso mejorar la organización y funcionamiento del sistema educativo, cargar toda la responsabilidad de la educación a los centros no nos llevará muy lejos. La acción de las madres y los padres debe jugar un papel relevante en la organización del sistema educativo, tratando de crear una acción conjunta en la comunidad en la que se vive y educa para no limitar la acción escolar espacial y temporalmente. Sólo en este contexto, reconstruyendo la comunidad tiene sentido una educación para la ciudadanía (Bolívar, 2006).

      PARTE II
      Así, el primer obstáculo que podemos intuir es la no colaboración por parte del elemento más cercano a la escuela: la familia o entorno familiar.

      En esta misma línea, puesto que la escuela es una organización enmarcada en una sociedad donde convergen otras instituciones o sistemas de los que depende y se relaciona, necesita un vehículo. Debe existir una conexión entre la escuela y el exterior que permita dar sentido al proyecto. De esta manera, ¿qué sentido tendría un proyecto de aprendizaje servicio sin que los alumnos pudieran compartir sus proyectos más allá del estricto ámbito escolar? Este es sin duda otro de los obstáculos a los que nos enfrentamos si queremos favorecer una Comunidad Social. El centro escolar debe traducir las propuestas del alumnado en actividades, acciones o aportaciones concretas qué funcionando para el mismo, puedan ser trasladadas a dicha Comunidad y que a su vez tengan un efecto multiplicador entre los individuos.

      Por último, e incidiendo en el sentido de los proyectos, es necesario reflexionar sobre la importancia de la motivación de los alumnos si quisiésemos llevar a cabo un proyecto tan significativo como el de “Nos propomos”. Y es que todo lo que pongamos en práctica en las aulas ha de tener un significado para que nuestras propuestas prosperen. El hecho de que se sientan parte de algo mayor sirve, tal y como ellos mismos lo expresan, a la igualdad de posibilidades y al refuerzo de la estima social del alumnado que participa y se siente reconocido.

      Bibliografía:

      • Ortiz, E. (2011). Comunidad Educativa: ámbito de colaboración entre la familia y la escuela. En Maquilón, J.J, Mirete, A.B, Escabajar, A y Gímenez, A.M. (Coords.), Cambios educativos y formativos para el desarrollo humano y sostenible (pp. 71-79). Universidad de Murcia.

      Webgrafía:
      • http://nospropomos2016.weebly.com

      Noel Sáez Tur
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

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    11. Irene Castellanos López
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE I

      Vivimos en una época compleja de cambios y reformas en todos los ámbitos de nuestro día a día, muy en especial en el ámbito de la educación. Señalando, en esta línea, los cambios producidos por las reformas educativas y las innovaciones pedagógicas. Por lo tanto, como futuros profesionales de la educación tenemos que estar preparados para afrontar de la mejor manera todos los cambios que puedan suceder, muy en especial, en relación con las formas de convivencia escolar, buscando una respuesta para los diferentes retos que se nos presenten en nuestro día.

      Uno de los aspectos más importantes en la educación son las relaciones sociales. Las personas nos pasamos la mayor parte de nuestro tiempo relacionándonos con otras personas, conociendo gente nueva y compartiendo experiencias y conocimientos juntos. Cabe destacar un proyecto educativo que favorece estas relaciones; el Aprendizaje Servicio, pero ¿que ventajas e inconvenientes podemos encontrarnos si queremos beneficiar una Comunidad Social desde el proyecto Nos Propomos?

      En primer lugar, es necesario definir este término, por lo tanto, según Puig (2009), “el Aprendizaje-Servicio o ApS es una metodología pedagógica que combina en una sola actividad el aprendizaje de contenidos, competencias y valores con la realización de tareas de servicio a la comunidad”. Desde Nos Propomos, un proyecto ApS promovido por el Instituto de Geografía y Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa, se persigue que las escuelas sean espacios dedicados al diálogo y a las relaciones personales, dando lugar a la construcción de una Comunidad Social.

      Tal y como dice Ochoa (2018), la convivencia en la escuela tiene dos dimensiones; la individual y la institucional. Esto quiere decir que las relaciones dentro de la escuela están condicionadas por las características individuales y por las prácticas y políticas que se establezcan en una institución. Por lo tanto, dentro de la escuela se deben dar relaciones respetuosas que hagan que los alumnos y las alumnas se formen para llegar a ser buenos ciudadanos y el proyecto Nos Propomos cumple esta característica.

      Además, los alumnos son educados para la democracia y para participar activamente en todos los ámbitos de la vida. Así pues, la participación es el punto de partida que favorece la convivencia en el aula, la relación escuela-comunidad y la formación de la ciudadanía activa. Los alumnos participan en las instituciones exponiendo sus trabajos como ciudadanos activos; observan lo que sucede en la sociedad e intentan plantearse cuestiones para reflexionar sobre cómo ellos mismos pueden mejorar los problemas sociales. Esto favorece el carácter integrador del alumno en la sociedad, la estima social del mismo, sintiéndose reconocido mientras participa activamente en la sociedad, y la motivación en el aula, lo que conlleva a mejores resultados académicos (Campo, 2018).

      Por otro lado, también existen obstáculos ligados a la selección de materiales. Los centros escolares seleccionan unos materiales escolares relacionados con diferentes editoriales y no reciben apoyos para su aplicación. El currículum es otro factor que pone limitaciones, ya que los temas son cerrados y no se relacionan con los problemas con que los estudiantes se pueden encontrar en la vida diaria, dando lugar a estereotipos y conocimientos incompletos y erróneos (Campo, 2018).

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    12. PARTE II

      Finalmente, hay que considerar este proyecto como una herramienta de innovación y cambio educativo, ya que supone numerosas ventajas en el desarrollo social e intelectual de los alumnos y alumnas y, gracias a él, los estudiantes son participes de su labor como ciudadanos y ciudadanas democráticos y participativos.

      En mi opinión, considero necesario que quienes deben trabajar la educación son los mismos profesionales de esta, los que conocen, participan y defienden a diario los problemas y las propuestas de mejora e innovación educativa. Muestra de ello es la labor que se realiza desde el proyecto Aprendizaje-Servicio Nos Propomos y con la que, gracias a Campo (2018), he podido conocer, aprender y ampliar mis conocimientos sobre educación.

      Así pues, creo que entre todos debemos intentar construir una escuela en la que favorezcamos y desarrollemos en nuestros alumnos el conocimiento crítico, la participación ciudadana y la democracia para poder llegar a la idea de Comunidad Social, porque como decía Benjamín Franklin, “dime y lo olvido, enséñame y lo recuerdo, involúcrame y lo aprendo”.


      BIBLIOGRAFÍA:

      Campo País, Benito (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Universidad de Valencia.
      Ochoa Cervantes, Azucena; Pérez Galván, Luis Manuel y Salinas, José Juan. (2018). El aprendizaje-servicio (APS) como práctica expansiva y transformadora. Revista iberoamericana de educación, volumen 76, 15-34.
      Puig, J. M., et al (2009). Aprendizaje servicio (APS). Educación y compromiso cívico. Barcelona: Graó.
      Documentos en línea: 
      http://nospropomos2016.weebly.com/

      Irene Castellanos López
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

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    13. Sara Rovira Escoms
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      Parte I
      Una de las líneas de investigación más interesantes en el campo de la educación, pueden ser las estrategias de aprendizaje. Siendo en los últimos años unas de las más investigadas, tanto el aprendizaje escolar como los factores que inciden en ellas.
      En este informe se abordará un tema actual, que se está abriendo camino a través de la metodología educativa tradicional. Este proyecto nació en Portugal, concretamente en Lisboa y se nombró Nós propomos, ahora bien, ¿Qué es Nós Propomos?
      Afirmó (Rodríguez Domenech. M.A; Aprecida de Souse Fernandez, S. y Claudino Loureiro, S. (2018)): “Nós Propomos es un proyecto de ciudadanía para los más jóvenes y no tan jóvenes, que comenzó en Portugal en 2011 y no ha dejado de crecer: España, Mozambique, Brasil y, ahora, inicia su implementación en Perú y Colombia. Cuenta actualmente con más de 10.000 participantes y cerca de 40 universidades.” (p.1)

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    14. Sara Rovira Escoms
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      Parte II
      Una vez conocida la definición y el compromiso que el proyecto Nós propomos quiere transmitir al alumnado, y generalmente, a la sociedad. Vamos a centrar la atención de este informe en aclarar el termino de Aprendizaje Servicio y sus principales características dado que es el sistema con el que Nós Propomos trabaja y, además, se debatirá acerca de las ventajas e inconvenientes que el sistema educativo puede encontrarse en su puesta en práctica de esta metodología, tanto dentro como fuera del mismo sistema. Como comunidad social nos centramos en la comunidad educativa ya que por cercanía es la que se va a trabajar a lo largo de nuestras vidas como docentes.
      Como bien indica (Puig Rovira, J.M; Gijón Casares, M; Martín García, X y Rubio Serrano, L. (2011))
      El Aprendizaje Servicio es una actividad compleja que integra el servicio a la comunidad con el aprendizaje escolar. Se trata de una propuesta innovadora, pero al mismo tiempo también es una propuesta que parte de elementos muy conocidos: el servicio voluntario a la comunidad y, por supuesto, la transmisión de conocimientos, habilidades y valores que realizan la escuela y las instituciones educativas no formales. (p.47)
      Por lo tanto y poniendo un ejemplo, de este aprendizaje servicio, para mejorar la comprensión de la definición, aunque se trate de un centro de educación secundaría, el IES Eduardo Primo Marqués, situado en un pueblo de la Comunidad Valenciana llamado Carlet, creó hace unos cuantos años un huerto con diferentes tipos de verduras y hortalizas para que el alumnado las cuidara y recolectará siendo estas vendidas posteriormente en un mercadillo por el propio alumnado para intentar mejorar y fomentar el consumo de alimentos saludables en la población.
      Se destaca tres características esenciales del aprendizaje-servicio aplicada a la etapa de escolarización primaria. Entre estas características se resalta en primer lugar el protagonismo del alumnado. Siendo este punto de gran importancia ya que como bien explicó (Nieves Tapia, M.):
      Lo que piden nuestros alumnos –especialmente los adolescentes y jóvenes- es que los dejemos participar de verdad, que les demos la posibilidad de desplegar la creatividad, entusiasmo y entrega que caracteriza a su edad, que les ofrezcamos guía y contención, pero les demos el lugar protagónico a ellos. Uno de los beneficios más manifiestos de los proyectos de aprendizaje-servicio es que generan auténticos liderazgos positivos, y permiten a muchos estudiantes desarrollar potencialidades para la participación que de otro modo hubieran permanecido ocultas. (p.6)
      Seguidamente se puede resaltar la importancia que esta metodología otorga a la resolución de necesidades reales de la sociedad; esto implica que, a la vez que los niños y las niñas crecen como estudiantes, también lo hacen como personas, adquiriendo valores como el de la justicia, los derechos, obligaciones de los ciudadanos y el más importante de todos asumir su labor social para el bien común. Finalmente resaltar, como bien dice Nieves Tapia, M. “el aprendizaje servicio está planificado no sólo para atender a esa necesidad social, sino para mejorar la calidad de los aprendizajes escolares (intencionalidad pedagógica)”. (p. 5)

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    15. Sara Rovira Escoms
      DCS - 4ºD PT
      Facultat de Magisteri - UV

      Parte III
      Por otra parte, vamos a centrarnos en su aplicación en el proyecto Nós Propomos. Como bien, anteriormente se ha nombrado, el proyecto Nós Propomos ha llegado a España; para una aclaración y mejora conceptual de las ventajas e inconvenientes que los centros educativos se pueden encontrar, se va a reflejar paralelamente la explicación con ejemplos del colegio de Ontinyent , Jaume I. Este instituto, ha aplicado la metodología de aprendizaje servicio para averiguar si en su comunidad, donde hay unas “piscinas” naturales, El Pou Clar; la gente se van a poder seguir bañando o no.
      Cuando se plantea este tipo de aprendizaje empiezan a surgir muchos inconvenientes y algunas ventajas. El profesorado se encuentra con su principal inconveniente al intentar innovar en clase y llevar a cabo el proyecto Nós Propomos, y es porque el propio material didáctico crea los límites como es el caso de los libros de texto con temario muy acotado, actividades que no están conectadas con la realidad, etc. Estos intentan ser innovadores y con metodologías socio-críticas pero no lo desarrollan, es decir, tienen como lema la innovación pero la mayoría trabajan como hace bastante años atrás; por lo tanto, para innovar y salir de la rutina educativa a la que la sociedad está acostumbrada, el profesorado debe hacer una gran labor al trasladar ese aprendizaje puramente teórico a una aprendizaje servicio conectado con los problemas y la vida real.
      Así pues, reflexionando sobre este inconveniente se puede objetar que Pozuelo Echegaray está en lo cierto cuando afirma:
      
La educación constituye el instrumento principal que nos enseña a desenvolvernos en el mundo. Si el contexto cambia, y las formas de aprender cambian, resulta lógico pensar que la educación también debe cambiar. Se hace necesaria una transformación hacia procesos educativos que incorporen las TIC como herramientas didácticas pero, sobretodo, que interpreten el rol docente de una manera más acorde a lo que la sociedad actual exige. (p.2)
      Haciendo referencia a el IES Jaume I el profesorado, actualmente, mediante el proyecto de aprendizaje servicio, es mero orientador y guía del alumnado, es el propio alumnado el que construye sus conocimientos mediante la investigación, en contraposición al aprendizaje tradicional donde el profesor es la figura que transmite el aprendizaje. Por ejemplo, es mucho más fácil, ir a donde se encuentra el problema; en este caso, El Pou Clar, que no ver o imaginarse la problemática sentados en las sillas de sus aula a no se sabe cuantos quilómetros de allí.

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    16. Sara Rovira Escoms
      DCS - 4ºD PT
      Facultat de Magisteri - UV

      Parte III (continuación)
      Estas deducciones, nos lleva a otro de los principales inconvenientes, que no solo los estudiantes los están sufriendo , si no la sociedad en general. Aunque vamos a centrarnos en el ámbito educativo, una vez los profesores han conseguido cambiar su metodología y adaptar sus materiales para un aprendizaje más eficaz, se encuentran frente a diversas administraciones, entre ellas el ayuntamiento, que se niega a subvencionar o a llevar a cabo las propuestas, salidas, o ayudas que requiere esta innovación. Aunque, concretamente, la Generalitat de la Comunidad Valenciana, está intentando solucionar, o por lo menos lidiar un poco este asunto y así se refleja en el Decreto 104/2018, de 27 de julio; donde se expresa en un artículo, el número 9: “la consellería competente en materia de educación, en colaboración con otras administraciones, impulsará programas de ámbito comunitario que promuevan la concienciación y la capacitación en el ejercicio de la ciudadania.” (p. 33363)
      Por el lado contrario, se destaca como gran ventaja la muestra de apoyo y la colaboración tanto de los alumnos como de los familiares de estos. Favoreciendo así al alumnado a trabajar de forma conjunta con sus iguales, a producir una mayor sensación de confort dentro de las instalaciones del instituto y además a sentirse motivados y valorados dentro y fuera del centro.
      Campos País, B. afirma :
      Concretamente en el proyecto Nós Propomos de Ontinyent participaron de forma voluntaria y en un horario fuera del establecido en las aulas, es decir, no lectivo:
      Siendo un trabajo voluntario: 38 Alumnos de 2o ESO de 60 (63%)
      Profesores de otras áreas: 3 (informática, tecnología, FP) o Padres y madres, AMPA
      Universidad: 2 profesores
      Otras escuelas: Colegio La Concepción
      Consejo escolar aprueba propuesta sobre adhesión y futuro NP
      (Cifras extraídas de una presentación del aula de Benito Campos País)
      Podemos concluir afirmando que el proyecto Nós Propomos, es una iniciativa que, bajo mi punto de vista, debería apoyarse y que creciese cada vez más ya que los alumnos no tienen ese pasotismo hacia la sociedad y hacia su educación como muchos adultos piensan; simplemente se deben abordar los temas y problemas de una manera diferente e interesante para ellos y así serán unos de los ciudadanos y ciudadanas más comprometidos de la sociedad.
      Pienso que la innovación metodológica es una cambio necesario en la educación, que ya es hora de dejar de apuntarse un tanto los creadores de libros de texto, editoriales, etc. como fomentadores de esta renovación metodologíca sin ponerla en práctica, solamente nombrándola en sus presentaciones y llevarla a la práctica, sin limitar a los profesores que de verdad se preocupan por este cambio. Un claro ejemplo es el proyecto portugués nombrado en el informe y la gran cantidad de centros que lo llevan a cabo. Pero sobre todo, los resultados que este está dando y la gratitud que el alumnado muestra hacía él.

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    17. Sara Rovira Escoms
      DCS - 4ºD PT
      Facultat de Magisteri - UV

      Referencias bibliográficas
      - Campos País, B. (2018), Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Manuscrito no publicado. Facultad de Magisterio, Universidad de Valencia, Valencia.
      - Nieves Tapia,M. Aprendizaje y servicio solidario: algunos conceptos básicos. Manuscrito no publicado. Programa Nacional Educación Solidaria, Ministerio de Educación, Ciencia y Tecnología. Argentina.
      - Pozuelo Echegaray, P. (2014) ¿Y si enseñamos de otra manera? Competencias digitales para el cambio metodológico. Aracciolos, revista digital de investigación en docencia. Volumen II (Nº 1: ¿Crisis? ¿Qué crisis?). Desde https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=2ahUKEwjsxt3px6TeAhVrDcAKHeauDU0QFjAAegQICRAC&url=http%3A%2F%2Fwww3.uah.es%2Fcaracciolos%2Findex.php%2Fcaracciolos%2Farticle%2Fdownload%2F17%2F27&usg=AOvVaw2tmW7deOS6F1dpLG0sZlUb
      - Puig Rovira, J.M; Gijón Casares, M; Martín García, X; Rubio Serrano, L. (2011); Aprendizaje-servicio y Educación para la Ciudadanía. Desde http://repositorio.minedu.gob.pe/bitstream/handle/123456789/1000/2011_Puig_Aprendizaje-servicio%20y%20Educación%20para%20la%20Ciudadan%C3%ADa.pdf?sequence=1&isAllowed=y
      - Rodríguez Domenech. M.A; Aprecida de Souse Fernandez, S.; Claudino Loureiro, S. (2018) Nós Propomos!! A possibilidade da participaçao cidada desde a escola. Conslutado desde https://drive.google.com/file/d/ 1yG9L9WXjfKwMQXbF9P7L93dgjIAMxvFY/view

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    18. Silvia Fernández Marco
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de PT
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      PARTE I

      En la educación del siglo XXI existe un gran problema en cuanto a la enseñanza de las Ciencias Sociales, porque tal como afirman Souto y Claudino (2001, p.191) “(…) muchos alumnos no quieren aprender, no muestran una satisfacción ante los nuevos conocimientos y existe la intuición que consideran su estudio poco útil para los retos que deben afrontar como ciudadanos de pleno derecho.”. A continuación, se expondrá la enseñanza de las Ciencias Sociales desde 2 perspectivas de entre la gran variedad de innovaciones metodológicas existentes, para poder entender como se puede conformar una comunidad social utilizando un proyecto innovador como es Nós Propomos y los impedimentos que pueden llegar a darse al tratar de realizar este cambio metodológico.

      Al centrarse en el caso de la Comunidad Valenciana, si se observa el DECRETO 108/2014, de 4 de julio, del Consell, por el que establece el currículo y desarrolla la ordenación general de la educación primaria en la Comunitat Valenciana, se especifican una serie de contenidos que se deben impartir en cada curso académico, pero en ningún momento se dicta la manera de hacerlo; aquí entra en juego el término de metodología.

      Retomando la idea expuesta anteriormente y acotando en el caso de la Geografía como una de las disciplinas de las Ciencias Sociales, hoy en día esta rama, según Souto, Claudino y Pérez (2010, p.3):

      En vez de contribuir a identificar los problemas y sugerir posibles actuaciones ciudadanas para combatirlos (o al menos explicarlos adecuadamente) se transforma en un saber que legitima el poder político sobre una superficie delimitada por fronteras “naturales”, barreras aduaneras y fiscales o bien obstáculos culturales para limitar la capacidad de elección del ser humano respecto a su hábitat.

      Por ello es importante que desde la escuela se de un paso más allá y se promuevan metodologías que dejen atrás, como afirma Castillo (2006, p.1) “(…) una línea con tendencia conductista que tiene como base la llamada clase magistral.” En esta metodología el alumno es un objeto pasivo del aprendizaje, y el docente es el experto protagonista que traslada los conocimientos, y en dichas ocasiones “(…) con la gran carga académica que el estudiante posee se limita su estudio al objetivo de “aprobar” y solo en algunos casos tiene el tiempo para “aprender” lo realmente importante.” (Castillo, 2006, p.1)

      A modo de alternativas a este tipo de metodología tradicional, existe una gran variedad, pero en este caso se expondrán el aprendizaje basado en problemas y el aprendizaje servicio, conceptos que son clave definir para poder dar sentido al proyecto Nós Propomos.

      En primer lugar, el aprendizaje basado en problemas se define como “un método de aprendizaje basado en el principio de usar problemas como punto de partida para la adquisición e integración de los nuevos conocimientos” (Barrows, 1986 citado en Bueno & Fitzgerald, 2004, p.147). Como se puede observar por la fecha en la que Barrows formuló la definición, ha pasado mucho tiempo desde aquello, pero actualmente se sigue considerando esta metodología como una innovación, ya que la gran mayoría de docentes apuesta por un enfoque teórico del currículo, donde, según García Pérez (2000,p.4) “(…) los contenidos se conciben, pues, desde una perspectiva más bien enciclopédica y con un carácter acumulativo y tendente a la fragmentación(…)”

      En segundo lugar, el aprendizaje servicio supone en palabras de Puig, Batlle, Bosch y Palos (2007, p.9) “una actividad compleja que integra el servicio a la comunidad con el aprendizaje escolar.”. En este caso es importante destacar las siguientes palabras de Puig et al (2007, p.10) ya que este tema, en determinadas ocasiones puede llevar a confusión “La novedad no reside en cada una de las partes que lo componen, sino en vincular estrechamente servicio y aprendizaje en una sola actividad educativa bien articulada y coherente.”

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    19. PARTE II

      Llegados a este punto del informe se introduce Nós Propomos que consiste, tal y como ha expuesto Díaz (2018), en un proyecto creado por el profesor Sergio Claudino de la Universidad de Lisboa, concretamente del Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) que tuvo la idea de trabajar y relacionar la geografía con la ciudadanía y la participación mediante un estudio de caso.

      El método consiste como afirma el propio Claudino (2015) en identificar un problema, ubicarlo, investigarlo, establecer contactos con la población, las instituciones etc…, para luego hacer una propuesta con el fin de solucionar un problema y tras esto, exponerlo delante de la comunidad social. Este proyecto tiene su inicio en Portugal pero se ha ido expandiendo por nuestro país llegando a Ciudad Real e incluso a la Comunidad Valenciana, en concreto al Instituto de Enseñanza Secundaria (IES) Jaume I de Onteniente y al Colegio Público Vicente Tena de Jávea.

      Una vez expuesto el proyecto, se hace necesario enfocar el término comunidad social desde una perspectiva escolar, es primordial que desde la escuela se fomente la idea de que todos los agentes de la comunidad son implicados e igual de relevantes y tienen un papel fundamental, al mismo tiempo que todas las opiniones son válidas y escuchadas (Latas y Sevilla, 2004). De esta forma, forjar el concepto de comunidad social va más allá, en palabras de Latas y Sevilla (2004, p.7) “Supone por eso convertir a los alumnos en aliados privilegiados para la creación de un contexto inclusivo. No podemos construir una comunidad social al margen de ellos.”

      Consecuentemente, al optar por la utilización de un proyecto como es Nós Propomos se consigue que desde un proyecto de aprendizaje servicio se cree una comunidad social.

      El camino para lograr poder llevar a cabo dicho proyecto o similares es complejo pese a las múltiples ventajas que supone, como pueden ser que el alumnado adquiera el conocimiento por sí solo, se involucre con su comunidad, descubra cuales son las necesidades que le rodean y que afectan a los demás, y al mismo tiempo comprenda su porque (Puig, 2009); existen trabas que impiden su desarrollo.

      Estos obstáculos pueden ser los horarios reducidos para poder llevar a cabo la totalidad del proyecto, la mentalidad de algunos maestros que no comparten la forma de ver la educación desde esta perspectiva y que prefieren continuar con una metodología más tradicional por su comodidad , la negación de los padres del alumnado que no aceptan salirse de los libros de texto como antiguamente, la falta de presupuesto para llevarlos a cabo, la negativa de colaboración de las autoridades superiores, etc…




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    20. A modo de síntesis, a lo largo de las páginas anteriores se remarca la importancia de la renovación continua en lo que a metodologías innovadoras se refiere con el objetivo de poder favorecer que el aula sea un espacio abierto al diálogo, donde se incluya todos los agentes externos y se propongan proyectos que afecten a toda la comunidad social.

      En definitiva, como actual estudiante de Magisterio de Educación Primaria y futura docente me gustaría lanzar una cuestión que realmente me he preguntado durante todo mi recorrido académico: ¿Realmente es tan necesaria la utilización de tanto libro de texto? En estos en muchas ocasiones nos encontramos con imágenes y textos que muy probablemente los alumnos podrían asomarse a la ventana y contemplarlo. Al mismo tiempo, en la actualidad el maestro se centra en dar un “discurso” totalmente preparado y apoyado en el libro de texto, y que en ningún caso da lugar a la reflexión. En mi opinión, ¿Por qué no nos centramos en preguntar al alumnado que es aquello que le preocupa de su alrededor, en lugar de hacerle memorizar datos reiteradamente sin ningún fin y que después pasarán al olvido?

      Nós Propomos responde a la pregunta planteada ya que simplemente partiendo de un problema que verdaderamente inquiete a los alumnos y realizando un trabajo comunitario a nivel municipal que luego será expuesto ante gran parte de la comunidad, consigue que los alumnos construyan su propio aprendizaje, como se puede observar en los ejemplos de Onteniente, Jávea, etc…. Esto hace que el alumnado se sienta valorado y piense que, en esa comunidad social, él es alguien y está siendo escuchado porque su opinión cuenta y su trabajo supone un beneficio común.

      Como punto final cabe destacar que solo mediante la educación es posible conseguir cambiar las mentalidades anticuadas y dar paso a los nuevos métodos de enseñanza para no volver a escuchar: Si ha funcionado siempre ¿Para qué vamos a cambiar? Por ello me gustaría finalizar el informe con la siguiente cita de Latas y Sevilla (2004, p.1), que resume muy bien que es aquello que aún queda por conseguir “avanzar en la creación de aulas inclusivas supone pensar la educación en el aula desde la perspectiva de la misma como comunidad acogedora e integradora de la diversidad.”


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    21. BIBLIOGRAFÍA Y WEGRAFÍA:
      - Bueno, P. M., & Fitzgerald, V. L. (2004). APRENDIZAJE BASADO EN PROBLEMAS PROBLEM--BASED LEARNING. Theoría: Ciencia, Arte y Humanidades, 13. Recuperado en: http://campus.usal.es/~ofeees/NUEVAS_METODOLOGIAS/ABP/13.pdf
      - Campo País, Benito (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de clase. Universitat de València.
      - Castillo, S. (2006). Aprendizaje basado en problemas. Recuperado en: http://rlillo.educsalud.cl/Capacitacion_ABP/Anexo%203-Aprendizaje%20basado%20en%20problemas.pdf
      - Claudino, S. (2015). A educação geográfica em Portugal e os desafios educativos. Giramundo, 2(3), 7-19. Recuperado en Dialnet: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5489966
      - García Pérez, F. F. (2000). Los modelos didácticos como instrumento de análisis y de intervención en la realidad educativa. Biblio 3w: revista bibliográfica de geografía y ciencias sociales, (207), 1-12. Recuperado en: https://idus.us.es/xmlui/bitstream/handle/11441/17136/file_1.pdf?s
      - Latas, Á. P., & Sevilla, U. (2004). La construcción del aula como comunidad de todos. Organización y gestión educativa, (2), 19-24. Recuperado en: https://www.researchgate.net/profile/Angeles_Parrilla2/publication/39207782_La_construccion_del_aula_como_comunidad_de_todos/links/00b495183f068a77d7000000.pdf
      - Puig, J. M., Batlle, R., Bosch, C., & Palos, J. (2007). Aprendizaje servicio. Educar para la ciudadanía. Barcelona: Octaedro.
      - Puig, J. M. (2009). Aprendizaje servicio (APS). Educación y compromiso cívico.
      - Souto, X. M., & Claudino, S. (2001). Obstáculos en la innovación de la didáctica de geografía. La formación geográfica de los ciudadanos en el cambio del milenio, 191-203. Recuperado en: http://www.age geografia.es/didacticageografia/docs/Publicaciones/2001_La%20Formacion_Geografica.pdf#page=193
      - Souto, X. M., Claudino, S., & Pérez, F. F. G. (2010) Diversidades geográficas y construcción de un saber crítico para participar en red. La experiencia del Geoforo Iberoamericano. Balance inicial. Biblio3W Revista Bibliográfica de Geografía y Ciencias Sociales, 15. Recuperado en: https://core.ac.uk/download/pdf/51384059.pdf

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    22. Cristina Pastor Ventura
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºD Mención de PT
      Facultat de Magisteri – Universitat de València.

      Parte I

      Con la finalidad de dar respuesta a la cuestión planteada anteriormente por el profesor Benito Campo País sobre qué ventajas y obstáculos nos encontramos si queremos favorecer una Comunidad Social desde un proyecto escolar como es el proyecto de Aprendizaje Servicio Nós Propomos!, es necesario realizar una serie de preguntas iniciales como: ¿Qué es ApS (Aprendizaje-Servicio)? ¿Qué relación tiene con un proyecto como Nós Propomos!? ¿Qué relación tiene con la Comunidad Social? ¿Qué beneficios u obstáculos se producen tanto en las escuelas como en el contexto social a la hora de llevar a cabo esta metodología innovadora?, las cuales trataré de responder a continuación.

      Entendemos por ApS (Aprendizaje-Servicio), una propuesta educativa “que combina procesos de aprendizaje y de servicio a la comunidad en un único proyecto bien articulado en el que los participantes aprenden a la vez que trabajan en necesidades reales del entorno con la finalidad de mejorarlo” (Puig, Batlle, Bosch y Palos, 2007, p.20, citado en Domínguez, 2014, p.187).

      De esta manera, se pretende que la escuela vaya más allá de las tradicionales, aisladas y descoordinadas actuaciones y enseñanzas que frecuentemente dan la espalda a la comunidad que les rodea, para que el alumnado tenga un contacto directo con la realidad de su contexto y pueda participar activamente, con el objetivo de producir un cambio y mejora en él al mismo tiempo que aprende los contenidos expuestos en el currículo.

      En esta línea, encontramos proyectos como Nós Propomos! que persiguen este mismo objetivo y que rechazan la idea de que los problemas de la comunidad únicamente puedan ser solucionados por agentes externos a la escuela, a los alumnos, dado que como defiende Batlle (2011, p.52) “los niños y jóvenes no son los ciudadanos del futuro, son ya ciudadanos capaces de provocar cambios en su entorno”.

      Este proyecto persigue un doble objetivo: innovar en la educación geográfica a partir de un ApS y, por otra parte, contribuir en la (re)construcción del territorio local por parte de los propios jóvenes, los cuales deben identificar problemas locales, realizar trabajos de campo y compartir sus propuestas para solucionar dichos problemas ante políticos locales, ya que el alumnado tiene “derecho a contribuir a mejorar la sociedad, a hacer este mundo más fraternal y habitable” (Batlle, 2011, p.53).

      Por otra parte, la relación que se establece entre un proyecto como Nós Propomos! y la Comunidad Social es totalmente necesaria dado que el objetivo del ApS es conseguir que los jóvenes, como ciudadanos activos, desarrollen sus aprendizajes en contextos diversos de su comunidad en los que, tal y como añade Domínguez (2014) “participen activamente familia, escuela, organizaciones comunitarias y estado” (p.184), así como otros agentes que se puedan involucrar tales como “voluntariados, gestores locales, personas jubiladas, desempleadas, entidades, organizaciones no gubernamentales, etc.” (p.185), los cuales se implican en el proyecto sintiéndose identificados y comprometidos.

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    23. Cristina Pastor Ventura
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºD Mención de PT
      Facultat de Magisteri – Universitat de València.

      Parte II

      Así, nos encontramos ante un proyecto en el que surge la necesidad ineludible de trabajar conjuntamente “para compartir conocimientos y habilidades, repartir responsabilidades y actuar según un objetivo común, a la vez que se desarrollan capacidades de diálogo, organización, toma de decisiones y regulación de la conducta personal y del propio grupo” (Estrella, 2013, p.192).

      Por otra parte, es relevante mencionar que la puesta en marcha o incluso el planteamiento de un proyecto de Aprendizaje-Servicio puede conllevar una serie de obstáculos que se han visto reflejados, por ejemplo, en el IES Jaume I (Ontinyent). Así, se han encontrado limitaciones por lo que se refiere a los libros de texto dado que se hace un uso casi exclusivo de ellos en clase e incluso las familias e instituciones son reticentes a utilizar y aplicar nuevos materiales innovadores. Por otra parte, nos encontramos ante un currículo que presenta temas encapsulados y cerrados que no conectan los problemas físicos con los humanos.

      En cuanto al alumnado, éste parte de ideas previas estereotipadas, de conocimiento vulgar e incompleto y, dado que los medios de comunicación suponen una gran influencia para los jóvenes, hallamos en el alumnado conceptos banalizados y erróneos. Además de ello, en los centros educativos se establecen proyectos educativos de centro que abogan por el constructivismo pero no lo desarrollan.

      No obstante, no encontramos únicamente estas dificultades, sino que el profesorado en muchas ocasiones no está preparado para programar el proyecto en el aula ya que pueden encontrar dificultades para proponer un proyecto que se vincule con el nivel y ritmo de sus alumnos, sus intereses, necesidades y motivaciones.

      Además de ello, podemos encontrar obstáculos en relación con la familia dado que éstas pueden no estar dispuestas a participar e implicarse con sus hijos e hijas y, como se ha mencionado anteriormente, muchas veces son reticentes a poner en marcha metodologías innovadoras y diferentes a las que conocen tradicionalmente.

      Finalmente, es importante comentar las limitaciones a nivel de dirección escolar, administraciones públicas, entidades y organismos institucionales o, por ejemplo organizaciones no gubernamentales, que en numerosas ocasiones no están dispuestas a asumir, poner en marcha y formar parte de las propuestas del alumnado y de los docentes surgidas a partir de un ApS.

      Sin embargo, estas limitaciones no siempre están presentes, por lo que un proyecto como Nós Propomos!, dado que es un método que une aprendizajes escolares y compromiso social, puede conllevar, en comparación, una gran cantidad de beneficios en diferentes ámbitos.

      De este modo, según Gallardo (2017) encontramos beneficios:

      “en el ámbito personal (pensamiento crítico, resolución de problemas, actitudes positivas hacia el aprendizaje, sentimientos de autoeficacia, autoestima, liderazgo, independencia, capacidad de control y poder personal), […] en el ámbito social (desarrollo de la empatía interpersonal, habilidades para trabajar con otros, apreciación de sistemas de valores opuestos, valoración de diferencias culturales y la habilidad de preocuparse y cuidar de otros), en el ámbito cívico (disposición a participar en la vida cívica y en la comunidad) y en el ámbito ético (valores, integridad moral, y la habilidad para tomar responsabilidades y lidiar con las consecuencias de sus acciones.) […]. Para la comunidad: mejora las condiciones de vida de las personas y refuerza el sentimiento de pertenencia entre sus miembros”. (p.74)

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    24. Cristina Pastor Ventura
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºD Mención de PT
      Facultat de Magisteri – Universitat de València.

      Parte III

      Asimismo, y basándome en el proyecto desarrollado en el IES Jaume I, es importante conocer que a través de un proyecto como Nós Propomos!, el alumnado se incluye y participa como ciudadano en sociedad, generando tanto en ellos como en su círculo social una preocupación por los problemas de su contexto y cómo tratarlos.

      En conclusión, nos encontramos ante un proyecto innovador cuyo objetivo es que el alumnado vaya más allá de la enseñanza convencional, en la que predomina el libro de texto, para que pasen a ser protagonistas (en colaboración con los agentes sociales) de su aprendizaje. De este modo, ponen en práctica sus conocimientos para tratar de identificar y proponer soluciones a problemáticas reales de su entorno, de manera que sus conocimientos se transfieren en forma de acción y servicio de mejora a la comunidad, los cuales, a su vez, permiten extraer nuevos aprendizajes.

      Por lo que respecta a mi valoración personal, considero que los proyectos basados en el Aprendizaje-Servicio son métodos innovadores y beneficiosos tanto para la comunidad educativa como para el contexto que la rodea, que permiten romper con la visión tradicional de la educación en la que predomina la comunicación unidireccional, los libros de texto, los aprendizajes memorísticos y poco constructivistas, los alumnos pasivos y receptores de información, para dar paso a un alumnado y a una educación que se compromete y conecta con la realidad que existe más allá de las puertas de la escuela. En definitiva, tal y como menciona Gallardo (2017, p.73), un ApS como Nós Propomos! “trata de dar vida al aprendizaje, acercar el aprendizaje a la vida o la vida al aprendizaje que consiste en sembrar el deseo, disfrutar la alegría del descubrimiento, transformar las resistencias por el interés, la reflexión y el análisis.”


      BIBLIOGRAFÍA Y WEBGRAFÍA:

      Batlle, R. (2011). ¿De qué hablamos cuando hablamos de aprendizaje-servicio?. Crítica, 972, 49-54. Recuperado de: http://www.revista-critica.com/administrator/components/com_avzrevistas/pdfs/b8a385038a9016caf4fb15d0f6c378b8-972-Por-una-educaci--n-transformadora---mar.abr%202011.pdf

      Campo País, B. (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de clase. Universitat de València.

      Domínguez, B. M. (2014). Aprendizaje-servicio y educación inclusiva. Educación y futuro: revista de investigación aplicada y experiencias educativas, (30), 183-208. Recuperado de: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=4685097

      Estrella, Á. M. C. (2013). La educación de valores a través del aprendizaje-servicio. Edetania. Estudios y propuestas socioeducativas, (44), 187-196. Recuperado de: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=4596259

      Gallardo, R. M. (2017). El Aprendizaje-Servicio como una estrategia inclusiva para superar las barreras al aprendizaje ya la participación. Revista de Educación Inclusiva, 5(1). Recuperado de: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=4105308

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    25. Anabel Jordá Serres
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de PT
      Facultat de Magisteri - Universidat de València

      PARTE I

      Hoy en día en las aulas, en nuestro caso de Educación Primaria, se observa una evolución en las diversas metodologías que se han implantado a lo largo del tiempo, ya que esta decisión que corresponde al docente permite que el alumnado obtenga un papel determinado en el proceso de enseñanza y aprendizaje, tal y como nos explica Ros Pérez-Chuecos (2015). Está innovación hace que el profesorado y los futuros docentes centren su atención en las nuevas metodologías, como por ejemplo las metodologías activas.

      Se sabe que el proceso de enseñanza es un hecho recíproco, es decir, el profesor enseña al alumno los contenidos pertinentes y el alumno enseña al profesor cuál es la mejor manera de dárselos a conocer. Es decir, se marcan el ritmo mutuamente, lo que propicia una metodología adecuada para cada aula. Las metodologías activas tienen como objetivo dar un papel activo y protagonista al alumnado y hacerlo participe del aprendizaje, entre otros. Algunas de ellas son, según el Manual de apoyo al docente (2007), el Aprendizaje Basado en Problemas (ABP), el Aprendizaje Basado en Proyectos (ABP) o el Aprendizaje Servicio (ApS).

      Si se centra la atención en el Aprendizaje Servicio, se debe conocer que consiste en aprender para dar un servicio a la comunidad, donde el alumnado sea quien proporciona solución a un problema de su entorno. Para ello se trabaja curricularmente las competencias necesarias y después se desarrolla desde una perspectiva social aquello que se ha trabajado. Un proyecto que se lleva a cabo con esta metodología es Nós Propomos!, del cual se explicará en qué consiste, cuáles son sus objetivos y qué obstáculos y ventajas se pueden observar a lo largo del desarrollo de este proyecto escolar.

      Primeramente, se debe hacer hincapié en que un proyecto educativo es un conjunto de actividades que se realizan para lograr un fin, donde anteriormente los docentes han tomado una serie de decisiones y seleccionado unas estrategias para trabajar de forma conjunta y transversal un tema escogido con anterioridad, el cual se adapte al temario del aula, tal y como afirma Campo (2018). Por ello, se debe retomar el proyecto mencionado anteriormente, Nós Propomos!.

      Este proyecto surge en 2011 en la ciudad de Lisboa, siendo el Instituto de Geografía y Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa en colaboración con el ESRI Portugal, quien da a conocer y comienza a desarrollar un proyecto ApS a nivel nacional, el cual se expande por más países como España, trabajando siempre des del ámbito de la Geografía y consiguiendo la cooperación entre centros educativos del país. Así pues, se centra en la ciudadanía y consiste en lograr una innovación en la forma de enseñar geografía, así como, ayudar a la reconstrucción del entorno de los más jóvenes mediante sus propias acciones, tal y como afirma Rodríguez, Aparecida de Sousa y Claudino (s.f).

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    26. Anabel Jordá Serres
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de PT
      Facultat de Magisteri - Universidat de València

      PARTE II

      De este modo, con la presente propuesta se pretende lograr unos objetivos clave para clasificarla como exitosa. Estimular, conocer y valorar su ciudad, innovar o contribuir al desarrollo de nuevas propuestas y soluciones de problemas y, sobre todo, fomentar la relación entre diversos centros educativos son algunos de dichos objetivos, los cuales se pueden considerar filtros para valorar Nós Propomos!. Lo que nos hace pensar que “incorporar la intervención real y comprometida de los educandos en la búsqueda del bien común es un mecanismo formativo imprescindible para lograr una completa Educación para la Ciudadanía” (Puig Rovira y otros, 2011).

      Para poder fomentar este tipo de educación es necesario que el alumnado del centro en el que se esté trabajando tenga plena libertad y espacio, tanto personal como psicológico y físico, para poder desarrollar todas las competencias y adquirir los conocimientos pertinentes a un ritmo marcado por él/ella mismo/a. Esto es así ya que, en el contexto escolar, “resulta fundamental que el alumnado desarrolle al máximo sus capacidades sin verse limitado por las condiciones externas, para lo cual es imprescindible que se maximice el tiempo dedicado a actividades formativas” (Flecha, R., Padrós, M., y Puigdellívol, I., 2003).

      Este cambio en la manera de proceder en la educación surge cuando las barreras entre el alumnado, el entorno de este y los centros educativos se desvanecen logrando, de esta forma, crear una comunidad y, por consecuencia, una relación inevitable e irrompible entre comunidad y escuela. En cambio, a pesar del esfuerzo que se pone en conseguirlo, puede que surjan una serie de improvistos poniendo en el camino obstáculos pese a las ventajas que nos puede proporcionar.

      Este tipo de proyectos, en los que se trabaja en comunidad el término de sociedad y de forma cooperativa, hay ocasiones en las que las dificultades no se buscan, sino que ya están implantadas en las guías de los docentes. Con lo mencionado anteriormente, se hace referencia al obstáculo que puede suponer crear un proyecto de dichas características, como Nós Propomos! o similares, teniendo que seguir un currículo limitado en el que se trabajan temas cerrados y la costumbre de emplear los libros de texto y los materiales que nos proporcionan las editoriales para impartir las clases, lo que marca a los maestros y maestras haciendo que se encasillen y propiciando que no se trabaje adaptándose a las características del alumnado ni teniendo en cuenta los estereotipos o las ideas previas que puedan tener los niños y niñas.

      No obstante, si se fija la atención en las ventajas de este proyecto y metodología (ApS), se puede observar como con esta forma de trabajar se facilita al alumnado la relación de conceptos que ya posee con los conocimientos nuevos adquiridos (aprendizaje significativo), la mejora del ambiente de trabajo y, por consecuencia, el refuerzo de la relación entre el centro educativo y la comunidad social. Además, la motivación de los alumnos y alumnas aumenta, ya que son participes de la mejora en su entorno y comprenden el porqué de lo que les rodea, así como de aquello que es necesario mejorar de su entorno. Pero, las dos mayores ventajas son que “los estudiantes comparten y se forman en grupos bajo las normas de igualdad y del trabajo cooperativo de forma voluntaria” (Campo, 2018) y que esta forma de proceder “genera en el alumnado y su círculo social preocupación por los problemas del municipio y como tratarlos” (Campo, 2018).

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    27. Anabel Jordá Serres
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de PT
      Facultat de Magisteri - Universidat de València

      PARTE III

      Para concluir, tras la redacción de los párrafos anteriores, es necesario recalcar la importancia de la intervención de los alumnos y alumnas en su entorno y en cómo poder mejorarlo, ya que logra que su motivación por aprender y entender lo que les rodea incremente. Esta motivación será mucho mayor si la relación entre escuela-comunidad es fuerte y trabaja al unísono dando los mismos pasos para conseguir ir hacia la misma dirección, la innovación, la cual se logra dando oportunidades a nuevas metodologías, metodologías activas en las que el alumno y la alumna sean los protagonistas del proceso enseñanza-aprendizaje.

      Finalmente, como futura maestra de Educación Primaria, me gustaría remarcar lo importante que considero que haya una relación respetuosa y basada en el trabajo cooperativo entre la escuela y la comunidad. Pienso que de esta forma, no solo lograremos que el entorno de nuestro alumnado se involucre en su aprendizaje, sino que conseguiremos acercar a las aulas los problemas, situaciones y hechos del día a día del entorno de nuestros alumnos y alumnas para dejar a un lado, poco a poco, los libros de textos marcados por las editoriales, ya que, bajo mi punto de vista, coartan la libertad del docente a la hora de trabajar con su alumnado y poder adaptarse a las necesidades, ya sean especiales o genéricas, de su alumnado y modificar los contenidos a tratar en cada tema según los intereses de los pequeños y pequeñas.

      BIBLIOGRAFÍA

      -Cálciz, A. B. (2011). Metodologías activas y aprendizaje por descubrimiento. Revista digital innovación y experiencias educativas. Disponible en:https://archivos.csif.es/archivos/andalucia/ensenanza/revistas/csicsif/revista/pdf/Numero_40/ALEJANDRA_BARO_1.pdf

      -Campo País, Benito (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de la asignatura. Universitat de València.

      -Espejo, R. y Sarmiento, R. (2007). Metodologías activas para el aprendizaje. MANUAL DE APOYO DOCENTE, (2007). Disponible en:http://www.ucentral.cl/prontus_ucentral2012/site/artic/20170830/asocfile/20170830100642/manual_metodologias.pdf

      -Flecha, R., Padrós, M., & Puigdellívol, I. (2003). Comunidades de Aprendizaje: transformar la organización escolar al servicio de la comunidad. Organización y gestión educativa, 5, 4-8.

      -Puig, J. M., Batlle, R., Bosch, C., & Palos, J. (2007). Aprendizaje servicio. Educar para la ciudadanía. Barcelona: Octaedro. Disponible en: http://educacion.wke.es/agendaonline/Admin/Upload/2816/aprendizaje%20servicio%20muestra.pdf

      -Puig Rovira, J. M., Gijón Casares, M., Martín García, X., & Rubio Serrano, L. (2011). Aprendizaje-servicio y Educación para la Ciudadanía. Disponible en:http://repositorio.minedu.gob.pe/handle/123456789/1000

      -Rodríguez, M.A., Aparecida de Sousa, S. y Claudino, S. (s.f). ¡NOSOTROS PROPONEMOS! La posibilidad de la participación ciudadana desde la escuela. Geoforo Educación, Geografía y Sociedad. Disponible en: https://drive.google.com/open?id=1yG9L9WXjfKwMQXbF9P7L93dgjIAMxvFY

      -Ros Pérez-Chuecos, R. (2015). Estudio sobre metodologías de enseñanza y competencias en Educación Primaria. Disponible en:https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5357356

      Documentos en línea:
      http://nospropomos2016.weebly.com/

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    28. José Fco. Requena Mora
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA
      Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE I
      La geografía y la historia son las disciplinas encargadas de estudiar el devenir en el tiempo y en el espacio, y adquieren un especial protagonismo ante los cambios experimentados por la sociedad actual. La correcta formación en estas disciplinas debe basarse en que el alumnado interprete adecuadamente los fenómenos sociales y que sea capaz de asimilar información, gestionarla de forma crítica y, finalmente, convertirla en conociemiento.
      Con el objeto de promover la difusión de alternativas educativas que fomenten la autonomía crítica ciudadana desde el saber geográfico se han venido desarrollando, desde al menos la mitad del siglo XX, diferentes proyectos y programas educativos, que han cristalizado en el siglo XXI en tres instituciones internacionales: El GEOFORO Iberoamericano, la Red LADGEO y el proyecto NOS PROPOMOS!
      El proyecto ¡Nosotros Proponemos! Ciudadanía, Sostenibilidad e Innovación en la educación busca implicar a los escolares en el reconocimiento de los problemas de su municipio con el fin de proponer ideas que los solucionen y mejoren el pueblo en el que viven.
      De este modo, el proyecto encaja la problemática local y la percepción local a través de los ojos de los alumnos, generando conciencia en el entorno en el que viven, ya que no se habla de problemas, sino de propuestas.
      Nós Propomos se encuentra enmarcado dentro de los objetivos del Geoforo-Forum Iberoamericano de Educación, Geografía y Sociedad que “apuesta por la construcción de una educación comprometida con la comunidad y con la educación para la ciudadanía territorial adoptando una perspectiva constructivista de los aprendizajes”.
      Los objetivos que se pretenden alzanzar con el desarrollo de esta propuesta son, fundamentalmente, los siguientes: estimular una efectiva participación ciudadana; innovar en la educación; conocer, valorar e interpretar la ciudad y otros espacios urbanos; establecer sinergias de trabajo entre la administración local y la comunidad educativa; contribuir al desarrollo sostenible de la ciudad; promover enfoques metodológicos innovadores en la enseñanza de los problemas locales; estimular la actividad de investigación en los centros educativos; y fomenter la creación de redes de cooperación entre los diferentes actores locales, tales como universidades, centros educativos, autoridades locales, asociaciones y empresas locales.
      En palabras del profesor Sérgio Claudino (2016), se trata de un proyecto simple. Al principio, los estudiantes son desafiados a pensar en los problemas locales que viven, y se organizan en grupos, la solución de los problemas es lo más importante –la recuperación y reutilización de un edificio en ruinas en el centro de la ciudad, crear transporte público, la construcción de un pequeño parque infantil en una tierra abandonada, la aplicación de medidas para ayudar a combatir el envejecimiento de la población local o la creación de una escuela de artes para los jóvenes, son algunos de los ejemplos de los proyectos que se han desarrollado a lo largo de los años.

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    29. José Fco. Requena Mora
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA
      Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE II
      Siempre que sea posible, los estudiantes y profesores, junto con los técnicos y políticos de la Administración local (explicando las principales preocupaciones del Plan de Ordenación Municipal), los ayudarán a enmarcar el problema que están estudiando y el enfoque del propio gobierno local.
      Los estudiantes realizan luego un poco de trabajo de campo, investigación “in situ” sobre el problema seleccionado, con fotografías de la zona de estudio, realizando encuestas a la población sobre el uso de espacios, entrevistas con los comerciantes, funcionarios elegidos y otros actores locales. Después deben presentar brevemente los resultados de la investigación y finalmente defender su propuesta de intervención. En ocasiones, los estudiantes pueden identificar las ventajas y desventajas de cada opción, pero deben indicar y justificar su opción preferida.
      Como reconoce el propio Claudino, “el proyecto no termina aquí: a menudo, la divulgación de estas propuestas a la comunidad se llevan a cabo por las autoridades locales. La extensión del proyecto a varios países nos desafía a compartir una amplia experiencia entre escuelas, universidades y municipios”.
      Ahora bien, vistas las posibilidades educativas que presenta este proyecto, debemos mencionar, como no, las dificultades con las que nos encontraremos para desarrollarlo en la práctica escolar habitual. Según el profesor Francisco García Pérez, “el sistema escolar tradicional presenta algunos rasgos que entorpecen la educación para la participación de los alumnos y alumnas como ciudadanos en el marco de dicho sistema”. Así ocurre con el carácter cerrado y academicista del conocimiento escolar, con la rígida y antinatural estructura de los espacios y los tiempos escolares, con el sentido de la medición y control que suele tener la evaluación o con la escasa preparación que tenemos los profesores para educar a los jóvenes ciudadanos.
      Por este motivo mismo, plantea las siguientes vías alternativas para sortear dichas dificultades: “reformular el tradicional conocimiento escolar desde los temas académicos hacia los problemas sociales y ambientales, romper la estructura cronoespacial de la escuela haciéndola mucho más flexible y adecuada para el aprendizaje y abriéndola al entorno social, reorientar el sentido de la evaluación hacia un enfoque de investigación de la práctica escolar que retroalimente el proyecto educativo y, desde luego, reformar profundamente la formación de los y las docentes para que sean educadores/as antes que meros especialistas en un campo temático”.
      Al hilo de lo afirmado por el profesor Paco García, cabe resaltar que si a través de la LOGSE se intentó desarrollar la transversalidad, con la LOMCE prácticamente se hizo desaparecer la formación cívica y ciudadana de los planes de estudio. En España, la relación entre ciudadanía y enseñanza de las ciencias sociales ha sido objeto de preocupación de muchos profesionales de la enseñanza y de numerosos colectivos. Sin embargo, como ha ocurrido en otros países europeos, su impacto en la práctica ha sido más bien escaso (Williams, 2001).
      Entre los grupos de innovación surgidos a raíz de la LOGSE, algunos dieron una especial relevancia a los contenidos geográficos como, por ejemplo, los grupos GEA y Asklepios si bien, en general, el conjunto de grupos adscritos a Fediacaria optaron por un desarrollo curricular deudor de la teoría crítica y de los problemas sociales relevantes. Las bases teóricas de este enfoque las plantearon, por ejemplo, Pérez, Ramírez y Souto (1997), miembros del proyecto Gea-Clío en el trabajo ?Cómo abordar los problemas ambientales y sociales desde el aula?

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    30. José Fco. Requena Mora
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA
      Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE III
      Por su parte, Souto (1998:268) desarrolló y concretó su propuesta centrada en los problemas sociales y la didáctica de la geografía. En su fundamentada opinión “los contenidos propios de esta área de conocimiento [las ciencias sociales, geografía e historia] deben considerar esa cotidianidad para ser útiles y significativos en la explicación de la realidad social por parte de los alumnos”.
      Las relaciones entre educación para la ciudadanía y la enseñanza de las ciencias sociales también han preocupado a profesores de didáctica de las ciencias sociales dedicados a la formación inicial de maestros. Entre otras aportaciones destaca la de Gómez (2004).
      Para finalizar este informe, y a modo de conclusión, siguiendo la misma postura defendida por Joan Pagès Blanch, considero que resulta necesario trabajar tres aspectos para resituar el debate de la enseñanza de los contenidos sociales e históricos en el terreno educativo. En primer lugar, es necesario potenciar más la investigación en didáctica de la historia y de las ciencias sociales, y dar a conocer aquellas experiencias innovadoras que se están realizando en las aulas, como es el caso del proyecto Nós Propomos, entre otros. En Segundo lugar, en un mundo cada vez más complejo, más dominado por las tecnologías de la información y de la comunicación, hay que preparar al profesorado. De la misma manera que se enseña a los profesores historia y ciencias sociales es necesario enseñarles a enseñarlas.
      Del mismo modo, hay que afrontar los retos del presente con una clara visión de futuro que pasa, en opinión de Pagès, “por una enseñanza de la historia y de las ciencias sociales dirigida a la formación democrática de nuestro alumnado, de un alumnado que ha de poder utilizar los conocimientos históricos y sociales para interpretar y participar en su mundo como ciudadano crítico, con opinión propia, y con clara conciencia de que el futuro le deparará muchos cambios. Y uno de estos cambios será, sin duda, el de la existencia de una realidad cada vez más global, diversa y plural ante la cual no hay historias ni humanidades comunes que valgan sino tratan de los problemas comunes de los hombres y de las mujeres, y de la manera como en el pasado los solucionaron y como los solucionan en el presente”.

      BIBLIOGRAFÍA
      DE SOUSA FERNANDES, S. A., RODRÍGUEZ DOMENECH, Mª A. y CLAUDINO LOUREIRO, S. (4 de abril de 2018). ¡NOSOTROS PROPONEMOS! La posibilidad de la participación ciudadana desde la escuela [GEOFORO] Recuperado de http://geoperspectivas.blogspot.com/2018/04/proyecto-nos-proponemos-en-geoforo.html?m=1
      GARCÍA, F. (16 de septiembre de 2018). Foro 24: ¡NOSOTROS PROPONEMOS! La posibilidad de la participación ciudadana desde la escuela [GEOFORO] Recuperado de http://geoforoforo2.blogspot.com/2018/03/foro-24-nos-propomos-possibilidade-da.html?m=1
      PAGÈS BLANCH, J. (2001). ¿Hacia dónde va la enseñanza de la historia y de las ciencias sociales?Apuntes para la comprensión de un debate. ÉNDOXA. Recuperado de http://revistas.uned.es/index.php/endoxa/article/viewFile/5027/4846
      PAGÈS BLANCH, J. (2007). La enseñanza de las ciencias sociales y la educación para la ciudadanía en España. Disáctica Geográfica. Recuperado de http://www.age-geografia.es/didacticageografica/index.php/didacticageografica/article/viewFile/13/13v
      RODRÍGUEZ DOMENECH, Mª A. y CLAUDINO, Sérgio (Editores) (2018). ¡Nosostros Proponemos! Ciudadanía, Sostenibilidad e Innovación geográfica ante los desafíos de la sociedad. Barcelona. Editorial Graó.

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    31. Rosa Lloret Zaragoza
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      PARTE I

      El desarrollo de las tecnologías de la información y la comunicación han provocado cambios en el modelo que existía anteriormente en los 70, un modelo de sociedad industrial donde los docentes eran meros transmisores de información y de conocimientos, mientras que el alumnado mostraba un papel pasivo frente a su aprendizaje. Actualmente, la sociedad de la información crea una escuela donde el alumnado es el protagonista del aprendizaje, mientras que los docentes facilitan un proceso de andamiaje en el curso educativo, siempre respetando sus niveles y ritmos de aprendizajes. Por tanto, a continuación se mostrará la importancia del Aprendizaje-Servicio para favorecer una Comunidad Social a partir de sus ventajas y desventajas, así como una conclusión y valoración personal.
      Por un lado, el Aprendizaje-Servicio (A-S) es
      una propuesta educativa que combina procesos de aprendizaje y de servicio a la Comunidad en un único proyecto bien articulado en el que los participantes aprenden a la vez que trabajan en necesidades reales del entorno con la finalidad de mejorarlo (Puig, Batlle, Bosch y Palos, 2007, p.20).
      Este Aprendizaje-Servicio ha sido desarrollando desde años anteriores como una propuesta educativa innovadora. Asimismo, “propone una re-contextualización social del currículo y los aprendizajes del alumno.” (Domínguez, 2014, p.194-195)
      Ahora bien, el Instituto de Geografía y Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa crea de la mano del profesor Doctor Sergio Claudino el proyecto “Nos Propomos” con la finalidad de llevarlo a las escuelas para poder trabajar y relacionar la ciudadanía con la geografía y la participación mediante un estudio de casos de la sociedad. Es decir, aquí los estudiantes aprenden a partir de un aprendizaje por problemas, donde ellos mismos son los encargados de buscar e intentar resolver aquello que ocurre en su entorno social a partir de la reflexión, colaboración y cooperación.

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    32. Rosa Lloret Zaragoza
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      PARTE II

      Por otro lado, comentaré las ventajas y desventajas que conlleva favorecer una Comunidad Social desde el Aprendizaje-Servicio.
      En la escuela el alumnado se encuentra en una situación donde el aprendizaje está fuera de contexto de la realidad que lo envuelve. Por ello, sería conveniente que el aprendizaje fuera relevante socialmente, ya que les aportaría una mayor significación a nuestros alumnos al hacerlo como al comprenderlo. Por ello, según Vigotsky
      la relación tradicional que existe entre la escuela y su entorno debe transformarse por una interacción más estrecha y activa entre toda la comunidad educativa para que así puedan desaparecer los límites que existen entre escuela y entorno formando una comunidad social (citado en Flecha, R., Padrós, M., & Puigdellívol, I., 2003).
      Por ende, gracias al Aprendizaje-Servicio podremos favorecer una Comunidad Social, en la cual no existan barreras entre la escuela y el entorno social. Seguidamente, otras de las ventajas que destacamos de dicha propuesta innovadora son la mejora de las habilidades comunicativas del alumnado, las cuales fomentan una conciencia cívica y comprometida con el entorno, así como una mayor motivación personal del alumnado que llevará a una mejora de los resultados académicos. Además, según la entrevista realizada a Roser Batlle consultada en https://www.educaweb.com/noticia/2010/11/15/entrevista-roser-batlle-aprendizaje-servicio-4469/ el Aprendizaje-Servicio “fomenta los cuatro pilares fundamentales de la educación del siglo XXI: aprender a conocer, aprender a hacer, aprender a ser y aprender a convivir”. Así pues en este sentido se puede decir que el A-S proporciona una visión más amplia de lo académico, ya que ofrece la oportunidad de conocer y poder llegar a solventar los problemas comunitarios y sociales del entorno.
      Respecto a las desventajas se debe resalta que en una parte de los casos no existe relación entre el centro educativo y la comunidad (familia), ya que ellos consideran que los vínculos entre ambos no facilitarán ni mejorarán la calidad educativa, es decir, cada uno tendrá la función que les pertoca. Asimismo, otro de los obstáculos es que si únicamente se fijan en los objetivos del currículo los estudiantes no conocerán más allá de lo establecido, ya que les privarán de la oportunidad de experimentar y buscar nuevas experiencias que les aporten unos conocimientos más significativos.
      Por tanto, podemos concluir que según Puig (2009) con el Aprendizaje-Servicio podemos llegar a conseguir, en concreto, tres dinamismos pedagógicos que son necesarios para que el centro educativo dé la oportunidad de satisfacer las necesidades que carece el alumnado. Entre ellos se encuentra que el alumnado conoce gracias dicha propuesta innovadora el descubrimiento de las necesidades que requieren su entorno social, convirtiéndose en un reto para ellos a solventar, así como ser conscientes que con sus propuestas de mejora pueden ayudar a mitigar las necesidades que se presentan en su comunidad, y por último, aprender y adquirir nuevos contenidos, competencias y valores que tal vez no aprendían basándose únicamente con el currículo.

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    33. Rosa Lloret Zaragoza
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      PARTE III

      Finalmente, tras realizar dicho informe me gustaría resaltar una cita de Jean Piaget “El objetivo principal de la educación es crear personas capaces de hacer cosas nuevas, y no simplemente repetir lo que otras generaciones hicieron”, con dicha cita he podido reflexionar que gracias a proyectos como el de “Nos Propomos” podemos conseguir una escuela donde se encuentre presente el aprendizaje significativo, la colaboración y cooperación de toda la comunidad educativa, con la cual nuestro alumnado llegue a alcanzar un aprendizaje activo y participativo construyendo unos valores y actitudes críticas y reflexivas que acaben formando una Comunidad Social que anteriormente no estaba presente. Así pues para poder conseguirlo dejo una cita de Michael Jordan que describe aquello que debemos hacer “Algunas personas quieren que algo ocurra, otras sueñan con que pasará, otras hacen que suceda.”, nosotras como futuras docentes somos las encargadas de plantear propuestas de cambio y de mejora para que nuestros alumnos puedan tener una educación digna, innovadora, significativa e inclusiva.

      BIBLIOGRAFÍA

      Domínguez, B. M. (2014). Aprendizaje-servicio y educación inclusiva. Educación y futuro: revista de investigación aplicada y experiencias educativas, (30), 183-208.

      Educaweb (2010) Entrevista a Roser Batlle. Recuperada de https://www.educaweb.com/noticia/2010/11/15/entrevista-roser-batlle-aprendizaje-servicio-4469/ (Consultada 23 de Octubre de 2018).

      Flecha, R., Padrós, M., & Puigdellívol, I. (2003). Comunidades de Aprendizaje: transformar la organización escolar al servicio de la comunidad. Organización y gestión educativa, 5, 4-8.

      Puig, J.Mª, Batlle, R., Bosch, C., y Palos, J. (2007). Aprendizaje servicio. Educar para la ciudadanía. Barcelona: Ministerio de Educación y Ciencia & Octaedro.

      Puig, J. M. (2009). Aprendizaje servicio (APS). Educación y compromiso cívico.

      San Fabián Maroto, J. L. (1996). El centro escolar y la comunidad educativa:¿un juego de metáforas?. Revista de Educación. Madrid, (309), 195-215.

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    37. Laura Martínez Blasco
      Didáctica de las Ciencias Sociales
      Mención Pedagogiía Terapéutica
      Facultad de Magisterio | Universitat de València

      PARTE I

      La gran mayoría de los cambios curriculares están pensados con la intención de instaurar un proceso de innovación en la institución escolar y en sus prácticas de enseñanza. Como dice House (1979, p.4) se trata de “un intento deliberado sistemático de cambiar las escuelas mediante la introducción de nuevas ideas y técnicas”.

      El concepto de innovación en las prácticas escolares se comprende en torno a la realidad social del mundo cambiante en el que vivimos, y por ello se afirma que tanto el conocimiento como los modelos educativos están en continuo cambio, y de ahí la necesidad de una renovación constante. Actualmente, entre los modelos educativos que buscan innovar las estructuras curriculares y las prácticas educativas se pueden encontrar el aprendizaje por competencias, el currículo centrado en el aprendizaje del alumno basado en los principios constructivistas, el aprendizaje por proyectos, y el aprendizaje situado en contextos reales y por medio de una educación que fomente el servicio a la comunidad, entre otros.

      Este último modelo educativo es, siguiendo la definición de Josep M. Puig Rovira (2009, p.9), “una metodología pedagógica activa de alto poder formativo que combina en una sola actividad el aprendizaje de contenidos, competencias y valores con la realización de tareas de servicio a la comunidad”. Este modelo surge en el núcleo de una sociedad en la que la educación, a pesar de defender en trabajo cooperativo, busca por encima de todo el éxito individual.

      Es alrededor del año 2011-2012 cuando el Instituto de Geografía y la Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa, proponen junto ESRI Portugal, el proyecto Nos Propomos que tiene como finalidad impulsar en las escuelas la detección de problemas socio-ambientales cercanos y que, ante estos, propongan posibles soluciones. Además, estimula la colaboración entre universidades, escuelas, municipios, empresas y asociaciones de modo que los alumnos y el resto de participantes se sientan como agentes protagonistas de la transformación de las comunidades.

      Citando a Chiva-Bartoll y Gil-Gómez (2018, p.16), “las propuestas de Aprendizaje Servicio (APS) en la universidad conviene situarlas en el marco de un modelo formativo que procura combinar aprendizaje académico y formación para una ciudadanía activa en tiempo real”. Este hecho lo podemos observar en la web Geoforo, donde profesores y alumnos de diferentes niveles, universidades y partes del mundo comparten sus opiniones, experiencias y conocimientos acerca un tema determinado que requiere mejora.

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    38. Laura Martínez Blasco
      Didáctica de las Ciencias Sociales
      Mención Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio | Universitat de València

      PARTE II

      Otro ejemplo de este modelo educativo lo podemos encontrar en el CP El Castell de Albalat dels Sorells. Este proyecto se basa en dar a conocer, explicar, entender y hacer visible la problemática de los refugiados entre los alumnos mediante la preparación de una exposición plástica y un concierto coral benéfico. El objetivo de este Aprendizaje Servicio es convertir a los alumnos en altavoces de esta grave situación ante sus compañeros, familias y la sociedad.

      En conclusión, se puede observar que este modelo educativo promueve la ayuda mutua en tres vertientes (Josep M. Puig Rovira, 2009, p.10). La primera, como cooperación con los compañeros y las compañeras de clase para realizar conjuntamente las tareas de servicio a la comunidad. La segunda, en colaboración con las personas o grupos de personas a quienes se ofrece ayuda para resolver algún problema o atender alguna necesidad; y, en tercer lugar, como responsabilidad cívica puesto que las tareas contribuyen al bien común y a la participación ciudadana. Asimismo, se sabe que no puede haber un buen aprendizaje de contenidos y competencias sin compromiso cívico, pero el compromiso cívico tampoco será de calidad si se desvincula del conocimiento. Por ello, vincula el éxito educativo con el compromiso cívico, y además con la adquisición de valores

      Sin embargo, no todo son ventajas puesto que la puesta en marcha de un proyecto basado en el aprendizaje servicio puede encontrarse con diferentes obstáculos. En primer lugar, puede resultar una tarea complicada si las diferentes instituciones no quieren cooperar en el proyecto y entre ellos. Por otra parte, podemos encontrarnos ante el desacuerdo y los impedimentos de algunos padres ante la realización de ciertas actividades o salidas. Por ello, es necesario que haya una buena comunicación entre padres y profesores que mejore la relación entre los mismos. Por ultimo, puede resultar un proyecto difícil puesto que, para que el aprendizaje servicio se pueda llevar a cabo, es necesario que el centro coopere con numerosas instituciones externas y los docentes deben estar involucrados en su práctica.
      “La correcta implantación del APS en la trama educativa exige la implicación de la Administración, la colaboración de distintas entidades y el impulso de instancias que faciliten la difusión de ideas, la presentación de las propuestas que han tenido éxito y la ayuda a la coordinación entre instituciones El éxito en la implantación y el desarrollo del APS parece inseparable del trabajo en equipo emprendido entre diferentes instituciones” (Puig Rovira, J.M. & Palos Rodríguez, J. 2007, p. 63)

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    39. Laura Martínez Blasco
      Didáctica de las Ciencias Sociales
      Mención Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio | Universitat de València

      PARTE III

      A mi parecer, la planificación y realización de este tipo de proyectos permite alcanzar el objetivo principal de la educación, que como se expone en el articulo 27 de la Constitución Española, “la educación tendrá por objeto el pleno desarrollo de la personalidad humana en el respeto a los principios democráticos de convivencia y a los derechos y libertades fundamentales”. Freire dijo: “La educación verdadera es praxis, reflexión y acción del hombre sobre el mundo para transformarlo ” y una de las maneras de conseguir esta transformación es mediante el Aprendizaje Servicio.


      Bibliografía:
      -Básica. SALINAS, J. (1997) "Nuevos ambientes de aprendizaje para una sociedad de la información". Revista Pensamiento Educativo, 20, 81-104.
      -Contreras, J. (1990). Enseñanza, curriculum y profesorado. Introducción crítica a la didáctica. Akal. Buenos Aires. SEP. El Modelo Pedagógico de la Educación
      -Díaz Barriga Arceo, F. (2010). Los profesores ante las innovaciones curriculares. Revista iberoamericana de educación superior, 1(1), 37-57.
      -Freire, P. (1978). La educación como práctica de la libertad. Siglo XXI.
      -García Raga, L., & Martín, R. L. (2011). Convivir en la escuela. Una propuesta para su aprendizaje por competencias.
      -Puig, J. M. (2009). Aprendizaje servicio (APS). Educación y compromiso cívico.
      -Rovira, J. M. P., & Rodríguez, J. P. (2007). del aprendizaje-servicio. Octaedro. Barcelona.
      -Soto, C. F., Senra, A. I. M., & Neira, M. C. O. (2009). Ventajas del uso de las TICs en el proceso de enseñanza-aprendizaje desde la óptica de los docentes universitarios españoles. EDUTEC. Revista electrónica de Tecnología educativa, (29), 119.

      Documentos en línea:
      -http://nospropomos2016.weebly.com
      -https://aprendizajeservicio.net/videos-proyectos-finalistas-premios-aps-2016


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    40. Mercé Barrera Ciurana
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD PT
      Facultat de Magisteri - UV

      PARTE I:

      Actualmente existe un constante debate en el ámbito educativo acerca de cuál es la mejor forma de enseñar, puesto que existe una gran variedad de metodologías y hay distintos puntos de vista sobre cada una de ellas. Sin embargo, en este informe se procederá a hablar sobre las ventajas y obstáculos existentes en un proyecto de Aprendizaje Servicio (APS) como lo es el proyecto Nós Propomos.

      Dicho APS data de sus inicios en Portugal el año 2011, extendiéndose progresivamente hacia otros países, tales como España (Alicante y Ciudad Real), Brasil o Colombia. Forma parte de la programación de Geografía para 11º de secundaria, en la cual se especifica la elaboración de un Estudio de caso con la investigación previa de un problema socioambiental que confiere a los alumnos, la recogida de información de la población y la propuesta de posibles soluciones. Por tanto, es un proyecto que nace de la motivación por la innovación en la enseñanza de educación geográfica con la finalidad de incentivar la participación ciudadana, crear una red de trabajo y cooperación con las diferentes administraciones implicadas, promover una metodología activa al propiciar que los alumnos investiguen, así como también sensibilizar a la sociedad sobre los problemas para tratar de crear un entorno sostenible.

      De este modo, puede observarse que, mediante este proyecto, se pretende ir más allá del uso de los libros de texto como recurso didáctico único, de los conocimientos vulgares y superficiales que se crean acerca de nuestro entorno, así como también de las metodologías y prácticas tecnicistas que fomentan un conocimiento memorístico, repetitivo y mecánico.

      No obstante, para poder responder a la pregunta planteada, es necesario reflexionar sobre los términos “Comunidad Social” y “Proyecto de Aprendizaje Servicio”. Respecto al primero, hay que decir que Flecha, Padrós y Puigdellívol (2003) ofrecen una visión distinta de la tradicional sobre aprendizaje, porque según ellos “ya no depende tanto de lo que ocurre en el aula como de las interacciones que se establecen en todos los contextos en que las personas intervienen: colegio, domicilios, barrio (…).” (p.2). Así pues, esta forma de aprender puede relacionarse con la que se busca en el proyecto Nós Propomos, puesto que el aprendizaje en este se consigue a través de la interacción con los compañeros, las administraciones implicadas, los ciudadanos e incluso los familiares. Desde este planteamiento, en una comunidad “No es suficiente la participación individual, sino que la comunidad supone vivir junto a y con los demás, teniendo metas comunes.” (Parrilla, 2004, p.3).

      En cuanto al segundo término, “Proyecto de Aprendizaje Servicio” son Puig, Batlle, Bosch y Palos (2007) los que lo definen como la combinación del aprendizaje y el servicio a la sociedad que lleva a los alumnos a investigar sobre las necesidades del entorno para transformarlas y encontrar una solución con la finalidad de mejorarlas. Por tanto, Nós Propomos es un proyecto de este tipo porque pretende que las propuestas del alumnado se transformen en acciones que puedan trascender, no únicamente a la escuela, sino también a toda la Comunidad Social con el fin de transformar los problemas.

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    41. PARTE II:

      Al reflexionar sobre esta metodología, podemos pensar que es la “ideal” para trabajar en las escuelas, puesto que les concede un papel activo a los alumnos y aquello que se estudia proviene de una necesidad real, no de meros conceptos teóricos que no aluden a la realidad de la comunidad. Sin embargo, existen ciertos obstáculos a la hora de empezar a elaborar un APS.

      Según Martínez-Odría (2007), este tipo de proyecto plantea algunos retos y dificultades, tales como la carencia de un consenso sobre cómo elaborar un método competente para la aplicación del proyecto, la diversidad de propuestas acerca de la educación de los alumnos entre las cuales difieren aquellas que fomentan contenidos memoristas, y las que trabajan en base a la reflexión y al acercamiento a la problemática social, los repetidos cambios en la legislación que han dificultado notablemente el establecimiento de propuestas didácticas que subsistan durante un tiempo más largo, así como también el desconocimiento en nuestro país de este tipo de prácticas.

      Además, hay que considerar que en muchas ocasiones estos proyectos no son buen recibidos por las familias de los alumnos, puesto que estas se resisten al cambio, no aceptan los nuevos materiales de innovación, e incluso no se sienten seguras de que sus hijos/as van a seguir aprendiendo. También debe tenerse en cuenta el currículo de Educación Primaria, puesto que los contenidos de este están estipulados previamente, son muy generales y es una tarea francamente costosa adaptarlos a las particularidades y necesidades de los alumnos. No obstante, tampoco hay que olvidar que muchas de las limitaciones provienen de la propia dirección del centro.

      Asimismo, considero que debemos plantearnos si esta metodología puede aplicarse realmente en nuestras escuelas hoy en día. Me surgen algunas preguntas, tales como: ¿Estamos los docentes preparados para elaborar un proyecto de este tipo?, ¿en las universidades se está enseñando el proyecto APS de la mejor forma?, ¿sabríamos los futuros docentes abordar los retos y dificultades que conlleva la elaboración de un APS? ¿está la sociedad preparada para recibir este tipo de educación? A mi parecer, nos queda un largo trabajo para conseguir aplicar una práctica de estas características.

      Contrariamente, existen muchas ventajas para favorecer la creación de una Comunidad Social mediante el APS. Entre ellas, me gustaría destacar el protagonismo que se le otorga al alumnado, ya que son ellos mismos los que reflexionan sobre la problemática social más cercana a ellos y definen las líneas de actuación frente a esta. Por esa razón, la motivación de los niños/as incrementa dada su alta participación en la escuela y en toda la comunidad. Parrilla (2004) habla sobre la persona en la comunidad como un “actor social” porque esta actúa en su entorno y tiene los mismos derechos que las demás y, por consecuente, se siente partícipe en la creación y mejora de esta, es decir, ciudadano/a de una sociedad en la que tiene voz y voto. Esta idea la apoya Ochoa (2018), ya que considera que los pensamientos y opiniones de los alumnos/as deben considerarse y, sobre todo, se les debe mostrar que realmente nos importan y que estas influyen en las posteriores decisiones que van a tomarse.

      Asimismo, como se ha detallado con anterioridad, la interacción es un papel que cobra una significante importancia, puesto que se prima la colaboración y cooperación, así como también la búsqueda de objetivos comunes. En este tipo de proyecto pues, se concede al alumnado un espacio para interactuar, no solo con las personas de dentro de su escuela, sino también con la población. Por tanto, los alumnos/as adquieren experiencias nuevas y significativas, se preocupan por la realidad que los envuelve y obtienen así una visión más crítica de su entorno. No hay que obviar que, con todo este trabajo, se favorece la creación de un clima positivo y favorable en el aula, ya sea entre las relaciones alumnos-profesor/a, como entre los iguales.

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    42. Mercé Barrera Ciurana
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD PT
      Facultat de Magisteri - UV

      PARTE III:

      A modo de conclusión, mediante la realización de este informe he ido ampliando mi perspectiva sobre los proyectos de Aprendizaje Servicio, puesto que únicamente tenía una experiencia de dos semanas aproximadamente en primero de carrera. Así pues, aunque en un primer momento el APS puede concebirse como uno de tantos proyectos educativos, es cierto que su aplicación es compleja porque, tal y como hemos observado, existen diversos obstáculos que deben superarse. Aquí es donde entramos nosotros como futuros maestros/as, es decir, tenemos en nuestra mano decidir ser superados por estos retos, o bien, intentarlo y ver, desde nuestra experiencia, cómo este tipo de proyecto puede ayudarnos en la invitación a la reflexión de los alumnos, en la enseñanza de valores, así como también en la modificación de las tradicionales formas de entender la realidad.

      Sin embargo, las personas del ámbito educativo tenemos algunos conceptos que siempre aparecen en nuestros trabajos, proyectos, o incluso en nuestras conversaciones porque consideramos que estos representan lo que debería ser educar, tales como “pensamiento crítico”, “metodología activa”, “intereses de los alumnos”, “aprendizaje significativo”, y muchos más. No obstante, me planteo si realmente estamos formados para aplicarlos en el aula. Dicen que las experiencias son las que te hacen aprender de verdad. Sin embargo, ¿qué haremos el primer día de clase como maestras?, es una pregunta que todos/as nos hemos planteado durante alguno de los cursos que llevamos estudiando Educación Primaria.

      Con el apartado anterior, me gustaría decir que, si algo he aprendido con la realización de este informe, es que nunca dejamos de aprender aún haber terminado los estudios o siendo ya mayores. Por ese motivo, debemos seguir formándonos a lo largo de nuestra profesión para conseguir mantener a los alumnos motivados, curiosos y con ganas de aprender, ya que la educación es un motor realmente importante del cambio social.

      En síntesis, considero que el APS debería empezar a aplicarse en todas las escuelas porque es una buena herramienta para implicar a los alumnos en la sociedad, hacer que se sientan personas útiles con la capacidad de actuar y de cambiar el mundo empezando desde las pequeñas acciones que están en su mano. Sobre todo, que sientan que la educación, es decir, que ir a la escuela sirve para algo, que no caigan en el “por qué damos esto, no me sirve para nada”, que confíen en los maestros/as y que no nos vean como una figura autoritaria que no le consiente expresarse. Sin embargo, como indica Ochoa (2018): “Esto implica cambiar la mirada de los docentes como profesionales de la educación tanto de las personas externas a la institución como de los docentes mismos.” (p.31). De este modo, hay que trabajar para arriesgar y apostar por aquellas cosas en las que creemos.

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    43. Mercé Barrera Ciurana
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD PT
      Facultat de Magisteri - UV

      REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

      -Campo País, B. (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de clase. Universitat de València.

      -Flecha, R., Padrós, M., & Puigdellívol, I. (2003). Comunidades de Aprendizaje: transformar la organización escolar al servicio de la comunidad. Organización y gestión educativa, 5, 4-8.

      -Ochoa, A., Galván, L. M. P., & Salinas, J. J. (2018). El aprendizaje-servicio (APS) como práctica expansiva y transformadora. Revista Iberoamericana de Educación, 76, 15-34. Recuperado de: https://rieoei.org/RIE/article/view/2846

      -Martínez-Odría, A. (2007). Service-learning o aprendizaje-servicio: la apertura de la escuela a la comunidad local como propuesta de educación para la ciudadanía. Bordón, 59(4), 627-640.

      -Parrilla, Á. (2004). La construcción del aula como comunidad de todos. Organización y gestión educativa, (2), 19-24.

      -Puig, J. M., et al. (2008). Aprendizaje servicio. Educar para la ciudadanía. Barcelona: Octaedro.

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    45. Parte I

      María Estanislao Martínez
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4º A, Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      En primer lugar, la educación vive en una sociedad la cual está llena de cambios que se caracterizan por la globalización de los procesos tanto económicos, políticos, culturales, sociales, tecnológicos… En este sentido, la educación, que depende de esos cambios, está controlada por el Estado, que busca conseguir el control social de los ciudadanos a través de la escuela. De esta forma, la escuela “educa”, reproduce ideas, valores y modelos de comportamiento a través de la inculcación ideológica de los conocimientos.

      Tal como dice Ken Robinson en su video del paradigma del sistema educativo, donde compara el sistema educativo con el de una indústria: se aleja de formar a personas con espíritu crítico, ya que trata de controlar los pensamientos de los alumnos, privan el pensar diferente y busca convertirlos en sujetos alineados y moldeables sin voluntad ni reflexión. Así pues, la finalidad de la educación en escuelas, institutos y universidades parece que sólo es proporcionar a los alumnos una serie de conocimientos para que cuando tengan que incorporarse al mercado laboral, puedan hacerlo con unos conocimientos adecuados al puesto que buscan.

      No obstante, poco a poco, las escuelas están tratando de enseñar mediante metodologías innovadoras y activas, ya que éstas son básicas para un proceso enseñanza-aprendizaje significativo, respetando siempre los ritmos y características de todos los alumnos que forman parte del mismo y donde son ellos el propio centro de aprendizaje. Así pues, dentro de todas estas metodologías innovadoras y activas como el aprendizaje basado en proyectos, aprendizaje cooperativo, gamificación, aprendizaje basado en problemas, Design Thinking, aprendizaje basado en el pensamiento, aprendizaje basado en competencias… entontramos los proyectos Aprendizaje-Servicio.

      Centrándonos en éste último, el Instituto de Geografía y Ordenación de la Universidad de Lisboa promueve el proyecto Aprendizaje-Servicio “Nos Propomos!” en el ámbito de la Geografía, el cual pretende la resolución de problemas cercanos, de la vida cotidiana, etc., donde trabajan y aprenden de forma colaborativa, desarrollando así un proyecto solidario para la comunidad y poniendo en juego conocimientos, habilidades, actitudes y valores, con una finalidad social. Un ejemplo de ApS es el que se ha llevado a cabo en Ontinyent, en el centro Jaume I, donde los alumnos hicieron propuestas de mejora en cuanto a educación ambiental y gestión de basuras y reciclaje, entre otros.

      Podemos afirmar que las ventajas de este proyecto son diversas; entre ellas, que genera en el alumnado y en su círculo social una preocupación por los problemas de su día a día y como tratarlos, haciendo que el aprendizaje sea más atractivo, ya que ellos mismos son agentes activos y de cambio para la mejora de aquello que les envuelve; la sociedad. Y es que sociedad y educación deben ir unidos, y desde las aulas se debe motivar el participar de forma crítica en los temas y/o problemas que nos afectan a todos, aportando soluciones, trabajando en equipo y activamente. Por consiguiente, el ApS permite desarrollar un sentido crítico y más voluntad participativa, uniendo así el éxito educativo con el compromiso ciudadano (Rubio, 2008). Y, desafortunadamente, en nuestro sistema educativo no se suelen fomentar estos momentos de toma de conciencia, actuación y reflexión, contribuyendo así a un desarrollo personal y social de las personas que participen en él. (García, M y Sánchez, L , 2017).

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    46. Parte II

      Sin embargo, este proyecto consiste en la cooperación, por tanto, para poder llevarlos a cabo se necesita mucha coordinación y colaboración con las familias, con profesores de otras áreas, apoyos institucionales y otros centros. Así, tratando de crear una acción conjunta, podrá tener sentido esta educación para la ciudadanía de la que trata Nos propomos. De esta manera, uno de los inconvenientes de este proyecto es la no colaboración y/o apoyo de los agentes socializadores, además de los impedimentos que se generen en el propio centro, ya sea por el material escolar, por el curriculum establecido o por tiempo, entre otros.

      En mi opinión, creo que el ApS debe tomarse como una filosofía educativa, ya que invita al alumnado a educarse en los retos y problemas que nos rodean, como dice Martínez y Gómez (2017), a conseguir la verdadera finalidad de la educación: formar a personas para que sean capaces de transformar el mundo.

      A fin de cuentas, el Aps es una forma de dar vida al aprendizaje o a acercar el aprendizaje a la vida (Mendía, 2012), sembrando el deseo por saber, actuar y continuar aprendiendo, disfrutando del descubrimiento, y promoviendo muchos valores, donde a la vez se da un servicio a la comunidad. Y es que, como objetivo fundamental en cualquier proyecto, es tener un significado. Y el hecho de dar un servicio a la comunidad, sirve para dar sentido a todo lo que hacen, sintiéndose lo que son; agentes de cambio.

      Como dice Labrador y Andreu (2008) hay que promover el cambio metodológico de una enseñanza centrada en la actividad del profesor a otra orientada hacia el aprendizaje del alumno.

      REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


      -García García, M. y Sánchez Calleja, L. (2017). El aprendizaje sevicio y el desarrollo de las competencias emocionales en la formación inicial del profesorado. Contextos educativos (20) (pp 127-145).

      -Labrador Piquer, M. and Andreu Andrés, M. (2008). Metodologías activas. Valencia: Editorial de la UPV.

      -Roserbatlle.net. Página personal de Roser Battle. Recuperado de: https://roserbatlle.net/aprendizaje-servicio/libros/

      -Rubio, Laura (Coord.) (2008). Aprendizaje y Servicio Solidario. Guía de Bolsillo. Fundación Zerbikas. Guía Zerbikas 0.

      -Martínez Odría, A. y Gómez Villalba, I. (2017). Aprendizaje-servicio: Educar para el encuentro. Madrid: Khaf

      -Mendía Gallardo, R. (2012). El Aprendizaje-Servicio como una estrategia inclusiva para superar las barreras al aprendizaje y a la participación. Revista de Educación inclusiva, (5), 1, 71-82.

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    47. María Manglano Alberto
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      Parte I
      Para poder dar respuesta a la pregunta formulada que en este caso es la siguiente, “¿Qué inconvenientes y ventajas tiene aplicar un proyecto de aprendizaje servicio (APS) como Nós Propomos para que favorezca una comunidad social?“ se ha de tener claro qué es exactamente un programa de aprendizaje servicio, a partir de ahora APS. Pero además, también es necesario plantearse más preguntas que más tarde serán respondidas, como qué es y en qué consiste Nós Propomos, qué es una comunidad social y qué ventajas e inconvenientes tiene realizar un APS. Por tanto, este informe se centrará en dar respuesta a estas preguntas y así poder resolver la cuestión general que es la que se pretender abordar.

      Según Aramburuzabala, García-Peinado y Elvias, (2013) el APS:
      se trata de una innovadora práctica educativa que combina objetivos de aprendizaje curricular con objetivos de servicio a la comunidad, con la intención de mejorar las realidades donde se realiza el servicio, y que considera a quien recibe el servicio como un elemento central y no como un simple receptor de actos de caridad.

      Por tanto, esto quiere decir que el APS es un proyecto que pretende crear un cambio en la sociedad y esto lo hará introduciendo una parte práctica a la teoría de los libros de texto. Sin embargo, esta parte no será cualquier aspecto, sino algún servicio que necesite la comunidad, algo útil y que sea de ayuda. Pretende que los alumnos sean activos en su proceso de aprendizaje y que realicen tareas con las que contribuyan con el entorno.

      La siguiente cuestión que se debe abordar es la relacionada con el proyecto de Nós Propomos, este es un ejemplo de un APS. En clase se habló de este proyecto y se dijo que lo llevó a cabo Sergio Claudino y surgió en 2011/2012, gracias al Instituto de Geografía y Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa. La metodología que se utiliza es sencilla, los alumnos por grupos tienen que pensar en los problemas locales que existen actualmente. A continuación realizarán investigaciones, encuestas, entrevistas, etc., para después presentar los resultados de la investigación y más tarde defender su propuesta. Tal y como se dijo en clase este proyecto pretende trabajar y relacionar la geografía con la ciudadanía y la participación de esta mediante un estudio de casos donde se detecta un problema urbano. Como se ha mencionado anteriormente, surgió en Lisboa pero poco a poco ha ido creciendo y actualmente también se da en escuelas de Valencia como en Xàbia y Ontinyent y en Ciudad Real.
      Teniendo claros estos aspectos, cabe centrarse en qué es una comunidad social. Ésta se define como un grupo o conjunto de individuos que comparten elementos en común, tales como un idioma, costumbres, valores, tareas, visión del mundo, edad, ubicación geográfica, estatus social, valores, etc. Con todo esto quedan claros tres conceptos imprescindibles para poder continuar respondiendo a las preguntas iniciales y así más tarde poder abordar la cuestión final.

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    48. María Manglano Alberto
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      Parte II
      Continuando con el APS, Aramburuzabala, P. (2013) expone que es una:
      poderosa herramienta de aprendizaje y de transformación social permite que los estudiantes aprendan mientras actúan sobre las diversas necesidades del entorno con el objetivo de transformar la realidad mediante acciones de mejora, al tiempo que reflexionan de forma estructurada sobre la experiencia vivida.

      Este proyecto varía el habitual binomio enseñanza-aprendizaje que se da actualmente en las escuelas realizando un aprendizaje más práctico y útil, tanto para la sociedad como para el alumnado. De esta manera se pone al servicio de la sociedad y adquiere mayor responsabilidad en su propia educación. El proyecto acarreará un cambio en la sociedad, ya que el fin de este es crear una comunidad social de manera real. Para que esto ocurra tienen que analizarse las ventajas y los inconvenientes de llevar a cabo un proyecto como tal.

      De esta manera, las ventajas que se encuentran según diferentes expertos que participaron en el monográfico 220, coinciden en que provoca mejoras en el desarrollo personal, así como cambios en las instituciones y en los centros que impulsan y llevan a cabo estas dinámicas. Con lo referente al alumnado, se afirma que influye en el aprendizaje de los contenidos y en la educación en valores. Además, ayuda a que este adquiera conocimientos diferentes a los que proporciona el currículo y así que desarrolle destrezas académicas y profesionales. Con todo esto también fortalecerá la autoestima del alumnado, mejorará sus habilidades comunicativas y actitudes sociales y aprenderá a resolver los problemas que se le aparezcan. Por último, aprenderá a trabajar en grupo y a tomar decisiones conjuntas (un aspecto que actualmente es muy importante trabajar, ya que escasea entre adultos y profesionales).

      Por otro lado, es relevante observar cuáles son las desventajas que se encuentran hoy en día frente a este aprendizaje. En primer lugar, surge el miedo que reside en la sociedad frente al cambio y esto hace que muchas escuelas se escondan tras el “qué dirán” y se queden de brazos cruzados, llevando a cabo una educación que no es la que ellos/as defienden. Otro aspecto a tener en cuenta, es que estas experiencias que se dan en diferentes instituciones y escuelas no son aplicables en todas, es decir, que no son replicables ya que no es como un libro de texto que se abre y vale para cualquier clase, sino que hay que hacer uno diferente en función de las características que se encuentren alrededor. Por ello, estas prácticas siempre han de ser interpretadas y valoradas según el contexto, las necesidades y las posibilidades en las que se desarrollen y donde las pretendamos transferir. Por último, estos proyectos tampoco reciben apoyo institucional para aplicar nuevos materiales.

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    49. María Manglano Alberto
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      Parte III
      Con todo esto se puede concluir que realizar o aplicar un proyecto de aprendizaje servicio no es algo sencillo, ya que se han de tener en cuenta ciertos aspectos que están relacionados con este, como el alumnado, el profesorado, la familia y la sociedad, además del contexto en el que se va a desarrollar.
      Ciertamente como todos los proyectos, este tiene tanto ventajas como inconvenientes, tal y como se ha mostrado anteriormente. Entre las ventajas cabe destacar que favorece un nuevo tipo de alumnado que no está centrado solo en un aprendizaje y formación estrictamente curricular, sino que serán sujetos activos, que trabajarán en grupo y tendrán una gran cantidad de habilidades, es decir, serán sujetos socializadores. Por la parte de los inconvenientes, hay que cambiar y adaptar el sistema a cada uno de los contextos en los que nos encontramos. Sin embargo, esto no es un inconveniente tan grande, ya que se crearán nuevos individuos sociales y como consecuencia se obtendrá una comunidad social, donde se centrará en los puntos comunes y obviará las diferencias. De esta manera, se trabajará conjuntamente por el bien y el beneficio común. Además, todo esto llevará a fomentar la inclusión en la escuela y en la sociedad, gracias a los valores que se fomentarán y así se llevará a cabo un cambio de mirada, que es tan necesario actualmente y se derribarán las barreras.

      Personalmente como futura maestra, considero que un proyecto de APS es complicado empezar a emprenderlo en una escuela, ya que no se da sólo en la escuela sino que implica a toda una comunidad. Pero esto no quiere decir que no se pueda llevar a cabo. Además, hay que tener en cuenta que este tipo de aprendizaje no necesita una gran cantidad de recursos, es decir, que se puede realizar en prácticamente todos los contextos, lo que es necesario es una participación activa por parte de todos los agentes que forman la comunidad de aprendizaje.
      Si se decide trabajar de esta manera en la escuela, se realizará un aprendizaje interdiscisciplinar, donde en este caso se partirá de los intereses del alumnado o problemas que surjan en su universo más cercano. Esto promoverá un alumnado activo e interesado por la tarea que va a realizar, ya que es algo que nunca le han planteado y además se sentirá parte de la sociedad.
      Desde mi punto de vista, realizar proyectos en la escuela aporta más beneficios que desventajas, tanto al alumnado como a la futura sociedad que se va creando, por tanto siempre que esté en nuestra manos podemos contribuir a la formación de un alumnado que sepa afrontar los problemas de la sociedad y de su realidad más cercana. Además, con este tipo de proyectos se educa hacia un futuro a largo plazo, no únicamente en el inmediato. Esto quiere decir que no hay que centrarse únicamente en los libros de texto, sino dejar más libertad para centrarse en aspectos interesantes para el alumnado. Tal y como decía Souto (2011) “Sin duda, la finalidad (...) no es otra que lograr el desarrollo de la autonomía ciudadana para poder decidir libremente en una sociedad democrática”.

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    50. María Manglano Alberto
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      Parte IV
      Bibliografía:
      Aramburuzabala, P. (2013). Aprendizaje-Servicio: Una herramienta para educar desde y para la justicia social. Revista internacional de educación para la justicia social. Volúmen 2, número 2. 2 (2), pp. 5-11, ISSN:2254-3139. Recuperado el 19 de octubre de 2018 de:
      https://revistas.uam.es/riejs/article/viewFile/369/359

      Claudino, S. (2016). Proyecto nosotros proponemos. Ciudadanía e innovación en la educación geográfica. Propuestas de alumnos. Lisboa. Recuperado el 19 de octubre de 2018 de: https://es.slideshare.net/juanmartin1/projeto-ns-propomos-un-proyecto-de-geografa
      Comunidad social. Recuperado el 19 de octubre de 2018 de: https://es.slideshare.net/evelinyesenia10/comunidad-social

      Martínez, Domínguez, P. (2014). Aprendizaje-Servicio y Educación Inclusiva. Educación y Futuro. Número 30. PP. 183-2016. ISSN: 1576-5199. Recuperado el 20 de octubre de 2018 de: file:///C:/Users/Usuario/Downloads/Dialnet-AprendizajeServicioYEducacionInclusiva-4685097.pdf

      Mestres, L. (2010). Aprendizaje-servicio, una práctica que favorece la implicación de la comunidad educativa. Redacción de Educaweb.com. Recuperado el 21 de octubre de 2018 de:
      https://www.educaweb.com/noticia/2010/11/15/aprendizaje-servicio-practica-favorece-implicacion-comunidad-educativa-4471/

      Premio aprendizaje servicio. Recuperado el 20 de octubre de 2018 de: http://aprendizajeservicio.com/que-es-el-aps/

      Souto, X. M. (2011). La construcción del conocimiento escolar en la sociedad de las comunicaciones. Una propuesta del Proyecto Gea-Clío. Investigación en la escuela. Universitat de València y Proyecto Gea-Clío. pp. 7-19.

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    51. Alexandre Marzal Aguilar
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA
      Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE I
      Resulta imprescindible que las prácticas educativas tengan una tendencia a renovarse a medida que la sociedad vaya transformándose. Por eso mismo, diversos estudios se ocupan de proponer nuevos planteamientos educativos con el objetivo de dar respuesta a los elementos necesarios para implantar los cambios pertinentes en la educación.

      Lo que hoy en día se conoce como educación tradicional, hace referencia a los planteamientos pedagógicos imperantes hasta el siglo XX, ligados a una sociedad en pleno apogeo industrial. Pericacho (2014) dijo que a finales del siglo XIX, la escuela española de aquel entonces estaba atrasada debido a la metodología memorística y autoritaria, ya que la figura del docente representaba una figura de sabiduría y potestad, donde el proceso de enseñanza era unidireccional maestro-alumno.

      Si la educación contemporánea tiene como finalidad formar alumnos que desarrollen cualidades elementales y competencias para poder participar de una manera activa en nuestra sociedad, el objetivo del docente sería el de propiciar situaciones en las que los alumnos puedan reformular conocimientos, emociones, valores, actitudes y habilidades. Tales situaciones se podrían desarrollar utilizando las metodologías activas.

      Las metodologías activas presentan una alternativa atractiva frente a le educación tradicional al hacer más énfasis en lo que aprende el estudiante que en lo que se enseña el docente y gracias a esto se da una mayor participación, motivación y comprensión del alumno en todo el proceso de aprendizaje. Dentro de este tipo de metodologías encontramos algunas que han cobrado mucha importancia hoy en día como por ejemplo: el aprendizaje basado en problemas, el flipped clasroom, el aprendizaje cooperativo, el trabajo por proyectos, entre otras.

      En un sentido amplio, el trabajo por proyectos trata de proponer a los niñas/os que se impliquen en la realización de proyectos que respondan a su intereses y que tengan sentido para ellos (Benítez Sillero, 2008). Para tal fin, el profesor debe ser quien busque o proponga proyectos que estén en consonancia con los objetivos y contenidos deseados en relación con lo que los alumnos propongan y estén de acuerdo con los contenidos que se pretendan dar a lo largo del curso. Experiencias de los estudiantes ya sean individuales o colectivas o situaciones cotidianas, pueden utilizarse como generadores de trabajos por proyectos.

      Con el objetivo de promover una alternativa educativa para incentivar la autonomía crítica ciudadana partiendo del saber geográfico se ideó un proyecto Aps, conocido como Nós Propomos en el año 2011/12 en el Instituto de Geografía y Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa. El proyecto consistía en la identificación de problemas socio-ambientales locales y sus correspondientes propuestas de solución mediante una visión global de estas. Dicho proyecto posee un carácter práctico, enfocado a resolver problemas regionales y cuya praxis no es evaluada, de ahí que no haya llegado a instaurarse por su falta de generalización. Así mismo, Nós Propomos favorece la colaboración entre escuelas, universidades, empresas y asociaciones, con quienes intenta establecer un acuerdo de cooperación. El proyecto tiene por objetivo promover una efectiva ciudadanía territorial, en una perspectiva de gobernanza y sustentabilidad, otorgándoles a los jóvenes cierta responsabilidad y haciéndolos sujetos activos de su aprendizaje y agentes transformadores en sus comunidades.

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    52. Alexandre Marzal Aguilar
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA
      Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE II
      Otro caso similar de Aps sería el proyecto que se hizo en Onteniente, concretamente en el Instituto de Jaume I basándose en la metodología Nós Propomos de Lisboa. Los alumnos mediante la observación directa de su población a través de itinerarios didácticos trataron de identificar que problemas socioambientales tenía su municipio para llevar a cabo propuestas de mejora. Dicho proyecto nos muestra claramente el carácter integrador e innovador de Nós Propomos porqué ambos proyectos se rigen bajo las mismas premisas, como por ejemplo fomentar normas de igualdad y de trabajo cooperativo, mejorar la desafección hacia el instituto, generar preocupación por los problemas de su municipio y como tratarlos y fomentar la estima social de los implicados al sentir su trabajo reconocido.

      ¿Pero qué relación existe entre la escuela y comunidad? Teniendo en cuenta que la comunidad engloba a un grupo de individuos que deberían perseguir y tener un bien común y que la escuela es un espacio educativo donde se imparten enseñanzas se podría decir que hay una correlación entre ambas, porque la escuela necesita de la participación de la comunidad para que haya una modificación o transformación en todos los procesos educativos y sociales que resulten beneficiosos para las dos partes. Por este mismo motivo entre la escuela y la comunidad debe haber una concordancia entre los aspectos que ofrece la sociedad como es la política, la cultura, las creencias entre otras para tener una integración y conseguir el bien común. Se podría decir que los proyectos mencionados anteriormente se han distinguido por propiciar espacios de colaboración y solidaridad con la comunidad a fin de reforzar valores humanos. De ahí que sea importante para su exitosa implantación, contar con la intervención de los docentes, los miembros de la comunidad, los alumnos y los padres, los cuales ayudan en el desarrollo de la misma.

      A modo de conclusión y atendiendo a los objetivos con los que se ha decidido elaborar dicho informe solamente queda plasmar cuales son las ventajas y los inconvenientes que se encuentran contribuyendo a la comunidad social a través de este tipo de proyectos. Generalmente, los inconvenientes son generados principalmente por los centros docentes debido al poco apoyo que suelen brindar a este tipo de iniciativas sociales ya que no proporcionan dedicación ni destinan materiales para llevarse a cabo. Además comentar que este tipo de proyectos no están tipificados de una manera explícita en el currículum pues este ofrece una oferta muy cerrada y poco flexible y por tanto no hay muchos docentes que decidan optar por estos debido al esfuerzo que conlleva su elaboración y puesta en práctica.

      Por otra parte, el servicio Aps pone en juego todas las competencias del currículo, incidiendo más en la competencia ciudadana y social y en la iniciativa y autonomía personal. También refuerza valores y actitudes positivas como la empatía, la igualdad y el compromiso solidario. Además reportan una serie de beneficios para el alumnado, concretamente aumentando la motivación y favoreciendo el aprendizaje significativo. También para el profesorado facilitando la evaluación de las competencias básicas y estrechando la relación entre la escuela y la comunidad.

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    53. Alexandre Marzal Aguilar
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA
      Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      Parte III
      Para finalizar, sería de mi agrado transcribir algunas de las reflexiones que me han ido surgiendo el documentarme sobre este tipo de proyectos capaces de unificar el éxito educativo con el compromiso social. La primera de todas, es la de que el auténtico éxito académico no consiste en ocuparse exclusivamente de formar futuros ciudadanos con el objetivo de mejorar su currículum personal sino de ser capaces de mejorar la sociedad también. La segunda conclusión que dilucidé fue aquella de que los niños y las niñas tengan la edad que tengan pueden actuar como agente transformadores de la sociedad dado que no son los ciudadanos del futuro sino del presente. Y en la última, me di cuenta de que uno de los métodos de aprendizaje más eficaces es el de ayudar a los otros prestando una servicio comunitario.

      Una de las razones de peso por las cuales se debería implementar en las prácticas educativas este tipo de aprendizaje la encontraríamos en la Declaración de Ginebra del 1923 pues dice así: El niño deberá ser educado en la conciencia de que sus mejores cualidades han de ser empleadas al servicio del prójimo.

      Bibliografía
       Deeley, Susan. (2016). Aprendizaje-Servicio en educación superior. Teoría, práctica y perspectiva crítica. Madrid, España: Narcea.
       Furco, Andrew. (2003). El impacto educacional del Aprendizaje-Servicio. ¿Qué sabemos a partir de la investigación?
       Mayor, Domingo. (2016). El Aprendizaje-Servicio como práctica educativa que promueve relaciones colaborativas entre la escuela y la comunidad (Tesis doctoral). Universidad de Almería, España.
       Souto, X. M. (2014). Conocimiento crítico en redes sociales: el caso del Geoforo Iberoamericano de Educación. Revista Brasileira de Educação em Geografia, 4 (7), 4-26.
       Barrio, J.L. (2005). La transformación educativa y social en las comunidades de aprendizaje. Teoría de la educación, 17, 129-156.

      Webgrafía / documentos en línea:
       https://rieoei.org/RIE/article/view/2847/3829
       http://nospropomos2016.weebly.com

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    54. Jaime Castro Rueda
      (Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia)

      Es cierto que el alumnado de primaria y secundaria está cada vez más desapegado a la sociedad en la que viven. Puede que vivamos en una época en la que las redes sociales hayan entrado con fuerza en nuestro estilo de vida y también en el de los más jóvenes, sobre todo en ellos, pero no por ello su indiferencia por los problemas reales del mundo que les rodea es menor. Tenemos por lo tanto un grave problema de concienciación que, en mi opinión, debemos resolver a través de la escuela. Eva Pasek refleja esta idea al decir, sobre la concienciación ambiental, que debemos fomentar una conciencia ciudadana mediante el desarrollo de una cultura de valores ambientalistas, en la que la escuela y el docente están llamados a lograr este objetivo.

      Desde proyectos educativos como Nos Propomos se pretende precisamente lograr que, los alumnos y alumnas de los distintos centros educativos donde están implantados, se sientan una parte muy importante de la sociedad y se involucren en ella de forma en que participen activamente aportando soluciones a las distintas problemáticas que les rodean. En el caso concreto del proyecto Nos Propomos se parte desde un espacio local en el que actuar. Esto permite a los alumnos sentir como cercanos los problemas que se plantean ya que, al tratarse de conflictos que están ocurriendo en su localidad, es muy posible que les afecte directa o indirectamente.

      Otra de las ventajas que encuentro a la hora de analizar este proyecto es que el alumnado de estar reflexionando continuamente ya que se le plantean preguntas que pretenden poner en duda sus ideas previas, que en muchos casos son erróneas o están estereotipadas, algo que se lleva a cabo en las metodologías tradicionales, suponiendo en muchos casos un aprendizaje incompleto o incluso equivocado. A causa de esto, el proyecto propone un estudio crítico sobre las ideas previas de los alumnos y los conocimientos no académicos.

      La estructura utilizada por el proyecto es muy clara y tiene un orden que no podemos alterar debido a su gran coherencia. En primer lugar, los alumnos deben realizar un planteamiento del estudio de la problemática que se pretende trabajar, esto les permite crear un esquema mental de cómo van a realizar el estudio, qué problemas pueden surgir a lo largo del mismo y que deben hacer o qué necesitan para solucionarlos. Posteriormente tocará plasmar las ideas discutidas anteriormente, es decir, se pondrá en práctica todo programado en la fase anterior, el planteamiento del estudio, consiguiendo de esta manera un aprendizaje muy significativo en el que los aprendices están en contacto directo con la realidad estudiada y no a través de imágenes o libros de texto. Por último, el alumnado llegará al objetivo final, el de proponer soluciones para resolver la problemática local que se ha utilizado como objeto de estudio.

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    55. Precisamente la ultima fase, las propuestas para solucionar los problemas estudiados, es fundamental para entender en qué consiste el proyecto de aprendizaje servicio. Ésta es una idea llena de ventajas sobre las que destaca la de dotar de una gran utilidad para la sociedad al aprendizaje del alumnado de primaria y secundaria. Es obvio que el aprendizaje de los más jóvenes es siempre útil para el futuro de una sociedad, pero en este caso no sólo lo es a largo plazo sino que puede ayudar en gran medida a mejorar el presente del entorno que rodea estos centros educativos.

      Finalmente, aunque creo que el proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos es en definitiva una propuesta realmente eficaz y atractiva, se debe tener en cuenta las diferentes dificultades que nos podemos encontrar a la hora de llevarlo a cabo. Para empezar, es necesario que exista una gran predisposición por parte del alumnado ya que se trata de un proyecto totalmente voluntario y para el que se requiere un verdadero interés en todos los participantes, ya sean docentes o alumnos. Además, este tipo de metodologías suele llevar encima una carga mayor de trabajo ya que los materiales educativos utilizados deben estar creados por los propios profesores y no preseleccionados por editoriales que tienen como objetivo ganar más dinero. También se debe tener muy en cuenta que la Geografía no se debe considerar como una materia aislada ya que está muy relacionada con las diferentes áreas escolares. Por último, puede suponer un obstáculo la falta de ayudas por parte de las diferentes instituciones relacionadas con el centro educativo en el que se lleve a cabo el proyecto, ya sean ayudas económicas o de cualquier otro tipo.


      BIBLIOGRAFÍA:

      Pasek de Pinto, E. (2004). Hacia una conciencia ambiental. Educere, 8 (24), 34-40.

      Campo País, Benito (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de clase. Universitat de València.

      Souto, X., Claudino, S., & García, F. (2010). Diversidades geográficas y construcción de un saber crítico para participar en red. La experiencia del geoforo iberoamericano. Balance inicial. Revista bibliográfica de geografía y ciencias sociales, (902), 20.


      WEBGRAFÍA:

      ¡Nosotros Proponemos!. (2018). Retrieved from http://www.ciudadreal.es/component/tags/tag/¡nosotros-proponemos.html

      Ontinyent-Projecte – Social(s). (2018). Retrieved from http://socialsuv.org/ontinyent-projecte/



      Jaime Castro Rueda
      (Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia)

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    56. Sonia Pinilla Muñoz
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de PT
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

      PARTE I

      Inicialmente, se deben resaltar los conceptos de Comunidad Social y proyecto escolar, con el fin de proporcionar una idea de los mismos. Por un lado, tal y como dice Usuriaga (2011), la Comunidad Social es el conjunto de personas que comparten una serie de características que los diferencian de otros. Por otro lado, tal y como enuncian Pérez, J. & Gardey, A. (2015), un proyecto escolar es un programa educativo en el cual se realizan un conjunto de actividades, con el fin de alcanzar un objetivo concreto.

      En el presente informe se va a explicar qué es el proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos, así como discernir cuáles son sus ventajas y obstáculos para favorecer a una Comunidad Social. Además, se dará a conocer la experiencia en un centro escolar ordinario, el cual llevó a cabo un proyecto en 4º curso de Educación Primaria sobre los continentes, su clima y animales que habitan.

      El Proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos surgió en Portugal con dos objetivos principales. Por una parte, para realizar la enseñanza de la geografía de manera innovadora y, por otra parte, para contribuir a una reconstrucción del territorio por parte del alumnado y otros agentes. En él, el alumnado debe identificar qué problemas locales están presentes y cuáles de ellos son más significativos. De manera que son ellos mismos quienes estudian aquello que les genera interés.

      Posteriormente, deben realizar el trabajo de campo y presentar qué propuestas han sido seleccionadas. Una vez los proyectos han sido concluidos, se comparten con la comunidad.

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    57. Sonia Pinilla Muñoz
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de PT
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

      PARTE II

      Por lo que respecta a las ventajas, se puede decir que la más destacable es la idea de impartir las clases de geografía de manera más innovadora, con una participación de manera activa por parte de los alumnos y alumnas. También, son ellos mismos quienes deciden, en el inicio del curso, qué problema socio-ambiental desean estudiar, así como qué propuesta quieren hacer, de manera que no son los docentes quienes los establecen.

      Dicho proyecto se lleva a cabo por grupos de trabajo, lo que conlleva al trabajo cooperativo, para agrupar la información. Haciendo a su vez, una escucha a la población sobre qué soluciones pueden tomarse, con la finalidad de hacer partícipe a toda la Comunidad Social. Tanto al término del mismo como del año lectivo, el proyecto es presentado en un Seminario. Son ellos mismos quienes evalúan su proyecto y comparten tanto el problema como la propuesta o solución con la Comunidad Social.

      En general, su puesta en práctica promueve la participación y el trabajo de la administración y la comunidad educativa; conocer el espacio en el que vivimos y contribuir a su desarrollo sostenible; y concienciar desde los centros educativos sobre la importancia de la investigación.

      En lo que concierne a los obstáculos, apenas se aprecian. Esto es así pues existe una gran mayoría de ventajas frente a los mínimos obstáculos que se puedan desarrollar. Sin embargo, se pueden destacar los posibles imprevistos pues no se trata de actividades ya planificadas con antelación, y en las cuales el docente tiene el control absoluto. También, no todos los docentes están dispuestos a hacer actividades innovadoras, sino que se centran en continuar con su labor tradicional. Del mismo modo, no todas las administraciones locales u otros órganos, están dispuestos a trabajar de manera conjunta.

      En referencia a mi experiencia escolar, pude observar que en las prácticas de tercero de carrera, en el curso de 4º de Educación Primaria, el alumnado realizó un proyecto acerca de los continentes, su clima y animales que habitan en él. Para ello, se dividieron en cinco grupos, y cada uno de ellos trató un continente diferente. Se trataba de realizar una investigación previa sobre las características del continente en concreto, y su posterior puesta en práctica. En dicha práctica debían recrear el continente con los animales propios y el clima que suele haber. Una vez lo habían recreado, lo compartían con la clase con el fin de transmitir los aprendizajes que habían adquirido y, posteriormente, era explicado con la otra clase. En su realización, la maestra era una guía solucionando los posibles conflictos que pudiera haber. Finalmente, el proyecto se exponía en la entrada del colegio para que fuera visto por el alumnado de todos los cursos.

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    58. Sonia Pinilla Muñoz
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de PT
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

      PARTE III

      Como conclusión, decir que aunque el hecho de trabajar de manera tradicional es más fácil y cómodo para el docente, no lo es para el alumnado. En una metodología tradicional, el alumno o alumna debe seguir las actividades ya planteadas sin posibilidad de tener un sentido crítico, y toma una postura pasiva de simple memorización de los contenidos. En cambio, en la realización de los proyectos se promueve una actitud activa en la que los/as estudiantes deben construir su propio aprendizaje, basándose en sus intereses personales.

      En lo referente a mi opinión personal, considero que la realización de los contenidos por proyectos es muy adecuada y útil. Y, en concreto, acerca del proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos, este es una gran propuesta para trabajar los contenidos de geografía en el aula. Se promueve la investigación, desarrollo, e inclusive posible implantación de los proyectos de los grupos de trabajo, de manera que se forman personas con sentido crítico en un futuro.


      Webgrafía/Documentos en línea

      Pérez, J. & Gardey, A. (2015). Definición de proyecto educativo. Recuperado de: https://definicion.de/proyecto-educativo/ [Fecha de consulta: 26 de octubre de 2018]

      Rodríguez, M. A., de Sousa, S. A. & Claudino, S. (s.f.). ¡NOSOTROS PROPONEMOS! La posibilidad de la participación ciudadana desde la escuela. Recuperado de: https://drive.google.com/file/d/1yG9L9WXjfKwMQXbF9P7L93dgjIAMxvFY/view [Fecha de consulta: 26 de octubre de 2018]

      Usuriaga, E. (2011). Comunidad Social. Recuperado de: https://es.slideshare.net/evelinyesenia10/comunidad-social [Fecha de consulta: 26 de octubre de 2018]

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    61. Carla Cambralla Alarcón
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

      PARTE I

      Actualmente, la educación es más consciente de que su función no se puede realizar con calidad al margen de la responsabilidad social. Sin embargo, es obvio que de una manera u otra las escuelas están comprometidas con la sociedad, por ello es necesario que esta propuesta de Aprendizaje-Servicio, introducida como novedad, profundice, es decir, que se defina en un espacio donde sea posible aprender a ser y a convivir juntos en sociedades plurales y diversas como son las sociedades de hoy en día, (Puig, Batlle, Bosch
      y Palos, 2007)

      En lo que se refiere al proyecto “Nos Propomos”, impulsado por el Instituto de Geografía y Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa, tiene la finalidad de innovar la educación geográfica, la cual se centra en la identificación de problemas locales desde una visión global. En esta propuesta, se pretende que actúe la comunidad
      escolar en la transformación de la realidad formando unos ciudadanos más conscientes y
      críticos, y en la cual, de forma unida, colaboren universidades, asociaciones, empresas, entre otros. (Claudino, Souto y Araya Palacios, 2018, p. 67)

      Por un lado, la pedagoga Rosa Batlle (2011), pone el acento de esta propuesta en la combinación de los procesos de aprendizaje y de servicio, donde defiende que no sólo los adultos son ciudadanos sino también los alumnos, tanto niños como jóvenes, son ciudadanos capaces de producir cambios positivos en su entorno. Además Rosa Batlle señala, principalmente, que este proyecto “fomenta el capital social de la comunidad, es
      decir, fortalece el trabajo en redes, explicita y consolida lo valores y normas que aportan
      cohesión social y contribuye a crear confianza y seguridad entre la población” (p. 6).

      Sin embargo, cabe destacar que, el Aprendizaje-Servicio no es únicamente la realización de una tarea a favor de la comunidad. Este proyecto debe encargarse de mantener unidas dos dimensiones esenciales: fomentar el bien común y aportar
      conocimientos, competencias y valores al alumnado. (Páez y Puig, 2013 citado en Kendall y Asociados et al., 1990). Así pues, Odria (2007, p. 4), señala que, en el contexto de una sociedad democrática, “la participación en la comunidad no es solo una opción, sino un deber de los ciudadanos”. Es obligación de las escuelas crear ciudadanos con conocimientos y actitudes que sean capaces de dar respuesta a las necesidades de su
      comunidad. Los alumnos han de detectar los problemas de su entorno, es decir, que afecten al lugar donde viven y encontrar una solución. La participación de los alumnos en proyectos cómo este los forma como ciudadanos activos y les ofrece herramientas válidas y accesibles para aprender a manejarse en el contexto de su comunidad.

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    63. Carla Cambralla Alarcón
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

      PARTE II

      Por otro lado, no se aprende a a trabajar los problemas del entorno sin la reflexión, por lo que, según Páez y Puig (2013) “la reflexión apunta a una mejora del conocimiento y de las competencias que movilizan la conducta” (extraído en Piaget, 1976, p. 16). Desde esta perspectiva, cabe destacar la importancia de reflexionar. Esta es una tarea importante, además de necesaria, puesto que se presta atención a lo que nos plantea la realidad, a razonar sobre las experiencias y, de esta forma, “incrementar el conocimiento y las
      competencias que han de servir para optimizar la comprensión y la acción sobre la realidad” (citado en Dewey, 1967, 1989, p. 16). Así pues, emplear las habilidades de pensamiento crítico dentro de este proyecto fomentará un desarrollo personal, también interiorizarán las actuaciones que han llevado a cabo y lograrán aprendizajes que ayuden
      a entender y actuar de manera óptima en esta realidad y, sobre todo, a participar en otras experiencias de mayor complejidad. A esto se le añade que, gracias a Odria (2007) se sabe que, el alumnado del colegio de La Salle en Zaragoza, haciendo referencia al alumnado inmigrante, expusieron que este proyecto es realmente significativo, puesto que defienden que podría favorecer el encuentro entre culturas, formas de vida y pensamiento diferentes existentes en el centro (p. 10).

      Sin embargo, podemos encontrarnos con algunas limitaciones que apoyen este proyecto. Principalmente, el currículum. Hoy en día, nos encontramos con un currículum cerrado, donde los problemas planteados y su aplicación, se alejan de la vida del alumno y, por lo tanto, para los maestros es una tarea compleja puesto que no pueden desmarcarse de los objetivos fijados. Asimismo, como segunda limitación sería que las diferentes instituciones no se involucrasen con la comunidad escolar, convirtiéndose en un trabajo
      solitario, el cual no lograría trascendencia ya que es imprescindible la colaboración de
      todos.

      A modo de conclusión, el aprendizaje-servicio actúa en doble dirección, es decir, sobre el medio en el que incide el servicio y sobre la institución que impulsa el proyecto.
      Por lo que, en referencia al ámbito educativo, hará que tanto alumnos como alumnas se conviertan en los protagonistas de su proceso de enseñanza-aprendizaje dando paso a metodología activas y dejando atrás la metodología tradicional logrando así una mayor motivación, puesto que a través de este conocen y valoran en lugar donde viven,
      comprendiendo el porqué de las cosas e investigando sobre las necesidades con el fin de
      poner solución. Así pues, resumiendo, “el aprendizaje-servicio está propuesto para
      alcanzar un servicio auténtico a la comunidad que permita aprender y colaborar en un marco de reciprocidad” (Rovira, Rodríguez, 2007, p. 3)

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    66. Carla Cambralla Alarcón
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

      PARTE III

      Finalmente, en lo que se refiere a mí, como futuros docentes ésta es una responsabilidad social que todo docente debe tener en cuenta. Es una herramienta poderosa que debemos utilizar como desarrollo de competencias y con la intención de
      lograr una transformación en la educación y en la sociedad. Para ello, como se ha ido diciendo a lo largo del escrito, es necesaria la colaboración de toda la sociedad y, sobre todo, de la implicación familiar, puesto que este es un requisito esencial para avanzar hacia una educación de calidad próxima a la responsabilidad social. Pienso que, la coordinación de todos y cada uno de los miembros de la sociedad ofrecerá grandes
      oportunidades al alumnado. Así pues, aprender a formar parte de la sociedad es un proceso el cual lleva esfuerzo por lograr ser un ciudadano activo en una sociedad democrática y participativa.

      Bibliografía:
      - Aramburuzabala, P., García-Peinado, R., & Elvias, S. (2013). Educación desde y para la
      Justicia Social: una Experiencia de Aprendizaje-Servicio en la Formación de Maestros. MC Pérez y MM Molero (Comps.), Variables psicólogicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar, 257-265.
      - Batlle, R. (2011). ¿De qué hablamos cuando hablamos de aprendizaje-servicio. Crítica, 972, 49-54.
      - Claudino, S., Souto, X., & Araya Palacios, F. (2018). Los problemas socio-ambientales en geografía: una lectura iberoamericana.
      - Odria, A. M. (2007). Service-learning o aprendizaje-servicio: la apertura de la escuela a
      la comunidad local como propuesta de educación para la ciudadanía. Bordón. Revista de pedagogía, 59(4), 627-640.
      - Puig, J. M., Batlle, R., Bosch, C., & Palos, J. (2007). Aprendizaje servicio. Educar para la ciudadanía. Barcelona: Octaedro.
      - Rovira, J. M. P., & Rodríguez, J. P. (2007). del aprendizaje-servicio. Octaedro. Barcelona.
      - Sánchez, M. P., & Rovi, J. M. P. (2015). La reflexión en el Aprendizaje-Servicio. Revista
      internacional de educación para la justicia social, 2(2).

      Documentos en línea:
      http://nospropomos2016.weebly.com/o-projeto.html

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    68. Claudia L. Villacorta Rivera
      Didácticas de las ciencias sociales, grupo 4D, Mención Pedagogía Terapéutica.
      Facultat de Magisteri, Universitat de València.

      PARTE 1.-

      Es una realidad que, actualmente, se aboga más por metodologías activas y participativas en el proceso de enseñanza-aprendizaje; sin embargo, no todos están concienciados de la importancia que tiene el empleo de éstas en el ámbito educativo. De esta manera, podemos observar como aún, hoy en día, existe cierta reticencia a la introducción de metodologías innovadoras en las aulas.

      El papel del docente como trasmisor de conocimientos queda ya atrás, dado que, con las nuevas tecnologías, nuestros alumnos tienen acceso a la información con tan solo hacer click. En esta línea, Parra (2009, citado en Sánchez, 2014) afirma que el principal objetivo del proceso de enseñanza-aprendizaje ha de ser la formación de personas críticas capaces de analizar los problemas sociales de la realidad que les rodea, así como prepararlos para ejercer una ciudadanía democrática que les permita tomar sus propias decisiones de manera racional.

      En la didáctica de las ciencias sociales, generalmente, no se tiene en cuenta la importancia de trabajar la realidad en la que nos encontramos; lo más habitual es seguir las indicaciones de los libros de texto ya que tendemos a pensar que lo que se incluye en ellos es lo que más importante y lo que establece la legislación actual. Es cierto que tiene como base el actual Decreto 108/2014 por el cual se regula el currículo de educación primaria en la Comunidad Valenciana. No obstante, en este ámbito, si el objetivo es formar ciudadanos con valores democráticos capaces de analizar y cuestionarse los aspectos sociales y, por ende, capacitados para convivir e interactuar en sociedad, debemos actuar en consecuencia. Es decir, deberemos proporcionar oportunidades de aprendizaje mediante las cuales nuestros alumnos puedan observar distintas perspectivas de un mismo hecho y cuestionar así la realidad.

      Pero, ¿qué podríamos hacer si esta ha de ser la finalidad de la enseñanza? Con relación a ello, cabría plantearse la propuesta de proyectos de aprendizaje-servicio (APS), como Nos Propomos, debido a la importancia que tiene la problematización de la realidad en el proceso de enseñanza-aprendizaje.

      El proyecto Nos Propomos, permite al alumnado participar en las entidades y organismos institucionales para exponer sus propuestas. De esta manera, se sienten más incluidos y tiene la oportunidad de participar como ciudadanos en la sociedad. Así mismo, genera en el alumnado y en su círculo social próximo una preocupación por los problemas del entorno y por cómo podrían tratarse. (Campo País, 2018) Un ejemplo de la aplicación de dicho proyecto es el llevado a cabo en el IES Jaume I de Ontinyent.

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    69. Claudia L. Villacorta Rivera
      Didácticas de las ciencias sociales, grupo 4D, Mención Pedagogía Terapéutica.
      Facultat de Magisteri, Universitat de València.

      PARTE 2.-

      A raíz de ello, surge una serie de preguntas que servirán de base en la estructuración de nuestras ideas. Se menciona el concepto de “aprendizaje-servicio” pero ¿a qué nos referimos con dicho concepto? ¿Qué supone plantear un proyecto de aprendizaje-servicio en una comunidad escolar? ¿Qué ventajas tiene plantear un APS? ¿A qué obstáculos habrá de enfrentarse la comunidad escolar en la que se plantea el APS en el camino de la creación de una comunidad social?

      Por consiguiente, el presente informe tiene como objetivos principales explicar qué es y en qué consiste un APS y comentar las ventajas y los obstáculos a los cuales se enfrenta una comunidad escolar al proponer un proyecto de este tipo.

      En primer lugar, debemos proporcionar una definición del concepto “aprendizaje-servicio” (APS) con el fin de analizarla y responder a la primera de las preguntas planteadas. Tal y como indican Batlle, Puig, Bosch y Palos (2007), se trata de “un método de enseñanza que combina el servicio a la comunidad con la instrucción académica para desarrollar el pensamiento crítico y reflexivo, así como la responsabilidad cívica” (p.18). Así mismo, añaden que el APS hace referencia a un método organizado encaminado a dar respuesta a las necesidades locales, a la vez que pretende desarrollar aspectos académicos, el sentido de la responsabilidad cívica y el compromiso social en los alumnos (Batlle et al., 2007)

      En la misma línea, Batlle (2011) indica que “El aprendizaje-servicio (APS) es una metodología orientada a la educación para la ciudadanía, inspirada en las pedagogías activas y compatible con otras estrategias educativas.” (p.50) El hecho de plantear un proyecto de aprendizaje-servicio implica un mayor compromiso en el proceso de enseñanza-aprendizaje por parte de todos y cada uno de los agentes educativos que participan, pero, en especial, por parte del alumnado dado que a partir de esta propuesta “encuentran sentido a lo que estudian cuando aplican sus conocimientos y habilidades en una práctica solidaria.” (Batlle, 2011, p.51)

      Una vez se ha dado una definición para el término de “aprendizaje-servicio” y, teniendo como referencia el proyecto Nos propomos, cabe indagar en las ventajas que tiene su puesta en marcha y, así mismo, los obstáculos a los que nos enfrentamos desde una comunidad escolar si pretendemos llegar a crear una comunidad social.

      Por una parte, respecto a las ventajas que supone un APS cabe mencionar los beneficios para el conjunto del alumnado. Como señala Batlle et al. (2007), mediante la aplicación de un proyecto de APS se perciben mejoras tanto académicas como sociales y emocionales, contribuyendo de esta forma al desarrollo integral del alumnado. Del mismo modo, incide de manera significativa en la motivación y en el compromiso de los estudiantes dado que les obliga a plantearse un problema social real al cual deben dar respuesta para solventarlo. En consecuencia, “mejora la responsabilidad ciudadana, por el hecho de colocarla dentro del sistema educativo y estabilizarla más allá de las respuestas de carácter emocional y efímero” (Batlle, 2011, p.53)

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    70. Carme San Lorenzo Zaragozá
      Didáctica de las ciencias sociales- 4ºD Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio- Universidad de Valencia

      PARTE I

      El motivo del presente escrito es tratar que ventajas y desventajas tiene la aplicación de un proyecto de aprendizaje servicio (APS) con la finalidad de favorecer una comunidad social. Para ello, primero que todo, buscaremos la definición de lo que denominamos los proyectos de aprendizaje servicio y especialmente hablaremos de ejemplos como es el proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos!. Para poder determinar las ventajas y desventajas nos centraremos en información que determine el rango de éxito de estos proyectos, así como dificultades de aplicación que se han podido encontrar.
      Para empezar, expondremos una breve definición sobre que entendemos por aprendizaje por servicio. Según la Red Española de Aprendizaje Servicio (2016):
      En el aprendizaje servicio el alumnado identifica en su entorno próximo una situación con cuya mejora se compromete, desarrollando un proyecto solidario que pone en juego conocimientos, habilidades, actitudes y valores. Es una práctica educativa donde los chicos y chicas aprenden mientras actúan sobre necesidades reales.
      Como podemos observar, el aprendizaje servicio es una forma de aproximar los estudiantes a su contexto más inmediato, haciendo que se involucren en él y participen de forma activa en mejorarlo y cambiarlo. Gracias a esto, se trabajan unos aprendizajes básicos que según la Red Española de Aprendizaje Servicio (2016) se pueden definir en:
      Competencias básicas: incluye aspectos del currículo, competencia social e iniciativa y autonomía personal
      Valores y actitudes prosociales: como el esfuerzo, la responsabilidad y el compromiso solidario
      Habilidades para la vida: fortalece las destrezas psicosociales y la capacidad de participar en la vida social de manera positiva.
      Así pues, el aprendizaje servicio es una forma de entender la realidad social y que beneficia tanto al alumnado, al profesorado, a las organizaciones sociales y a la comunidad ya que todos ellos reciben de alguna forma aspectos beneficiosos del aprendizaje-servicio.
      Según Campo (2018), el aprendizaje por servicio plantea una metodología por proyectos, donde el material es realizado por el docente y el alumnado trabaja en base a unos documentos que provienen de la búsqueda y la información todo abordado desde una perspectiva crítica, de tal forma que el APS se basa en tomar en cuenta las propuestas del alumnado y derivarlas en acciones, actividades o campañas concretas en la escuela con la finalidad de favorecer el efecto multiplicador de la comunidad social.
      No obstante esto, se presentan ciertos obstáculos a la hora de aplicar un proyecto como el aprendizaje por servicio. Estos obstáculos se centran en cierto modo en el inmovilismo del centro escolar y su favorecimiento al trabajo por libro de texto, al papel del alumnado y su escaso o incompleto conocimiento y a la necesidad de apoyo por parte de familias e instituciones.


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    71. PARTE II

      Como bien indica Batlle (s.f.a) es recomendable salir del inmovilismo que marca el currículo, ya que, en primer lugar los conocimientos son variables, ya que muchos conocimientos significativos no se especifican dentro de él y porque el APS permite acercar un servicio a la comunidad con un aprendizaje significativo, incluye elementos no necesariamente específicos de una asignatura o aspecto curricular, es decir, se incluyen otro tipos de elementos educativos pero si implica una evaluación tanto al aprendizaje como al servicio.
      De acuerdo con Rodríguez, Aparecida de Sousa y Claudino (2018), el proyecto ¡Nos Proponemos!, nació en Portugal en el 2011 y se ha extendido por diferentes países a lo largo de la geografía internacional. Con la premisa de pensar globalmente y actuar localmente, se insta a los diferentes participantes de la realidad escolar que se unan al proyecto a mejorar sus pueblos, ciudades, calles y barrios desde una perspectiva crítica. La cooperación constituye un eje fundamental, pero no solo entre alumnado y profesor sino entre mismos docentes que buscan un mismo fin: la mejora social. La importancia de la identificación de los problemas que los alumnos consideren importantes, la realización del trabajo de campo y la presentación de propuestas constituyen tres partes indispensables en la realización de este proyecto, con la finalidad de concienciar a la sociedad y de aplicar las ideas y proyectos que creen. La motivación del alumnado se convierte en una pieza clave de este puzle, ya que serán ellos los que busquen, desarrollen e intervengan en la problemática social que escojan. El proyecto busca desarrollar la participación ciudadana, la innovación en el ámbito escolar, conocer y trabajar sobre la realidad local estableciendo comunicación entre otras esferas como la Administración y la comunidad educativa en diferentes ámbitos tanto escolar como universitario. El proyecto ¡Nos Proponemos! innova y planea nuevas formas de entender la educación buscando experiencias relevantes, con temáticas de interés para el alumnado y desde una perspectiva crítica.
      El proyecto ¡Nos Proponemos! también ha tenido cabida en nuestro país en diferentes lugares y especialmente en la Comunidad Valenciana cabe destacar el Centro Jaume I d’Ontinyent.

      En conclusión, el trabajo por aprendizaje servicio comprende un cúmulo de ventajas e inconvenientes, estos últimos causados mayoritariamente por el inmovilismo imperante en las escuelas y en la Administración. El APS implica que todos los agentes implicados en la educación tomen una conciencia de participación y de cooperación. Los resultados y ventajas de aplicar un proyecto APS se observan mayoritariamente en un alumnado mucho más motivado e implicado en la realidad social y, por ende, concienciado en la importancia de no ser sujetos pasivos ante la realidad que se les presenta delante. El aprendizaje servicio también fomenta valores y habilidades que escapan de la práctica docente cerrada y tecnocrática, enfocando todas las acciones hacia una perspectiva crítica y teniendo en cuenta las opiniones e inquietudes del alumnado.

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    72. PARTE III

      Después de lo analizado en el presente informe, de los debates de aula alrededor del trabajo por APS y de mi experiencia me he podido formar una opinión sobre este tipo de metodología docente. Siguiendo la temática expuesta en la cuestión que se planteaba en este informe, creo que el aprendizaje servicio da muchas más ventajas que inconvenientes. En el momento social en el que estamos, la necesidad de que el alumnado desarrolle una conciencia crítica es algo fundamental en los días que corren y más aún, la conexión con el entorno, la capacidad de actuar y cambiar el medio próximo que los rodea, es decir, que sean capaces de observar su capacidad de mejorar la realidad cotidiana que les rodea. En este aspecto estoy totalmente de acuerdo con como relaciona Batlle (s.f. b) la necesidad social con el aprendizaje servicio ya que:
      Esta necesidad es la que deriva en la justificación del servicio a la comunidad que van a desarrollar los niños, niñas y jóvenes [...] se refiere a un problema que está fuera de nosotros, pero que nos interpela, nos incumbe y sobre el cual podemos actuar
      Me parece importante remarcar el aspecto de la necesidad social porque en mi experiencia en prácticas, he observado como el trabajo curricular y el libro crea una fuerte barrera entre la realidad más cotidiana y el alumnado. En muchos casos estos desconectan y se palpa la desmotivación que contagia el aula ya que no se sienten identificados con el temario o se cansan del trabajo con el libro a todas horas y durante todos los días. El APS rompe con todas estas convicciones escolares, plantea al alumnado buscar un problema o una necesidad social sobre la que crean que deben actuar y hace que ellos sean participes de ese proceso de cambio, involucrando a la sociedad, a la comunidad escolar, y a la Administración conveniente.
      El APS constituye un cambio en el paradigma imperante actualmente en el panorama escolar, plantea la necesidad de replantearnos como docentes nuestra forma de actuar y de plantear al alumnado el conocimiento que quieren adquirir y como lo queremos transmitir: si quedarnos esperando desde una postura inmovilista o tradicional o abogar por la transformación social dotando al alumnado de herramientas para que tomen parte activa de su aprendizaje, siendo nosotros sus guías y no siendo meros transmisores de un conocimiento en muchos casos no vinculante con la realidad y sin espíritu crítico.



      Bibliografía
      Campo, B. (2018) Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Universitat de València. Diapositivas de aula.
      Rodríguez, M.A.; Aparecida de Sousa, S.; Cláudino, S. (2018) ¡Nosotros proponemos! La posibilidad de la participación ciudadana desde la escuela. GeoForo24, págs. 4-8. Recuperado de: https://drive.google.com/file/d/1yG9L9WXjfKwMQXbF9P7L93dgjIAMxvFY/view
      Red Española de Aprendizaje Servicio (2016). ¿Qué es el APS?. Disponible en: https://aprendizajeservicio.net/que-es-el-aps/ [Consultado el 11 de octubre de 2018]
      Batllé, R. (s.f. a). ¡El currículum!. Recuperado de: https://roserbatlle.net/aprendizaje-servicio/dudas-frecuentes/que-mania-con-el-curriculum/ [Consultado el 25 de octubre de 2018]
      Batllé, R. (s.f.b). ¿Qué es una necesidad social?. Recuperado de: https://roserbatlle.net/aprendizaje-servicio/dudas-frecuentes/que-es-una-necesidad-social/ [Consultado el 26 de octubre de 2018]

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    73. Claudia L. Villacorta Rivera
      Didácticas de las ciencias sociales, grupo 4D, Mención Pedagogía Terapéutica.
      Facultat de Magisteri, Universitat de València.

      PARTE 3.-

      La puesta en marcha de un APS no sólo conlleva beneficios para el alumnado, sino que también supone una mejora para el equipo docente del centro en el que se desarrolla. Uno de los principales beneficios es la mejora de su opinión respecto a la implantación de esta metodología, así como la satisfacción de llevarla a cabo en la comunidad escolar. Tal y como indica Batlle et al. (2007), “[…] Valoran de modo especial el haber conseguido que la escuela y la educación fuesen algo más relevante para sus alumnos, así como la colaboración con sus colegas y con las entidades sociales participantes.” (p.26) Los mismos autores añaden que se aprecia, al mismo tiempo, una mejora tanto en las relaciones interpersonales como en el clima en general ya que el profesorado se muestra más dispuesto y motivado a seguir trabajando en el proyecto e innovando.

      En general, este tipo de proyectos resultan beneficiosos para todos aquellos agentes implicados- profesorado, familias, alumnado y las instituciones locales- dado que, “[…] En este sentido el APS abre la posibilidad de que todas las instancias enumeradas puedan trabajar juntas, acordando ideas y coordinando planes de acción, para alcanzar objetivos comunes que beneficien a todas las partes.” (Batlle et al., 2007, p.27)

      Por otra parte, a la hora de proponer un proyecto de aprendizaje-servicio nos encontramos con ciertas limitaciones u obstáculos a los que una comunidad escolar debe hacer frente. Uno de los primeros obstáculos que nos encontramos es la limitación del currículo de educación primaria ya que está formulado de una manera en que los temas se presentan encapsulados o cerrados (Campo País, 2018). A la hora de elaborar una programación didáctica, surgen dificultades en cuanto a la diversidad de contenidos que se establecen, el tiempo en el que se deben trabajar y, además, la inconexión que se da entre estos y los problemas sociales reales. De esta manera, existen dificultades en cuanto al currículo y al planteamiento de un proyecto como es el APS.
      Así mismo, para que un proyecto de aprendizaje-servicio funcione y sea beneficioso para toda la comunidad, debe haber consenso y motivación para ponerlo en marcha. Deben concretarse también unos objetivos claros y plantearse una propuesta acorde a la realidad en la que se pretende desarrollar dicho proyecto. Pero, las instituciones locales, en ocasiones, no proporcionan apoyo alguno al planteamiento de proyectos innovadores en el ámbito educativo. Por lo que uno de los ejes importantes para el funcionamiento del proyecto se vería desvinculado, impidiendo de esta forma que se cree una red que actúe de manera conjunta y coordinada.

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    74. Claudia L. Villacorta Rivera
      Didácticas de las ciencias sociales, grupo 4D, Mención Pedagogía Terapéutica.
      Facultat de Magisteri, Universitat de València.

      PARTE 4.-

      Como se ha comentado, son diversos los beneficios o ventajas que surgen a raíz de un proyecto de aprendizaje-servicio en una comunidad escolar, pero cabe tener presente los obstáculos a los que ésta se debe enfrentar si su finalidad es caminar hacia la creación de una comunidad social.

      A modo de conclusión, veo conveniente añadir mi valoración personal sobre la aplicación de proyectos de APS- como lo es Nos Propomos, proyecto de gran relevancia. Como futura maestra de educación primaria, encuentro verdaderamente importante incidir en el desarrollo del pensamiento crítico y reflexivo en nuestro alumnado, dado que se trata de la herramienta fundamental que les hace crecer de manera personal e interactuar en sociedad. Convivir en una comunidad no sólo implica relacionarse, sino que también conlleva replantearse el espacio que nos rodea y el funcionamiento del mismo. Por consiguiente, desde el ámbito educativo debemos impulsar la puesta en marcha de proyecto innovadores que den la oportunidad al alumnado de trabajar de manera distinta de la que se ha estado haciendo hasta ahora.

      BIBLIOGRAFÍA:
      Batlle, R. (2011) ¿De qué hablamos cuando hablamos de aprendizaje-servicio? Crítica, 972, 49-54. Recuperado de: http://www.volured.com/FTP/Editor/file/educar%20para%20la%20ciudadania.pdf
      Batlle, R., Puig, J.M., Bosch, C. y Palos, J. (2007) Aprendizaje-servicio. Educar para la ciudadanía. Barcelona, España. Octaedro.
      Campo País, B. (2018) Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de la asignatura de “Didáctica de las ciencias sociales: aspectos aplicados”. Facultad de Magisterio, Universidad de Valencia.
      Sánchez, I. B. (2014). Estrategias didácticas innovadoras para la enseñanza de la Geografía con una metodología activa. En Nuevas perspectivas conceptuales y metodológicas para la educación geográfica. VOLUMEN II (pp. 11-34). Universidad de Córdoba. Recuperado de:http://www.age-geografia.es/didacticageografia/docs/Publicaciones/2014_Nuevas_perspectivas_conceptuales2.pdf

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    75. Claudia Aguilar Paula
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE I

      Es bien sabido en el mundo que vivimos como dice Ochoa (2018), que los profesionales de la educación han tenido que buscar nuevas alternativas para hacer frente a los múltiples retos a los cuáles se enfrenta la escuela en la actualidad. Muchas de las escuelas del siglo XXI abogan por la implantación de nuevas metodologías en las aulas, que poco a poco han ido “in crescendo” durante los últimos años. Una de estas nuevas metodologías son los proyectos basados en el Aprendizaje-Servicio, también conocida como ApS, gestada en Estados Unidos, donde actualmente un 68% del alumnado ofrece un servicio a la comunidad, y difundida y aprovechada por muchos otros países como Argentina o Holanda, donde hoy un 97% de escuelas desarrollan prácticas de servicio a la comunidad (Batlle, 2011).

      En el libro Aprendizaje Servicio: educar para la ciudadanía, Puig (2007) compara un collage con el ApS, pues si vencemos la tendencia a identificar las partes que lo componen, apreciaremos la obra en su conjunto, algo bueno y original que posiblemente nunca antes habíamos visto. Se trata de una metodología innovadora, la cual parte de elementos ya conocidos que se mezclan formando algo de mayor calidad, y se basa en integrar el servicio de la comunidad con el aprendizaje escolar, donde el alumnado actúa de forma comprometida para aprender directamente de la sociedad.

      El centro promotor de Aprendizaje-Servicio de Cataluña define esta metodología como una propuesta educativa que combina procesos de aprendizaje y de servicio a la comunidad en un solo proyecto bien articulado, en el cuál los participantes se forman al implicarse en necesidades reales del entorno con la finalidad de mejorarlo. Batlle (2011), remarca que esta metodología, además de ser un método para unir el éxito escolar y el compromiso social, pues los alumnos aprenden a ser competentes siendo útiles a los demás, está orientada a la educación para la ciudadanía e inspirada en pedagogías activas, además de mostrarse compatible con otras estrategias educativas.

      Uno de los claros ejemplos que pone en práctica esta metodología, es el del Instituto de Geografía y Ordenación de la Universidad de Lisboa, el cuál ha impulsado el proyecto “Nós Propomos”: un proyecto pedagógico internacional en el que los estudiantes se involucran en problemas municipales para mejorar sus pueblos mediante propuestas de ideas. Es el caso del IES Jaume I de Ontinyent o del CEIP Vicente Tena de Xàbia, donde los escolares van a profundizar en dos cuestiones: cómo lograr un turismo más sostenible y un consumo responsable del agua.

      Pero a pesar de todas las posibilidades que nos ofrece el ApS, ¿cuáles serían las ventajas y los inconvenientes que nos encontraríamos a la hora de ejecutar este tipo de proyecto para poder construir una Comunidad Social? A continuación, esclareceremos la información necesaria para poder interpretar todo aquello que nos ofrece la realización del proyecto de Aprendizaje – Servicio Nós Propomos.

      Batlle (2011) se pregunta el porqué deberíamos procurar esta experiencia a nuestros niños y niñas, a lo que responde que el verdadero éxito de la educación consiste en formar buenos ciudadanos capaces de mejorar la sociedad y no sólo su currículum personal. Además, destaca el fortalecimiento del trabajo en redes, y la consolidación de valores y normas que aportan cohesión social a los alumnos, contribuyendo a crear confianza y seguridad entre ellos. Los niños y jóvenes no son los ciudadanos del futuro, son ya ciudadanos experimentados que pueden lograr cambios en la sociedad.

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    76. Claudia Aguilar Paula
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE II

      Siguiendo con la pregunta que se hace Kaye (2004) de por qué merece la pena impulsar procesos de ApS, señala que la importancia reside, principalmente, en que todos sus protagonistas pueden obtener beneficios de su puesta en funcionamiento. Por un lado, destacan las mejoras académicas sociales y emocionales al igual que el fomento de múltiples destrezas intelectuales y personales. Por otro, los alumnos procesan un aumento de la responsabilidad cívica y de participación en la sociedad que les rodea. Los profesores fortalecen sus energías como profesionales, ya que la relación entre ellos se incrementa y además su relación con otras entidades participantes mejora favorablemente. Los equipos directivos también observan mejoras en los centros, en cuanto a la convivencia y al trabajo se refiere y como consecuencia a eso, la moral de los equipos docentes y de los alumnos mejora de forma propiciada. Y, por último, en cuanto a las entidades sociales que son las que perciben el servicio a la comunidad, pueden obtener beneficios evidentes en la realización de su cometido habitual. Cuando la relación entre estas y las escuelas es favorable, el proceso de ApS puede llegar a dar un gran beneficio para estas instituciones, sensibilizando así a la sociedad.

      Es muy importante que todos los elementos implicados para obtener beneficios a partir de este proyecto estén unidos, y no actúen de forma individual, para así poder trabajar de forma conjunta, acordando ideas y coordinando cómo se va a actuar, para poder obtener beneficios comunes que favorezcan a todas las partes.

      Adentrándonos en el escenario de enseñanza de la Geografía escolar, es donde podemos observar ciertas limitaciones a la hora de realizar el ApS. Los libros de texto están determinados por las editoriales, pues son las que editan los contenidos, y no son los profesores los que eligen que es lo que quieren dar. De manera análoga, las familias tienen un papel fundamental para impulsar nuevos materiales de innovación, y en muchos casos no se da, ya que igualmente, los apoyos institucionales para aplicar nuevos materiales son escasos o nulos. Del mismo modo, como ya se ha hecho referencia, los temas del currículum están muy acotados, es decir, se basan en unos contenidos específicos, que son los que las editoriales usan, y que no atañen a problemas relacionados con la sociedad. Y, asimismo, hay que añadir que los centros educativos, a pesar de que muchos defiendan el aprendizaje constructivista, no lo desarrollan como debe ser, y que, además, las ideas previas que tiene el alumnado se deben a estereotipos, conocimientos vulgares e incompletos, que están banalizados e influenciados por los medios de comunicación e influyen en su manera de pensar (Campo, 2018).

      En suma, ¿cómo podemos hacer frente a esta situación? A pesar de no haber muchos límites a la hora de aplicar este proyecto de ApS, estos son muy contundentes y están muy asimilados por la sociedad actual. La escuela tiene un papel importante, desde ella se puede promover un cambio metodológico, mediante el cuál el profesorado crea sus materiales que engloban contenidos en unidades didácticas a partir de problemas detectados en la sociedad, donde los alumnos puedan ser ellos mismos los que elijan que es lo que van a aprender a partir de una investigación propia. Se trata de que ellos mismos sean autónomos y vean qué es lo que ocurre a su alrededor y se cuestionen qué pueden hacer para cambiarlo.


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    77. Claudia Aguilar Paula
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE III

      Pero para que esto ocurra, bajo mi punto de vista, del mismo modo se deben seguir también ciertos puntos para realizar el trayecto hacia el ApS con éxito. El punto de partida es muy importante como dice Puig (2007), pues se deben dar unas condiciones favorables para poder desarrollar este programa. Por otra parte, el desarrollo de ideas podría considerarse uno de los pasos más importantes, pues debe quedar claro cuál es el problema, y cómo se puede actuar para mejorarlo, y para eso es muy importante el interés y la motivación por llevar a cabo el proyecto, que es el tercer paso. Por último, es muy importante el soporte organizativo y el reconocimiento legal, ya que si se lleva a cabo un ApS pero no ve la luz, no se conseguirá el principal objetivo de este, que es conseguir una Comunidad Social. Para concluir, me gustaría dejar constancia de una frase que dijo Sócrates, que me ha hecho reflexionar y pensar en el futuro: “No soy ateniense ni griego, sino un ciudadano del mundo”.

      BIBLIOGRAFÍA

      • Batlle, R. (2011). ¿De qué hablamos cuando hablamos de aprendizaje-servicio? Crítica, 972, 49-54.
      • Campo, B. (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Universidad de Valencia.
      • Kaye, C. B. (2004) The complete guide to service learning. Minneapolis: Free Spirit, pp.2-3
      • Ochoa, A. et al. (2018). El aprendizaje-servicio (APS) como práctica expansiva y transformadora. Revista Iberoamericana de Educación, 972, 15-34
      • Puig, J.M., et al (2007). Aprendizaje servicio. Educar para la ciudadanía. Octaedro, pp. 9-31.

      DOCUMENTO EN LÍNEA:
      • http://www.aprenentatgeservei.org/versions.php?l=18

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    79. Amelia Rodríguez Soriano
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºD Mención de PT
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      Parte I

      Las sociedades de hoy en día son bastante complejas, tanto en el volumen de su población como en cultura, educación, salud, costumbres, género, etc. Todas estas variables no son homogéneas, ya que existen diferencias, por ejemplo, entre la población joven y la adulta, entre la problemática habitacional de los pueblos marginales y de los barrios de gran poder económico, las enfermedades no atacan a todos por igual ni en todas las partes del territorio, etc. Es decir, vivimos en sociedades que engloban miles de problemas, y cada uno de ellos no es igual para todo el mundo. Y, ante ello, nuestra respuesta, hasta ahora, ha sido muy poco solidaria (Salinas, 2015).

      Por suerte, cada vez más gente va tomando conciencia de todas estas problemáticas, y ya muchos docentes, desde el enmarañado ámbito escolar, están intentando introducir cambios en las metodologías de enseñanza, haciendo que estas sean activas, donde el alumnado pueda participar en la toma de decisiones sobre su aprendizaje, haciendo que este sea significativo para ellos. Y es en este mismo contexto que surgen grandes proyectos, entre ellos, el Aprendizaje-Servicio (ApS).

      Con el propósito de responder a la pregunta planteada por el profesor Benito Campo, "¿qué ventajas y obstáculos nos encontramos si queremos favorecer una Comunidad Social desde un proyecto escolar como es el proyecto de Aprendizaje Servicio Nós Propomos?", considero que será necesario aclarar algunas cuestiones. Para ello, en este informe vamos a centrarnos en los proyectos de Aprendizaje-Servicio, en concreto, en Nós Propomos, iniciado por el profesor lisboeta Sérgio Claudino. A partir de este proyecto intentaremos analizar en qué aspectos favorece a una comunidad social o los beneficios que puede llegar a generar, y los posibles obstáculos que podemos encontrar.

      Ahora bien, ¿qué es lo que entendemos por ApS? Según Puig, Batlle, Bosch y Palos (2007), el aprendizaje servicio es una metodología de enseñanza-aprendizaje que combina el servicio a la comunidad con el estudio académico, habitualmente basados en los contenidos del currículo, y tiene el objetivo de enriquecer el aprendizaje para enseñar responsabilidad cívica, formar el pensamiento crítico y reflexivo, afianzar la sensibilidad hacia las necesidades de la comunidad y fortalecer el compromiso social.

      Por tanto, podemos decir que ApS puede ser entendida como una filosofía pedagógica que se basa en la experiencia, en la reciprocidad y en la reflexión. Es decir, es una actividad que ayuda a los estudiantes a desarrollar habilidades a través del servició a su comunidad, donde todas las partes comprometidas deben ofrecer y ganar algo (Puig et al., 2007).

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    81. Amelia Rodríguez Soriano
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºD Mención de PT
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      Parte II

      Ahora que ya tenemos clara la esencia de un proyecto de Aprendizaje-Servicio, podemos dar paso al programa Nós Propomos.

      Después de horas indagando en su web, entiendo este proyecto como una gran acción social que promueven diversos profesores de Geografía y sus alumnos de Iberoamérica y Mozambique. Además de la labor didáctica y de investigación que se promueve, cabe destacar la ardua tarea que también están realizando en el ámbito político. Pues estamos viviendo en un retroceso constante, y esto incluye las políticas de educación. Coincidiendo con Coelho (2018), las ciencias sociales están siendo relegadas a un segundo plano: los temas que se presentan en los libros escolares están acotados por preguntas absurdas guiadas por un modelo teórico, se banalizan conceptos por la mala influencia de los medios de comunicación y se patrocina un constructivismo que finalmente no se desarrolla (Campo, 2018).

      En este sentido, destacaré algunos de los beneficios que considero que promueve el proyecto Nós Propomos:
      En primer lugar, la modificación de comportamientos sociales, por un lado de los docentes, que innovan en la educación geográfica, y por otro lado, el de los alumnos, que contribuyen a la reconstrucción y mejora de su localidad.
      En segundo lugar, el empoderamiento del alumnado de Educación Primaria, que lo convierte en un ciudadano activo, crítico y propositivo con la realidad que le rodea.
      En tercer lugar, “Se impugna la hipocresía de las palabras bonitas y se va a la acción por medio de estudios muy bien elaborados sobre problemas locales” (Souto, 2018).
      Por último, en este caso, sí que existe una perspectiva constructivista, ya que son los alumnos los que tienen que identificar los problemas locales que son más significativos para ellos, y no estudiar los que le indica el manual o el docente.

      Sin embargo, considero que, además de las posibilidades educativas que este proyecto nos ofrece, también se deberían conocer los obstáculos que existen para desarrollarlo en la práctica escolar del día a día. Hay muchas limitaciones, empezando por las administraciones públicas, organismos institucionales o incluso la propia dirección del centro educativo. Todas estas no están dispuestas a asumir el coste que suponen las propuestas de aprendizaje-servicio. Además, muchas familias no son muy receptivas a estas iniciativas, que etiquetan de inadecuadas porque consideran que sus hijos van a aprender menos que con el manual tradicional.

      Una de estas dificultades la podemos ver en el siguiente testimonio de una alumna del IES Jaume I de Ontinyent: “Lo que más me ha gustado de este trabajo ha sido que es muy diferente de otros porque trabajamos en grupo y lo hemos hecho en verano”. ¿Veis algo raro aquí? Sí. Eso es. En verano. ¿Es que no se podía realizar este proyecto en horario lectivo?

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    82. Amelia Rodríguez Soriano
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºD Mención de PT
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      Parte III

      En conclusión, considero que Nós Propomos es un proyecto de ApS verdaderamente eficaz, que busca impulsar un cambio real en la comunidad a partir de las situaciones que los niños consideran problemáticas de su localidad, y apasionante, pues sin la gran labor que realizan los profesores, éste no se podría llevar a cabo. A pesar de esto, creo que deberían conocerse mejor las dificultades que nos podemos encontrar en el transcurso de su ejecución, ya que esto nos ayudaría a buscar alternativas, como reformular el tradicional conocimiento escolar desde los temas académicos hacia los problemas sociales y ambientales, romper la estructura crono-espacial de la escuela haciéndola mucho más flexible y adecuada para el aprendizaje.

      Para terminar, me gustaría añadir que es obvio que existe una crisis en los contenidos y las metodologías escolares, y es por ello que siento la necesidad imperante de que los docentes se empiecen a motivar por realizar este tipo de proyectos, pero primero las instituciones públicas tienen que esforzarse en aprender. La escuela tiene que actualizarse constantemente y tiene que reflexionar sobre cuál es la finalidad de su tarea y sobre cuáles son las consecuencias y repercusiones que pueden acarrear sus actuaciones. Pero para esto, lo que tiene que hacer es liberarse de los obstáculos que bloquean su aprendizaje (Santos Guerra, 2001).


      BIBLIOGRAFÍA

      Campo, B. (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de clase. Universidad de Valencia.

      Coelho, A. (2018). Geoforo. Consultada el 24 de Octubre de 2018 en https://geoforoforo2.blogspot.com/2018/03/foro-24-nos-propomos-possibilidade-da.html?showComment=1539521105950#c7536510729555686025

      Projeto Nós Propomos, (2011). Cidadania e Inovação na Educação Geográfica. consultada el 26 de Octubre de 2018 en http://nospropomos2016.weebly.com/

      Puig, J. M., Batlle, R., Bosch, C., & Palos, J. (2007). Aprendizaje servicio: Educar para la ciudadanía. Barcelona: Octaedro.

      Salinas, H. (2015). América latina en movimiento. Consultada el 26 de Octubre de 2018 en https://www.alainet.org/es/articulo/173057.

      Santos Guerra, M.A. (2001). La escuela que aprende. Madrid: Morata.

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    83. Lorena Lafarga Ibáñez
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE I
      Antes de adentrarnos en la cuestión principal que nos ocupará a lo largo de este informe: ‘’ ¿Qué ventajas y obstáculos nos encontramos si queremos favorecer una Comunidad Social desde un proyecto escolar como es el proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos?’’, es necesario ponerse en contexto para tener un conocimiento completo y significativo sobre lo que vamos a tratar. Con lo cual, antes que nada, hablaremos sobre Comunidad Social, Nos propomos y Aprendizaje Servicio.
      Se entiende por comunidad al conjunto de grupos de seres humanos que tienen una identidad en común. Cada grupo tiene diferentes elementos tales como el idioma, roles, costumbres, historia, territorio… que comparten mediante el proceso de socialización ya que les unen lazos e intereses comunes. Sus identidades comunes les hacen ser únicos formando así una sociedad muy diversa. Algunos autores que dedican su estudio a las ciencias sociales manifiestan que vivir en comunidad es una necesidad esencial e innata que llevan consigo los seres humanos y que «el individuo aisladamente considerado es una pura abstracción» (Krause, 2001). Por tanto, queramos o no, siempre acabamos relacionándonos con demás personas teniendo o no una identidad en común.
      Partiendo de la necesidad que sentimos de compartir información con otras personas, nace el proyecto Nos Propomos. Dicha idea surge en Portugal de la mano del Profesor de Geografía Sergio Claudino de la Universidad de Lisboa. Nos propomos brinda la oportunidad a niñas y niños tanto de secundaria como de primaria de resolver problemas de la sociedad o conflictos del día a día que tienen un carácter local, significativo y cercano a ellos. De esta manera, a partir de dichas cuestiones y enigmas, van surgiendo respuestas que comparten entre ellas y entre ellos mediante la reflexión personal y una opinión crítica. Así pues, se pone de manifiesto que los problemas de la comunidad no solo podrían ser tratados por elementos externos al entorno escolar, sino que también está en las manos de los alumnos y las alumnas ya que, como defiende Batlle (2011, p.52), “los niños y jóvenes no son los ciudadanos del futuro, son ya ciudadanos capaces de provocar cambios en su entorno”.
      A continuación, entra en juego el término Aprendizaje Servicio ya que es el sistema mediante el cual se lleva a cabo el proyecto Nos propomos. Pero… ¿qué es exactamente el Aprendizaje Servicio?

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    84. Lorena Lafarga Ibáñez
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia


      PARTE II

      El aprendizaje servicio es una aproximación a la enseñanza y al aprendizaje que integra el servicio a la comunidad con el estudio académico para enriquecer el aprendizaje, para enseñar responsabilidad cívica y para reforzar la comunidad (National Service learning Clearinghouse, 2005). Por otra parte, el APS es una metodología que une lo escolar con el compromiso social: se aprende a ser eficiente y a ser útil para los demás (Batlle, 2011). Esta definición señala la principal característica del Aprendizaje-Servicio: la unión entre el aprendizaje y el servicio a la comunidad. Por tanto, es una propuesta pedagógica que contiene dos factores importantes para el ciudadano del futuro: aprender y reflexionar y compartir con los demás (Puig, Batlle, Bosch & Palos, 2007).
      De esta manera, el objetivo de esta propuesta y de la escuela no es enseñar a su alumnado infinitud de conocimientos así porque sí, sino dotarles de las herramientas necesarias para que utilicen ese conocimiento en el día a día y sepan afrontar su camino de manera determinada, reflexiva, siendo críticos sobre sus actos y sobre lo que pasa a su alrededor y ‘’procurar que el alumno llegue a adquirir una autonomía intelectual`` (Jones e Idol, 1990).
      Salir de lo convencional y lo tradicional y asomarse a un mundo nuevo siempre es bueno. Las escuelas, hace ya algún tiempo, han adquirido una característica muy importante y necesaria para nuestros alumnos y nuestras alumnas (futuros ciudadanos y ciudadanas): saber cambiar, adaptarse a los nuevos tiempos, es decir, tener la capacidad de transformación y reciclaje. Cada vez más se apuesta por una escuela crítica, inclusiva, participativa, significativa y práctica que lleva al alumnado a ser el centro de la total atención del proceso de enseñanza-aprendizaje. Atrás se están quedando ya las tarimas donde se pone de manifiesto que el que manda es el profesor o profesora, los libros de texto que determinan qué hay que aprender, qué orden hay que llevar y qué tiempo se tiene que emplear, los alumnos y las alumnas cabizbajos mirando a los apuntes intentando memorizar algo que luego expulsarán en una hoja de papel y los trabajos que se ‘’mandan por mandar’’ y que no aportan ningún significado a sus vidas o no se han sabido contextualizar. Ahora lo importante es la alumna o alumno, sus intereses, sus capacidades y sus ritmos. La educación es la herramienta clave para poder desenvolvernos con soltura en el mundo en que vivimos, con lo cual, si los tiempos cambian, la escuela y su visión sobre la enseñanza-aprendizaje también debe hacerlo.

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    85. Lorena Lafarga Ibáñez
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE III

      El aprendizaje servicio es una metodología de enseñanza y aprendizaje gracias a la cual los jóvenes desarrollan habilidades mediante el servicio a sus comunidades (Halsted, 1998), así pues, mediante la práctica de esta metodología el alumnado puede ser capaz de mejorar la sociedad y no solo su currículo personal, pueden provocar cambios en el entorno que les rodea ya sea arreglando la acera de una calle o resolviendo algún conflicto del vecindario y aprenden a vivir en comunidad y ayudar a las personas que les rodean encontrando sentido a lo que estudian en la escuela.
      ‘’Podemos decir, entonces, que un proyecto de aprendizaje-servicio es un proyecto educativo y social al mismo tiempo. Un proyecto integral de educación para la ciudadanía que fortalece la comunidad porque fomenta el capital social de la comunidad, es decir: fortalece el trabajo en redes, explicita y consolida los valores y normas que aportan cohesión social, y contribuye a crear confianza y seguridad entre la población.’’ (Batlle, 2011).
      Pero hay un agente muy importante que influye de pleno a este proyecto: la participación de las familias y la relación entre escuela-alumno-familia. La familia es el primer agente socializador donde las niñas y los niños inmediatamente después de nacer participan y se desarrollan activamente de lleno. Se crean una serie de lazos que tienen como protagonista el apego, vínculo afectivo de los primeros años de vida. La Dra. M. Ainswort (1913-1999) lo determinó como una vinculación afectiva que surge a través de las interacciones entre el niño o niña y su referencia bilógica o no. Este vínculo queda en la familia y en las personas más cercanas del niño o niña y luego pasará a formar parte también de su vida escolar. En este sentido, los centros y los docentes se ven cada vez más involucrados con las familias produciendo un vínculo escuela-familia-niña/o muy importante para su vida académica. Este vínculo beneficia el rendimiento escolar, aporta seguridad y confort al alumnado y construyen juntos un aprendizaje significativo (Bruner y Vigotsky, 1931). De ahí la importancia de involucrar a las familias en este Aprendizaje Servicio.
      Pero no todo lo que nos imaginamos puede salir bien; debemos ser realistas. Puede que haya familias que no quieran participar o no muestren el interés debido y esto es un factor que puede influir negativamente en este proyecto. Aunque también cabe nombrar que nos podemos enfrentar a otros numerosos obstáculos tales como las limitaciones de los libros de texto y los materiales escolares, no saber contextualizar bien el conocimiento y no conseguir que sea un aprendizaje completo y significativo para el alumno, no tener apoyo de instituciones locales como el ayuntamiento, administración o sociedades para poder llevar a cabo algún APS, centrarnos demasiado en el currículo, desmotivación por parte del profesorado y en consecuencia del alumnado… debemos ser docentes implicados en nuestra labor y dispuestos a saber ser flexibles, saber adaptarnos, saber motivar al alumnado y saber preparar a nuestros alumnos y a nuestras alumnas para que sean capaces de enfrentarse al futuro.

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    86. Parte I
      Hoy en día la educación debe procurar construir unos ciudadanos competentes para que comprendan el mundo que les rodea, para que sean capaces de convivir juntos y para que sepan actuar con criterio (Martínez et al., 2010). Es por ello que las metodologías de enseñanza han sufrido una gran evolución y un gran cambio, sobre todo en los niveles educativos de primaria y secundaria. Es sabido que, durante el siglo XX, la disciplina más empleada era la metodología tradicional, en la que el profesor explica y expone sus conocimientos a los alumnos. Durante finales del siglo XX y principios del XXI, han resurgido y han adquirido protagonismo las metodologías activas, las cuales se centran en el estudiante y conciben el aprendizaje como un proceso constructivo y no receptivo, tratando temas de la vida diaria.
      Algunos ejemplos de metodologías activas son el Aprendizaje Basado en Problemas (ABP), el Método del Caso (MdC), el Aprendizaje Basado en Proyectos (ABPy), el Aprendizaje Cooperativo (AC), etc. Sin embargo, este informe se va a centrar en un proyecto específico dentro del ABPy. Este, es el Aprendizaje-Servicio (APS).
      A causa de su multidimensionalidad y su multidisciplinariedad, no es fácil dar una definición completa y unánime al Aprendizaje Servicio. Sin embargo, la definición más aceptada es la de “una forma de educación basada en la experiencia en la que los estudiantes se comprometen en actividades que relacionan las necesidades personales y de la comunidad con oportunidades intencionalmente diseñadas con el fin de promover el desarrollo y el aprendizaje del alumnado” (Jacoby, 1996, p. 5).
      En la actualidad hay gran cantidad de centros, tanto de primaria como de secundaria, que realizan proyectos de Aprendizaje-Servicio. De todos ellos, me gustaría destacar los centros que siguen el proyecto “Nos propomos” (nosotros proponemos). Este proyecto nació en Portugal en 2011 de la mano del Instituto de Geografía y Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa. Tenía como fin la innovación de la educación geográfica, así como la reconstrucción del territorio local por los propios jóvenes. Este proyecto fue poco a poco abriéndose paso por otras localidades y fue creciendo hasta llegar a España. Este proyecto es del todo innovador y cooperativo, provoca una gran participación de la ciudadanía y no elude de responsabilidad al alumnado, sino que, los sensibiliza y fomenta la búsqueda de soluciones a los problemas del medio local.

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    87. Lorena Lafarga Ibáñez
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      CONCLUSIÓN
      En nuestro contexto sociocultural y político, el propio del mundo occidental y desarrollado en el que vivimos, la educación debe procurar que todos y cada uno de los ciudadanos y ciudadanas seamos competentes para comprender nuestro mundo, convivir juntos y actuar con criterio (Martínez Martín, 2009). Ya no nos sirve una enseñanza convencional, ahora lo que importa es ir mucho más allá donde el paidocentrismo, la educación significativa y contextualizada y el servicio a los demás se encuentran.
      Los APS rompen con lo tradicional poniendo en práctica conocimientos para tratar de resolver problemas reales de su entorno creando un aprendizaje significativo.
      El Aprendizaje Servicio puede ayudar al alumnado a desarrollar conocimientos, habilidades, competencias… totalmente necesarias para ser capaces de afrontar su vida personal y profesional con éxito, así como fomentar ciertas actitudes y ciertos valores tales como la responsabilidad, la empatía, la solidaridad… imprescindibles y esenciales para su relación en comunidad.
      La búsqueda de nuevas propuestas educativas y metodologías que respondan a las necesidades y retos del siglo XXI es una inquietud real de las escuelas de nuestros días. Proyectos como Nos Propomos con la base de los aprendizajes servicio son un modelo ideal de herramienta educativa y social para nuestras alumnas y para nuestros alumnos.
      Así que, resolviendo enigmas, conflictos y problemas de nuestro alrededor dando servicio a otras personas pueden construir un verdadero proceso de enseñanza-aprendizaje y una verdadera comunidad social que va más allá de quedarse en un aula.

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    89. Lorena Lafarga Ibáñez
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºA Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia


      BIBLIOGRAFÍA

      Krause Jacob, Mariane. (2001) «Hacia Una Redefinición Del Concepto De Comunidad», Revista de Psicología de la Universidad de Chile, vol.X, n°2. Santiago de Chile.
      Batlle, R. (2011). ¿De qué hablamos cuando hablamos de aprendizaje-servicio?. Crítica, 972, 49-54. Recuperado de: http://www.revista-critica.com/administrator/components/com_avzrevistas/pdfs/b8a385038a9016caf4fb15d0f6c378b8-972-Por-una-educaci--n-transformadora---mar.abr%202011.pdf

      NSLC (National Service learning Clearinghouse), «What is service-learning?» http://www.servicelearning.org (Consultada: marzo 2005).
      Puig, J., Batlle, R., Bosch, C., & Palos, J. (2007). Aprendizaje servicio. Barcelona: Octaedro [etc.].

      Halsted, A., «Educación redefinida: la promesa del aprendizaje servicio» en AAVV, El servicio a la comunidad como aprendizaje escolar, Buenos Aires, Ministerio de Educación de la Nación, 1998. pp. 23-24.
      JONES, B, F., y IDOL, L. (1990): “Introduction”, en B. F. Jones y L. Idol (Eds.), Dimensions of thinking and cognitive instruction (pp. 1-13). Hillsdale, NJ, Erlbaum.
      Batlle, R. (2011). ¿De qué hablamos cuando hablamos de aprendizaje-servicio?. Revista Crítica 2011, (núm.972).

      Martínez Martín, M. (2009). Aprendizaje servicio y responsabilidad social de las universidades. Barcelona, España: Octaedro.







      *Bibliografía ordenada según aparece en el texto.

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    90. Parte II
      Gracias al APS, los alumnos desarrollan habilidades académicas, ya que se incrementa el compromiso y la motivación de los estudiantes por el tema que se está trabajando. Además, incita a la reflexión y el pensamiento crítico. Con este tipo de proyectos, también se contribuye, por una parte, al desarrollo personal del alumnado, haciéndolo más autónomo y responsable, aumentando su autoestima y fomentando su capacidad creativa. Por otra parte, se contribuye también al desarrollo social, facilitando la interacción con los demás y la integración en otros grupos, fomentando una sociedad activa y comprometida con el medio local, haciéndolo conocedor de las necesidades y deficiencias que hay en la comunidad. Por último, decir, que también favorece a mantener a los alumnos alejados de situaciones de riesgo.
      Pero, los estudiantes no son los únicos que obtienen beneficios con este tipo de proyectos, sino que también los obtiene la comunidad. Gracias al trabajo común y en equipo, mejora los vínculos entre diferentes generaciones. También se aumenta la participación de sus integrantes mejorando la convivencia dentro de la misma.
      Los últimos beneficiarios del APS son las instituciones educativas, ya que, con la realización de este proyecto se puede incrementar la motivación del profesorado, así como su creatividad. Contribuye, además a mejorar el ambiente académico y la relación entre el alumnado.
      Después de enumerar algunas de las ventajas o beneficios que nos ofrece el APS, es el turno de los inconvenientes. A esta metodología solo le he encontrado una desventaja, que es la de la cooperación y coordinación que requiere. Un proyecto como estos precisa de mucha cooperación de familias y comunidad, así como de coordinación de las instituciones educativas con otras para poder llevarlo a cabo. Por ello, no se podría aplicar a todos los contextos educativos.
      A modo de conclusión y como futura docente, he de decir que el APS me parece una metodología extraordinaria para llevar al aula. Es una buena alternativa a las metodologías tradicionales que todos hemos sufrido en nuestra etapa como estudiantes. Y, además, con el aprendizaje-servicio, se promueven los cuatro pilares de la educación del siglo XXI: aprender a conocer, aprender a hacer, aprender a ser y aprender a convivir.






      Bibliografía
      Batlle, R. (2011). ¿De qué hablamos cuando hablamos de Aprendizaje-Servicio? Revista Crítica.
      Martínez, M. (2010). Aprendizaje-Servicio y responsabilidad social de las universidades. Barcelona: Octaedro.
      MARTÍNEZ-ODRÍA, A. (2007). Service-learning o Aprendizaje-Servicio. La apertura de la escuela a la comunidad local como propuesta de educación para la ciudadanía. Universidad de Navarra.
      Puig, J. M., Batlle, R., Bosch, C., & Palos, J. (s.f.). Aprendizaje-Servicio. Educar para la ciudadanía Centro de Investigación y Documentación Educativa.
      Torres, M. H. (2015). El aprendizaje-servicio y los beneficios de sus experiencias . Ntm Programme.

      Webgrafía

       https://drive.google.com/file/d/1yG9L9WXjfKwMQXbF9P7L93dgjIAMxvFY/view
       https://es.slideshare.net/SegundoHoyosRivas/aprendizaje-servicio-12535173
       https://aprendizajeservicio.net/que-hace-la-red/

      Laura González Martínez, 4ºA. Mención de Música
      Didáctica de las Ciencias Sociales
      Facultat de Magisteri-Universitat de València

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    91. Maria Gabaldón Marcos
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4º A Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE I

      A lo largo de estos años, la sociedad se ha visto envuelta por diversos cambios. Uno de esos cambios se centra en la escuela, donde cada vez se introducen nuevas reformas más innovadoras que se alejan de la visión de escuela tradicional. Debemos estar alerta de todos los cambios que se realizan y tener presente al alumnado como protagonista en todo momento. Con ello, es importante tener en cuenta la convivencia escolar delante de todo tipo de cambios.

      Como futuros docentes, debemos tener presente el estado de las escuelas y su convivencia para investigar y dar respuesta a los diversos retos que nos podemos encontrar. Existe un proyecto educativo donde la importancia recae en las relaciones, un proyecto de Aprendizaje Servicio. De eso trata el proyecto “Nos Propomos”, puesto en marcha por el Instituto de Geografía y Ordenación de la Universidad de Lisboa, el cual pretende modificar los procesos de aprendizaje cambiando, al mismo tiempo, las instituciones educativas para así aproximarse a nuevas formas de aprender. Lo que se pretende ya no es estudiar los problemas de forma externa, sino que el propio alumnado identifique los problemas que le son más significativos e imagine una posible propuesta de mejora.

      El proyecto “Nos Propomos” incide en estimular la participación de los ciudadanos y la actividad de investigación, entre otros, haciendo una educación más innovadora y una forma de comunidad social. Las escuelas nos enseñaran de forma específica a convivir a raíz de tareas cotidianas educativas, creando una convivencia en la escuela como beneficio para crear relaciones respetuosas y formar la sociedad. Pero, como bien dice Ochoa y Diez-Martínez (2012) las formas de relacionarnos en la escuela vienen determinadas, no solo por características individuales, sino por prácticas y políticas establecidas en la institución.

      Además, se apuesta por una enseñanza basada en la democracia, es decir, donde toda la sociedad se vea obligada a participar en cuestiones que les rodean y afectan. De esta forma se crea una convivencia dentro de las aulas relacionada con la sociedad. El alumnado empieza a verse involucrado en los problemas del mundo que le rodea y se empieza a plantear diferentes formas de como afrontarlos. Con ello, se origina una participación en sociedades institucionales para plasmar sus propuestas, participando como un/a ciudadano/a más en la sociedad.

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    92. Maria Gabaldón Marcos
      Didáctica de las Ciencias Sociales – 4º A Mención de Música
      Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

      PARTE II

      Por otra parte, no todo son ventajas. Existen algunas limitaciones relacionado con los materiales escolares o el currículo. Las instituciones no muestran ningún tipo de apoyo para los centros en cuanto a la práctica de nuevos materiales, siendo recomendadas por el centro. Sobre el currículo, los temas que incluye están cerrados, no estando vinculados a los problemas físicos del alumnado. Por último, el alumnado también recibe limitaciones a través de los medios de comunicación, donde se presentan conceptos erróneos y estereotipos.

      Finalmente, “Nos Propomos” resulta un proyecto muy útil y beneficioso para incentivar un cambio en la educación, haciendo que el alumnado cree un vínculo con el medio escolar y su sociedad, siendo participe de ella en todo momento. Gracias a ello, los/as alumnos/as crear grupos igualitarios y trabajar de forma cooperativa por voluntad propia. Hace que sean personas educadas bajo la democracia y la participación, donde muestren a la sociedad sus ideas creando, del mismo modo, una estima social el cual se siente, personalmente, reconocido por todos los ciudadanos y ciudadanas de la sociedad.

      Bibliografía.

      Campo País, B. (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de clase. Universitat de València.

      Castillo, S. (2006). Aprendizaje basado en problemas. Recuperado en: http://rlillo.educsalud.cl/Capacitacion_ABP/Anexo%203-Aprendizaje%20basado%20en%20problemas.pdf

      Documentos en línea:
      http://nospropomos2016.weebly.com

      Cervantes, A. O., Galván, L. M. P., & Salinas, J. J. (2018). El aprendizaje-servicio (APS) como práctica expansiva y transformadora. Revista Iberoamericana de Educación, 76, 15-34. Recuperado a partir de https://rieoei.org/RIE/article/view/2846

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    95. Nora Arocas Briz
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºA Mención de Música
      Universidad de Valencia - Facultad de Magisterio

      Parte I

      En la actualidad existe una nueva forma de aprender en la escuela, que se pone en práctica tanto en Educación Primaria como en Educación Secundaria. Este nuevo aprendizaje se llama Aprendizaje Servicio (ApS) y se trata de un proyecto solidario donde los alumnos aprenden haciendo un servicio a la comunidad. En el ApS, los alumnos y alumnas junto con la escuela identifican un problema que puede haber en su entorno más próximo para estudiarlo en clase. Este aprendizaje tiene como punto a favor, que intervienen las familias de los niños y niñas del centro y esto puede favorecer creando un mayor vinculo entre los padres y madres, sus hijos y la comunidad educativa donde aprenden desarrollando actitudes, valores, conocimientos y habilidades.

      En 2011 se creó un proyecto de aprendizaje servicio en Portugal, llamado “Nos Propomos”. Es un proyecto que no ha dejado de crecer desde que se puso en práctica. Este proyecto consiste en que el centro escolar convierte las propuestas de sus alumnos en acciones que favorecen a su entorno tanto en el ámbito escolar como en el social. “Nos propomos”se creó en base a una finalidad que es la construcción o reconstrucción de la sociedad por los propios jóvenes, eso sí, con ayuda del centro escolar y sus familias (Souto, 2018). “Nos Propomos” es un buen proyecto de ApS en el que llevamos a cabo la cita del profesor Souto “piensa localmente y trabaja globalmente”. Porque esta cita define perfectamente lo que este proyecto pretende llevar a cabo.

      Si queremos favorecer a nuestra comunidad social mediante un proyecto de ApS como es “Nos Propomos”, nos podemos encontrar con algunas ventajas que favorezcan la aplicación de este. Pero también nos encontraremos con obstáculos que dificultan trabajar con un proyecto como este.

      Vivimos en una sociedad donde el mundo está en constante cambio. Si hablamos de la educación, que es nuestro campo de investigación, esta es una de las que más cambios sufre en muy poco tiempo. Por eso, como futuros docentes tenemos que estar preparados para enfrentarnos a dichos cambios y saber afrontar los diversos retos que nos presenten día a día y también, ceñirnos a ciertas restricciones que nos pueden marcar.

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    96. Nora Arocas Briz
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºA Mención de Música
      Universidad de Valencia - Facultad de Magisterio

      Parte II

      “La necesidad de cooperación entre todos los actores intervinientes en el proceso educativo o la importancia de sistematizar e institucionalizar el trabajo que eduque para el fomento de una cultura de paz” según Grande, M. J. C. (2010) es uno de los puntos a favor que está presentes en el proyecto estudiado. Es decir, el proyecto “Nos Propomos” pretende involucrar a todos y cada uno de los integrantes del centro educativo, tanto maestros, alumnos como padres y madres. En base a mi experiencia en prácticas, he podido darme cuenta que es muy bonito que los alumnos y alumnas trabajen junto a sus padres y madres, ya que esto crea un vinculo muy familiar entre familia y escuela. “La convivencia es motivo de aprendizaje, lo cual nos lleva a inferir que deja de ser visualizada simplemente como un asunto natural y espontáneo; se trata ahora de una cuestión cultural que debe ser construida y apropiada de manera sistemática y permanente.” (Maldonado, H. 2004).

      Por otro lado, también existen obstáculos que nos puedan dificultar el trabajo mediante el proyecto ApS “Nos Propomos”. Uno de ellos es el curriculum de Educación Primaria, porque nos limita como docentes a actuar como rige la ley y no tratar temas y problemas sociales que se puedan encontrar en la vida de los alumnos o alumnas, construyendo así estereotipos y conocimientos incompletos y erróneos. (Campo, 2018). Otro de los obstáculos que presenta es que el profesor crea los materiales que van a ser utilizados porque, como he dicho antes ,el curriculum está encapsulado y no trata ciertos temas ni proporciona materiales para estos.

      Finalmente y bajo mi punto de vista, el proyecto de ApS “Nos Propomos” es un instrumento innovador que favorece tanto a la comunidad escolar como a la sociedad. Los alumnos aprenden de una forma diferente educándolos en valores y así adoptar una actitud crítica y democrática ante una comunidad social. Por tanto, si educamos correctamente a nuestros alumnos, el mundo mejorará, porque como dijo Nelson Mandela “La educación es el arma más poderosa que puedes usar para cambiar el mundo”.


      Bibliografía
      Grande, M. J. C. (2010). Convivencia escolar. Un estudio sobre buenas prácticas. Revista de paz y conflictos, (3), 154-170.
      Maldonado, H. (2004). Convivencia escolar. Lugar. Buenos Aires.
      Campo País, Benito (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Universidad de Valencia.

      Webgrafía / Documento en línea
      https://aprendizajeservicio.net/que-es-el-aps/

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    97. Sara Zekri Carda.
      Didáctica de las Ciencias Sociales- 4ºD- Mención de Pedagogía Terapéutica.
      Universidad de Valencia. Facultad de Magisterio

      Parte I.

      En primer lugar, es necesario explicar, en líneas generales, en qué consiste el programa Nós Propomos. Según Rodríguez-Domenech, Aparecida de Sousa y Claudino (s.f.), el Programa Nós Propomos es un proyecto de ciudadanía que comenzó en Portugal en 2011 y se ha extendido a algunos países como España, Mozambique, Brasil y, actualmente, ha iniciado su implementación en Perú y Colombia. Los objetivos principales del proyecto son: innovar la educación geográfica y contribuir para la (re)construcción del territorio local por los propios jóvenes con la ayuda de otras personas, lo que se entiende por una comunidad social.

      Un ejemplo de un proyecto en el cual se trabaja la metodología de Nos Propomos y se implica a toda la Comunidad Social sería el proyecto “Clima y paisaje” de Ontinyent, en el cual se abordan problemas escolares a través de la realización de itinerarios didácticos, una participación en encuentros así como en el programa Ontinyent Participa. Es decir, está presente el Aprendizaje Servicio, el cual consiste, básicamente, en acercar la vida al aprendizaje mejorando los recursos personales del alumnado con el fin de que pueda afrontar los retos que se le presentará; situar a los alumnos como protagonistas de su propio desarrollo cognitivo y personal así como construir una comunidad educativa que los acompañe en su crecimiento personal y en sus responsabilidades sociales. De esta manera, traduciendo las propuestas del alumnado en acciones, actividades o campañas concretas en su ámbito escolar, se obtiene un efecto multiplicador de Comunidad Social. Con el Aprendizaje Servicio se proporcionan beneficios a las instituciones educativas. En los centros educativos se concreta la Educación para la Ciudadanía en acciones colectivas que promueven la reflexión de las personas participantes, transformando la realidad y mejorando la relación entre la escuela y la comunidad. (Gallardo, 2012).

      Ahora bien, sería necesario reflexionar alrededor de las ventajas y obstáculos que nos podríamos encontrar si queremos favorecer una Comunidad Social desde un proyecto escolar como es el proyecto de Aprendizaje Servicio Nós Propomos.

      Teniendo en cuenta la situación actual de la educación, existen algunos obstáculos que podrían dificultar la enseñanza. Se detallarán qué limitaciones se pueden encontrar si proponemos un proyecto similar al de Nós Propomos y, a continuación, qué solución se propone desde la metodología de este proyecto, que formaría parte de la ventaja del mismo. Por un lado, están los libros de texto, material escolar del cual muchos docentes no son capaces de prescindir por varios motivos: la presión de las familias por la enseñanza tradicional, la recomendación del propio centro escolar por comprarlos o la falta de apoyo institucional por la aplicación de nuevos materiales innovadores. En mi experiencia en las Prácticas Escolares II el docente era incapaz de prescindir del libro de texto, argumentando que únicamente se debe trabajar con este material debido a la necesidad de abordar todos los contenidos presentes en el currículo. Es cierto que los libros de texto están estructurados, proponen toda una serie de actividades que sirven para explicar los contenidos del currículo, así como los objetivos, procedimientos etc. Pero hay que preguntarse si esto consigue los objetivos propuestos, es decir, ¿el uso de este material es coherente con lo que explica la vigente Ley Orgánica 8/2013, de 9 de diciembre, para la mejora de la calidad educativa, de que hay que tener en cuenta la clase, el contexto socioeducativo así como las características del alumnado? Convendría usar en el aula otro material más innovador y creativo, como, por ejemplo, los materiales de creación propia por parte del profesorado, como es el caso del proyecto “Clima y paisaje” de Ontinyent, con la metodología de Nós Propomos.

      (Continua parte II)

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    98. Sara Zekri Carda. Didáctica de las CCSS- 4ºD- Mención de P.T.Universidad de Valencia. Facultad de Magisterio

      Parte II.
      También hay que tener en cuenta el currículo vigente, en el cual los temas se muestran cerrados y no se relacionan los problemas físicos con los humanos. Tal y como explican Souto, Claudino y García-Pérez (2010), se ha destacado la influencia que tiene la organización de un currículo con un conjunto de contenidos poco significativos para la vida cotidiana de los adolescentes. Es fundamental en este aspecto cuestionarse qué preocupaciones y percepciones tienen los alumnos en relación con el mundo en que viven, es decir, si queremos favorecer una Comunidad Social desde un proyecto como el de Nós Propomos, hay que trabajar las ideas previas del alumnado. Aunque estas puedan estar estereotipadas, aparezcan conocimientos vulgares e incompletos o incluso se banalicen los conceptos erróneos por la inadecuada influencia de medios comunicación, es fundamental y necesario contrastar estas ideas con preguntas y problemas de temática social, ofreciendo al alumnado la posibilidad de estudiar críticamente sobre los conocimientos e ideas no académicas. De esta manera, el docente cumple el rol de orientador en una situación de enseñanza que tiene en cuenta los vínculos afectivos en la negociación de significados y la construcción del conocimiento por parte de los alumnos (Álvarez, Herrejón, Morelos y Rubio, 2010).
      Otra limitación podría ser el nulo desarrollo de la corriente pedagógica del constructivismo, pero, ante esta situación, existe la posibilidad de trabajar por proyectos, en los cuales el alumnado es el principal protagonista en su proceso de aprendizaje. En el proyecto “Clima y paisaje” de Ontinyent se ha trabajado desde esta estrategia metodológica, la cual permite, entre otras cosas, integrar la teoría y la práctica, potenciar las habilidades intelectuales (superando la capacidad de memorización), fomentar la responsabilidad personal y de equipo (trabajo cooperativo) y desarrollar el pensamiento autocrítico del alumnado (Álvarez et al. 2010).

      Además, a través de un proyecto como Nós Propomos, se puede crear una escuela inclusiva, que atienda a la diversidad, interculturalidad y dé respuesta a las necesidades individuales de todo el alumnado, ya que se incluyen estructuras de enseñanza-aprendizaje cooperativo que fomentan que el alumnado más favorecido ayude al menos favorecido con el fin de alcanzar los objetivos académicos a través de la interacción grupal (Robles, 2015).

      Teniendo como ejemplo el proyecto “Clima y paisaje” de Ontinyent, es importante formular un determinado problema físico dentro del espacio municipal desde la participación de la Comunidad Social ya que esto contribuye a desarrollar una relación más cercana con las actividades que se desarrollan en las aulas y, consecuentemente, es más reconocible por las personas participantes que son al mismo tiempo objeto de la investigación y sujetos activos de la misma (Claudino, Souto y Palacios, 2018). Por ejemplo, en el contexto de la Comunidad Valenciana, se podría plantear el problema: “¿Qué ocurrió en la conquista de Jaume I?”, en el cual el alumnado debe conocer el para qué se hace el proyecto, es decir, cuál es el objetivo fundamental, que podría ser para empatizar históricamente, para conocer esta etapa histórica, para celebrar el aniversario de la entrada de Jaume I en Valencia...

      Por último, se alude a un fragmento de Nieves Blanco (2006), con el fin de reflexionar y definir qué tipo de conocimiento se debería trabajar en el aula de Ciencias Sociales desde presupuestos distintos al escolarismo.
      La cualidad del conocimiento que elegimos para trabajar en las aulas es importante; conocimientos con capacidad para conectar con los intereses y necesidades de las y los estudiantes porque no los excluyen, articulados en torno a problemas reales, que no obvien las contradicciones, las visiones contrapuestas, las dimensiones ideológicas, económicas, personales de las situaciones humanas y del conocimiento (p.177).
      (Continua parte III)

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    99. Sara Zekri Carda.Didáctica de las Ciencias Sociales- 4ºD- Mención de P.T.Universidad de Valencia. Facultad de Magisterio.

      Parte III.

      Para concluir, existen múltiples razones para favorecer una Comunidad Social desde un proyecto escolar como es el proyecto de Aprendizaje Servicio Nós Propomos. A pesar de los retos con los que un docente se puede encontrar, como exponen Souto et al. (2010), hay que tener en cuenta las valiosas opiniones, emociones y razonamientos de nuestros alumnos, pues esta es una de las finalidades de la educación geográfica e histórica, es decir, de la enseñanza de las Ciencias Sociales. El esfuerzo personal implica el hecho de que debemos evitar caer en juicios morales, ofreciendo a nuestro alumnado la posibilidad de tomar sus decisiones y responsabilidades en un mundo complejo, desarrollando su pensamiento crítico, cuestionándose la realidad social y reflexionando sobre los problemas sociales.

      Pues como explican Souto et al. (2010):

      Una ciudadanía responsable en un mundo cada vez más informado es aquella que sabe situarse en su tiempo y espacio, para desde dichas coordenadas comprender el mundo; una dialéctica entre local y global en la que no creemos necesario insistir (p.4).

      Desde la metodología del proyecto Nós Propomos es posible formar a ciudadanos comprometidos con su entorno social, ya que el proyecto tiene como objetivo principal promover una efectiva ciudadanía local, en una perspectiva de gobernanza y sustentabilidad, responsabilizando a los educandos como protagonistas de su proceso de aprendizaje así como agentes de transformación en sus Comunidades Sociales (Claudino et al. 2018).

      Respecto a la valoración personal del proyecto Nós Propomos para favorecer una Comunidad Social, en primer lugar, hay que tener en cuenta la aplicación real de este en algunos centros escolares. Se ha promovido en Ciudad Real durante el curso académico 2016/2017, donde se han desarrollado toda una serie de competencias (sobre todo las de carácter geográfico) entre el alumnado participante de Educación Primaria y Secundaria. Además también se ha desarrollado en la ciudad de Marília-SP con la preocupación de identificar en el espacio urbano las transformaciones y consecuencias de la urbanización no planeada, residuos sólidos, polución de aguas y polución visual (Rodríguez-Domenech et al. (s.f.). Concretamente, en la Comunidad Valenciana, como antes se ha mencionado, la metodología de Nós Propomos se trabajó en el proyecto de “Clima y paisaje”, de Ontinyent, y resulta necesario mencionar algunas de las ideas importantes que integran el proyecto, así como la opinión de una madre que muestra claramente la efectividad del mismo. A través del mismo, los estudiantes voluntariamente comparten y se forman bajo las normas de igualdad y del trabajo cooperativo; participan en las entidades y organismos institucionales para exponer sus trabajos como ciudadanos en la sociedad; genera en el alumnado y su entorno social una preocupación por los problemas del municipio y la manera de resolverlos, etc. Una madre valoró el proyecto realizado en Ontinyent, indicando, entre otro orden de cosas, que este es un proyecto muy beneficioso para los adolescentes por la metodología utilizada (observando la realidad social, reflexionando sobre problemas y sus soluciones…).

      Por lo tanto, es evidente la eficacia del proyecto Nós Propomos, el cual ha conseguido incrementar la autoestima del alumnado del colegio Ontinyent, hecho que indica la necesidad de crear una Comunidad Social a partir de un proyecto similar a este a través de la participación de todos los agentes sociales. Por último, propongo que estas palabras de Nieves Blanco (2006) sirvan como reflexión:

      Para que la educación transforme la vida, para que el conocimiento (ya sea el pedagógico o el histórico o el matemático) ayude a crecer es necesario que se funda, sin confundirse, con el saber de las chicas y de los chicos, es decir que se vincule a –y se enraíce en- su experiencia (p.22).

      (Continua parte IV)

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    100. Paula Gisbert Sabas
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      La sociedad en la que vivimos está expuesta a constantes cambios que afectan a la educación. El objetivo de toda la comunidad debe ser la formación del alumnado en buenos ciudadanos que aplican todo aquello que aprenden a su realidad. Como dice Souto González (2011), desde el medio escolar se puede colaborar en la construcción de una ciudadanía crítica, desde la participación en la decodificación de la realidad presentada a la opinión vulgar, que influye en las decisiones diarias. Para ello la educación no debe enfocarse solamente en el currículo, sino en nuevas pedagogías que se alejen de una enseñanza tradicional. Por ello surgen muchas propuestas metodológicas que suponen una innovación para la educación.

      Aquí es donde aparece el proyecto de aprendizaje servicio Nos Propomos, un proyecto que intenta trabajar en las aulas la relación que existe entre la geografía y la ciudadanía. El proyecto surge en el Instituto de Geografía y Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa (2011), para tratar de dar respuesta a los problemas locales que surgen en las aulas, en los pueblos o ciudades del alumnado. Se trata de que los alumnos integren el servicio a la comunidad con el aprendizaje escolar, ya que como dice García Pérez y De Alba Fernández (2008), reflexionar y analizar qué sucede nos puede dar pistas de cómo construir una verdadera comunidad social desde el espacio escolar, un espacio que no sólo sirva para educar en las aulas sino en la sociedad en que vivimos.

      El proyecto Nos Propomos ha ido ampliándose por todo el mundo, llegando hace unos años a España, movilizando a muchas escuelas. Mediante este proyecto se pretende que el alumnado trabaje con los problemas locales que aparecen. Este trabajo se realiza por pequeños grupos de colaboración, que se dedican a encontrar desafíos locales. Esto supone una colaboración con los profesores, padres, administraciones locales... Pero, ¿es realmente el proyecto de aprendizaje servicio Nos Propomos un programa que desarrolle la competencia social y ciudadana en el alumnado?

      El ApS supone una novedad para toda la comunidad educativa, ya que se trata de una metodología innovadora que pretende un aprendizaje significativo alejado de los libros de texto. Para conocer más sobre el aprendizaje servicio, Haltead (1998) lo define como: “una metodología de enseñanza y aprendizaje gracias a la cual los jóvenes desarrollan habilidades mediante el servicio a sus comunidades. Un buen programa de ApS permite a los jóvenes realizar tareas importantes y de responsabilidad en sus comunidades y escuelas; la juventud asume roles significativos y desafiantes en una variedad de lugares, tales como guarderías, museos, actividades extraescolares, proyectos ecológicos, bibliotecas o centros de jubilados”.



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    101. Paula Gisbert Sabas
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València

      Como vamos observando, esta metodología supone unas ventajas en la enseñanza aprendizaje de los alumnos. Permite al alumnado trabajar en equipo en proyectos reales y de su preocupación, permitiéndoles transferir aquello que aprenden en acciones reales, siendo un proceso de reflexión. También fomenta la autonomía de los alumnos, ya que se les da mayor libertad en su investigación y búsqueda de una solución, cosa que aumenta su motivación y favorece un desarrollo personal en todos los sentidos.

      Sin embargo, así como el ApS supone ventajas en las aulas, también supone unos inconvenientes. Personalmente, no los llamaría inconvenientes como tal, sino dudas sobre una buena implantación del servicio. Según Mangas, S. L., & Martínez-Odría, A. (2012) la aplicación de las iniciativas de ApS no puede ser directa ni inmediata, sino que ha de tomar en cuenta una serie de consideraciones. Todo esto me lleva a plantear algunos inconvenientes o dudas que me surgen con el ApS.

      La formación del profesorado es crucial para un buen desarrollo del proyecto, por eso se llega a dudar de si los docentes están bien preparados para llevar a cabo este tipo de proyectos. El proyecto ha de estar planificado entorno al currículo, incorporando actividades coherentes y con objetivos que motiven y despierten la curiosidad del alumnado, que posibiliten un aprendizaje real adaptado a las necesidades de todo el alumnado. Pero no solo interviene el profesorado, sino que también intervienen las familias de los alumnos y las administraciones públicas. Las familias se pueden oponer a este tipo de proyectos, ya que muchas veces no aceptan las nuevas metodologías de innovación, y las administraciones públicas pueden negarse a colaborar con el proyecto. Sin embargo, como dice Mangas, S. L., & Martínez-Odría, A. (2012), “el personal experto coincide igualmente en señalar que esa formación ha de ser propiciada a través de iniciativas concretas y reales, sin limitarse a la transmisión de contenidos teóricos sobre la ciudadanía ni a actividades puntuales”. Por tanto, así como el alumnado ha de verse inmerso en el proyecto realizando actividades reales y significativas, el personal docente, las familias y las administraciones también.



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    102. Paula Gisbert Sabas
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri - Universitat de València


      Como conclusión, hemos podido ver que este proyecto supone una gran innovación metodológica para las aulas, que desarrolla un aprendizaje significativo para el alumnado. Pero para poder trabajar con esos proyectos debemos, entre todos, procurar que se establezcan de la mejor manera, debemos realizar un trayecto hacia la aparición de estos proyectos. Porque, como dicen Puig, J. M., Batlle, R., Bosch, C., & Palos, J. (2007), estos proyectos benefician a todos los integrantes.

      “Cabe destacar, en primer lugar, las mejoras académicas, sociales y emocionales, así como el desarrollo de múltiples destrezas intelectuales y personales. Por otra parte, debemos destacar el incremento de la responsabilidad cívica y de la participación activa en la comunidad. [...] En cuanto al profesorado también se han podido constatar resultados muy favorables [...] cuando se implican en la aplicación de actividades de APS mejoran su opinión sobre esta metodología y sobre todo aumenta su satisfacción como profesionales. Valoran de modo especial el haber conseguido que la escuela y la educación fuesen algo más relevante para sus alumnos.” (Puig, J. M., Batlle, R., Bosch, C., & Palos, J., 2007)

      Finalmente, como futura docente, veo necesario la utilización de estos proyectos en los colegios. El proyecto de aprendizaje servicio Nos Propomos es un paso hacia un cambio metodológico en la educación, un cambio beneficioso en todos los aspectos. Gracias al descubrimiento del proyecto Nos Propomos, he investigado y conocido más sobre lo que debería ser una comunidad social donde se trabaje el aprendizaje servicio. Aún queda un largo camino que recorrer en la educación, pero con este proyecto el trayecto se hace mas corto.

      BIBLIOGRAFÍA
      Campo País, Benito (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de clase. Universitat de València.

      Gil-Gómez, J. (2016). Una experiencia de aprendizaje-servicio en futuros docentes: desarrollo de la competencia social y ciudadana/A service-learning experience in future teachers: development of the social and civic competence. Revista complutense de educación, 27(1), 53-73.

      Grup de recerca i d’innovació en educacio geográfica i historia. Departament Didàctica de les Ciències Experimentals i Socials (València). Sitio web: http://socialsuv.org/

      Halsted, A. (1998). Educación redefinida: la promesa del aprendizaje servicio en AAVV, El servicio a la comunidad como aprendizaje escolar. Buenos Aires, Ministerio de Educación de la Nación.

      Mangas, S. L., & Martínez-Odría, A. (2012). La implantación y difusión del Aprendizaje-Servicio en el contexto educativo español. Retos de futuro de una metodología de enseñanza-aprendizaje para promover la innovación en la Educación Superior.
      Revista del Congrés Internacional de Docència Universitària i Innovació (CIDUI), 1(1).

      Puig, J. M. (2009). Aprendizaje servicio (APS). Educación y compromiso cívico.

      Puig, J. M., Batlle, R., Bosch, C., & Palos, J. (2007). Aprendizaje servicio. Educar para la ciudadanía. Barcelona: Octaedro.

      Red Española Aprendizaje – Servicio (REDAPS) (2016). Qué es el ApS. https://aprendizajeservicio.net/

      Souto González, X.M. (2011). Construcción del conocimiento escolar en la sociedad de las comunicaciones. Una propuesta del Proyecto Gea-Clío. Universitat de València y Proyecto Gea-Clío

      Zerbikas. Aprendizaje y Servicio Solidario. Sitio web: http://www.zerbikas.es/

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    103. Andrea Gil-Gallardo Fernández28 de octubre de 2018, 11:51

      Andrea Gil-Gallardo Fernández Didáctica de las Ciencias Sociales
      4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio - Universidad de
      Valencia
      El tema principal del informe que voy a redactar a continuación es sobre el proyecto ‘’Nos Propomos’’, a partir del cual ha surgido la cuestión ‘’Qué ventajas y obstáculos nos encontramos si queremos favorecer una Comunidad Social desde un proyecto escolar como es el proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos’’. Pero a parte de esta, yo misma me he realizado varias preguntas que voy a intentar contestar.
      Algunas de estas preguntas que me hago en un primer momento son ¿Qué es un Aprendizaje Servicio? ¿Dónde surgió el proyecto Nos Propomos? ¿En qué consiste? En primer lugar, un Aprendizaje Servicio tal y como dice El Centre Promotor d’Aprenentatge Servei de Cataluña es:
      “El Aprendizaje-Servicio es una propuesta educativa que combina procesos de aprendizaje y de servicio a la comunidad en un solo proyecto bien articulado en el que los participantes se forman al trabajar sobre necesidades reales del entorno con el objetivo de mejorarlo”.
      El proyecto Nos Propomos se considera un Aprendizaje Servicio porque la finalidad de este es que, a través de problemas locales, el alumnado intente buscar soluciones a estos. Según Tapia (2010), estos aprendizajes son servicios solidarios, ya que se plantean problemas reales que rodea a la sociedad y que están relacionados con los contenidos curriculares, donde el alumnado tiene un protagonismo activo. Así, intenta romper con la enseñanza tradicional del área de Geografía. ‘’Nos Propomos’’ es un proyecto que se lleva a cabo en Portugal y que ha llegado a otros colegios y universidades, como por ejemplo el IES de Ontinyent.
      Respondidas estas cuestiones que aclaran la temática de este informe, puedo centrarme en la cuestión principal. A partir de esta, me pregunto ¿qué ventajas puede tener implantar un proyecto como este? ¿sirve para favorecer a la sociedad? ¿qué mejoras produce dentro del aula? ¿puede conllevar algún aspecto negativo? ¿cuál? A continuación, intentaré dar respuesta a estas preguntas.
      El proyecto ‘’Nos Propomos’’ cuenta con diversas ventajas, ya que los temas que pretende tratar son los problemas que están afectando a la localidad en la actualidad, relacionados con contenidos del currículum, reflexionar e intentar encontrar una solución para estos. Esto es una forma nueva de innovar en el área de Geografía, donde el alumnado podrá trabajar en grupos junto al profesorado y con los responsables de la Administración Local, que serán informados del tema del cual se están encargando. Por ello, se puede afirmar que favorece a la sociedad, ya que deberán ser conscientes de cuáles son los problemas que les rodean y llevar a cabo la resolución de estos.
      Es una buena idea llevar esto al aula para acabar con las clases tradicionales de Geografía, donde no existe ningún tipo de innovación en los libros de texto, la temática que se incluye en estos es cerrada y no se relaciona con hechos que se producen en la actualidad y en nuestro entorno. Además, las ideas previas del alumnado están generalizadas y no se tienen en cuenta de manera individualizada. Al contrario de esto, el proyecto ‘’Nos Propomos’’ conlleva mejoras dentro del aula, donde el profesorado crea sus propios materiales y el alumnado recurre a documentos de búsqueda e investigación. Además, trabajan temas actuales relacionados con el entorno, para que los alumnos/as sean conscientes de los problemas que les rodean, los analicen desde una postura crítica y puedan contrastar ideas. Así, también construyen su propio conocimiento, trabajan en equipo para un fin común, en el cual se esfuerzan para abordar los problemas y se sienten gratificados, por el hecho de contribuir a mejorar el entorno en el que viven y en el que vivirán en un futuro.

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    104. Andrea Gil-Gallardo Fernández28 de octubre de 2018, 11:52

      En cuanto a los inconvenientes, el único obstáculo posible es que es un proyecto a largo plazo, y al cual hay que dedicarle mucho tiempo para obtener los objetivos propuestos. Además, debe haber implicación por parte de toda la comunidad educativa, tanto familias del alumnado como asociaciones, el propio ayuntamiento, pero sobre todo por parte del profesor, ya que el proceso de enseñanza aprendizaje conllevará más tiempo.
      En conclusión, ‘’Nos Propomos’’ es un proyecto de Aprendizaje-Servicio que conlleva a la innovación dentro de las aulas, donde el alumnado adopta una postura activa para encontrar soluciones a ciertos problemas de su entorno. Este proyecto cuenta con pocos obstáculos a la hora de desarrollarlo, por lo que en general engloba muchas más ventajas que inconvenientes. A partir de este, los alumnos/as aprenden a ser buenos ciudadanos, a reflexionar y a analizar de una manera crítica los problemas de su localidad. Además, permite desarrollar la capacidad de emprendimiento y el trabajo en equipo.

      En este último apartado, voy a centrarme en dar mi valoración personal sobre el proyecto ‘’Nos Propomos’’. Pienso que es una buena forma de introducir cambios innovadores dentro del aula, a través del cual se permite al alumnado tener un papel protagonista en el proceso de enseñanza aprendizaje, ya que son ellos los que deben buscar solución a los problemas. Un proyecto como este debería implantarse en un mayor número de colegios e institutos, ya que de una manera motivadora los alumnos/as aprenden y ayudan a mejorar la sociedad y el entorno que les rodea. Además, es un proyecto que cuenta con más ventajas que inconvenientes y que está apoyado por el Ministerio de Educación y Ciencia.











      Bibliografía

      Tapia, MN. (2006). Aprendizaje y servicio solidario : en el sistema educativo y las organizaciones juveniles. Buenos Aires.

      Batlle, R et al. (2007). Aprendizaje servicio. Educar para la ciudadanía, 9-31.

      Teijeira,E., Uruñuela, P et al. (2016). Aprendizaje-Servicio y convivencia. Revista digital de la Asociación Convives, 16, 3-101.

      Batlle, R. (2013). El Aprendizaje-Servicio en España: el contagio de una revolución pedagógica necesaria. Madrid: PPC.

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    105. Gemma Vela Soler
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD
      Mención de PT
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

      Parte I
      La creación de la asignatura conocida con el nombre de Conocimiento del Medio Natural y Social, como dice Mateos (2011), surge después de un largo periodo de gestación de unos trescientos años, teniendo apenas unas dos décadas de vida en la actualidad. No tiene un referente determinado en una disciplina científica y se presenta como un producto del contexto pedagógico, que incluye nociones de geografía, ciencias experimentales y tecnológicas. En la creación del código pedagógico del entorno, intervienen varias categorías o dimensiones como son los discursos, las normativas y las prácticas y se convierte en una asignatura curricular dentro del modelo de educación tecnocrático de masas, centrado en una mayor formación, producción, movilidad y estatus social. En este informe, se tratará de indagar, con la finalidad de conocer cuáles son las ventajas y los obstáculos que aparecen en la creación de una Comunidad Social desde un proyecto de aprendizaje servicio, en el que el área de Ciencias Sociales, tendrá un papel importante. Para ello, se tratarán en primer lugar los proyectos curriculares, en segundo lugar el Aprendizaje Servicio, en tercer lugar en qué consiste una comunidad social y con esos datos, trataremos por último, las ventajas y los obstáculos de la creación de este tipo de método de aprendizaje basado en proyectos.
      En primer lugar, centrándonos en los proyectos curriculares, Gimeno (1989) expone una serie de definiciones de proyecto curricular. Entre ellas se puede encontrar la que introdujo Kilpatrick (1918) durante el movimiento de la Escuela Nueva y que concibe un proyecto como la forma en la que se organiza el contenido de la enseñanza en unidades complejas con una determinada extensión, según el contenido y el tiempo de realización que requiera el alumnado. Además añade que de estos surge un producto, como podría ser un trabajo escrito y pueden llevarse a cabo en grupo o de manera individual.

      Según la Red Española de Aprendizaje Servicio (2016), este método de aprendizaje consiste en aprender haciendo un servicio a la comunidad. En el Aprendizaje-Servicio, se busca por parte del alumnado, una situación de su entorno cercano y se compromete a mejorarla con el desarrollo de un proyecto solidario a partir de sus habilidades, actitudes, conocimientos y valores. Este método permite que el alumnado aprenda mientras participa activamente en las necesidades reales de su entorno, con el fin de mejorarlo. A través del ApS el alumnado trabaja las competencias básicas, los valores y actitudes prosociales y las habilidades para la vida.

      Dos ejemplos de proyectos de Aprendizaje Servicio son el elaborado por el IES Jaume I de Ontinyent y el proyecto portugués de Nos Propomos. La Comunidad Social se plantea por estos dos proyectos, como un conjunto de individuos que comparten un mismo objetivo, un bien común. Este tipo de comunidades las conforman padres y madres, alumnos/as, profesores/as del centro, profesores/as de la universidad, el AMPA, otras escuelas, diferentes instituciones públicas como puede ser el ayuntamiento… Poco a poco, los proyectos se intentan externalizar, para ir consiguiendo una comunidad social más grande y que el proyecto sea más conocido.

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    106. Parte II
      En la actualidad existen diferentes limitaciones que han surgido de la puesta en marcha de los proyectos citados anteriormente y que pueden afectar a la construcción y posterior puesta en marcha de los proyectos curriculares basados en el ApS. En primer lugar, se debe remarcar el currículo del que se parte a la hora de realizar este tipo de proyectos. Se trata de un currículo cerrado, que recoge una serie de temas que también se presentan acotados y en el que no se interrelacionan los problemas físicos con los humanos. En segundo lugar, destacaríamos la utilización de libros de texto, material escolar… que deben ser utilizados porque son los que el centro propone. Este es un grave problema, ya que la solución podría ser la adopción de materiales más innovadores, pero se ve coaccionada por el inexistente apoyo institucional. En tercer lugar, tomarían partido las ideas previas del alumnado, es decir, los estereotipos, conocimientos vulgares… así como la banalización de conceptos erróneos por la influencia ejercida por los medios de comunicación. Por último, en el proyecto Nos Propomos también se nombra la aparición del enfoque constructivista en los proyectos educativos de centro y se critica la no puesta en marcha de este tipo de enfoque durante el ejercicio académico.

      Los proyectos anteriormente nombrados que pertenecen a un centro portugués y a un centro valenciano, no solo plasman las limitaciones que han encontrado, sino que también hacen participe al lector de todo lo conseguido a través de este tipo de proyectos. Con sus escritos informan de que los Proyectos ApS, benefician sobre todo a la integración. En primer lugar, remarca que el alumnado comparte y se forma en grupos a partir de normas de igualdad y del trabajo cooperativo. En segundo lugar, destaca una mejora en el rechazo hacia el centro educativo, reforzando el vínculo con este. En tercer lugar, expone que el alumno/a se incluye y colabora como ciudadano/a en la sociedad a través de su participación en las entidades y organismos institucionales para presentar sus trabajos. En penúltimo lugar, cita la preocupación que nace en el alumnado hacia los problemas del municipio y como tratarlos. Por último, comparte como el hecho de presentar de forma pública contribuye en la igualdad de posibilidades y en el refuerzo de la estima del alumnado que participa y ve su trabajo debidamente reconocido.

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    107. Parte III
      En síntesis, en este informe se recoge una explicación detallada de los proyectos curriculares y se define como una organización de los contenidos a enseñar en forma de unidades complejas, basándose en el currículum y con una extensión y tiempo determinados, adecuados al alumnado. Después se explica en qué consiste el Aprendizaje Servicio, en el que el alumno/a busca una situación de su entorno inmediato y se compromete a mejorarla a partir de un proyecto solidario, con la ayuda de sus conocimientos, actitudes, habilidades y valores. A continuación, se presentan las comunidades sociales como un conjunto de individuos que comparten un mismo objetivo y que en este caso es un bien común. Por último, se citan las ventajas y obstáculos que aparecen en este tipo de proyectos. Las limitaciones expuestas y que han sido recogidas de los proyectos citados anteriormente son los materiales a utilizar por el alumnado en el proceso de aprendizaje, el currículo cerrado, las ideas previas del alumnado y las practicas que aparecen en el PEC y no se llevan a cabo. Con respecto a las ventajas se expone que sobretodo este tipo de proyectos beneficia a la integración.

      Para finalizar con el informe y según mi experiencia en prácticas, he de decir que este tipo de proyectos en muchas ocasiones no superan las limitaciones comentadas más arriba y se quedan en simples intentos. En mi opinión, una de las barreras más difíciles de superar es lo que el centro estipula que debe usarse como material, por el alumnado. Esto provoca en los docentes un cierto temor, ya que muchas veces se sienten como aquellos que van en contra de lo “correcto” y muchos de ellos/as llegan incluso a tener miedo a un posible despido, sobre todo en los colegios privados y concertados. Otra de las cosas que resaltaría después de haber entrado de lleno en la investigación de este tipo de proyectos, es la satisfacción de aquellos/as que participan en ellos. En el Proyecto realizado en Ontinyent una de las madres muestra a través de una carta sus impresiones a cerca de este tipo de proyecto y resalta los beneficios que han tenido en el grupo de alumnos/as. Por último, y no menos importante, destacaría la necesidad de formar a los docentes en proyectos de este tipo, para que estos puedan realizarse de manera correcta y sean conocidos por un mayor número de personas.

      BIBLIOGRAFÍA

      Red Española de Aprendizaje Servicio (2016). ¿Qué es el APS?. Extraído el 25 de octubre de 2018, de https://aprendizajeservicio.net/que-es-el-aps/

      Projeto Nós Propomos, (2011). Cidadania e Inovação na Educação Geográfica. Extraído el 25 de Octubre de 2018, de http://nospropomos2016.weebly.com/

      Campo, B. (2018) Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio [diapositivas de aula]. Valencia: Universitat de València.

      Souto, X. M. (2011). La construcción del conocimiento escolar en la sociedad de las comunicaciones. Una propuesta del Proyecto Gea-Clío. Investigación en la escuela. Universitat de València y Proyecto Gea-Clío. pp. 7-19.

      Mateos, J. (2011). Genealogía de un saber escolar: el código pedagógico del entorno. Barcelona: Octaedro.

      Gimeno, J. (1989). “Proyectos curriculares. ¿Posibilidad al alcance de los profesores?”. Cuadernos de Pedagogía, 17, 14-18.

      Kilpatrick, W. (1918). The Project Method: The Use of the Purposeful Act in the Education Process. New York: Teachers College, Columbia University.

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    108. Marta Vidal Pallardó
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

      PARTE 1

      Actualmente, la sociedad está sometida a constantes cambios en cortos periodos de tiempo, se ve claramente ejemplificado en el frecuente trascurso de leyes educativas de los últimos treinta años y, con ellas, la introducción de diversas innovaciones metodológicas que afectan al proceso de enseñanza-aprendizaje. Según Marchesi (2001, p.3), todas estas novedosas aplicaciones modifican la calidad de la escuela, su funcionamiento y la actuación de los docentes, teniendo en cuenta, como objetivo principal, la integración estable del alumnado en una sociedad sometida a cambios tan profundos.

      Es necesaria la implantación de novedosas metodologías en el aula, puesto que, la sociedad avanza y las prácticas educativas deben adaptarse a las exigencias del momento. Entre los nuevos métodos de enseñanza se encuentra el Aprendizaje Servicio, que se trata de una propuesta que incluye múltiples aspectos, entre ellos, que la adquisición de conocimientos y competencias guarde una estrecha relación con la práctica, y que la trasmisión de conocimientos y valores por parte de las instituciones educativas de forma coherente. Es importante destacar, que es un modo de aprendizaje que puede trasformar la educación abarcando todos sus niveles, desde Educación infantil hasta Bachillerato (Puig, Batlle, Bosch y Palos, 2007, p. 9-10).

      No existe una definición establecida y universal para el concepto de “Aprendizaje Servicio”, puesto que, múltiples autores lo definen en función de su punto de vista, sus experiencias, su posición o su realidad más cercana (Puig et al, 2007, p. 13). La definición más completa, a mi parecer, es la siguiente: “El aprendizaje servicio es una aproximación a la enseñanza y al aprendizaje que integra el servicio a la comunidad con el estudio académico para enriquecer el aprendizaje, para enseñar responsabilidad cívica y para reforzar la comunidad” (NSLC, 2005, citado en Puig et al, 2007, p. 15).

      Uno de los claros ejemplos de la metodología basada en el Aprendizaje Servicio es el proyecto Nos Propomos, que surgió entre el año 2011 y 2012. La finalidad principal de este proyecto es la identificación de problemas socio-ambientales locales, así como la elaboración de propuestas que solucionen dichos problemas de forma global. Se establece una conexión entre universidades, escuelas, empresas, asociaciones, … donde se fomenta el trabajo cooperativo. Nos Propomos es un proyecto enfocado desde una perspectiva de “gobernanza y sustentabilidad”, haciendo hincapié en el alumnado como protagonista del proceso de su propio aprendizaje (Claudino, Souto y Araya, 2018, p.67).

      Durante mi experiencia en las segundas prácticas realizadas en el Grado de Educación Primaria de la Universidad de Valencia, me dispongo a compartir una actividad realizada durante mi estancia en el colegio CEIP Carles Salvador, situado en Benimaclet. Dicha actividad consistía en realizar una serie de ilustraciones sobre la necesidad de recogida de heces de perro alrededor de las zonas públicas y calles del colegio, por ejemplo, los parques. Cada parque disponía de una zona destinada para ellos, por tanto, los vecinos y el alumnado manifestaban que se hiciera uso de ellas. En resumen, los alumnos investigan sobre un problema seleccionado y buscan una estrategia de resolución para el mismo, optando por un tipo de educación geográfica centrada en las necesidades e intereses de los estudiantes, así como, en los problemas sociales y ambientales (Claudino et al, 2018, p.68).

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    109. PARTE 2

      En cuanto a las ventajas del proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos se encuentra, el aprendizaje de nuevos conocimientos que influyen directamente en el desarrollo personal de los estudiantes, abarcando todas las etapas educativas; también, que los resultados que se observan al emplear este tipo de metodología suelen ser positivos a nivel académico, social y emocional, y ayudan al alumnado a entender su realidad más cercana; y, finalmente, que genera una responsabilidad cívica en toda la comunidad educativa, aportándoles, a todos ellos, múltiples beneficios.

      Algunos de los obstáculos del proyecto de Aprendizaje Servicio Nos Propomos son, que el aprendizaje del alumno requiere de una participación activa y, por tanto, también depende de la motivación que ofrezca el docente hacia ellos, es decir, no depende de una única variable; también, que los objetivos que fija el currículo son de obligado cumplimiento para la comunidad educativa y este proyecto se aleja en múltiples aspectos como, por ejemplo, la distancia a la que se encuentran de la vida cotidiana de los estudiantes.

      A modo de resumen, como futura docente y estudiante universitaria, veo necesario y conveniente aproximar al alumnado hacia un aprendizaje que esté en contacto directo con el entorno que nos rodea y que sean capaces de experimentar, de este modo, la interiorización y comprensión de los conocimientos que tenemos intención de trasmitir serán efectivos. El Aprendizaje Servicio me parece un claro ejemplo de lo descrito anteriormente, además, implica a toda la comunidad educativa aportando beneficios a cada uno de ellos.

      Para concluir, expongo la siguiente frase de Jackson Brown que invita a la reflexión, destinada a todos los lectores de este informe y, sobre todo, docentes y futuros docentes: “Pregúntate si lo que estás haciendo hoy te acerca al lugar en el que quieres estar mañana”.

      Bibliografía:

      - Claudino, S., Souto, X., & Araya Palacios, F. (2018). Los problemas socio-ambientales en geografía: una lectura iberoamericana.

      - Honnet, E.P. y Poulsen, S., Principles of Good Practice in Combining Service and Learning, (Wingspread Special Report), Racine, Wis., Johnson Foundation, 1989, p. 1.

      - Marchesi, Á. (2001). Cambios sociales y cambios educativos en Latinoamérica. VII Reunión del comité regional intergubernamental del proyecto Principal de Educación en América Latina y el Caribe.

      - NSLC (National Service learning Clearinghouse), «What is service-learning?» http://www.servicelearning.org (2005).

      - Puig, J. M., Batlle, R., Bosch, C., & Palos, J. (2007). Aprendizaje servicio. Educar para la ciudadanía. Barcelona: Octaedro.

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    110. Lina Esteve Martí
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de PT
      Facultat de Magisteri, Universitat de València

      PARTE I

      La sociedad se trata de una realidad inmersa en cambios continuos, no consiste en algo estático, sino que se halla en constante evolución. De manera paralela, también la educación debería ir avanzando y adaptándose a los nuevos cambios sociales, reenfocándose y dirigiéndose a un conocimiento del mundo que rodea al alumnado. No obstante, resulta evidente que, tal y como afirma García Pérez (2016), la educación actual no confiere las herramientas necesarias para poder afrontar, entender y actuar con respecto a los problemas realmente importantes de nuestra sociedad. Estos problemas, de acuerdo a Morín (2001), únicamente podrán ser afrontados por el alumnado si se trabaja su capacidad de actuar a nivel local. Este, entre otros, es el foco esencial de los proyectos de Aprendizaje Servicio Nos Propomos. A lo largo del siguiente informe se tratará esta metodología, especificando sus principales ventajas e inconvenientes.

      Para poder abordar este tema en profundidad, será conveniente primero tratar de definir la metodología por proyectos. Alejándose de métodos más tradicionales como la enseñanza meramente expositiva, existe otro tipo de metodologías que han demostrado producir un aprendizaje más significativo, como el aprendizaje basado en proyectos. Tal y como afirma Maldonado (2008), el Aprendizaje Basado en Proyectos (ABP) permite involucrar activamente al alumnado en un proyecto que busca su desarrollo integral mediante la resolución de situaciones reales. Debido a la transversalidad de estos proyectos, al trabajar simultáneamente diversas áreas, se facilita la transferencia de aquellos conocimientos aprendidos.

      Más concretamente, poniendo el foco en los proyectos de aprendizaje servicio, se ha de tener en cuenta que no se tratan de una realidad completamente nueva. Surgieron ya a principios del S.XX, y aunque no tuvieron una gran difusión, actualmente están cobrando mayor importancia y presencia en el ámbito educativo. El proyecto “Nos Propomos” surgió con el objetivo de llevar a las escuelas este tipo de proyectos, permitiendo así relacionar la ciudadanía con su geografía y fomentando la participación en la sociedad. Así, tal y como afirma Brown (2001), el A-S permite un aprendizaje por experiencia que a su vez fomenta la formación cívica, fundamentalmente mediante el servicio a la comunidad. Este tipo de metodología supone una gran variedad de ventajas, aunque pueden encontrarse ciertas barreras en su aplicación.

      Tal y como explican Hervás y Miñaca (2015), el A-S proporciona una serie de beneficios para el alumnado que mencionaremos a continuación. Se ha de tener en cuenta que un aprendizaje funcional, de acuerdo a Mauri (1981), no supone renunciar a los objetivos educativos sino elegir aquellos necesarios para vivir en sociedad. Así, ante una educación en la cual se presentan esencialmente contenidos cerrados y sin conexión con la realidad, el A-S permite el tratamiento abierto de problemas de actualidad, aunando el estudio físico con el humano. Asimismo, frente a contenidos ya elaborados ofrecidos por el libro de texto, en el A-S es el alumnado el constructor activo de sus propios conocimientos, poniéndose el foco en la investigación.

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    112. PARTE II
      Además de una desconexión evidente entre la escuela y la vida, actualmente los conocimientos del alumnado acerca del mundo donde viven se ven deformados a causa, entre otros factores, de los medios de comunicación. Tal y como expone Suoto (2011), “el aprendizaje viene determinado por la presentación de una imagen hegemónica del mundo a través de los medios de comunicación”. Para combatir las ideas erróneas y los errores fosilizados del alumnado, el A-S se sirve del estudio crítico y del contraste de conocimientos.

      Esta metodología también supone un enorme beneficio para la comunidad social. Así, de acuerdo a Tapia (2010), el A-S consiste en un servicio solidario cuyo objetivo es atender necesidades reales de una comunidad, mediante la planificación de actividades concretas y adecuadas a las capacidades del alumnado. De este modo, partiendo de diferentes propuestas de los alumnos y alumnas, se llevan a cabo acciones o campañas para colaborar en la resolución de problemas comunitarios. Este enfoque refuerza los vínculos intergeneracionales y el desarrollo social de los estudiantes, facilitando el contacto con su entorno y su intervención en él, así como fomentando una ciudadanía activa. De este modo, esta metodología potencia la vinculación de la institución educativa con el resto de la comunidad y su interacción con otras instituciones.

      Otra ventaja del A-S supone el desarrollo a nivel personal e intelectual del alumnado. Facilita el desarrollo de su pensamiento crítico y su capacidad de asumir responsabilidades y trabajar en equipo. Del mismo modo, también se propician oportunidades para trabajar la toma de decisiones y la reflexión del alumnado. Este último aspecto es esencial pero su ausencia es notoria en la mayoría de contextos educativos.

      Asimismo, cabe destacar que la desconexión mencionada anteriormente entre los conocimientos y la realidad, es una de las principales causas de la desmotivación escolar actual. Es por ello que la metodología A-S puede tratarse de una herramienta efectiva para fomentar la motivación e interés del alumnado, al conectar los contenidos con problemas reales, y dotando así de sentido a aquello aprendido. Prueba de ello son los numerosos estudios que muestran un aumento del interés y la participación de los estudiantes a raíz de esta metodología. Cabe destacar que este fenómeno no únicamente ocurre con el alumnado, sino que de acuerdo a Puig y Tapia (2006), también la motivación y satisfacción del profesorado presentan un aumento al aplicar dichos proyectos, generando cambios positivos en sus actitudes hacia la enseñanza.

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    113. Irene Gregori Vila
      Didáctica de las Ciencias Sociales
      4ºA Mención de Educación Musical
      Facultad de Magisterio - Universidad de
      Valencia

      PARTE I

      Debido a las necesidades educativas que hoy en día podemos encontrar en la mayoría de los centros escolares, han surgido nuevas metodologías centradas en conseguir que los alumnos puedan experimentar un aprendizaje significativo a la vez que constructivista. Es por ello, que actualmente gran cantidad de escuelas apuestan por seguir estas metodologías, donde muchas de ellas ayudan a conseguir una enseñanza centrada en el contacto y la cooperación con el medio y la sociedad de la que forman parte.

      En este informe hablaremos sobre este tipo de metodologías a través del proyecto “Nos Propomos”, que propone una enseñanza basada en el Aprendizaje Servicio (APS). En primer lugar, veremos que implica trabajar por proyectos y también que tipo de aprendizaje nos propone el APS, profundizando en sus ventajas e inconvenientes. Por otro lado, haremos hincapié en el proyecto “Nos Propomos” explicando cómo se lleva a cabo y su desarrollo en los centros educativos.

      El trabajar por proyectos surge de la necesidad de obtener una metodología que permita un aprendizaje significativo y también funcional, y en el que los alumnos sean los encargados de investigar y cooperar para poder aprender. Los proyectos consisten en trabajar los contenidos curriculares desde una perspectiva global y activa, y relacionándolos de esta manera con la realidad y las ideas previas que los alumnos poseen. La manera de iniciar a los niños en el aprendizaje significativo es desde estrategias basadas en la investigación sobretodo en el ámbito del Conocimiento del Medio (Muñoz, Alberto; Díaz, María del Rosario. 2009).

      Una de las principales ventajas que encontramos a la hora de trabajar por proyectos es que se pretende que los alumnos puedan potenciar sus habilidades y que establezcan metas propias con las cuales fomentar la responsabilidad personal, volviéndose así autocríticos. También es muy importante destacar que se lleva a cabo un aprendizaje cooperativo que pretende desencadenar un diálogo y fomentar la reflexión sobre la sociedad (García-Valcárcel, 2009).

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    114. PARTE III

      A pesar de la gran cantidad de beneficios expuestos en el presente informe, es innegable que la aplicación de la metodología A-S supone algunas barreras. Entre ellas, es posible que mediante este proyecto se fomenten erróneamente una serie de estereotipos o prejuicios, ante una reflexión escasa o un planteamiento incorrecto. Asimismo, en muchas ocasiones este proyecto se verá dificultado si no existe una buena cooperación o participación por parte de las familias y de las instituciones de la comunidad. Por ello, entre otras razones, será necesario fomentar una buena comunicación y apoyo entre la escuela y los diferentes ámbitos de la sociedad.

      En definitiva, como docentes, debemos ser conscientes de la urgencia de una revisión educativa que permita introducir mejoras y reenfocar la enseñanza. Proyectos como Aprendizaje Servicio suponen la posibilidad de proporcionar un aprendizaje integral, significativo y funcional. En mi opinión, toda mejora educativa supone una serie de obstáculos a superar, pero esto debería ser planteado más que como un aspecto negativo, como un reto. En lugar de fomentar un alumnado reproductor de lo ya establecido, deberíamos abogar por la creación de una ciudadanía crítica, y en definitiva, tal y como afirman Wilczenski y Coomey (2007), generar agentes del cambio social.

      BIBLIOGRAFÍA:
      -Mauri, T. y Gómez, I. (1991). La funcionalidad del aprendizaje en el aula y su evaluación. Cuadernos de pedagogía, (Nº 188), pp. 28-32.
      -Maldonado, M. (2008). APRENDIZAJE BASADO EN PROYECTOS COLABORATIVOS. Una experiencia en educación superior. Laurus, (Vol. 14, núm. 28), pp.158-180.
      -GARCÍA PÉREZ, F. F. (2016). Educar en la escuela para afrontar los problemas del mundo. En: Más allá de lo imposible. La dimensión política de los derechos humanos en el siglo XXI. Tafalla: Ed. Txalaparta, pp. 145-171. ISBN: 978-84- 16350-42-1.
      -Souto, X. (2011). La construcción del conocimiento escolar en la sociedad de las comunicaciones. Una propuesta del Proyecto Gea-Clío. INVESTIGACIÓN EN LA ESCUELA 2011, (vol.75), pp. 7-19.
      -Mendia, R. (2016). El Aprendizaje-Servicio: Una Metodología Para La Innovación Educativa. Revista CONVIVES, (vol.16).
      -Hervás, M. y Miñaca, M. (2015). El aprendizaje-servicio y los beneficios de su experiencia. Huelva, España.

      Lina Esteve Martí
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultat de Magisteri, Universitat de València

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    115. Irene Gregori Vila
      Didáctica de las Ciencias Sociales
      4ºA Mención de Educación Musical
      Facultad de Magisterio - Universidad de
      Valencia

      PARTE II

      En realidad, si nos queremos centrar en el proyecto “Nos Propomos” primero tendremos que entender en qué consiste el APS. Este, se refiere a una metodología que permite el aprendizaje de los contenidos curriculares, las competencias y los valores cívicos gracias a la realización de ejercicios de servicio a la comunidad (Puig, Josep M. et al. 2009). Se puede considerar un planteamiento innovador pero también contiene elementos bastante conocidos como por ejemplo el servicio voluntario a la comunidad, la trasmisión de conocimientos, habilidades y valores que se pueden ver reflejados en instituciones educativas no formales. Como bien dice Josep M. Puig et al. (2007) “el APS tiene una gran similitud con un collage, un collage es una obra nueva realizada con elementos conocidos. Advertimos estos elementos y, por la otra, nos sorprende la originalidad del conjunto y las enormes posibilidades educativas que ofrece”. La parte innovadora de esta metodología reside en la vinculación entre servicio y aprendizaje en una sola actividad educativa, ya que el aprendizaje adquiere un carácter cívico y el servicio proporciona unos valores y saberes a los alumnos.

      Entre las ventajas de esta metodología encontramos que el alumno realiza una labor importante en el servicio a la comunidad de gran valor. Además, implica que el aprendizaje esté basado en las experiencias del alumno y en su análisis de la sociedad, lo que implica que este adquiera un carácter crítico y reflexivo frente a los problemas que están presentes en su entorno. Otro aspecto a destacar es el trabajo colaborativo que se da a cabo entre los compañeros de clase y que fomenta la relación entre estos y la puesta en debate de los temas más controvertidos de la sociedad.

      Ahora toca hablar del proyecto “Nos Propomos” para conocer más su desarrollo. Se trata de un proyecto de cooperación centrado en la identificación de las problemáticas locales que se da a cabo en ciudades como Lisboa, Cuidad Real, Ontinyent, etc. Su principal objetivo es estimular a los alumnos a participar en los asuntos que les puedan preocupar de su entorno, e intentar encontrar soluciones a dichos problemas. El trabajo se estructura en tres partes: la primera es el planteamiento del estudio de caso, la segunda es el trabajo de campo y la tercera la propuesta (que no solamente se queda como un simple “trabajo”, sino que esta es trasladada a la administración y a las autoridades públicas). (Campo. 2018)

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    117. Irene Gregori Vila
      Didáctica de las Ciencias Sociales
      4ºA Mención de Educación Musical
      Facultad de Magisterio - Universidad de
      Valencia

      PARTE III

      Entre las ventajas que podemos encontrar en este proyecto están el trabajo cooperativo, la participación del estudiante en la actuación frente a los problemas sociales que provoca un sentimiento de utilidad y de formar parte del cambio en la sociedad, y la formación de un alumnado crítico y preocupado por las problemáticas.

      Pero todo esto supone también la aparición de obstáculos que pueden verse reflejados. Puede que las autoridades políticas locales no vean como válidas las propuestas del alumnado (por razones políticas, económicas, etc.). También cabe destacar, que si el ayuntamiento no quiere considerar estas propuestas y no se recibe ningún tipo de ayuda para su desarrollo, no se llega a contemplar este proyecto como APS (Campo, 2018).

      Para concluir, me gustaría resumir los aspectos más importantes tratados a lo largo de este informe. En primer lugar, hemos visto que el trabajo por proyectos en los centros educativos ha incrementado en los últimos años al permitir que exista un aprendizaje significativo y real. Realizar un proyecto APS permite que el alumnado aprenda mientras actúa sobre las diversas carencias de su medio local con el objetivo de transformar y mejorar la realidad social en la que viven, mientras reflexionan sobre ello.

      Personalmente creo que es importante estimular a los alumnos para que estén activos y formen parte de los cambios que sucedan en su entorno, y que así, no solo signifique un beneficio para ellos sino también para los demás. Asimismo, es importante que en una sociedad todos sus organismos estén conectados y cooperen para ayudar a mejorar el medio en el que viven. Este tipo de metodología es perfecta para que todo esto se lleve a cabo y así se produzca un cambio social necesario.

      Bibliografía:

      - Martínez, Miquel et al. (2010). Aprendizaje servicio y responsabilidad social de las universidades. Barcelona: Ediciones Octaedro .

      -Puig, Josep M.; Batlle, Roser; Bosch, Carme; Palos, Josep. (2007). Aprendizaje servicio: Educar para la cuidadanía. Madrid: Octaedro.

      -Rodríguez Domenech, Maria Ángeles; de Sousa Fernandes, Silvia Aparecida; Claudino Loureiro, Sérgio . (2018). ¡NOSOTROS PROPONEMOS! La posibilidad de la participación ciudadana desde la escuela. 2018, de Geoforo 24 Sitio web: https://drive.google.com/file/d/1yG9L9WXjfKwMQXbF9P7L93dgjIAMxvFY/view

      -Puig, Josep M. (coord.) et al. (2009). APRENDIZAJE SERVICIO (ApS) Educación y compromiso cívico. Barcelona: Graó.

      -Aramburuzabala, Pilar. (2013). Aprendizaje-servicio: una herramienta para educar desde y para la justicia social. Revista Internacional de Educación para la Justicia Social, Volumen 2, Número 2, 5-11.

      -Martínez Odria, Arantzazu. (2007). Service-learning o aprendizaje-servicio la apertura de la escuela a la comunidad local como propuesta de educación para la ciudadanía. Bordón. Revista de pedagogía, v. 59, nº 4, 627-640.

      -Muñoz, Alberto; Díaz, María del Rosario . (2009). Metodología por proyectos en el área de conocimiento del medio. Revista Docencia e Investigación, nº 19, 101/126 .

      -Alvarez Borrego, Valeria et al. (10/05/10). Trabajo por proyectos: aprendizaje con sentido. Revista Iberoamericana de Educación, n.º 52, 5.

      -Campo, Benito (2018). Apuntes de clase. Universitat de Valencia.

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  21. A proposta apresentada pelo projeto Nós Propomos! de inovar a educação geográfica de modo a ressignificar o espaço vivido pelos jovens, é algo de extrema urgência no que cabe à educação, pois nas escolas tradicionais, aprendemos por meio de mapas, tabelas e gráficos dados geográficos, e o projeto nos apresenta uma Geografia para além dos moldes tradicionais. Uma Geografia a qual pode e deve ser apresentado a partir da realidade do aluno, o que para nós, cientistas sociais é de suma importância, pois somente a partir deste momento, no qual o aluno aprende qual é a sua realidade, a analisa, ele de fato se apropria do conhecimento sobre tal assunto. Ao receber um problema de sua cidade, de seu bairro, o aluno consegue se apropriar de algo que muito provavelmente até então lhe era naturalizado, ou seja, não era problematizado, agora, ele consegue analisar a questão e propor soluções viáveis, já que ele faz parte daquele meio, resultando na apropriação não apenas do ensino de Geografia como o de Sociologia, mas na formação de um cidadão mais consciente e crítico, o qual ainda traz retorno à comunidade a qual está inserido, além é claro de melhor preparar este aluno para além das teorias encontradas nos materiais didáticos. O projeto é mais uma prova de que aprender não é sinônimo de sala de aula com alunos enfileirados dentro de sala, lendo seus livros e resolvendo questionários, mas vai além dos muros da escola, aprender é conseguir associar os conteúdos tidos dentro de sala com o mundo ao nosso redor, é trazer para a realidade deste aluno, o que ele leu no livro escolar, de modo que este se aproprie por reconhecer as teorias em seu cotidiano.
    Flávia Araújo, aluna de Ciências Sociais, Unesp Marília.

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  22. 1
    Caros colegas, este texto tem por objetivo apresentar um pouco o I Congresso Iberoamericano Nós Propomos: Geografia, Educação e Cidadania, designadamente aos colegas que não puderam estar presentes.
    O Congresso decorreu de 7 a 12 de setembro no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, onde surgiu o Projeto Nós Propomos! Contou com próximo de 160 participantes, 105 brasileiros, 40 espanhóis e 15 portugueses, para além de um participante do Peru e outro da Colômbia. Este congresso teve a novidade da participação de alunos, sendo 28 de Espanha, 11 do Brasil e 6 de Portugal (nestes incluídos 4 alunos do IGOT). O Brasil foi, assim, o grande país representado, seguido de Espanha e, só secundariamente, por Portugal, o país anfitrião.
    A estrutura do Congresso foi marcada por alguma originalidade: no dia 7, os trabalhos foram iniciados ao fim do dia, com a sessão de abertura e a conferência plenária. No segundo dia, realizaram-se duas conferências plenárias e as comunicações. Os terceiros, quarto, quinto e sexto dias foram de visita por Portugal, país que a maioria dos visitantes brasileiros visitava pela primeira vez. Contudo, esta visita foi marcada pelo encontro com professores e alunos participantes no Projeto Nós Propomos! e, mesmo, pela visita a uma das escolas participantes por cerca de 85 participantes. Assim, no dia 9, visitámos Évora, com apoio de professores da Universidade Évora e de alunos do Projeto Nós Propomos!, que nos falaram também da sua proposta para a cidade, e Cascais. No dia 10, visitámos Braga, onde formos recebidos numa escola do Projeto Nós Propomos! por docentes e alguns alunos, para além de um Vereador da Câmara Municipal de Braga diretamente envolvido no Projeto. A escola foi objeto, em si mesma, de visita e, ainda, o Bom Jesus de Braga. No dia seguinte visitámos de manhã o Porto, com apoio de colegas da Universidade do Porto, e da parte da tarde visitámos a Universidade de Coimbra, com apoio de colegas da mesma Universidade. No dia 12, deslocámo-nos a Fátima e ao começo da tarde estávamos de novo no IGOT, onde se realizou a conferência de encerramento e, de seguida, fomos visitar a área monumental de Belém, em Lisboa.

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  23. 2
    O Congresso teve 6 eixos de comunicações pré-definidos, tendo as comunicações sido repartidas de forma assimétrica (Quadro 1).
    Domínios e Eixos Nº
    A. Domínio Projeto Nós Propomos! 36
    Eixo 1 – Experiências escolares 25
    Eixo 2 –Perspetivas e reflexões teóricas e metodológicas 20
    Eixo 3 – As parcerias universidade, escola, poder local e outros atores: experiências e potencialidades 1
    B. Geografia, Educação e Cidadania 44
    Eixo 4 – Geografia e Cidadania 29
    Eixo 5 – Educação e Cidadania 15
    Eixo 6 - Juventude, movimentos sociais e justiça territorial 0
    TOTAL 80

    Foram apresentadas 80 comunicações - mas o total submetido ultrapassou as 100, tendo existido desistências ou, em menor número, participantes que não conseguiram comparecer. A maioria das comunicações diz respeito a comunicações sobre experiências de cidadania e 45 foram diretamente relacionadas com o Projeto Nós Propomos!, maioritariamente sobre experiências escolares. Ao contrário, não se verificaram comunicações sobre “Juventude, movimentos sociais e justiça territorial”, tendo o eixo sobre parceiras entre atores escolares merecido apensas uma comunicação. Para além destes números, fica a um Congresso em que se partilharam experiências e reflexões sobre educação e cidadania, como uma atenção particular à educação geográfica e ao Projeto Nós Propomos!, o que reforça a dimensão cidadã daquele saber disciplinar. A participação dos alunos nas comunicações ilustra bem a centralidade dos mesmos no Projeto Nós Propomos!

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  24. 3
    3
    Do debate realizado, destacaríamos os seguintes aspetos:
    . o caráter localista e cidadão do Projeto, ainda que sem perder uma leitura global dos fenómenos;
    . a inspiração construtivista do Projeto Nós Propomos!, cabendo aos alunos o protagonismo na definição dos problemas locais;
    . a centralidade do trabalho de campo, em particular na auscultação da população e dos atores locais;
    . a importância da discussão de propostas de ação como exercício de cidadania.
    Entre as sugestões/reflexões, destacam-se:
    . a importância de aumentar os intercâmbios entre escolas e professores;
    . a necessidade de preservar a identidade do Projeto Nós Propomos!, perante um aumento de adesões que o pode descaraterizar;
    . a relevância de integração e de criar sinergias entre as várias redes ibero-americanas de educação geográfica, designadamente a rede Nós Propomos!, GEOFORO e REDLADGEO;
    . a necessidade de criar uma base de dados de projetos de desenvolvidos pelos alunos e de instituições participantes.
    Foram ainda tomadas as seguintes decisões:
    1. Os congressos iberoamericanos Nós Propomos! têm uma periodicidade bianual;
    2. O Congresso de 2020 será realizado no Brasil e o de 2022 em Espanha, por serem dois países onde o Projeto Nós Propomos! adquiriu um assinalável desenvolvimento. O colega peruano manifestou o seu desejo de que o congresso de 2024 decorra no seu país;
    3. Foi constituída uma comissão de seleção de candidaturas de universidades candidatas à organização do congresso em 2020. A decisão será tomada até dezembro de 2018. Esta comissão é constituída por: o presidente da comissão organizadora e da comissão científica do I Congresso; um representante de Portugal, outro de Espanha e outro do Brasil;
    4. Foi constituída a Comissão Internacional do Projeto Nós Propomos!, integrada por um representante de cada instituição universitária envolvida;
    5. Esta Comissão Internacional elegerá uma Comissão de Coordenação, a ser integrada por 5/6 elementos.

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    1. Estimado Sérgio e demais colegas,

      Rico número de contribuições ao Congresso Nós Propomos! Cada comunicação correspondeu a um projeto ou reuniu experiências sobre o projeto. Isso nos apresenta o alcance do mesmo. Parabéns a todos os envolvidos na organização e apresentação das comunicações.
      Em Marília, como apontado no texto base para este fórum, iniciamos as atividades do Projeto em 2017, com a participação de dois professores da educação básica, uma professora da Unesp, uma professora da USP, cinco discentes do curso de Ciências Sociais e as atividades foram realizadas em duas turmas do Ensino Fundamental (8o ano).
      Em 2018, o projeto está em pleno desenvolvimento, novamente na Escola Estadual Oracina Correa de Moraes Rodine, os professores das universidades e da escola se mantém, mas conseguimos ampliar a participação dos estudantes da universidade e da escola de educação básica.
      Em 2018, participam do projeto duas turmas do segundo ano do Ensino Médio, o que corresponde ao 11° ano em Portugal, com cerca de 60 alunos.
      Aumentou, também, a participação dos estudantes da UNESP. Em 2018, participam como monitores e coautores das atividades de ensino seis estudantes da licenciatura e bacharelado em Ciências Sociais.
      O tema central das ações do Nós Propomos em Marília em 2018 é: Relação cidade-campo, produção e consumo de alimentos: agroecologia e agrofloresta como modelos de produção sustentável. Para realiza-lo definiu-se como local de estudo a Feira de Produtos Orgânicos, realizada num bairro próximo à Unesp (Jardim Cavallari) e o Assentamento Luiz Beltrame, no município de Gália-SP, onde há a produção de hortaliças, frutas e tubérculos por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAF), modelo de produção considerado sustentável, pois não utiliza agrotóxicos na produção, é desenvolvido por agricultores familiares e fortalece a organização dos produtores em cooperativas.
      O trabalho de campo e o estudo da localidade como princípios educativos e metodológicos do projeto está fortalecido com as ações deste ano.


      Saudações a todos.

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  25. Em primeiro lugar, acho importante dizer que espaços como o blog Geoforo, no mundo da rede, são grandes oportunidades de diálogo e construção coletiva, principalmente no que diz respeito ao futuro da educação e da educação de geografia. Espaços como este ajudam professorxs e educadorxs de diversas localidades a trocar ideias, experiências, expectativas e propostas. Por isso, parabenizo e agradeço a todxs que criaram o portal virtual. Dito isso, gostaria de dizer também algumas palavras sobre o “Projeto Nós Propomos!”, cuja discussão foi aberta no Foro 24, que acabei conhecendo em minhas aulas de educação geográfica durante o curso de licenciatura em Ciências Sociais da Unesp de Marília, com a estimada Profª Silvia.
    No sentido de que nós, educadorxs, enquanto mediadores no processo de aprendiazgem, possamos criar necessidades de aprender nos estudantes, estimulando a curiosidade e o interesse em pensar acerca do que lhes façam sentido, sem deixar de ofertar o conhecimento cientifico. Pensar nisso me remete aos escritos de Marco Antonio Couto, em “Ensinar geografia ou ensinar com a geografia?”(2010), onde diz que o ponto de partida de nossa prática pedagógica para a prendizagem de novos conceitos deve se iniciar com a reflexão de problemas oriundos das práticas sociais e espaciais dxs estudantes, ainda mais tendo em vista nosso contexto atual de pós modernidade e exacerbado capitalismo. Esta tarefa é importantíssima para que haja um dialogo entre estudante e educadxr, e vai de encontro com a proposta do Projeto Nós Propomos! onde xs alunxs são desafiadxs a participar ativamente do processo educativo, indicando problemas de seus cotidianos e estudando-os ao invés de, como meros receptores, reproduzirem o conhecimento atulhado que provém da educação tradicional.
    Por isso que, pensando na educação de geografia nas realidades brasileira e enquanto futura educadora, considero o esquema de atividade pedagógica proposta pelo projeto para às aulas de geografia (identificação de problemas socioambientais da região dxs alunxs; selecionando problemas concretos por grupos de trabalho; a realização do trabalho de campo; e por fim, apresentando suas propostas para os problemas em formato de seminário) muito útil e coerente com o que acredito para uma educação humanizadora. Sendo assim, acredito que, com as mudanças no âmbito da educação em nossa era globalizada, precisamos mais do que depressa topar o desafio de, enquanto educadorxs, ensinar buscando sempre novas formas de aprendizagem.
    Stephanie Gaspar, licencianda em Ciências Sociais pela UNESP Marília.

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  26. Hola a tod@s
    Soy Miquel y estoy en el instituto Jaume I de Ontinyent (Comunidad Valenciana.España).Estamos participando con cuatro grupos de trabajo en Nós Propomos
    Nuestras temáticas son: Lugares de ocio para adolescentes, Pipicans (Limpieza ciudad), Crear una ruta verde (desarrollo sostenible) y Queremos otras formas de aprender (aprendizaje alumnos).

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  27. Hola, compañer@s:
    Soy Isabel Henarejos, del CEIP VICENTE TENA de Xàbia, en Alicante (España). Nosotros participamos en el I Congreso Nós Propomos en Lisboa, fué toda una experiencia. Ayer estuvimos en el Salón de Plenos del Ayuntamiento, donde los alumnos participantes en el congreso y otros del nivel de sexto de primaria, explicaron al Sr. Alcalde las experiencias de Portugal y los temas que vamos a trabajar durante esta primera parte del curso en las aulas: Turismo Sostenible y Ahorro de Agua.Toda una coincidencia porque, Xàbia ha sigo galardonada con un premio al turismo sostenible, es decir, que estamos en buenas manos. Para el trabajo de los temas tendremos la ayuda del Ayuntamiento y los técnicos municipales así como los del Parc Natural El Montgó.
    Estamos muy ilusionados con todo lo que se está preparando en Ciudad Real. Estaremos allí con un buen trabajo (espero) y un gran número de alumn@s de sexto curso, que están muy motivados.
    Tenemos interés en colaborar con otros grupos que trabajen temas semejantes, para poder actuar globalmente.

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  28. Hola comp@nys:
    Soy Vicent Peris de l'IES Font de Sant Lluís de València (España)
    Nosotros participamos el pasado tres de marzo en la presentación del programa en la Universidad de València 4 professores con 14 proyectos de 76 alumnos de 2 ESO y fué todo un éxito. La temática se centro en problemas de mobilidad, polución y violencia. En el centro 43 alumnos de 1 ESO también realizaron 8 proyectos que mostraron en la semana de proyectos a sus compañeros. Su temática se centró en residuos, desperfectos y arboles singulares. Continuamos este septiembre participando en el I Congreso Internacional Nós Propomos celebrado en el IGOT de la Universidad de Lisboa. Fué una experiencia muy intensa y gratificante. Primero deseo felicitar a la organización por mover 2 autobuses por diferentes ciudades portuguesas. Después quiero agradecer la significativa muestra de evolución urbana y los relevantes ejemplos de modelos de ciudad y finalmente espero que podamos participar el próximo año en las sesiones académicas que se celebraran en Ciudad Real con nuestros amigos. Reitero mi felicitación a todos los organizadores y deseo que el programa ayude a articular una manera alternativa de presentar los contenidos geográficos e históricos.

    Vicent Peris de Sales.
    Jefe departamento Sociales IES Font de Sant Lluís.

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  29. Olá, sou Anselmo Bezerra o IFPE, Recife - Brasil, participei do Congresso Nós Propomos para conhecer de perto essa magnífica experiência! O Congresso foi muito interessante e inspirador para pensar a expansão do Nós Propomos mundo afora. Parabens aos organizadores.
    Anselmo Bezerra

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  30. Como contribuição para estruturação e sistematização de dados da rede Ibero encaminho as informações solicitadas sobre o desenvolvimento do Projeto Nós Propomos no Estado do Tocantins.

    1.No Estado do Tocantins o Projeto Nós Propomos está sendo desenvolvido pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) em parceria com a Secretaria Estadual da Educação (SEDUC). Contamos atualmente com o apoio de 10 escolas da rede pública estadual, sendo 6 da cidade de Palmas e 4 de Araguaína.

    2.Estão envolvidos diretamente com o projeto 50 alunos (10 grupos com 5 alunos cada) e dez professores orientadores do ensino médio, além do envolvimento de coordenadores pedagógicos e de diretores das escolas participantes. Indiretamente o Projeto envolve mais de 500 alunos que participam de seminários internos e do seminário estadual anual.

    3.O trabalho reflete na UFT onde estão envolvidos os cursos de graduação em direito, arquitetura e urbanismo e geografia, na pós-graduação o programa em desenvolvimento regional. Diretamente estão envolvidos no Projeto em torno de 40 alunos (proposta curricular)e 4 professores.

    4.O Projeto conta hoje com duas pessoas cedidas pela SEDUC, 1 estagiário remunerado com recursos da Fundação Alphaville – São Paulo, 1 bolsista PIBEX – Programa de Incentivo a Extensão Universitária e 5 alunos voluntários.

    5.Dentro os trabalhos acadêmicos envolvidos diretamente com Projeto tivemos um TCC do curso de direito e atualmente temos um mestrando desenvolvendo trabalho de pesquisa sobre a avaliação do Projeto em Palmas – TO.

    6.Com as adaptações regionais o Projeto no Tocantins tem como foco o Plano Diretor Municipal (PDM) e a participação social. Neste viés os temas mais frequentes são: demandas sociais existentes nas comunidades, mobilidade urbana, questões ambientais, o uso e a falta de espaços públicos de lazer e a infraestrutura urbana.

    7.Preocupados com as informações e produção do conhecimento gerados durante as três edições do Projeto estamos construindo um banco de dados com os resultados dos trabalhos apresentados anualmente (sistematização e padronização).

    8.Para a comunicação com os participantes do Projeto e a comunidade em geral criamos um Blog atualmente com mais de 60 mil acessos: http://nospropomos.blogspot.com/

    9.Disponibilizamos para as pessoas interessadas em conhecer o trabalho desenvolvido no Tocantins o Ebook: http://online.fliphtml5.com/wskm/ltan/

    10.Com o intuito de facilitar a interação e a comunicação entre os participantes do Projeto criamos um manual de orientação, disponível em:
    http://online.fliphtml5.com/wskm/cbhi/

    11.O I Congresso Ibero-Americano Nós Propomos certamente possibilitou um alargamento de troca de experiências entre a rede (em construção) e foi preponderante especialmente para que conseguíssemos entender um pouco mais a dinâmica do Projeto, isto propiciado pelos espaços de diálogo maduro e profícuo inseridos na sua programação. Outro aspecto de extrema importância foi o fomento do uso da GEOFORO como importante instrumento de disseminação de informação, espaço de debate e de troca de experiências.

    12.No Congresso foram apresentados alguns dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos no Tocantins. Porém destacamos o documentário: comunidade Viver com Alegria: disponível em:
    https://www.youtube.com/watch?v=dPhmwciRBAc&feature=youtu.be

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  31. Tenho acompanhado o projeto nós propomos e percebo o potencial participativo do mesmo, como um instrumento de grande ajuda para fortalecer a cientificidade das ciências sociais no Brasil, possibilitando a absorção e maior compreensão do método cientifico por parte das camadas populares.O referido projeto propõe uma educação geográfica constituída por elementos participativos no que enseja aprender geografia pensando nos problemas locais e partindo destes criasse soluções globais, aproximando os educadores, a equipe pedagógica e os educandos a conquista de direitos cidadãos universais. Outra particularidade essencial do projeto o qual o distingue de inovações cerceadas por professores em sua mera individualidade de ação, esta com pouco estímulo e muito desgaste, o Nós propomos possui uma ação em rede, ou seja, o educando têm um auxílios de outros professores de sua escola e de outras escolas nacionais e internacionais, além de ter o apoio das universidades. Logo, a participação é mais ampla dos professores os quais querem a inovação de nosso ensino. O projeto é considerado participativo quando damos enfoque a negação da passividade do educando, negação esta expressada pelo estímulo da habilidade do aluno de identificar os problemas locais os quais o atingem, visto isto o aluno identifica de maneira autônoma o problema, não é o professor que dá o problema acabado para esse.Esse projeto de educação vem sendo aplicado em diversos países, o que vem demonstrando a capacidade deste de estimular a autonomia dos educandos e a participação política, para a resolução dos problemas locais nacionais, municipais e estaduais.Contudo, para expressar o contributo que os projetos participativos como este podem influenciar nas ciências sociais, há uma demanda de utilizarmos um autor chamado Guerreiro Ramos, que foi do ISEB(Instituto Superior de Estudos Brasileiros). Tal autor expressava a falta de dinâmica existente nas ciências sociais brasileiras, esta manifestada pela apreensão acrítica de teorias sociológicas estrangeiras, sem um estímulo de a partir dos problemas particulares nacionais, criar-se avanços teóricos na sociologia universal. Visto isto, a sociologia brasileira não tinha uma tendência de tentar resolver os problemas cotidianos dos brasileiros, mas sim a aquisição de fórmulas prontas de problemas nacionais os quais não eram nossos, essa forma de se fazer sociologia no Brasil, causa o desestímulo dos educandos em relação ao conteúdo distante de sua realidade e não os incentiva e prepara, para os mesmos a partir da experiência prática(Ação política), possam inovar e transformar o mundo, como Marx, Durkheim e Weber, autores os quais criaram teorias pensando em problemas particulares de sua formação social. Enfim, o projeto além de aproximar as camadas populares do método cientifico, da participação política e da resolução dos problemas cotidianos a qual ciência serve, esse projeto pode vir a ser a viabilização de futuro cientistas, prontos para quebrar paradigmas universais nas teorias das ciências sociais a partir dos problemas singulares dos países Latinos Iberos americanos. Sou Leandro Nobre Magacho, aluno de graduação de ciências sociais do quarto ano de licenciatura, na UNESP, no campus de Marília, a FFC.

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  32. O projeto Nós Propomos! Foi apresentado para mim pela docente do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual Paulista (UNESP), a Prof.ª Sílvia Fernandes, uma das pesquisadoras que participa do projeto e o desenvolveu na cidade de Marília com estudantes da educação básica e do Curso de Ciências Sociais.
    As contribuições do projeto Nós Propomos! são muito importantes e agregadoras, construindo e compartilhando ideias e ações coletivas, bem como, estimulando o desenvolvimento autônomo e crítico dos estudantes para a compreensão do seu papel de sujeito atuante na sociedade. Outro elemento fundamental sobre o projeto Nós Propomos! é a sua aplicação no ensino de geografia na educação básica, o projeto se apresenta como uma metodologia inovadora e que desafia o estudante a identificar e levantar problemas, e também de buscar soluções e ações coletivas, através dos pressupostos de uma pedagogia construtivista faz do estudante o sujeito central do processo de construção do aprendizado, aguçando a curiosidade e a capacidade de problematização, tal proposta se diferencia do ensino geografia tradicional que por sua vez trabalha com recursos que não permitem a descoberta autônoma do estudante sobre o conteúdo, ao passo que o projeto Nós Propomos! conecta o ensino a realidade local e cotidiana do estudante, estabelecendo diálogos entre local e global demonstrado que a questão ambiental perpassa fronteira e deve ser pensada globalmente assim como as ações para tanto.
    Que esse projeto continue se expandindo amplamente por diversos países de maneira a forma-se uma rede compartilhamento cada vez mais agregadora e efetiva.
    Natalia Oliveira Santos, graduanda do curso de Ciências Sociais na UNESP- FFC,campus de Marília.

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  33. A proposta do projeto nós propomos! se faz importante pois, se trata de um estimulo à mudança de perspectiva e de estrutura do ensino de geografia. Tentar trazer para a sala de aula os problemas vivenciados pelos estudantes faz toda a diferença no que confere ao processo de ensino aprendizagem, isto porque, os estudantes carregam vivências e histórias que quando relacionadas a conceitos trabalhados em sala de aula os auxiliam no processo de assimilação das ações humanas, e dos processos e sistemas sociais, podendo identificar causas e consequências. Visto que o objetivo das ciências sociais nas escolas é desvendar e desmistificar os fenômenos sociais, a fim de proporcionar aos estudantes uma reflexão crítica acerca do seu meio, de suas ações, dos processos históricos e etc., se faz muito necessário esse tipo de atividade, permitindo que os estudantes entendam na prática o seu cotidiano. De tal forma que a educação passa a ter um outro significado, através da valorização dos conhecimentos dos estudantes, conectando suas realidades com novas técnicas de aprendizagem para que lhes sejam possível a assimilação de suas experiências com os processos históricos, podendo gerar de certa forma, um incentivo neles. Sendo assim, novas perspectivas como essas são muito bem-vindas e mais do que urgentes na área da educação.
    Larissa Santana. Estudante do curso de Ciências Sociais.

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  34. O Brasil passa atualmente por um desmonte das esferas e das políticas públicas. Esse desmonte funciona resumidamente da seguinte forma: os representantes políticos arquitetam a burocracia que corta os recursos públicos de determinada área aos poucos. Exemplos: A educação de nível superior pública; O transporte público; A saúde pública; A reforma do ensino médio… No passar do tempo, o serviço começa a se desfazer e a decair na qualidade de atendimento e de recursos. Surgem empresas de iniciativa privada oferecendo o mesmo serviço com “qualidade” e pagos. Os mesmos políticos que contribuíram para o desmonte inicial, passam a defender junto com o marketing dessas empresas e com a mídia neoliberal do país a privatização total do serviço, alegando a má qualidade desses. Esse esquema já possui décadas de funcionamento no Estado de São Paulo, que a anos consecutivos teve os cargos políticos concentrados na mão do partido campeão de executar esse esquema, mas desde o golpe de 2016 esse projeto de desmonte se decaiu sobre o Brasil como um todo. Em pouquíssimo tempo muito das políticas públicas e dos direitos dos cidadãos, que levaram anos para se conquistar, caíram. Exemplos: direitos trabalhistas, previdência pública, congelamento dos investimentos para saúde e educação por 20 anos… Isso demarca no Brasil um momento histórico de retrocessos enormes dos direitos sociais e das políticas públicas, que somados ao golpe, mantém o país em estado de exceção (Agamben, G., 2013) desde o ano de 2016.

    Todo esse contexto da política nacional que é embasado pelas políticas neoliberais do FMI, ironicamente não é implementada nos países desenvolvidos. Pelo contrário, desde a posse do presidente dos Estados Unidos Donald Trump em 2016, por exemplo, tem posto em prática medidas de caracter nacionais acima do "livre comércio” e da “mão invisível” do mercado. Isso demonstra o quanto a mundialização da economia (Santos, M., 2000) ocorre em processos diferentes em países desenvolvidos e em países subdesenvolvidos. A condição histórica anterior desses mantém os mesmos em suas posições econômicas e de desenvolvimento e impede as mudanças sociais no momento em que os políticos do Brasil trabalham para que as multinacionais ganhem espaço no país para transformar serviços públicos em privados.

    As ocupações pelos estudantes de nível fundamental e médio que ocorreram no país com grande concentração nos anos de 2015 e 2016 (lembrando que o processo de impeachment, o golpe, já estava em processo no ano de 2015) na contra-corrente, demonstrou que os estudantes e jovens do país estão insatisfeitos com a atuação e a política exercida no país. Nesses anos, diversas escolas da rede pública foram ocupadas pelos estudantes que protestavam contra a reforma do ensino médio que vinha como um projeto fortemente divulgado no mesmo ano.

    Iniciar um projeto de força internacional com esses jovens, os levarem a pensar o que funciona e o que não funciona em suas cidades e regiões, conduzir para que suas ideias e vozes ganhem força local, podendo chegar até mesmo a projetos sociais, é fundamental para movimentar esses jovens e a ensiná-los pensar contra todo esse cenário anti-democrático do país. É dar a chance a estes de participar da sociedade de forma direta e dá-los a chance de ver que as mudanças podem vir não só para retrocessos de conquistas sociais, pode também vir para melhorar a vida social, os serviços e as políticas públicas.

    O momento histórico de retrocessos sociais está ensinando na prática para esses jovens a perderem direitos e a perderem as poucas oportunidades que tinham, e alguém vai precisar ensinar a eles que o oposto também é possível, do contrário perdemos a luta.

    Marcus Vinícius Ferraresi - R.A: 151062031 - 8º semestre - Ciências Sociais - Noturno - Unesp de Marília

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  35. Ao ler a proposta do Projeto Nós Propomos!, que tive conhecimento através da disciplina Educação Geográfica e Meio Ambiente ministrada pela professora Silvia Fernandes,no curso de ciências sociais da UNESP- campus de Marília, percebe-se o compromisso e preocupação com a formação cidadã dos alunos, além de tentar novos meios para o ensino da geografia, partindo de atividades não convencionais da escola tradicional, para o aluno ser capaz de pensar sobre a realidade que lhe rodeia.
    Esse ponto é demonstrado quando se pensa em formas de o aluno pensar em situações que lhe são próprias, e não somente aquelas apresentadas pelos docentes, esse aspecto me chama a atenção já que muitas discussões em torno da educação ressaltam a importância de levar ao aluno coisas que dialoguem com a própria realidade do mesmo, criando assim uma necessidade que faça com que o estudante se interesse pelos conteúdos ,que no caso da geografia nessa perspectiva e do projeto é fomentar a participação política e cidadã além de uma nova interpretação e visão sobre a própria cidade. Um educação que vise além do ensino técnico, um ensino que faça o aluno pensar e criticar a realidade a sua volta é o que o projeto Nós Propomos! traz, sendo isso o que acredito como futura professora afim de um ensino transformador e humanizado, sendo assim de grande importância para a educação e tendo potencial para ser levado para outras disciplinas tanto no campo das humanas, como nas exatas.
    O projeto tenta fazer diálogo da escola com universidade, isso é de grande importância visto que daí pode haver uma troca de conhecimentos e pesquisas que são de extrema importância para a educação. Além disso, essa exposição do projeto junto ao GeoForo, traz as redes esses diálogos educacionais de novas metodologias, projetos e objetivos o que é muito benéfico visto a importância da internet, redes sociais, blogs etc nos dias de hoje.
    Daniela Almeida Lira. Estudante de Ciências sociais na unesp-campus marília

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  36. A partir das propostas do projeto Nós Propomos, e do conhecimento adquirido através da disciplina “Educação Geográfica e Meio Ambiente” ministrada pela professora Silvia Fernandes, podemos considerar sua relevância, pois é possível perceber a necessidade dessas reivindicações, sobretudo na educação básica Brasileira. O enfoque do projeto está na possibilidade da participação cidadã desde a escola, além de inovar a educação geográfica e também para o participação efetiva dos jovens na ressignificação do espaço. E como sabemos, a educação atual possui um molde engessado que não permite que os alunos tenham diferentes experiências, concepções e uma participação ativa na sociedade. Com esse modelo, também há a possibilidade de fomentar a criação de redes de cooperação as universidades, centros educativos, autoridades locais etc. Que contribui para o avanço das trocas de conhecimento e de desenvolvimento local.
    Com essa nova metodologia cooperativa, os alunos, passam a ter outra relação com o mundo, o local em que vivem, podendo com que observem sua realidade, as contradições e problemas, para que assim, sejam estimulados a reflexão de outras alternativas que busquem a transformação de seu próprio meio. Que percebam que as aulas na escola não são importantes apenas para “passarem de ano”, mas sim podem contribuir na sua atuação como protagonista do seu contexto. É visível que em todos esses anos, a educação tradicional se mostrou falha, pois não promove uma real conexão com a vida do aluno. Com formas cooperativas e inovadoras como essa, o sentido da geografia se torna presente na realidade dos jovens, para que compreendam o mundo criticamente, e contribuam para o desenvolvimento do mesmo.
    Em suma, projetos como esse são de extrema importância para o avanço da educação, e deveriam se estender para além da geografia, para que a escola no geral consiga se relacionar com os interesses dos indivíduos.
    Miriãn Sanches. Aluna de Ciências sociais na UNESP- campus marília

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  37. Em contexto de violento desmonte da educação brasileira, é essencial pensarmos a educação através de perspectivas que busquem de alguma forma a superação dos obstáculos postos de maneira a conseguirmos transformar lentamente a escola em um instrumento real de participação cidadã para a transformação social. A escola deve ser vista enquanto um local acolhedor das diversidades, oferecendo um ensino de qualidade que tenha em seu horizonte as desigualdades sócio-econômicas postas na sociedade e sua problematização, de forma a buscar soluções práticas para a mudança. Assim, compreendo o Nós Propomos! - ao qual tive acesso durante uma disciplina enquanto graduanda em Licenciatura em Ciências Sociais - como uma forma de buscar colocar em prática questões que fogem apenas da acumulação informacional que se relegam as grades curriculares do nosso país. Durante a Licenciatura buscamos questionar sempre a questão do conhecimento e de como transmiti-lo de uma forma crítica e totalizante, buscando a articulação entre a teoria e a prática para que os conceitos sejam apreendidos enquanto instrumentos de análise da vida social. A partir disso coloco minha concordância com o projeto em relação à necessidade de haver ênfase na perspectiva de participação popular.
    Pelo viés da qualidade no processo de formação de professores, acredito estar muito em falta o debate em relação à noção de abrangência que a educação pode tomar, por esse motivo venho buscar colaborar com o projeto. Digo isto no sentido em que vejo como necessário, para além da teoria, pensarmos praticamente na aplicação do conhecimento não só enquanto saberes a serem apreendidos mas como forma de agregarmos coletivamente todos os membros que se inserem nesse contexto, para que seja possível a construção futura de participação efetiva na própria construção desse conhecimento. Não somente a posição ativa dos alunos enquanto sujeitos que propõe e do professor como mediador e estimulador da aprendizagem, mas de funcionários de todos os âmbitos de composição da escola, assim como da comunidade em que ela se insere.
    Acredito que o Ensino da Geografia, para além das conceituações teóricas, se encontra ao redor de todos nós cotidianamente e é justamente essa a possibilidade maior de trazer a prática ao encontro da teoria.

    (continua)

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  38. (continuação)

    Menciono uma experiência durante a realização da disciplina de Estágio, na qual acompanhei uma escola de Educação de Jovens e Adultos, uma das que mais sofre violentamente o ataque das contrareformas da educação que vivenciamos, tanto em questão de financiamento quanto ensino, na medida em que a proposta governamental pretende a formatação desse tipo de ensino ao ensino à distância, sucateando e desqualificando o ensino a uma parcela significativa e já marginalizada da população. Na escola acompanhada, percebi intensa articulação entre todos os setores que a compõe, que elaboram propostas, realizam eventos e atividades de formação como maneira de oferecer maiores possibilidades aos alunos. Uma dessas atividades se referiu ao conhecimento da comunidade onde a escola se inseria, sendo que os alunos foram acompanhados pelo coordenador pedagógico a um passeio pelo bairro, com uma câmera fotográfica, onde puderam observar de uma outra forma, mais crítica e com vazão artística de sua percepção, o ambiente que os cerca, levantando as problematizações observadas e debatendo soluções.
    Portanto, acredito que a proposta do projeto seja de extrema relevância a todos os que se inserem na atuação educativa, em particular aos professores em formação, aos quais é dada a possibilidade de debate e o conhecimento e apropriação de metodologias que tornem plausível a interação dos saberes científicos e as realidades vividas dos alunos e da comunidade, transformando efetivamente a informação em conhecimento a partir de problemáticas palpáveis e reais que visam não somente a transmissão do conhecimento, mas o seu compartilhamento e utilização para solução de questões que fogem do âmbito escolar, criando relações de cooperação com a comunidade e voltando-se ao fortalecimento coletivo como forma de atuação cidadã e perpetuação do conhecimento, que não deve se relegar ao espaço da sala de aula.

    Fernanda Trentin. Aluna de Ciências Sociais da UNESP/Marília-SP

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  39. Primeiramente gostaria de salientar que achei extremamente interessante o GeoForo online, possibilitando assim a participação direta da sociedade como um todo: cidadãos, estudantes e professores. Acho que o debate fica muito restrito ao âmbito acadêmico e dessa forma, tendo em vista o alcance das redes de internet, ele pode alcançar uma parcela da população que não o conhecia, como eu, criando um diálogo participativo com todos os simpatizantes do projeto e os que estão tendo seu primeiro contato. Segundo, a proposta do Nós Propomos! vai de encontro com as discussões pertinentes ao papel da educação enquanto instrumento de formação de cidadãos ativos e autônomos e quais as metodologias mais adequadas para que se alcance seu objetivo. A partir da discussão da Teoria Histórico crítica, para que se forme um cidadão consciente e ativo em seu papel social, é necessário que o mesmo consiga apreender conteúdos de forma a utilizar dos mesmos para generalizá-los para outras determinadas situações: de estudo, de experiência social, trabalho, etc. Portanto, é necessário que o mesmo não só ''receba'' conteúdos de forma a reproduzi-los nas avaliações finais, mas que receba, analise, e mais que isso, consiga trazer esses conteúdos para sua vida cotidiana, imprimindo significado real a esses conteúdos de acordo com suas experiências sociais, econômicas, etc. Somente a partir de uma educação onde o estudante saiba conciliar conteúdo com a vida social é que se criará um cidadão ativo socialmente, com participação política ativa, gerando assim uma nova sociedade cooperativa entre si política e socialmente. É necessário que ultrapassemos as bases tradicionais de ensino, onde os alunos reproduzem os conteúdos de apostilas sem consciência crítica sobre os mesmos. É necessário superar a reprodução de mapas e leitura de imagens já colocadas nesses materiais, e isso só é possível quando os próprios alunos têm clareza da finalidade das determinadas matérias, o que só é possível quando damos ao mesmo certa autonomia para que possa pesquisar, analisar e criticar os temas e conteúdos colocados, transformando assim a educação em ferramenta que produz uma escola e alunos que participam efetivamente da transformação da sociedade.

    Mayara Yasmin A. da Silva. Aluna de Ciências Sociais da UNESP de Marília

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  40. Essa é uma daquelas poucas vezes com que depara-se com um projeto de cunho educacional que seja tão bem pensado, o projeto Nós Propomos, surpreende pela complexidade e simplicidade, sendo voltado a promover uma interação entre os cidadãos de todas as idades e suas cidades, tendo uma metodologia cooperativa que propõe o estudo do meio em que se vive. Uma coisa que salta aos olhos sobre essa iniciativa é que este conhecimento sobre o local em que se habita, mune o cidadão de uma visão transformadora, afinal, é no espaço que o ser humano se realiza, ou como aponta Ana Fani Carlos, o próprio corpo é uma extensão do espaço, sendo assim ele é algo inerente ao ser humano, logo nada mais justo que as pessoas que façam parte desse espaço participem política e ativamente das transformações. No mais, metodologicamente falando estimo que esta forma de ensinar que articula o empírico e teórico, facilite a compreensão do aluno acerca do espaço, pois, empiricamente ele está partindo de sua realidade local e quando ele se dispõe a isso e articula- se a teoria ele se tornar capaz de sair do micro e alcançar o macro, além do mais essa é uma forma de munir este conhecimento de sentido o quem tem sido um problema frequente quando se vai às salas de aula, afinal, identificar problemas, estudar o local (trabalho de campo) e procurar soluções, faz com que haja um processo extremamente coeso, fazendo com que alunos e até mesmo professores se integrem a comunidade, criando por fim inúmeras redes e construindo também uma noção mais democrática.
    E ver esse projeto, que em seu primeiro momento surge em Portugal e que vem ganhado folego em inúmeros países, é muito satisfatório, pois, isso causa impacto na formação não só dos alunos e professores, mas da comunidade como um todo, afinal, é preciso trabalhar em conjunto por um lugar melhor, alcançando pouco a pouco outros lugares também.
    Gabriela de Cássia Savério Rocha. Aluna do 4 ano de Ciências Sociais da UNESP/ Marília- SP

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  41. Tive acesso ao projeto Nós Propomos! através da Profª Silvia Fernandes na disciplina de Educação Geográfica e Meio Ambiente, e pude ver o quão rica é essa experiência de contribuir com o blog sobre essa temática, como uma das formas de avaliação da disciplina. Essa experiência provoca uma reflexão acerca do tema, e a possibilidade de partilhar publicamente nossas percepções com pessoas de vários lugares, o que torna o debate muito interessante.
    Pensar uma geografia que parta em primeiro momento do particular para o geral, é uma forma muito acertada de atribuir significado para o que de fato faz parte do cotidiano dos alunos. Pensar um projeto que retira o aluno do anonimato e o coloca como agente central que é ser político, cidadão e crítico, e também que coloca o professor como facilitador, provocando-o a sair de uma forma engessada de ensinar geografia é o que precisamos nos dias atuais. Em tempos sombrios onde a educação como um todo passa por "mutilações" e "desfalques" de todos os tipos, ter a oportunidade de trabalhar com um projeto como esses é no mínimo gratificante e encorajador.
    Com as inúmeras (contra)reformas que a educação vem enfrentando nos últimos tempos, podemos ver no novo currículo que as ciências humanas como um todo estão assumindo um papel de subjetividade, deixando de compor a parcela responsável por induzir/ provocar o pensamento crítico nos alunos, e o posicionamento político também.
    Sabemos que pessoas que pensam criticamente incomodam, e que para o poder vigente é interessante que o espaço escolar não seja utilizado como espaço de transformação social, mas é (agora mais do que nunca) necessário romper com esses paradigmas que se apresentam.
    Davidov diz que a aprendizagem é produto da soma de mudanças de grande relevância nas estruturas físicas e psíquicas de cada um, e através da experiência histórico- social mediada/ proporcionada pelo professor o aluno consegue atingir esse nível máximo experimentado.
    Em linhas gerais, penso que é através de iniciativas como essas que o nosso trabalho enquanto educadores e futuros educadores encontra sua expressão máxima, podendo fazer a diferência em um espaço com tantas contradições e possibilidades como o espaço escolar, em conjunto com o espaço social carregado de significantes e significados que tanto dizem respeito a realidade humana.
    Daniela Carini de Souza, aluna do 4º ano de Ciências Sociais da UNESP- Marília- SP.

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  42. Gostaria de cumprimentar os colegas que até que colaboraram com o projeto Nós Propomos!, pela inciativa e contribuição a educação popular e ao ensino da ciência geográfica. Em um contexto de entraves e dificuldades tão sérios que interpelam a possibilidade de emancipação e de construção da cultura, atividades como estas são louváveis e inspiradoras. Especialmente em países subdesenvolvidos e sobretudo de histórica subvalorização da educação popular, o compartilhamento das ações educativas que partam da centralidade do sujeito como horizonte para socialização e desenvolvimento da cultura humana são imprescindíveis.
    Desse modo, gostaria de destacar a especificidade da educação geográfica para o desenvolvimento do sujeito, principalmente em contexto escolar, no que tange ao desenvolvimento das funções psíquicas superiores e desenvolvimento dos conceitos e complexos de conceitos. Seguindo Henri Lefebvre, percebemos que o espaço não é uma categoria abstrata, mas o produto da atividade humana na repetição dos atos, a própria produção. Nesse sentido, o espaço não é apenas forma, é também o conteúdo expresso das relações sociais em um processo de constante mediação. Assim a apreensão do conceito de espaço não é apenas teórica e abstrata, mas concreta e prática, quer dizer, o sujeito apreende as relações sociais em sua historicidade. Dito de outro modo, através do conceito de espaço (e dos complexos que dele derivam) o sujeito se relaciona com a humanidade e com a natureza transformada: humaniza-se. Este processo, longe de ser espontâneo, é constantemente mediado e em situações específicas, dirigido, como é responsabilidade da escola promovê-lo --- considerando que, conforme nos mostra Vigotski, a educação é um processo que se inicia desde a mais tenra idade e portanto, ultrapassa os limites da instituição escolar. Contudo, como atribuição e compromisso ético dos educadores, urge a promoção da aprendizagem que promova desenvolvimento. Assim é fundamental considerar a realidade sócio-histórica do aluno, sua experiência geográfica concreta para que o ensino aponte um avanço entre a aprendizagem individualmente possível e aquela promovida pela mediação, especialmente com os conceitos geográficos.
    Nesse sentido considero o Nós Propomos! fonte de experiências qualitativamente ricas de compartilhamento científico e de formação profissional, inclusive continuada, enquanto contribuição à educação geográfica em particular e à docência em ciências sociais no geral. Que continuemos no esforço de saldar à humanidade a parcela que nos cabe na construção de uma comunidade socialmente justa e responsável com a natureza.
    Cristian Chaves Rodrigues, discente do Curso de Ciências Sociais da UNESP , campus Marília.

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  43. Junto a cumprimentar todos os colegas envolvidos no projeto, gostaria de parabenizar tal iniciativa que propõe uma nova perspectiva do ensino da geografia. Tal projeto considera ações práticas para assimilação do conteúdo como uma ferramenta essencial para apropriação dos conceitos chaves da geografia. Pensar a geografia como uma disciplina é pensar no conhecimento dos espaços, seus usos e consequências, sendo assim, seu ensino deve ser apresentado de forma crítica e participativa, no qual os alunos possam se apropriar dos espaços de ensino e cultura. Através da Prof. Silvia Fernandes, tive acesso ao projeto na UNESP de Marília, que nós dá a possibilidade de conexão e troca de conhecimento com professores e estudantes de diversos lugares. A simplicidade do projeto NÓS PROPOMOS, possibilita a participação efetiva de educadores e educandos para a contribuição do ensino de geografia, usando espaços não típicos, como este, mas que devem ser apropriados como objeto de produção e compartilhamento de conhecimento. Assim, no atual contexto global se faz necessário se utilizar novas ferramentas que aproximem o objeto de conhecimento dos estudantes, planejando novas práticas de ensino e metodologias cooperativas, com atividades sintonizadas com a concepção paradigmática da construção social do conhecimento escolar ( AZAMBUJA,1990), para que possamos ocupar espaços e ter acesso a conhecimentos que nos foram historicamente negados. Tal processo, não se dá de forma espontânea e deve ser carregada de intencionalidade, como proposto por Vigotski, desse modo o projeto NOS PROPOMOS possui potencial de expandir a aprendizagem para além do ambiente institucional escolar, contribuindo para o ensino da geografia e ampliando o acesso de discussão e assimilação de conteúdo.

    Kaliane Santos Oliveira- Ciências Socias UNESP- Marília

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  44. Nas escolas brasileiras o que predomina é a educação tecnicista, a qual enxuga ao máximo os conhecimentos que devem ser transmitidos aos alunos, assim como retira professor e aluno do centro da educação, que passa a ser a organização racional do processo. A educação tecnicista é um projeto político que precariza e flexibiliza a educação, especialmente a educação das camadas populares. Assim, dentro desse projeto, a educação visa formar mão de obra barata e acrítica e não cidadãos críticos e participativos. Esse projeto se torna evidente na atual discussão sobre a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a qual pretende retirar o ensino de conceitos substituindo-os por competências e habilidades, além de voltar o ensino para as provas de avaliação externa, como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Tendo isso em vista, o projeto Nós Propomos! mostra-se de grande importância para a formação cidadã crítica e participativa. Destaco três aspectos deste projeto que me chamaram atenção e que vejo como forma de alcançar tais objetivos. Primeiro o de retomar o espaço do aluno e do professor como sujeitos e centro do processo educativo. Segundo o de considerar a realidade do aluno e o meio em que vive, pois este deve ser o ponto de partida da educação. Terceiro, a proposta de levar os alunos para fora da sala de aula, através do trabalho de campo, pois funciona tanto como forma alternativa a sala de aula para a apreensão dos conceitos geográficos, assim como estimula a capacidade de enxergar os conhecimentos aprendidos na escola em sua própria realidade.

    Karoline Oliveira Degan Ciências Sociais Unesp-Marília

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  45. O projeto Nós Propomos! é uma inovação que pretende reformular a forma como a geografia é ensinada nas escolas, partindo da realidade do aluno para pensar novas metodologias de ensino. A inovação fica por parte do projeto ser mundial, o que possibilita que o ensino seja de forma global, pensando na particularidade de cada país, mas que se une no ponto de que a geografia pensa o meio ambiente, as relações sociais, ou seja, a nível mundial isto é de extrema importância porque dá para estudar o equilíbrio da natureza.
    Enfim, o projeto contribui para uma formação dos alunos mais completa na geografia, mas também há uma carga de responsabilidade cidadã, já que explora o meio urbano, afim de pensar as transformações e as consequências da urbanização para o equilíbrio ambiental.
    Unir a teoria e a pratica para refletir e interpretar a cidade e outros espaços e os objetivos do projeto: “estimular uma efetiva participação cidadã; inovar na educação; conhecer, valorizar e interpretar a cidade e outros espaços; estabelecer sinergias de trabalho entre a administração local e a comunidade educativa; contribuir com desenvolvimento sustentável da cidade; promover enfoques metodológicos inovadores no ensino dos problemas locais; estimular a atividade de investigação nos centros educativos; e fomentar a criação de redes de cooperação entre os diferentes atores locais, tais como universidades, centros educativos, autoridades locais, associações e empresas locais” (NÓS PROPOMOS!! A possibilidade da participação cidadã desde a escola. Pág. 3)

    Jéssica Machado dos Santos - aluna de Ciências Sociais na Unesp Marília.

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  46. A iniciativa do projeto Nós Propomos! ultrapassa a barreira da educação tradicional acerca da estaticidade da sala de aula e do esvaziamento da subjetividade dos alunos. O objetivo é transformar o aluno ouvinte em um cidadão ativo, participante da transformação da sua realidade, tomando conhecimento dos problemas locais e pensando sobre resoluções de tais, desde as educações primárias provar como o pequeno aluno pode ser ativo tanto no processo de educação quanto no processo de construção da política local. O projeto mobiliza o ensino geográfico no âmbito nacional (também internacional, tendo em vista que o projeto inicia-se em Portugal e estende-se até Moçambique, Espanha, Brasil, Peru e Colômbia) e no cenário local. A causa trabalha com a integração dialética entre universal, particular e singular, relacionando a participação da política local com o conceito universal de cidadania. O projeto promove a autonomia dos alunos na identificação de problemas locais e dá aos mesmos a oportunidade de pensar em resoluções para os problemas, em associação com outras instituições políticas da sociedade civil (universidades, autarquias, empresas e associações), os problemas/resoluções são apresentadas para tais na busca de ter sua voz ouvida pelos poderes públicos e pelo restante da sociedade.
    O simples, mas ousado projeto, promove uma forma de ensino geográfico global que consegue atender as necessidades locais de alunos, professores e também atinge outros integrantes da sociedade civil, aproximando a escola da sociedade, tarefa que praticamente se mostrou ausente durante a história da educação. É preciso mostrar que a educação não pode ser dividida de forma que as crianças somente tenham acesso à conhecimentos mais técnicos e simples, desde sempre é possível inserir estas na participação social local. Em tempos sombrios onde projetos como o Escola Sem Partido é defendido por vários militantes e tenta entrar em vigor na sociedade brasileira, uma causa como essa vai na viés inversa: promove a participação dos alunos na vida política da sua realidade local, provando que alunos politicamente instruídos, longe de doutrinados, e humanamente capacitados, conseguem, na transformação da sala de aula, ir além dos muros da escola e transformar sua sociedade.
    João Paulo Screpanti Ferreira Canto, aluno do curso de Ciências Sociais, matutino, da UNESP/Marília.

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  47. Conheci o Projeto Nós Propomos! pela professora Silvia nas aulas de Educação Geográfica e Meio Ambiente há poucas semanas. Em tempos de reestruturação curricular, haja vista a Reforma do Ensino Médio e a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a organização de conteúdos que contraponham a Pedagogia das Competências torna-se uma ferramenta necessária pela problematização como mote das novas metodologias de ensino. Portanto, a proposta metodológica baseada no ensino participativo de Geografia descrita no texto introdutório, evidencia os contrapelos de trabalharmos na Educação Básica as transformações ocorridas nos espaços geográficos e em nossa sociedade sem ficar à mercê do ensino esvaziado de sentido que paira as propostas curriculares das habilidades e competências.
    O ensino de Geografia presente nas escolas públicas brasileiras concentra-se enquanto disciplina do ensino fundamental e médio a possibilidade de construção crítica, pois, assim como a História, possui maior tradição de ensino que as outras áreas das Ciências Humanas, como a Sociologia e a Filosofia. Assim, a caracterização de um projeto de trabalho pedagógico que se perpetue pelo ensino crítico - num dos países de maiores desigualdades do mundo- é o ponto de partida para a conscientização da realidade social brasileira, buscando além do papel cidadão, a formação do sujeito consciente que vise refletir sobre as injustiças sociais que estão naturalizadas e submersas em nosso cotidiano.
    Portanto, a objetividade na resolução dos problemas frutos dos desdobramentos sociais de cada país congrega no Projeto Nós Propomos uma metodologia de ensino cooperativa orientada pelo viés de trabalho coletivo, não centrando-se o ensino de geografia nos moldes tradicionais. A construção do trabalho coletivo, atrelado ao planejamento de professores e alunos, demonstram alternativas de ensino socioconstrutitivas que atrelam o saber ao fazer, não dissociando o conceito trabalhado em sala de aula com a realidade.
    Gildione de Moura Alves - Estudante de Ciências Sociais da Unesp de Marília-SP.

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  48. Participo do Projeto Nós Propomos! Observatório do Meio Ambiente de Marília pelo segundo ano consecutivo. O projeto tem uma proposta inovadora de educação geográfica. O mesmo é de extrema importância, pois ultrapassa as concepções de geografia clássica e educação tradicional, trazendo a geografia de uma forma crítica, relacionando-a à realidade em que os estudantes estão inseridos. Dessa forma, além de identificarem os problemas ambientais e sociais que se encontram em seu bairro, os estudantes se vêem como pertencentes a uma cultura e identidade presentes na sociedade. A metodologia do projeto é essencial para o aprendizado da Geografia e para a vida cotidiana dos próprios alunos.
    Agnes Rocha- Estudante de Ciências Sociais- Unesp de Marília- SP.

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  49. Observando os comentários e as propostas de ensino para a educação geográfica nas escolas colocados nesta publicação percebo a importância do dialogo entre todos que fazem trabalhos nas áreas de humanidades.O projeto Nós Propomos! consegue ajudar a encontrar formas de se aplicar uma educação geográfica de forma consciente no ensino dos dias atuais, com o sucateamento das escolas públicos e as reformas que vem se colocando dentro de uma dinâmica cada vez mais mecanicista na formação dos alunos, o projeto busca trazer perspectivas da realidade para a construção do saber dos alunos e professores, no qual se configura em um importante movimento de resistência dentro das escolas para o ensino das futuras gerações.
    Zacarias Mariano - Estudante de Ciências Sociais - Unesp de Marília - SP

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  50. O presente projeto pode ser considerado muito ambicioso na atual conjuntura, onde no Brasil passamos por um momento delicado, onde mais uma vez o ensino público está sendo ameaçado com a possível aprovação da nova BNCC que tende a contribuir com a destruição da educação pública. O projeto “Nós Propomos!” nos possibilita acreditar que através da educação podemos sim mudar os rumos da história. Nos mostra que é possível acreditar em uma formação educacional em sua totalidade, através da participação ativa dos sujeitos.
    É importante ressaltar que o projeto é elaborado em larga escala e em parcerias, o que é de extrema importância no atual contexto, já que assim como o próprio documento coloca, um professor isolado acaba desistindo de atuar de forma a mudar sua realidade e propor a participação ativa dos alunos, pois tal postura é sempre muito rechaçada por parte dos dirigentes. Com o apoio das universidades, professores e participando de um projeto como este o docente que pretende fazer algo novo dentro da escola encontra apoio e isso é de extrema importância.
    Pensando no sentido pedagógico, o que o projeto propõe é algo voltado para uma formação para além do tecnicismo, onde o meio em que o aluno vive é observado e auxilia para que o mesmo veja sentido no que está aprendendo. Ao propor que os alunos identifiquem problemas do seu cotidiano isso faz com que o aluno crie uma necessidade de apreender sobre os temas que tangem seu convívio, além de poder intervir no seu meio, e este é o ponto principal, fazer com que o aluno seja um sujeito ativo e contribua para melhorar seu entorno.
    Raquel Araujo Fagundes
    Graduanda em Ciências Sociais
    UNESP - Marília

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  51. O projeto Nós propomos! foi me apresentado pela docente Sílvia no curso de Ciências Sociais ma disciplina de geografia e meio ambiente. Vendo toda rede de construção em torno de um projeto politico pedagógico é de enorme entusiasmo, o foro conta com diversos recursos para auxiliar no desenvolvimento da disciplina de Geografia na escola de uma maneira muito urgente e necessária que é Nós propomos, pois o cenário politico educacional internacional não é nenhum pouco favorável, cada vez mais politicas impopulares são implementadas no cotidiano de países em desenvolvimento afim de atender requisitos do banco mundial por exemplo. É de interesse notável de todos que se opõe a este tipo de projeto neoliberal de educação se organizar e resistir bravamente independente de fronteiras, nacionalidades etc... Fica aqui minha grande admiração pelo projeto e estou aberto a novos contatos !
    Henrique Eduardo de Andrade Teixeira, Estudante do curso de Ciências Sociais da UNESP Marília.

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  52. Aline Cristina Domingues1 de octubre de 2018, 12:01

    Realizando a leitura da proposta apresentada pelo projeto Nós Propomos – A possibilidade da participação cidadã desde a escola, notamos a pertinência e a ampla contribuição de tal proposta para o ensino de geografia. Pensar numa proposta que para além de indicar os caminhos, vai construindo-os, só poderia ter a vasta participação que tem, envolvendo os mais diferenciados tipos de lugares, problemas, alunos e professores. Acreditamos ser a partir daí o grande avanço do Nós Propomos, já que a multiplicidade de participação está na base de experiência tão extraordinária.
    Conhecendo o espaço de discussão do Geoforo (em especial o 24) no qual, pessoas de todas as idades, de diferentes países, estados e regiões e instruções, “encontram-se” virtualmente para contribuir com a reflexão sobre a educação, em especial a geográfica, numa organização amplamente democrática e participativa, evidencia o caráter transformador das intencionalidades do projeto.
    Pensar o ensino em si já é uma proposta grandiosa, mas pensá-lo em termos de formação cidadã, prática e participativa é absolutamente extraordinária. É por isso que o projeto tem em sua metodologia a participação como principio. Isso o coloca em consonância com as metodologias participativas/cooperativas. As metodologias participativas são bastante complexas, pois compreende a constante reflexão sobre as ações de ensino e de aprendizagem; as ações planejadas e seu desenvolvimento e também o contínuo processo de avaliação de todas as partes. Implementá-la demanda o comprometimentos de todos os sujeitos – desde professores e alunos à administração escolar e os pais. Alçamos como exemplo de metodologia participativa a prática de ensino realizada pela professora Silvia Fernandes que ao lecionar a disciplina Educação Geográfica e Meio Ambiente para nós que estamos na licenciatura do curso de Ciência Sociais, na UNESP/Marília, nos propõe a reflexão sobre o ensino de geografia, passando pela discussão dos aspectos pedagógicos, dos conteúdos, da legislação (que atualmente no Brasil está passando por profundas e radicais mudanças decorrentes do golpe à democracia que estamos vivenciando) e a ponderação de práticas que nos levem a transformação efetiva do ensinar e nos servem como possibilidades de emancipação, como está sendo a participação e contribuição com o projeto Nós Propomos. Somos então, participantes de nossa própria formação e de uma forma mais dialogada e próxima da prática, refletimos e contribuímos, saindo dos tipos avaliativos meramente formais.
    São por esses motivos que saudamos o empenho e as ações praticadas por todos que aderiram ao projeto e deixamos o nosso agradecimento por serem o exemplo a nós, futuros professores, que com toda certeza buscaremos em nossas práticas desenvolver projetos inspirados no trabalho que se iniciou em Portugal, mas, sem surpresa nenhuma, se espalhou para outros lugares, incluindo o Brasil que atualmente carece de bons exemplos, em especial na educação. Pois como diria o patrono da educação brasileira:
    “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Paulo Freire.

    Aline Cristina Domingues - graduada em Pedagogia pela UNESP/Bauru e graduanda em Ciências Sociais pela UNESP/Marília.

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  53. O projeto Nós Propomos, desde sua idealização passando pelo processo de acúmulo de discussões em diferentes meios e países, até sua implementação, demonstra o fortalecimento de uma rede interpessoal que almeja uma educação para além dos moldes tradicionalistas com funções oriundas das Revoluções Burguesas, na modernidade; sendo assim, sua articulação com diferentes agentes da sociedade esboça um movimento concreto alcançado de forma lenta e gradual, respeitando as particularidades dos agentes e regionalidades, integrado com os eixos articuladores do projeto.
    A intenção de motivar o alunado a aprender a partir de problemas cotidianos é uma das peças chaves no papel docente, colocando dessa forma, a possibilidade de construção do conhecimento e dos sujeitos dadas suas a realidades prática abordadas de forma pratica. Podendo alcançar o desenvolvimento crítico desses sujeitos em diversos campos do conhecimento de forma não alheia ao mesmo.
    Essa expectativa realizada é um grande avanço, principalmente dentro das ciências sociais de forma ampla, por ocasionar o ensino e aprendizagem de maneira distinta daquela restrita as salas de aulas, lousa e giz. Dando o salto para uma realidade não mensurável, mas sim reflexiva- analítica distinta das ciências exatas, convergindo assim aos pontos principais do projeto.

    Gabriel Henrique Silva Rudiam - Aluno do curso de Ciências Sociais - Unesp/Marília.

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  54. O Projeto Nós propomos! busca Inovar a educação geográfica fora dos modelos tradicionais da sala de aula, superando uma aprendizagem apenas teórica baseada em, mapas tabelas, gráficos e dados geográficos. Mobilizando a participação dos alunos, nos espaços e analisando problemas socioambientais da convivência desses, onde passam a conhecer a história, sua importância, estimulando a participação como cidadãos e a partir de uma visão crítica propondo soluções para problemas. Essa inovação é de suma importância para a formação de cidadãos ativos e autônomos, no qual a partir do projeto é possível relacionar as experiências fora da sala de aula com livros didáticos, sendo essencial para a noção de pertencimento dos alunos na sociedade.
    Vitória Silva Martinelli- Aluna do curso Ciências Sociais Unesp Marília.

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  55. Em tempos de retrocessos da educação brasileira, sobretudo pública, a existência de iniciativas como o Projeto Nós Propomos! e a colheita dos frutos de suas ações é um alento! Por meio de objetivos como o de inovar a educação geográfica e contribuir para a construção e reconstrução do território local, os próprios jovens se tornam capazes de observar empiricamente sua cidade, seu bairro, sua escola, enfim, seu entorno, com o intuito de identificar os problemas mais expressivos e/ou evidentes de sua realidade. Tal ação é possível, principalmente por meio da discussão sobre o currículo e didática da Geografia, proposta para a educação básica. Nesse sentido, as aulas escolares passam a ser um importante instrumento, tanto para a participação política dos alunos e alunas, como para a transformação desses e dessas jovens em cidadãos e cidadãs autônomos/as e críticos/as. Através do estudo escolar, surge a oportunidade de ampliar as informações e o domínio de conceitos essenciais (Azambuja, 2011) para a interpretação da realidade. As parcerias estabelecidas entre diferentes países, universidades, municípios e escolas, por exemplo, também evidenciam a importância do Projeto na luta por uma educação libertadora. Um indivíduo, seja professor ou aluno, se isolado em seu ambiente, em sua escola, está mais propenso a desistir, mas se estiver atuando com demais colegas, escolas, universidades, etc., ganha força. Dessa forma, a proposta de uma iniciativa em rede, como a que vem sendo realizada pelo Projeto Nós Propomos! é fundamental para que o trabalho em cooperação possa fortalecer ações educativas que promovam uma formação humanizadora.
    Janaina Pereira de Abreu – Estudante de Ciências Sociais – UNESP/Marília.

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  59. Ao ler o documento de apresentação do projeto "Nós Propomos!", simpatizei-me com a proposta metodológica dos fundadores do projeto no que diz respeito à sua aplicação prática: embora não esteja mencionado explicitamente nessas breves páginas, pressuponho que a inspiração tenha partido da perspectiva histórico-cultural de Vygotsky na área da educação, ao estabelecer o contexto regional como ponto de partida para a realização de atividades, tendo em vista as particularidades que envolvem os estudantes e suas necessidades numa relação com a comunidade e seus problemas, de modo que o educador age, portanto, de maneira específica com seu alunato. O professor, dessa maneira, não é mero reprodutor de conteúdo, mas um agente sensível e atento às demandas imanentes de seus interlocutores. O estudo de caso, a visita a campo, o estudo in loco, são os meios que levam a essa interação desejada, capaz de promover não apenas novas capacidades de ação no imaginário dos estudantes, mas de oferecer ferramentas essenciais para a superação de suas condições iniciais, reformando-os enquanto indivíduos políticos e cidadãos que ensejem as transformações necessárias para garantir a dignidade humana no âmbito privado de seu cotidiano, bem como da vida pública.
    Assumo a mesma visão que justifica a ideia de organizar o projeto numa rede de comunicações, uma vez que o isolamento é um potencial desmotivador de grandes realizações. Estar alheio a outros processos, é o mesmo que admitir o ostracismo em relação ao mundo exterior, fora do nosso campo de atuação. A inovação deve, pois, partir das complexidades locais, mas estar a serviço de um bem maior, visando a possibilidade mais ampla possível.
    Considerando que o projeto já tenha se instalado aqui em Marília, torna-se conveniente pensá-lo através de mais de um tema: os problemas da engenharia urbana da cidade, passível de muitas críticas a respeito de sua projeção. Não sou engenheiro nem urbanista, mas refiro-me ao desconforto que por muitas vezes se sente na condição de pedestre e até mesmo de motorista em seus deslocamentos diários. Também é possível abordar a gestão do tratamento de água de Marília, pensando nesse tema como uma questão de responsabilidade social e ambiental, uma vez que as técnicas empregadas nos oferecem uma água de qualidade parcialmente potável. Diante desses tópicos, o protagonismo juvenil é decisivo para a construção de uma população ativa, consciente e democrática, no presente e no futuro.

    Rodolfo Hauk Ramos - Graduando do 4º ano de Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília - R.A.: 151063443

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    1. Peço previamente desculpas pelos comentários excluídos. Tratam-se de revisões gramaticais e ortográficas que me escaparam antes da publicação.

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  60. O “Projeto Nós Propomos!” É fundamental para toda perspectiva de ensino de Geografia que se pretenda crítica e que considere o processo de ensino-aprendizagem diferente dos moldes da escola tradicional, em que os estudantes são apenas sujeitos passivos do conhecimento. O projeto em questão é interessantíssimo do ponto de vista da formação humana que não se contenta com a formalidade do conhecimento, mas pelo contrário, busca o compromisso social de formar cidadãos no sentido mais crítico do termo, através da inovação na educação geográfica e na possibilidade de reconstrução do território local pelos estudantes através das ferramentas do conhecimento. Os alunos são, através deste projeto, estimulados a identificar os problemas locais que compõe a sua realidade social específica, de forma a corroborar um ensino que tenha mais sentido e significado para estes sujeitos da aprendizagem, e também, através deste projeto, há a defesa de um conhecimento mobilizado para a ação, o que é diferente de um conhecimento por acúmulo, enfadonho, em que, muitas das vezes, a disciplina escolar de geografia está impregnada por conta das metodologias de ensino convencionais. Portanto, o projeto tem como premissa a necessidade de pensar metodologias de ensino que façam com que os estudantes reflitam localmente, nacionalmente e globalmente, a partir de uma perspectiva crítica que esteja atenta aos problemas socioambientais e geopolíticos: pensando historicamente o espaço urbano e suas transformações pela intervenção humana, suas consequências e contradições. Para isso fica evidente na proposta que é fundamental que o professor enquanto mobilizador e mediador do ensino precisa antes de tudo pesquisar os ambientes e condições locais na qual se insere a escola em que trabalha, levando para estes alunos os aspectos que lhe estão mais próximos, já que estas especificidades não estarão contidas nos livros didáticos e no caso no Estado de São Paulo, nem nas apostilas do São Paulo Faz Escola. Como ação metodológica estimulante das problematizações também é possível realizar visitas e trabalhos de campo com o intuito de refletir o espaço urbano e rural, suas transformações, saindo de uma concepção formal de ensino, que se realiza passivamente através do enclausuramento nas salas de aula, assim como foi na experiência do “Projeto Nós Propomos! Observatório do meio ambiente em Marília”, que visitou uma área da floresta tropical de Mata Atlântica em recuperação. A partir deste contato mais efetivo em relação ao conhecimento escolar e científico, os estudantes podem ter mais condições em elaborar sínteses que estejam ligadas à aplicação do conhecimento e a resolução de problemas de suas realidades em específico, como requer a pedagogia histórico-crítica, de forma a construir uma educação significante e não-alienante. Vale ressaltar que não significa um conhecimento preso à empiria, como propaga os divulgadores da Escola Nova e do tecnicismo, mas sim de um conhecimento mobilizado para a ação, para a participação efetiva dos alunos enquanto cidadãos, produtores do conhecimento, que através deste, transformam a sociedade. Se trata, portanto, de uma proposta interessantíssima a meu ver, e que deveria estar de alguma forma presente em todas as escolas, inclusive, dialogando com todas as disciplinas do currículo.

    Gizele Medeiros – Graduanda em Ciências Sociais pela Unesp de Marília/ Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC)

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  61. Tive contato com o projeto a partir das aulas de Geografia com a Professora Silvia e achei uma iniciativa incrível, que deve ser difundida não só para pensarmos o ensino de Geografia, mas também o de sociologia e das ciências humanas no geral.
    O projeto tem em vista a participação cidadã do aluno, e para além disso, coloca essa participação enquanto parte do processo formativo do discente. Algo que não é de interesse das classes dirigentes do nosso país, que defendem um projeto tecnicista e esvaziado de conteúdo, por assim dizer.
    Partir da realidade do aluno é partir de uma necessidade posta para ele, o que faz com que ele se interesse pelas aulas, e apreenda o conteúdo não só da disciplina em questão, mas que ao desenvolver a capacidade de resolver um problema colocado em seu entorno, o aluno desenvolve também suas capacidades cognitivas. O projeto com certeza propõe algo inovador e desafiador, mas que vale a pena ser implementando.

    Ana Flávia de Oliveira Messias
    UNESP Marília

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  62. Interessante observar como o texto apresenta as propostas do projeto "Nós Podemos!" de forma sucinta e objetiva. Sua estrutura demonstra a intenção de se aproximar dos alunos e de suas comunidades, pois utiliza linguagem de facil acesso e tem muito contato com a realidade. Dessa forma, penso que sua análise geraria diversos frutos para alunos de ensino médio que poderiam começar a participação desde a sugestão do projeto para a escola com um professor.
    Observar a produção do espaço geográfico como uma ação coletiva é fundamental para a inclusão do ser humano, muito além do ponto de vista educativo, é também uma questão ontológica, visto que pode amenizar as questões da alienação provocadas pelo neoliberalismo. Obviamente muito mais e necessário para superar o momento que vivemos, porem, é ótimo ver, na prática, o impacto que politicas educacionais podem ter em uma comunidade.
    A aplicação do projeto "Nós Podemos", como o próprio texto sugere, tem alguns entraves, mas a conclusão que chego com a leitura e que um projeto que vise a participação dos alunos em suas comunidades, com a intenção de solucionar problemas práticos a partir de teorias identificadas na escola.
    Parabéns pela iniciativa
    Gustavo Britto Pimenta, Ciências Sociais, UNESP MARILMA

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  63. Igor José Quintans de Moura - Ciências Sociais UNESP FFC - Matutino

    Repensar o processo de ensino e aprendizagem é urgente, ainda mais quando pensamos a realidade da educação brasileira com seus processos cada vez mais tecnificados e afastados da aplicação prática do conhecimento escolarizado.
    Esta concepção altamente enraizada no imaginário da população, também muito criticada, mas massivamente reproduzida nas escolas brasileiras de que o espaço escolar deve se dar no permanente ciclo da difusão do conhecimento pelo professor e apreensão pelo aluno de forma tradicional e utilizando os instrumentos historicamente construídos em nosso imaginário como lousa e giz, ou ainda, novas tecnologias que, mesmo com grande potencial, são limitadas pelo uso restrito.

    No FORO 23 iniciou-se um debate sobre o uso da internet e outras tecnologias na difusão do conhecimento escolar, para que de certa forma houvesse uma aproximação dos estudantes. Em minha perspectiva o Nós Propomos! é um projeto que se coloca como uma ferramenta ainda mais especial, pois convida o estudante a estudar, entender, criticar e se colocar politicamente ativo na transformação do espaço em que está colocado, diferentemente do processo de vinculação pela simpatia com uma determinada ferramenta, este projeto requer o envolvimento entre alunos, professores, escola e comunidade em diversos níveis.

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  64. Em primeiro lugar, vale pontuar a perspectiva inovadora educacional a qual o Foro24 trabalha, que bate de frente com a pedagogia tradicional e tecnicista que temos na educação básica brasileira, e com isso, parabenizar os colegas envolvidos em um trabalho muito importante que é o projeto “Nós Propomos”, ainda mais em um contexto tão conturbado em que nos encontramos, onde a educação tem sofrido fortes ameaças e reformas que visam exatamente a maior concreticidade do oposto que este projeto propõe e por isso este se torna ainda mais admirável.
    Como futuros educadores, precisamos abrir nossas perspectivas para quando nos depararmos com uma sala de aula, não reproduzamos o modelo tradicional, o qual lutamos tanto contra. Vemos na educação básica o aluno ser completamente retirado de agente do aprendizado, passando a ser mero receptor do mesmo, enquanto os professores possuem a luz do conhecimento a qual deve ser passada de uma forma dura a fim de se decorar e não apreender.
    A proposta da educação geográfica visando o desenvolvimento do sujeito é essencial para que possamos aproximar o sujeito do conhecimento, para que este veja um sentido no estudo da geografia, podendo assim internalizar este conhecimento o qual foi construído e não simplesmente jogado à ele, para que então este conhecimento adquirido seja externalizado e tenha um diálogo com o próprio ambiente e população à qual ele estudou e se aprofundou, fazendo com que o estudo mude tanto o ambiente, quando o sujeito (estudante).
    Essa proposta de aproximação do sujeito com o meio ambiente local, é essencial para que ele possa conhecer e valorizar a cidade, o meio o qual vive. O projeto “Nós Propomos”, se torna peça chave para estimular a maior aderência à educação geográfica como desenvolvimento do sujeito, pois ela viabiliza a troca de experiência e uma comunicação não só com educadores brasileiros, mas de outros países, reunindo forças e metodologias para um maior ensinamento e aprendizado geográfico.

    Camilla Gouveia – Ciências Sociais – Unesp (Marília) - Noturno

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  65. É interessante o projeto NÓS PROPOMOS!! do ponto de vista da promoção do diálogo entre as universidades junto as instituições da educação básica, que procuram através dos alunos pensar a sociedade no qual pertencem. Segundo, pela vinculação do conhecimento geográfico à ação social, através do objetivo proposto pelo projeto, que é estimular os estudantes a propor soluções para os problemas vividos em sua realidade, ampliando sua participação na sociedade. Portanto, evidenciando num contexto de marginalização das Ciências Humanas, o papel da geografia para a solução de questões históricas que se apresentam no cotidiano, como também melhorar a relação da universidade com o restante da sociedade através dos espaços escolares.
    Particularmente, segundo minha experiência de leituras, o projeto vem de encontro com outras tendências similares em outras áreas das Ciências Humanas, como o uso da cartografia social como recurso didático no ensino da sociologia na educação básica. Tanto no sentido de propor formas de ensino-aprendizagem alternativas, como também de dar centralidade aos estudantes como objeto e sujeito do conhecimento, ou seja, o estudante passa tanto a assimilar como também produzir conhecimento, no caso do NÓS PROPOMOS!!, na forma de propostas de resoluções para problemas vividos por esses. Cabe resaltar também o alcance e a forma de organização desse projeto, que envolve diversos contextos da América Latina, da África e também Portugal, diferente de outras ações semelhantes no qual tive contato através de textos, que não extrapolavam suas cidades ou instituições pioneiras, sendo experiências menores.
    A experiência do uso da cartografia social como meio de ensino de sociologia foi tema de um dos artigos apresentados na 18º Congresso Brasileiro de Sociologia em Brasília-DF, realizado pela Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) em julho de 2017. O texto discutia o uso desse recurso entre outros, por sinal advindo da geografia, como meio didático de ensino dos conteúdos da disciplina através da atividade de pesquisa dos alunos sobre sua própria realidade, ou seja, seu bairro ou cidade. O texto narrou essa experiência realizada com alunos do 3º ano do ensino médio, na Escola Estadual Antônio da Silva Guimarães, na comunidade de Pontezinha no Cabo, em Pernambuco no Brasil. Acreditando ser importante a troca de informações também entre as diversas áreas do conhecimento, na experiência descrita acima observei, e, de certo modo é expresso também no texto dos autores que a descreveu (Tatiana de Carvalho Moura, André de Queiroz Pereira e Patrícia Bandeira de Melo), a dificuldade de dialogar em sala de aula as questões locais trazidas pelos alunos com seu contexto mais geral, seja num sentido global ou nacional. Levando-me a questão, que é como criar de modo dinâmico esse diálogo entre o micro e o macro de forma didática e sem um empobrecimento do conhecimento geográfico sem privilegiar um em detrimento do outro? Não ficou muito claro pra mim esse aspecto, sendo interessante que um envolvido na implementação do projeto numa escola, possa falar um pouco sobre. Se a questão realmente existe, e se existe, como estão lidando?
    Problemática que surgiu-me durante a realização das disciplina da licenciatura no qual curso, sendo significativa citar para este espaço, a disciplina de Educação geográfica e questão ambiental, curso ministrado pela professora Silvia Aparecida de Souza Fernandes na Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista, campus de Marília, SP no Brasil. Não sendo uma questão nova para a discussão, perseguindo as diversas áreas do conhecimento na educação básica que tomam como postura tendências semelhantes. No caso apresentado pelo Foro 24, parece-me ser um pouco mais complicado, pois implica na própria participação social dos sujeitos em sua realidade vivida, mas, que está dentro de uma estrutura social a princípio com certas determinações.
    Rafael Caldas, graduando em Ciências Sociais pela Fac. de Fil. e Ciências da Universidade Estadual Paulista, campus de Marília, SP, Brasil.

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  66. Vejo o "Nós Propomos!" como uma esperança a todos que acreditam em uma educação integral, no sentido de aliar conceitos teóricos da geografia com um trabalho de campo específico em cada região onde o projeto vem sendo aplicado, contrariando a forma mecanizada de ensinar e aprender recentemente proposta pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Em uma conjuntura onde se discute absurdos como a implementação do ensino a distância nos níveis fundamental e médio, construir uma zona de desenvolvimento proximal junto aos estudantes visando a solução de problemas ambientais locais, os inserem no debate e os colocam como atores na sociedade, capazes de intervirem em sua própria realidade social, deixando de lado o ensino teórico de caráter tecnicista que muitas vezes visa apenas o ingresso em concursos e/ou universidades.
    Acredito que para muitos colegas de curso que aqui comentaram, o "Nós Propomos!" tenha sido um projeto que se aproxima muito da metodologia vigotskiana da teoria histórico-cultural, muito difundida em toda área da licenciatura no campus da UNESP/Marília.

    Vinícius Pereira da Silva - Ciências Sociais - UNESP Marília - Noturno

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  67. O projeto Nós Propomos é uma estratégia bastante eficiente no que diz respeito à possibilidade de estudo do lugar, do espaço geográfico próximo e primeiro. Sua simplicidade combinada com a criatividade de cada professor que o executa, criam atmosferas de interação, reflexão e ação com elevado valor didático e pedagógico. A ideia de trabalhar a cidadania territorial tão cara ao projeto, (re)vincula os alunos com os espaços de vivência, convidando-lhes a assumirem um protagonismo na busca pelo entendimento de suas realidades e na proposição de medidas para enfrentar os problemas identificados no exercício de investigação. No Distrito Federal, no Brasil em 2017, realizamos o projeto em 4 regioes administrativas, A experiência foi fantástica, inclusive a compartilhamos em um livro que registra em detalhes da execução do Nós Propomos DF. Em 2018 estivemos no Congresso Iberoamericano Nós Propomos onde tambem pudemos compartilhar essas experiências ricas de Geografia e Cidadnia com professores dos vários países participantes.

    Que o projeto cresça e continue a contribuir com o ensino da Geografia e a promoção da cidadania.

    Leonardo Ferreira Farias da Cunha SEEDF/POSGEA-UNB

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  68. Andrea Alandete Miñano
    Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
    Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

    Parte I
    A pesar de vivir en la era de la información y en pleno siglo XXI, todavía quedan vestigios de lo que fue la escuela tradicional. Esta estaba basada en un receptáculo de conceptos memorísticos que tenían que adquirir los alumnos siendo ellos el sujeto pasivo del aprendizaje. En consecuencia, este modo de entender la educación no dejaba al alumnado desarrollar sus potencialidades.

    Aunque el Aprendizaje Basado en Proyectos (ABP) parezca una metodología innovadora, esta se inició en Universidad de McMaster (Canadá) en el año 1965. Si miramos más allá, el ABP está basado en una filosofía de educación constructivista, sus orígenes del cual nos remontan a la Grecia Clásica. No obstante, ¿por qué dar el paso a nuevas metodologías didácticas en nuestras escuelas es un proceso tan costoso? Según San Román (2012) esto ha sido debido a que en España la metodología de aula y el currículo escolar han sido elegidos con distintos objetivos sociales y económicos por quiénes nos representan políticamente, llevando así a una discordancia educativa.

    Sin embargo, aunque su introducción en el panorama educativo fue difícil, existen cada vez más centros que se suman al cambio. Entre una de las propuestas de metodologías innovadoras queremos destacar el aprendizaje-servicio. El aprendizaje-servicio se trata de una propuesta educativa que expone en un solo proyecto los procesos de aprendizaje y el servicio a la comunidad, en el que los participantes tratan aspectos y necesidades reales de su entorno con una finalidad clara de mejorarlo (Palos y Puig Rovira, 2006). En vista a esta definición, nos preguntamos si el aprendizaje-servicio igual como las otras propuestas metodológicas innovadoras tendrán cabida dentro de nuestra sociedad y cuáles son las ventajas e inconvenientes que existirán si queremos favorecer una comunidad social en base al ApS.

    Para poder responder a esta cuestión, cabe destacar un proyecto creado por el profesor Sergio Claudino en el Instituto de Geografia e Ordenamento do Território en Lisboa llamado Nos Propomos. Este método consiste tal y como apunta Claudino (2015) en implementar un trabajo de carácter más práctico centrado en los problemas regionales con el fin de que tenga una efectiva aplicación, teniendo presente la preocupación por promover la participación popular. Este proyecto tuvo tales repercusiones que ha sido aplicado en algunos centros como el Instituto de Enseñanza Secundaria (IES) Jaume I de Onteniente y al Colegio Público Vicente Tena de Jávea.

    En estos centros trabajan por proyectos. El trabajo por proyectos es una herramienta de integración de la teoría y la práctica con el cual se supera la capacidad de memorización para dar paso a la responsabilidad personal, al trabajo en equipo y al pensamiento autocrítico y evaluativo (García-Valcárcel, 2009 citado en Alvárez Borrego et al, 2010). Además, les permite la integración del conocimiento y su aplicación a situaciones de la realidad (Díaz-Barriga, 2005; De Filipi, 2001 citado en Álvarez Borrego et al, 2010).

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  69. Parte II
    Andrea Alandete Miñano
    Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
    Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

    Así pues, el ApS es un método apropiado para trabajar tanto la educación formal y no formal, aplicable a todas las edades y en distintos espacios temporales, que permite a los alumnos conocer otras realidades sociales que suelen limitarse a saber por el libro de texto. Además, se permite que exista un servicio a la comunidad para poder aplicar conocimientos anteriores, formular interrogantes y conseguir experiencias en grupo. No se trata de un aprendizaje aislado en el que se hace un servicio a la comunidad breve mientras que la metodología de aula sigue siendo tradicional, sino que se trata de todo un trabajo duradero que afecta tanto dentro como fuera del aula (Puig Rovira y Palos, 2006).

    No podemos olvidar que el servicio a la comunidad nos humaniza como miembros de un colectivo, beneficia al grupo en conjunto y es una herramienta pedagógica que nos permite el crecimiento personal. En las aulas, los alumnos pueden aportar una mirada crítica y global que intente explicar la complejidad de los dinamismos sociales, culturales, económicos y medioambientales. Si queremos ayudar al medio tendremos que conocer al medio, por tanto la eficacia se basa en la capacidad de observación y la manera de trabajar los problemas que hemos detectado. El objetivo es buscar una reciprocidad entre la escuela y la comunidad. (Puig Rovira et al, 2011).

    Sin embargo, conocer las necesidades del entorno no es una tarea fácil. Noddings (2002 citado en Puig Rovira et al, 2011, p. 55) decía que “cuanto más cerca estemos de las necesidades de los demás, mayores serán nuestras posibilidades de entender su fragilidad y de percibir el llamado deber interior, esa punzada que nos obliga a responder al otro”.

    Otro obstáculo en el camino del ApS se basa en nuestro sistema educativo actual, basado en unos contenidos curriculares fragmentarios y descontextualizados que se desvinculan de las necesidades reales. Aunque se promuevan valores como la solidaridad y el compromiso, la realidad es que en muchos ámbitos todavía prima el individualismo y la competitividad (Santos Guerra, 2016).

    En base a estas ideas,surgen muchas preguntas al respecto. Si realmente existen otras maneras de actuar que favorecen tanto al alumnado, ¿por qué es un proceso tan costoso la implantación de estas?, ¿por qué existe esta falta de libertad y a la vez miedo por la innovación?, ¿realmente los docentes estamos chocando contra un muro burocrático que no nos deja avanzar?

    Una vez expuestas una serie de metodologías innovadoras como en este caso el aprendizaje-servicio y los obstáculos y ventajas que tiene esta dentro de una comunidad social, y establecido ejemplos de algunos proyectos que se están llevando actualmente, a modo personal, pienso que aunque se estén implantando diversos proyectos con grandes resultados, todavía queda mucho trabajo por hacer. Tal y como dice Dewey (1920, p.6): “la realización de una forma de vida social en la que los intereses se penetran recíprocamente y donde el proceso o reajuste merece una importante consideración, hace a una sociedad democrática, más interesada que otras en organizar una educación deliberada y sistemática”. Por tanto, solo la educación puede cambiar la educación. Este tipo de aprendizajes no deberían considerarse como excepciones de unos pocos, sino que se debe promover el cambio y la no conformidad con nuestro panorama social. La educación es un bien común, un sistema público que ha de servir como un instrumento de cohesión social corrector de desigualdades.

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  70. Andrea Alandete Miñano
    Didáctica de las Ciencias Sociales – 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
    Facultad de Magisterio – Universidad de Valencia

    Bibliografía

    Álvarez Borrego, V., Del Carmen, V., Morelos, M., & Rubio, M. (2010). Trabajo por proyectos: aprendizaje con sentido . Revista Iberoamericana de Educación, 13. Recuperado en: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5896396

    Campo País, Benito (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje y servicio. Apuntes de clase. Universitat de València.

    Claudino, S. (2015). A educação geográfica em Portugal e os desafios educativos. Giramundo, 2(3), 7-19. Recuperado en Dialnet: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5489966

    Puig Rovira, J., Gijón, M., Martín, X, & Rubio, L. (2011). Aprendizaje-servicio y Educación para la Ciudadanía. Revista de Educación Universidad de Barcelona, 45-67. Recuperado en: http://www.revistaeducacion.educacion.es/re2011/re2011_03.pdf

    Puig Rovira, J. M & Palos, J. (2006). Rasgos pedagógicos del aprendizaje-servicio. Cuadernos de Pedagogía, 4. Recuperado en: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=1970468

    Red de Innovación Docente en ABP del ICE de la Universidad de Girona (2012). El ABP: origen, modelos y técnicas afines. Aula de innovación educativa, 5. Recuperado en: http://web2.udg.edu/ice/doc/xids/aula_educativa_1.pdf

    San Román, S. (2013). Evolución de los modelos metodológicos y su relación. Universidad Autónoma de Madrid, 227-243. Recuperado en: http://www.scielo.br/pdf/ep/v39n1/v39n1a15.pdf

    Libros

    Dewey, J. (1920). Democracia y educación. Madrid: Morata.

    Documentos en línea

    https://www.lacapital.com.ar/educacion/educar-tiempos-revueltos-es-ir-contracorriente-afirma-el-educador-santos-guerra-n1249593.html

    http://nospropomos2016.weebly.com/

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  71. Susana Soler Picó
    Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
    Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

    Parte I:
    La enseñanza de las Ciencias Sociales siempre se ha llevado a cabo desde un punto de vista teórico, donde el alumnado tenía un papel pasivo y era el maestro el que poseía el papel activo. Esta metodología de aprendizaje tan solo pretendía que el alumnado memorizara los conceptos implicados en cada tema sin más indagación, pero, actualmente está emergiendo una nueva corriente en la didáctica de las Ciencias Sociales que quiere ir más allá de la mera memorización de conceptos. Según Porlán (1998) la didáctica de las ciencias sociales presenta dos dimensiones complementarias: describir y analizar los problemas más significativos de la enseñanza aprendizaje de las ciencias y elaborar y experimentar modelos que, a la luz de los problemas detectados, ofrezcan alternativas prácticas fundamentadas y coherentes. El objetivo de todas las nuevas corrientes en didáctica de historia y geografía es que los niños, a partir de los conceptos que han aprendido en clase, sepan dar una posible solución, ya que así desarrollan su pensamiento crítico y llevarán a cabo un aprendizaje más significativo.
    En los últimos años, las estrategias de aprendizaje han ido cobrando una importancia cada vez mayor [...] que ha venido a convertir el aprender a aprender en una de las metas fundamentales de cualquier proyecto educativo (Pozo y Monereo, 1999). La diferencia entre el aprendizaje de manera tradicional y el que se está intentando trabajar en la actualidad es que el primero está centrado en el profesor como generador de información, mientras que, en el segundo caso, la enseñanza está centrada en el alumno y en su aprendizaje.
    Existe una gran cantidad de métodos innovadores para enseñar ciencias sociales y romper con el modelo tradicional que se ha trabajado hasta ahora. Todos ellos deben tener el objetivo de formar alumnos “con ciencia, pero también con conciencia”, según Morin, ya que así cumpliremos el objetivo que hemos mencionado anteriormente. A partir de la teoría y su problematización intentamos dar posibles soluciones. Para ello podemos llevar a cabo en nuestra aula diferentes metodologías innovadoras, como, por ejemplo, el aprendizaje por indagación, el aprendizaje por descubrimiento, aprendizaje basado en proyectos, flipped room (aula invertida), APS (aprendizaje-servicio), etc.
    Nosotros nos centraremos en esta última propuesta docente, una metodología que combina en una sola actividad el aprendizaje de contenidos, competencias y valores con la realización de tareas de servicio a la comunidad (Puig, 2009). Cabe destacar que no se trata de un voluntariado, sino que es una parte de un proyecto educativo que trata de poner en práctica lo aprendido en el aula a partir de necesidades reales del entorno.

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  72. Susana Soler Picó
    Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
    Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

    Parte II:
    Son ya varios los centros que están trabajando a través de dicha propuesta didáctica, como, por ejemplo, el Colegio Vicente Tena (Jávea) o el IES Jaume I (Ontinyent), entre otros. El proyecto Space Jaume One que se lleva a cabo en este último centro está enfocado al estudio de la contaminación de nuestro planeta, tratando temas totalmente actuales como ¿Qué es el cambio climático? con la ayuda de la Regidoría de Medio Ambiente. En este ámbito podemos destacar el proyecto Nos propomos!, a través del cual se intenta realizar un APS relacionado con la historia y la geografía, donde los niños realizan proyectos sobre el clima, las consecuencias del cambio climático en su entorno inmediato, etc. Así, serán conscientes de los problemas que ocurren a su alrededor, se informarán y buscarán respuestas a estos problemas.

    Desde el punto de vista de un maestro planteándose cómo va a enfocar las clases este año con sus alumnos, debe ver los aspectos positivos y negativos de cada metodología, ya que, como todo, tiene sus partes buenas y sus partes difíciles. Como nosotros nos centraremos en el aprendizaje-servicio, destacaremos los puntos más fuertes de dicho proyecto y sus beneficios, pero, en contraposición, también resaltaremos sus puntos débiles y los aspectos que debemos llevar más cuidado a la hora de aplicar este tipo de didáctica en nuestra aula.

    En primer lugar, empezaremos con los beneficios de llevar a cabo un proyecto APS en nuestra clase. Son muchos los aspectos a favor de este tipo de metodología, ya que, a partir de una base teórica, el alumnado es invitado a participar en una situación real, donde la comunidad es ayudada por los alumnos y estos aprenden de esta experiencia, por lo que los beneficios son mutuos. Una característica de este proyecto es que todos y cada uno de los alumnos aprenden, no hay ninguno que se quede indiferente (Kaye, 2004), ya que la puesta en práctica hace que vivas el aprendizaje y, en consecuencia, que aprendas a partir de él. Asimismo, tal y como nos explica Puig (2007), además de las mejoras académicas, sociales y emocionales, los alumnos también aumentan su responsabilidad cívica y la participación activa en la comunidad. Todos estos aspectos son primordiales para un buen desarrollo personal, lo cual es tarea fundamental de los maestros.

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  73. Susana Soler Picó
    Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
    Facultad de Magisterio - Universidad de Valencia

    Parte III:
    Igualmente, los maestros también destacan los beneficios que han obtenido a nivel profesional a partir de dicho proyecto. El hecho de llevar a cabo un servicio a la comunidad hace que los maestros estén en continuo contacto con el medio que les rodea, lo cual es muy positivo tanto para su labor profesional como para las actividades que puedan realizar en la clase. Son varias las investigaciones que afirman que, a partir del desarrollo del trabajo, crece el humor, las buenas relaciones interpersonales, la resistencia a las críticas, así como un crecimiento en la moral de los maestros (Puig, 2007).

    Además, tal y como habíamos dicho anteriormente, las entidades sociales que reciben el servicio también tienen beneficios porque son ayudados en algún aspecto por los niños de la escuela. La comunidad recibirá ayuda y los alumnos aprenderán a través de dicha actividad, del mismo modo que también pueden transmitir los conocimientos que adquieran en el proyecto al resto de alumnado del centro, por lo que los beneficios llegarían a un número mayor de niños.

    Por otro lado, las dificultades que podemos encontrar están más relacionados con los grandes esfuerzos que debe realizar el maestro para sacar adelante un proyecto como este, así como la buena coordinación con los agentes externos a la escuela. No se trata de desventajas sino de la gran labor que se debe llevar a cabo para que el proyecto dé sus frutos. La duda se encuentra en si los maestros estamos preparados para realizar un proyecto como este y en si los padres están dispuestos a que la educación de sus hijos dé un gran cambio, aunque este sea a mejor.

    En conclusión, el Aprendizaje por Servicio es una metodología que debería aplicarse en todos los centros educativos, ya que continúa teniendo su parte de aprendizaje de conceptos, pero incluye una nueva fase de práctica, donde los niños verán como su trabajo en la comunidad da sus frutos, es decir, se sentirán útiles en su medio más inmediato. La educación debe intentar que los niños se sientan integrados en la sociedad y es esta la manera de hacerles partícipes en los problemas que ocurran a su alrededor y, en consecuencia, concienciarles sobre ellos.

    Bibliografía y Webgrafía:

    Puig, J., Batlle, R. et al. (2007). Aprendizaje servicio. Educar para la ciudadanía. Madrid: Ministerio de Educación y Ciencia y Centro de Investigación y Documentación Educativa.

    Campanario, J.M. y Moya, A. (s.f.). ¿Cómo enseñar ciencias? Principales tendencias y propuestas. Madrid: Universidad de Alcalá de Henares.

    Porlán, R. (s.f.). Pasado, presente y futuro de la didáctica de las ciencias. Sevilla: Universidad de Sevilla.

    Puig, J., Batlle, R. et al. (2009). Aprendizaje servicio (ApS). Educación y compromiso civico. Barcelona: Graó.
    Torres, M.I. (2009). La enseñanza tradicional de las ciencias versus las nuevas tendencias educativas. Revista Electronic Educare, 14(1), 131-142.

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    1. Silvia Gómez Peris
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio - Universidad de València

      PARTE I:
      Resulta evidente que la educación precisa de un cambio en cuanto al tratamiento que recibe, en general, la enseñanza, pues se trata de hacer frente cada vez a más retos derivados de la educación del futuro, y si no se produce una innovación educativa, principalmente, la situación no hará más que agravarse, pues tal y como indica Odria (2007) queda constatada la incapacidad de la escuela tradicional para dar respuestas a los retos. Es en este punto donde aparecen proyectos como el de Nós Propomos, en castellano, Nosotros Proponemos, el cual aborda el tema de la innovación tomando como eje central de su programa la importancia de trabajar formando una red, e integrar en las escuelas la competencia social y ciudadana.
      Para poder comprender y abordar todo lo que implican proyectos escolares como Nós Propomos, es preciso hablar de cambios radicales en todos y cada uno de los elementos que conforman la educación, desde una perspectiva realmente transformadora como comenta García-Pérez (2016). Siguiendo con los pensamientos de este mismo autor, en muchos casos, se piensa que el cambio de la educación se produce por la sustitución de un marco legal por otro cuando la cultura escolar tradicional todavía continua en su tarea de reproducir un sistema social dominante.
      Esto último, es comentado en rasgos generales, ya que es cierto que no todas las escuelas, y sus profesores, dan un tratamiento idéntico a la enseñanza, pues como sabemos existen muchas metodologías alternativas las cuales apuntan a una innovación educativa, pero esto no es suficiente porqué además se trata de responder a los problemas derivados de la globalización que hay en nuestro planeta, por lo que hay que revisar también según las palabras de Souto (2011) la producción de materiales(diseño curricular) y la formación del profesorado.
      Siguiendo con estos dos últimos elementos, este mismo autor, pero en otra publicación habla de que existe una alternativa a toda esta situación compleja en la que se encuentra la educación, y reside principalmente en la constitución de proyectos curriculares (como grupos sociales organizados) y en la formulación didáctica que combine la investigación educativa, aspecto que atañe principalmente al profesorado, y la innovación curricular (Souto, 2015).
      De lo anterior, se pueden extraer ideas muy interesantes, como son renovar el proyecto educativo de la gran mayoría de los centros, para trabajar por proyectos (favoreciendo así el constructivismo), los cuales implícitamente traten sobre temas del currículo, como es el caso, por ejemplo de Gea-Clío, un Grupo de investigación e innovación pedagógica, el cual lleva trabajando más de 20 años en el ámbito de las ciencias sociales, y cuyo fin es el desarrollo de proyectos curriculares entendidos, y tomando como referencia las palabras de Souto (2011) como un proceso de construcción educativa, y de espacio público comunicativo, que supone, principalmente, una acción sobre la práctica.


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    2. Silvia Gómez Peris
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio - Universidad de València

      PARTE II:Aunque su origen se remonta al año 1988, este grupo de profesionales de la educación ya desde entonces buscaba alternativas a los libros de texto, y ahora concretamente se sabe que además resulta evidente el compromiso del profesorado, elemento que ya ha aparecido a lo largo de este escrito, pues actualmente la didáctica de las ciencias sociales tiene el reto de mejorar la calidad educativa a causa de los efectos de la globalización, entre ellos, la excesiva saturación de información que crea una banalización de los hechos, y que en muchos casos impide analizar los problemas de nuestro mundo (Souto,2011).
      Es por eso por lo que resulta preciso tratar los temas escolares en relación con las situaciones sociales reales y formar al alumnado para procesar información, y lo más importante, adoptar decisiones (Souto et al., 2012). Y esto no se consigue solamente aplicando una pedagogía activa, ya que si los contenidos siguen siendo tradicionales es como si no se hiciera nada, en otras palabras, esto se traduce en pequeñas limitaciones como, por ejemplo, el hecho de abogar por el constructivismo a nivel teórico, y mantener una práctica pedagógica cotidiana sin cambio alguno.
      Ha llegado el momento pues, de concretar algunos aspectos para poder seguir avanzando hasta llegar a comentar todo lo que conlleva un proyecto como el planteado al inicio del escrito. García-Pérez (2016) afirma, en uno de sus escritos, y, refiriéndose a la educación, que no solo es posible sino necesario pensar en una alternativa a la educación tradicional. Por ello, el profesorado, principalmente, ha de reorientar la enseñanza hacia el tratamiento de problemas sociales y ambientales relevantes para la humanidad, combinando las escalas global y local (García-Pérez, 2016).
      Para llevar la reorientación completamente a cabo, se requiere de un modelo que se base en el aprendizaje significativo, en la reflexión, en el pensamiento crítico y en la capacidad de realizar propuestas de resolución alternativas por parte del alumnado, que a su vez tendrá que ser activo (Gómez-Carrasco et al., 2018), todo esto desarrollado a partir de una metodología activa, entre las cuales se encuentran, el aprendizaje basado en problemas, el aprendizaje basado en proyectos, la flipped-classroom, y el aprendizaje-servicio.
      Esta última metodología es en la que se basa el proyecto, del que se lleva comentando desde el inicio de este texto, “Nós Propomos ! Ciudadanía e innovación en la educación geográfica” el cual surgió en 2011/12 en el Instituto de Geografía y Ordenación del Territorio de la Universidad de Lisboa. Una iniciativa que surgió para resolver problemas regionales mediante la realización de un Estudio de Caso dirigido a identificar los problemas socio- ambientales locales, y también presentar unas propuestas de solución, por parte de los jóvenes, teniendo presente una visión global de las mismas y responsabilizándoles así, como agentes de transformación en sus comunidades (Claudino et al,.2018).
      Concretamente la metodología de aprendizaje-servicio, en palabras de Batlle (2011) se trata de una propuesta educativa que combina procesos de aprendizaje y de servicio a la comunidad en un solo proyecto bien articulado, en el cual los participantes se forman al implicarse en necesidades reales del entorno con la finalidad de mejorarlo.

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    3. Silvia Gómez Peris
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio - Universidad de València

      PARTE III:

      En definitiva, y como esta misma autora afirma también, se trata de un método para unir éxito escolar y compromiso social: aprender a ser competentes siendo útiles a los demás. Un ejemplo muy claro y basado en esta metodología a través del proyecto Nós Propomos es el que se llevo a cabo en el Instituto Jaume I, en Ontinyent, donde los alumnos a través de la detección de un problema socioambiental en su localidad: “la excesiva cantidad de excrementos de mascotas en las calles”, elaboraron propuestas de mejora como la gestión de basuras y reciclaje.
      Como conclusión, ha llegado el momento de observar de manera analítica, después de todo lo dicho anteriormente, cuáles son los obstáculos y las ventajas al tratar de favorecer una comunidad social desde un proyecto y una metodología como la que acabamos de ver. Primeramente, y en lo referido a obstáculos, se encuentran que en la mayoría de los casos es el propio centro el que se muestra reticente a los cambios, percibiéndose todavía en la actualidad un conjunto de rutinas y tradiciones en la enseñanza y aprendizaje, en este caso, de las Ciencias Sociales, expresadas en programas y actuaciones en las aulas. Este mantenimiento es consecuencia, en muchos casos, de la incertidumbre ante el posible juicio de compañeros de claustro en los centros, por lo que en algunas situaciones se prefiere “lo malo conocido” (Souto, 2015). Por eso, sigue persistiendo una concepción positivista y mecanicista de las Ciencias Sociales en general totalmente apoyada por un currículo que resulta acotado y encapsulado debido a la transmisión, que se mantiene hoy en día, de un saber cultural que se estima como valioso, a pesar de que cada vez son más grandes las problemas y retos que se plantean (Souto, 2015).
      Por el contrario, las ventajas que derivan de seguir una metodología como esta son diversas, pues no solo es un proyecto educativo y social mismo tiempo, sino que también fortalece la comunidad, ya que fomenta el capital social de esta, en otras palabras, fortalece el trabajo en redes, explicita y consolida los valores y normas que aportan cohesión social, y ayuda a crear confianza y seguridad entre la población, esto por supuesto incluye a todas las instituciones locales del lugar en cuestión, ya no solo la institución educativa (Batlle, 2011), y por supuesto, tiene unos beneficios muy importantes para el alumnado, ya que mejora la participación y compromiso de estos como ciudadanos en la sociedad.
      Para terminar, es momento de reflexionar sobre todo lo expuesto en este informe puesto que, como futura maestra, considero que debo plasmar mi opinión. El aprendizaje-servicio ha sido personalmente un descubrimiento, pues conocía otras metodologías de carácter activo como el aprendizaje por proyectos, o el basado en problemas, pero esta “combinación” de los dos no. Creo que estamos frente a una metodología clave para el cambio o innovación educativa, además tenemos a nuestro alcance mucha información y la mayoría contrastada y comprobada empíricamente de que una metodología con tales características beneficia a toda la comunidad educativa y además favorece el efecto multiplicador hacia una comunidad social, en la cual algo visto como un problema se convierte en algo social, compromiso de todos.

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    4. Silvia Gómez Peris
      Didáctica de las Ciencias Sociales - 4ºD Mención de Pedagogía Terapéutica
      Facultad de Magisterio - Universidad de València

      PARTE IV(BIBLIOGRAFÍA)
      -Batlle, R. (2011). ¿ De qué hablamos cuando hablamos de aprendizaje-servicio. Crítica, 972, 49-54.
      -Campo País, B. (2018). Estudiar mediante problemas locales desde una idea de comunidad social de aprendizaje servicio. Apuntes de clase. Universitat de València.
      -Claudino, S., Souto, X., & Araya Palacios, F. (2018). Los problemas socio-ambientales en geografía: una lectura iberoamericana.
      - Gómez Carrasco, C. J., Miralles Martínez, P., Ortuño, J. (2018). Enseñar ciencias sociales con métodos activos de aprendizaje. Octaedro.
      -De la Montaña, J. L., García, C. M., & Hernández, A. M. (2015). Una enseñanza de las ciencias sociales para el futuro: Recursos para trabajar la invisibilidad de personas, lugares y temáticas.
      -García Pérez, F. F. (2016). Educar en la escuela para afrontar los problemas del mundo. Más allá de lo imposible. La dimensión política de los derechos humanos en el siglo XXI (pp. 145-171).
      -Odria, A. M. (2007). Service-learning o aprendizaje-servicio: la apertura de la escuela a la comunidad local como propuesta de educación para la ciudadanía. Bordón. Revista de pedagogía, 59(4), 627-640.
      -Souto González, X. M. (2011). La construcción del conocimiento escolar en la sociedad de las comunicaciones. Una propuesta del Proyecto Gea-Clío. Revista Investigación en la Escuela, 75, 7-19.
      -Souto González, X. M., Moreno Lache, N., & Coelho Lastoria, A. (2012). La formación ciudadana en las sociedades tecnocráticas: una perspectiva crítica desde el Geoforo Iberoamericano de Educación. Revista de Investigación en la Escuela, (76), 65-76.




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